Pluralidade. Esse foi o conceito mais destacado durante o Dia da Educação Fiocruz 2023. A cerimônia agraciou 11 estudantes na sétima edição do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses (Poct) e um aluno contemplado no Prêmio Capes de Teses; concedeu a Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional à pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) Magali Romero Sá, e ainda homenageou todos os docentes em uma celebração cheia de emoção e agradecimentos. Tanto os integrantes da mesa de abertura, assimn como os agraciados com os prêmios falaram sobre a diversidade, a multiplicidade de ideias, o respeito e as oportunidades de ensinar e aprender na Fiocruz. Confira a transmissão completa do encontro no canal da Fiocruz no Youtube.
Trazendo alegria e leveza ao encontro, o projeto Rio de Música, associado à ONG Rio de Paz, foi o responsável pela trilha sonora do Dia da Educação. Eles interpretaram as músicas Asa Branca e Sabiá, de Luiz Gonzaga, Anunciação, de Alceu Valença, e O Morro não tem vez, de Tom Jobim. O projeto atua em áreas circunvizinhas à Fiocruz e, em 2023, completa 10 anos com centenas de alunos dessas comunidades já tendo passado por lá. A iniciativa conta com professores voluntários e periodicamente realiza campanhas de financiamento coletivo para a sua manutenção. Conheça o site do Rio de Música e seu Instagram.
"A gente ensina e também aprende. Essa é a essência da prática docente", disse a vice-presidente de Educação
Durante a mesa de abertura, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, falou sobre a potencialidade das políticas sociais para o acesso mais igualitário à educação. "As políticas sociais — e em particular as políticas de educação — tem uma potência extraordinária para ajudar a transformar a realidade social. A educação, além de ser um direito em si que é defendido por nós, condiciona o acesso a todos os demais direitos, sabemos disso! Portanto, fortalecer a educação pública, assim como o SUS e a ciência nacional é um compromisso institucional para reduzir as assimetrias sociais", disse ela.
Cristiani comentou ainda que o reconhecimento da Medalha de Mérito Educacional tem forte simbolismo para a Vpeic, pois é uma ampla homenagem aos professores, "essas pessoas que colocam amor na sua prática profissional e entregam suas vidas à atividade de formar pessoas". Já sobre o Poct, ela se alegrou pela diversidade de unidades contempladas neste ano — foram oito no total — e parabenizou os egressos, enfatizando que os anos de doutorado são sempre desafiadores, mas lembrou que os alunos que defenderam suas teses agora atravessaram também a pandemia de Covid-19 e enfrentaram ainda mais dificuldades. "O principal produto do doutorado não é a tese, mas, sim, a pessoa e a transformação pela qual cada estudante passa ao longo de sua trajetória", registrou.
O presidente da Fiocruz, Mário Moreira, em vídeo, expressou seu orgulho e admiração a todos os profissionais dedicados ao ensino e à formação de profissionais de saúde, e reafirmou o compromisso inabalável da Fiocruz com a produção do conhecimento que impacta positivamente na saúde e no bem-estar da nossa população. Além deles, a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Cristina Guilam, a diretora do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), Lucia Helena da Silva e o coordenador de ensino da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz - Rio de Janeiro (APG-Fiocruz/RJ) e doutorando do Programa de Pós-graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Matheus Rodrigues, também compuseram a mesa de abertura.
Fiocruz concede Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional a Magali Romero Sá
A historiadora e pesquisadora do Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), professora do Programa de Pós-graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS/COC), além de amiga há mais de 26 anos da homenageada, Simone Kropf foi a responsável por conduzir a homenagem a Magali Romero Sá. Em sua apresentação, ela discorreu sobre a vida pessoal e profissional de Magali e contou que "sua simpatia, entusiasmo e gentileza conquistaram minha amizade já nosso primeiro contato". Mas, segundo Simone, para muito além disso, "Magali é, sem dúvida, um dos exemplos mais notáveis da dimensão multi e transdisciplinar fundamentais para os processos de inovação na ciência". Outra dimensão fundamental da trajetória da Magali apontada é a produção de memória institucional e a organização e disponibilização de acervos arquivísticos, extremamente relevantes para a construção de novas linhas de pesquisa e também para a divulgação das ciências e da saúde junto à sociedade brasileira. "Magali é uma das cientistas mais notáveis da história da Fiocruz", disse ela.
Magali é bióloga com mestrado em Ciências Biológicas e doutora em História e Filosofia da Ciência. Ela é pesquisadora da Fiocruz desde 1997. Ela é professora do PPGHCS/COC, e, atualmente, ocupa o cargo de vice-diretora de Pesquisa, Educação e Divulgação Científica da COC. Ela orienta e supervisiona alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado do PPGHCS e do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal, além de coordenar projetos de pesquisa nacionais e internacional pela British Academy. Magali é bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj); integra o conselho consultivo da Sociedade Brasileira de História da Ciência e é membro do conselho editorial do periódico Medical History.
Magali participou da outorga da Medalha de forma remota, pois está em uma missão na Europa para discutir possibilidades de novas cooperação de instituições locais de pesquisa com a Fiocruz. A Medalha foi entregue — simbolicamente — pelas mãos de Cristiani Vieira Machado. "Somos muito orgulhosos de sermos seus amigos, é um grande privilégio tê-la conosco. Você é a cara da Fiocruz", disse a vice-presidente. Magali falou sobre a emoção e honra de receber essa homenagem. "Agradeço a Casa de Oswaldo Cruz que me acolheu. Entrei na Fiocruz muito novinha e todo o meu futuro foi direcionado pelo que aprendi nesta instituição. Eu devo muito a todos vocês e aos meus alunos queridos, com os quais pude contribuir, ajudar e compartilhar. Eles não são só alunos, são colegas de profissão. Sinto-me muito feliz por ser parte da Fiocruz e poder formar esses jovens", agradeceu Magali.
Prêmio Capes de Teses
Neste ano de 2023, o aluno do Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia, do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), Marlon Dias Mariano dos Santos recebeu menção honrosa no Prêmio Capes de Teses com o trabalho “Avanços na proteômica: novas tecnologias de aquisição de dados, ferramentas, e estratégias de análise”, com orientação de Paulo Carvalho e coorientado por Juliana Carvalho, ambos pesquisadores do ICC/Paraná. A estudante egressa do Programa de Pós-graduação em Patologia Humana (PGPAT), oferecido pela Universidade Federal da Bahia em associação ampla com o Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), María Belen Arriaga Gutiérrez também recebeu menção honrosa no Prêmio Capes de Tese 2023 com o trabalho “Determinantes clínicos e epidemiológicos da susceptibilidade à infecção pelo Mycobacterium tuberculosis e da resposta terapêutica em pacientes com tuberculose”. Seu trabalho foi orientado pelo pesquisador do IGM/Fiocruz Bahia e docente permanente do PGPAT, Bruno de Bezerril Andrade.
Ambos os estudantes agradeceram aos seus orientadores e destacaram a importância da Fiocruz - de seus laboratórios, o acesso a materiais e dados para pesquisa, além de agradecerem a todo o corpo de trabalhadores da instituição e colegas de curso. "Seu trabalho mudou a minha vida em todos os sentidos", declarou María sobre a orientação de Bruno Bezerril.
7ª edição do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses
O Poct distinguiu teses de elevado valor para o avanço do campo da saúde nas seguintes áreas temáticas de atuação da Fiocruz: Ciências Biológicas aplicadas e Biomedicina, Ciências Humanas e Sociais, Medicina e Saúde Coletiva. E premiou 11 alunos provenientes de oito diferentes unidades da Fundação.
Área Ciências Biológicas aplicadas e Biomedicina
A premiada da área foi Larissa Krokovsky com o trabalho "Dinâmica da infecção pelos vírus Zika e Mayaro em mosquitos Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti em modelo animal", ligado ao Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia em Saúde (PPGBBS), ligado ao Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco). Já na categoria Menção Honrosa, foram contempladas: Camila Sales Nascimento, com o trabalho "Aplicação de nanopartículas de óxido de ferro na polarização de macrófagos associados a células derivadas de neoplasias mamárias", elaborado no Programa de Ciências da Saúde, ligado ao Instituto Renè Rachou (IRR/Fiocruz Minas Gerais); e Nathália Alves Araujo de Almeida, com o trabalho "Hepatite B oculta em portadores de hepatite C crônica, impacto para o plano de eliminação das hepatites virais e o futuro das imunoterapias e terapias gênicas", ligado ao Programa de Medicina Tropical (PPGMT) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
Área Ciências Humanas e Sociais
A premiada da área foi Tatiana Clebicar Leite, com o trabalho "'Transver o mundo’: o Dia Nacional da Visibilidade Trans pela ótica de pessoas, campanhas e notícias", defendido no Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS), ligado ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Na categoria Menção Honrosa, foram contemplados João Luiz Garcia Guimarães, do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC) com o trabalho "O observador: medicina, sociedade e sensibilidade na trajetória intelectual de Jean-Joseph Ménuret de Chambaud (1739-1815)"; e Janio Gustavo Barbosa do (PPGICS/Icict/Fiocruz), com o trabalho "Infraestrutura de Informação na Fronteira entre Saúde e Direito: ampliando o diagnóstico da judicialização no Brasil".
Área Medicina
A premiada da área foi Jaline Alves Cabral da Costa, pelo Programa de Medicina Tropical (PPGMT) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), com a tese "Influenza B em diferentes regiões brasileiras (2010-2018): epidemiologia molecular, dinâmica evolutiva e implicações para a vigilância em saúde e imunoprevenção", sob a orientação de Marilda Agudo Mendonça Teixeira de Siqueira e a coorientação de Maria de Lourdes Aguiar Oliveira). Na categoria Menção Honrosa, a contemplada foi Mariana Araújo Pereira, pelo Programa de Pós-Graduação em Patologia Humana interinstitucional entre a Fiocruz Bahia e a Universidade Federal da Bahia (Ufba), com o trabalho "Determinantes da relação entre anemia e desfechos clínicos desfavoráveis em pessoas vivendo com HIV", orientada por Bruno de Bezerril Andrade.
Área Saúde Coletiva
A premiada da área é Thalita Renata Oliveira das Neves Guedes, pelo Programa de Saúde Pública na Amazônia, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com o trabalho "Territórios da Atenção Básica de Saúde do Amazonas: transformações sociais sob o signo da pandemia da Covid-19", sob a orientação de Júlio Cesar Schweickardt. Já as Menções Honrosas foram para Fernanda Esthefane Garrides Oliveira, do Programa de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), com o trabalho "Desigualdades raciais na ocorrência de multimorbidade entre adultos e idosos brasileiros: 10 anos do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa-Brasil)", sob a orientação e coorientação, respectivamente, de Leonardo Soares Bastos e Rosane Härter Griep; e Carolinne Thays Scopel, também do Programa de Saúde Pública da Ensp/Fiocruz, com o tema "Estratégias de acumulação de capital das Big Pharma: estudo de empresas selecionadas entre 2008 e 2019", com orientação de Maria Auxiliadora Oliveira e coorientação de Artur Monte Cardoso.
Diversidade, Inclusão e Ações Afirmativas
Na tarde do dia 16 de outubro, aconteceu também uma edição especial da Câmara Técnica de Educação, cujo tema foi Diversidade, Inclusão e Ações Afirmativas. Além das coordenadoras do encontro — Cristiani Machado e Cristina Guilam —, a reunião contou com a apresentação de cinco convidados, que trataram da temática central articulando-a com a área da Educação. A docente e pesquisadora da Ensp/Fiocruz Roberta Gondin falou sobre questões étnico-raciais. Para falar sobre os Povos Indígenas, a CTE contou com as docentes Ana Lúcia Pontes (Ensp/Fiocruz) e Luiza Garnelo (ILMD/Fiocruz Amazônia). Elenice Bastos, docente do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) falou sobre a atuação do núcleo de diversidade, equidade e políticas afirmativas do IFF/Fiocruz. O bolsista do Museu da Vida (COC/Fiocruz) Felipe Monteiro trouxe para o debate o tema da inclusão e acessibilidade, e a integrante da Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas da Fiocruz (Cedipa) abordou as questões de gênero em sua apresentação. A discussão foi moderada por Roseli Rocha do IFF/Fiocruz.
Imagens montagem: Peter Ilicciev
#ParaTodosVerem montagem com diversas fotos dos participantes e homenageados do Dia da Educação Fiocruz 2023
Com 42 novos estudantes inscritos, Fiocruz e Moçambique lançam grande consórcio institucional designado Programa Educacional em Sistemas de Saúde (SIS-Saúde Brasil/Moçambique). O evento aconteceu na capital do país, Maputo, e contou com a participação, física e remota, de autoridades e representantes de ambos os países. Na abertura do encontro, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, afirmou que esta relação é baseada na construção coletiva dos saberes e alicerçada nos "princípios da solidariedade e da cooperação respeitosa entre os países". A cerimônia foi transmitida ao vivo pelo canal da VideoSaúde Distribuidora no Youtube e está disponível na íntegra. Assista!
Lançamento do SIS-Saúde Brasil/Moçambique - 6/10
Nesta segunda-feira, 9/10, acontece a aula inaugural do SIS-Saúde - voltada aos 42 mestres e doutores aprovados na oferta -, proferida pela vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, com o tema "Sistema de Saúde do Sul Global: desafios e perpectivas. A apresentação também pode ser vista ao vivo no perfil do Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS) no Facebook.
O evento, que aconteceu de forma híbrida nos dois países, também contou, além de Mário Moreira, com as presenças da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Isabela Cardoso Pinto, da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, do diretor-geral do Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS), Eduardo Samo Gudo, do diretor Nacional de Formação e Comunicação em Saúde do INS, Rufino Gujamo, o diretor da Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade Lúrio, Alarquia Saíde, da presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Mercedes Bustamante e da diretora de Cooperação da Embaixada do Brasil, Natasha Pinheiro Agostina.
Integram o SIS-Saúde, os programas de pós-graduação em Saúde Pública (PPGSP), de Saúde Pública e Meio Ambiente (PPGSPMA) e de Epidemiologia em Saúde Pública (PPGEPI) ligados à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz); de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (PPGSMCA) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz); de Saúde Pública (PPGSP) do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco); e de Saúde Coletiva (PPGSC) do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas).
Isabela Cardoso Pinto, de maneira remota e representando a Ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, deu início às apresentações destacando o trabalho do Ministério na retomada da agenda internacional, dos compromissos e dos acordos bilaterais. Ela lembrou a trajetória do país com Moçambique e ressaltou que o "espírito atual é construir pontes para fortalecer o debate sobre a segurança sanitária na perspectiva internacional". Sobre o lançamento do novo programa, Isabela disse que a iniciativa fortalece a gestão dos sistemas de saúde e que o compromisso do MS é ampliar essas ações de intercâmbio de modo a facilitar o debate da saúde além das fronteiras.
Rufino Gujamo apresentou o programa detalhando sua estrutura, objetivos e particularidades do processo seletivo. Ele falou sobre as outras iniciativas de formação do INS em colaboração com diferentes instituições, especialmente a Fiocruz. "Desde 2008, temos parcerias com a Fundação e o lançamento de hoje mostra o quão consolidada está a nossa colaboração", comentou ele, apontando que este é um programa inovador, na medida em que ele acontece de forma híbrida. São 42 estudantes, 21 em cada modalidade, que estarão distribuídos pelo país, em diversas localidades - Maputo, Nampula, Inhambane, Niassa, Sofala, Zambésia, Tete, Gaza, Cabo Delgado - onde poderão ter acesso à internet e fazer o acompanhamento das aulas a partir do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle do Campus Virtual Fiocruz, que é o responsável pelo desenvolvimento e suporte aos docentes.
O diretor da Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade Lúrio (Unilúrio), Alarquia Saíde, ressaltou que a instituição sempre enfrentou desafios transformado-os em oportunidades. "Fomos a primeira universidade pública com sede fora da capital do país, em Nampula, além de lidarmos com o déficit de recursos humanos qualificados e de infraestrutura". Para a composição qualificada de seu corpo docente, recorreram a parceiros internacionais, da Europa, Ásia e América Latina, trazendo profissionais altamente qualificados e experientes para que a formação dos estudantes da Unilúrio tivesse o rigor necessário.
Paulatinamente, e de forma muito estratégica, contou ele, "a Unilúrio foi incorporando os docentes nacionais, a partir de 2014, a seus quadros. A parceria internacional se revelou extremamente importante e este novo programa vai qualificar ainda mais nossos quadros, que tem como prioridade a saúde pública e a saúde das populações".
Brasil e Moçambique: cooperação horizontal, solidária e persistente
Em um discurso emocionado, a vice-presidente de Educação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, que também é coordenadora do SIS-Saúde, deu boas-vindas aos estudantes e destacou o componente de coletividade desta iniciativa. "É uma honra tê-los conosco. A abertura desta turma é fruto de um trabalho muito coletivo e de uma parceria que começou há bastante tempo entre nós. Ela se insere numa agenda mais ampla de cooperação Sul-Sul, prioritária para o governo brasileiro, que afirmou o compromisso de reforçar os laços entre o Brasil e os países africanos de língua portuguesa. Essa iniciativa também é coerente com o plano estratégico de cooperação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), traçado para 2023-2027, tendo como prioridade o fortalecimento dos sistemas públicos de saúde. Temos usado a cooperação Sul-Sul estruturante em saúde para designar esse movimento de cooperação entre os nossos países de forma horizontal, solidária e persistente, com uma visão de médio e longo prazo, com compromissos mútuos e de aprendizado recíproco. Este é um tipo de cooperação que visa consolidar instituições públicas e capacidades locais por meio da expansão de oportunidades, intercâmbio de conhecimentos e transferência de tecnologias com respeito".
Alinhado à narrativa de Cristiani, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, também falou sobre a trajetória de sucesso entre os países, apontando que esta é uma cooperação estruturante, baseada nos princípios da solidariedade, da cooperação respeitosa entre os países, e estratégica para a nossa reinserção internacional. O lançamento, segundo ele, materializa este novo momento que o nosso país vive.
Moreira acredita que "sistemas de saúde se organizam a partir de pessoas, não só pessoas capazes de formular políticas públicas, mas também preparadas para estruturar o próprio sistema. Assim, a importância deste novo programa é inequívoca e fundamental para que o sistema de saúde de Moçambique possa, de fato, oferecer à população um serviço de qualidade. Estamos nesse projeto certos de que vamos contribuir no ensino, mas também aprenderemos muito com a experiência de Moçambique", disse ele, comentando que esta relação é baseada na construção coletiva dos saberes, dos conhecimentos e, sobretudo, das experiências. "É assim que o Brasil tem se reinserido nos cenários internacionais e se comportado diante dos desafios do desenvolvimento socioeconômicos do Sul global".
Cooperação por meio da educação nas mais diversas áreas para a formação de redes de conhecimento
A presidente da Capes, Mercedes Bustamante, defendeu que a cooperação por meio da educação e da ciência entre países do Sul Global são extremamente relevantes. "A formação de mestres e doutores é necessária nas mais diversas áreas do conhecimento e indispensável para a qualificação de sistemas de saúde nacionais. É de se destacar também que o novo programa ainda formará redes de pesquisadores entre as instituições de Moçambique, em especial o INS e a Universidade de Lúrio. Tais redes são uma forma muito eficiente de expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu. Além disso, a internacionalização Sul-Sul merece hoje o nosso apoio e vem sendo retomada pelo Governo Federal com toda a sua força, pois esses acordos fortalecem o desenvolvimento das Nações".
Desenvolvimento de capacidades humanas e institucionais
"Saúde e educação são fundamentais para o desenvolvimento de um país, e os governos do Brasil e de Moçambique têm em comum o empenho em formar capital humano que seja capacitado a encontrar soluções para esse desenvolvimento", assegurou a diretora de Cooperação da Embaixada do Brasil, Natasha Agostini, em sua apresentação. Ela lembrou que o país está há anos engajado na promoção da cooperação Sul-Sul, na qual países em desenvolvimento compartilham soluções encontradas com base em princípios de horizontalidade, neutralidade e benefícios mútuos.
"Esta cooperação tem foco no desenvolvimento de capacidades humanas e institucionais. O lançamento de mais uma etapa do programa é um perfeito exemplo do sucesso da cooperação Sul-Sul. É a parceria para a melhoria dos sistemas de saúde moçambicanos, mas também é sobre o desenvolvimento de pesquisas de alta relevância para os sistemas de saúde de ambos os países. Sabemos que há um investimento pessoal importante daqueles que entraram nos cursos de pós-graduação. Então, desejo a todos que perseverem em seus estudos, pois temos a certeza de que o crescimento pessoal que vocês experimentarão contribuirá multiplicadas vezes para o desenvolvimento das nossas sociedades e também para o fortalecimento dos sistemas de saúde dos nossos países", aspirou ela.
"Com todo este entusiasmo, este programa não tem outra opção a não ser dar certo", disse esperançoso o diretor-geral do INS, Eduardo Samo Gudo. Ele apontou que o caminho é longo para alcançar a melhoria da saúde e do bem-estar da população em qualquer lugar do mundo, porém seguro! E é neste contexto que o INS, a Fiocruz e a Unilúrio estão conjuntamente empenhados. "Por meio deste programa, pretendemos contribuir para a formação de uma massa crítica em Moçambique, que tenha um papel transformador e promova o fortalecimento do sistema nacional de saúde. Além disso, nossa expectativa é que esta formação contribua para dotar futuros egressos de competências para a identificação de soluções criativas e inovadoras para a melhoria da saúde e bem-estar dos Moçambicanos". Segundo ele, os novos e emergentes desafios de saúde pública impostos pela globalização, pelas mudanças climáticas e pelo rápido crescimento populacional demandam abordagens criativas, inovadoras e eficientes para o seu enfrentamento. "Eventos climáticos extremos e outras emergências de saúde pública são exemplos inequívocos dos impactos dessas transformações e elas exigem profissionais de saúde dotados de conhecimento técnico-científico contemporâneos capazes de identificar soluções ajustadas ao nosso contexto local. Portanto, o presente programa apresenta-se como uma plataforma de capacitação de profissionais de saúde para os desafios modernos de saúde pública e da geração de novos conhecimentos sobre os principais problemas e desafios de saúde", discorreu ele.
Gudo comentou ainda que tem grandes expectativas nesta formação, pois foi aluno de doutorado da Fiocruz, no Instituto Oswaldo Cruz, garantindo aos novos alunos que estão entrando em uma das melhores escolas de saúde do mundo: "Esta é uma oportunidade ímpar para o fortalecimento do nosso sistema nacional de saúde, e a elevada adesão dos profissionais de saúde nos mostra que estamos no caminho certo. Aliás, essa colaboração é um bom exemplo sobre o potencial transformador da cooperação Sul-Sul. Este não é apenas um programa para formar pessoas, vai muito além. Ele vai ligar grupos, cientistas entre dois países e culturas. Esta formação é somente a semente, que depois irá gerar frutos enriquecedores. Estamos certos de que o sucesso deste programa abrirá uma janela de oportunidades para o desenvolvimento e a implementação de outros cursos, agora, tripartite: Fiocruz, INS e Unilúrio".
O SIS-Saúde tem como objetivo central o fortalecimento dos sistemas de saúde da região. Para tanto, vai formar mestres e doutores moçambicanos, que atuarão no sistema nacional de saúde, na formação em saúde e na pesquisa, contribuindo para a qualificação de pessoal no campo da saúde pública e coletiva, bem como para os processos de planejamento, gestão e avaliação de sistemas de saúde.
Apoio da Embaixada do Brasil em Moçambique
Antes do lançamento do novo programa, na manhã do dia 5 de outubro, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado; a coordenadora adjunta de Educação da Fiocruz, Eduarda Cesse; e o professor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) Christóvam Barcellos estiveram na Embaixada do Brasil em Moçambique para uma agenda de trabalho com o embaixador Ademar Seabra e a diretora de Cooperação da Embaixada, Natasha Agostini. Entre os pontos debatidos no encontro, enfatizou-se como prioridade a necessidade de reforçar a cooperação bilateral entre os países, destacando-se a relevância da cooperação sul-sul em saúde nesse processo, em particular as estratégias de formação de profissionais para o sistema de saúde. Ao final da tarde, os representantes das instituições envolvidas no SIS-Saúde – Fiocruz, INS e UniLurio –, participaram de uma recepção oferecida pela Embaixada aos egressos de turmas anteriores e aos novos estudantes da turma que se inicia, como forma de apoio e boas-vindas. A professora Eduarda Cesse, que integra a coordenação e gestão do novo programa, e o professor Christóvam Barcellos, passarão quatro meses em Moçambique participando presencialmente da formação dos estudantes matriculados no SIS-Saúde.
#ParaTodosVerem Grupo que participou do lançamento do SIS-SAÚDE. Grupo diversificado com homens e mulheres, negros e brancos, vestidos formalmente, eles estão em pé sorrindo e posando para a foto na frente de um prédio.
Nesta sexta-feira, 6 de outubro, acontecerá o lançamento do Programa Educacional em Sistemas de Saúde (SIS-Saúde Brasil/Moçambique), a partir das 9h (horário de Brasília), na África, mas com transmissão ao vivo pelo canal da VideoSaúde Distribuidora Fiocruz no Youtube. O programa é um grande consórcio institucional de seis diferentes programas de pós-graduação da Fundação em parceria com o Instituto Nacional de Saúde e a Universidade Lúrio, ambos de Moçambique.
O SIS-Saúde tem como objetivo central o fortalecimento dos sistemas de saúde da região. Para tanto, vai formar mestres e doutores moçambicanos, que atuarão no sistema nacional de saúde, na formação em saúde e na pesquisa, contribuindo para a qualificação de pessoal no campo da saúde pública e coletiva, bem como para os processos de planejamento, gestão e avaliação de sistemas de saúde. Integram o SIS-Saúde, os programas de pós-graduação em Saúde Pública (PPGSP), de Saúde Pública e Meio Ambiente (PPGSPMA) e de Epidemiologia em Saúde Pública (PPGEPI) ligados à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz); de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (PPGSMCA) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz); de Saúde Pública (PPGSP) do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco); e de Saúde Coletiva (PPGSC) do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas).
A elaboração do Programa SIS-Saúde Brasil/Moçambique iniciou há pouco mais de um ano, a partir de uma missão da Fiocruz à África, em abril de 2022. Para atender a demandas de formação das instituições moçambicanas, cujo cerne é o fortalecimento dos sistemas de saúde, todos os programas de pós-graduação da Fiocruz envolvidos no consórcio são ligadas à grande área da saúde coletiva.
Evento híbrido e presença de representantes da Fiocruz
O evento acontecerá de forma integrada nos dois países. A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, e a coordenadora adjunta de Educação da Fiocruz, Eduarda Cesse - ambas coordenadoras do SIS-Saúde Brasil/Moçambique - participarão presencialmente da solenidade, juntamente com os representantes africanos: o diretor-geral do Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS), Eduardo Samo Gudo, a diretora Adjunta de Investigação, Extensão e Pós-Graduação da Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade Lúrio, Amélia Mandane, e a diretora de Cooperação da Embaixada do Brasil, Natasha Pinheiro. Já pelo Brasil, participando remotamente, o encontro conta com as presenças do presidente da Fiocruz, Mário Moreira, e da presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Mercedes Bustamante.
Acompanhe aqui a transmissão na sexta-feira, a partir das 9h
Parceria entre a Fiocruz e Moçambique
Sobre o novo Programa, Cristiani Vieira Machado e Eduarda Cesse destacaram a importante história de cooperação entre Brasil e Moçambique. Cristiani lembrou que a parceria da Fiocruz com o Instituto Nacional de Saúde (INS) na área da Educação já tem mais de 15 anos. "Durante esse período, a Fundação formou mais de 60 mestres em Ciências da Saúde e 14 mestres em Saúde Pública". Ela detalhou que essa nova oferta integra o Projeto Coopbrass - Rede de Pesquisa e Formação em Saúde: Cooperação Sul-Sul entre a Fiocruz e Instituições Moçambicanas, que tem apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Eduarda Cesse ressaltou que o consórcio permitirá a formação de cerca de 40 mestres e doutores em Saúde Publica, e “pretende contribuir para a formação de docentes e o fortalecimento do sistema público de saúde em Moçambique. Portanto, essa iniciativa entre programas de pós é de grande importância para a cooperação Sul-Sul em saúde".
O programa SisSaúde: formação de professores e pesquisadores em Moçambique
O curso de mestrado terá duração de dois anos (24 meses) e o de doutorado quatro anos (48 meses). Ao todo, serão oferecidas 40 vagas para profissionais de saúde que atuem no sistema público de saúde e/ou em instituições públicas de pesquisa e de formação superior em saúde em Moçambique, 20 para o mestrado e 20 para o doutorado, distribuídas pelos seis Programas consorciados, sendo 10% priorizadas a candidatos que se declararem Pessoa com Deficiência (PcD).
Para o diretor Nacional de Formação e Comunicação em Saúde do INS, Rufino Gujamo, este programa integrado vai permitir a formação de recursos humanos moçambicanos altamente qualificados na área de sistemas de saúde. Gujamo acredita que "o programa, seguramente, vai contribuir de forma singular para o fortalecimento do sistema de saúde de Moçambique".
Também com altas expectativas para o início desta formação, Amélia Mandane, evidenciou a colaboração internacional: "As relações de cooperação com parceiros estratégicos são de grande importância, pois promovem a consolidação e internacionalização da ciência e da inovação técnico-científica, com o fim último de promover um desenvolvimento integrado das sociedades". Ela frisou também que a Fiocruz e o INS são dois grandes parceiros que têm apoiado de forma estratégica a UniLúrio. "Estamos desenvolvendo com eles disciplinas de mestrado em Saúde Pública desde 2018, e, agora, abraçamos o desafio de avançar como colaboradores na oferta desse consórcio", apontou, indicando ainda ser primordial, além de promover, consolidar essas relações e aproveitar de maneira eficiente tais oportunidades.
Os estudantes irão acompanhar as aulas no Instituto Nacional de Saúde (INS) e na UniLurio. Também estão previstas outras atividades presenciais no INS/Maputo, considerando a ida de pesquisadores visitantes à Moçambique no âmbito do Coopbrass-Capes/Fiocruz. Complementarmente, os estudantes contarão com o apoio de Ambientes Virtuais de Aprendizagem por meio do Campus Virtual Fiocruz.
Nesta terça-feira, 19 de setembro, será ralizado no Salão de Conferência do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), no campus Maré-Manguinhos da Fiocruz, o seminário internacional: História e principais desafios para a saúde global. O evento será presencial, a partir das 9h, com transmissão ao vivo em português e em inglês e tradução para Libras pelo canal da VideoSaúde no Youtube.
Mediada pela vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, o seminário terá como palestrante o diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londes (LSHTM), Liam Smeeth, com comentários do coordenador do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), Maurício Barreto.
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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) teve, neste ano, três contemplados com menção honrosa no Prêmio Capes de Teses 2023. O aluno Marlon dos Santos, concluiu sua tese no doutorado oferecido pelo Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná). Maria Gutiérrez cursou o doutorado em Patologia Humana, um programa oferecido em Ampla Associação pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e a Fiocruz. Já Thiago Silva, aluno de doutorado da Ufba, no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, teve orientação de Viviane Boaventura e coorientação de Manoel Barral, ambos pesquisadores do IGM/Fiocruz Bahia.
Com essa premiação, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) reconhece as melhores teses de doutorado defendidas em programas de pós-graduação brasileiros. A edição 2023 teve o maior número de inscritos nos 19 anos de existência da iniciativa: 1.469 trabalhos de todo o país, com um total de 49 teses premiadas na primeira etapa, categorizadas por área do conhecimento. O anúncio aconteceu em 14 de agosto e, em novembro, três delas receberão o Grande Prêmio Capes de Tese – um por cada Colégio: Ciências da Vida, Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar. A solenidade de entrega da honraria acontecerá em dezembro.
A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, comentou que é sempre um orgulho ver o nome da Fundação entre os estudantes premiados, o que, para ela, "representa o reconhecimento da excelência dos trabalhos desenvolvidos na nossa instituição — programas e laboratórios —, bem como em programas em associação ou ainda com a participação de nossos pesquisadores", disse ela.
Além dos alunos contemplados com suas teses, o corpo docente da Fiocruz também foi representado na premiação com o pesquisador Carlos Gadelha, que recebeu a menção honrosa como coorientador da tese “Parcerias para o desenvolvimento produtivo uma estratégia para o desenvolvimento do complexo econômico industrial da saúde (ceis) no país”, de autoria de Kellen Santos Rezende, do Programa de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB) e orientação de Maria Sueli Soares Felipe. Gadelha é secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, pesquisador da Fiocruz e docente do Programa de Pós-Graduação de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).
Avanços na proteômica: as funções das proteínas e seus papéis em processos biológicos
O trabalho de Marlon dos Santos, intitulado Avanços na proteômica: novas tecnologias de aquisição de dados, ferramentas, e estratégias de análise - é resultado de seu curso de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), com orientação de Paulo Carvalho e coorientado por Juliana Carvalho.
Segundo a Rede de Plataformas Tecnológicas da Fiocruz, a proteômica estuda a distribuição, a abundância, as modificações, as interações e as funções de uma ou de um grupo de proteínas, ou do conjunto de proteínas em uma célula ou organismo. As análises proteômicas ganham destaque pela possibilidade de se caracterizar o espectro proteico de organismos, e são experimentos de alta complexidade que requerem equipamentos como cromatografia e espectrômetros de massa.
O trabalho de Marlon, buscou, como objetivo geral, desenvolver métodos computacionais e experimentais para proteômica, superando as limitações relacionadas à quantificação de biomoléculas e análise de dados em larga escala. Nesse sentido, seu trabalho fornece contribuições complementares em todos os principais passos de experimentos de proteômica, desde a geração de dados até a análise de dados, permitindo uma exploração de dados aprofundada e demonstrações em conjuntos de dados de prova de conceito e sistemas biológicos reais. A tese apresenta três contribuições inéditas e complementares voltadas à análise de proteômica, sendo de ampla e imediata aplicabilidade pela comunidade cientifica. A partir dos resultados encontrados, Marlon indica em sua tese que "nossas soluções e contribuições integradas têm impacto imediato e espera-se que sejam vitais nos esforços em curso para descobrir as funções das proteínas e seus papéis em vários processos biológicos".
Marlon comentou o orgulho de receber essa premiação nacional. Para ele, este prêmio ratifica que as questões investigadas e as respostas buscadas têm relevância e valor. "Isso fortalece em mim a convicção de que a pesquisa que faço tem potencial para causar um impacto significativo, seja no avanço científico ou em aplicações práticas que podem beneficiar a sociedade, apontou ele, dizendo ainda que "receber uma Menção Honrosa no Prêmio Capes de Tese foi uma das experiências mais gratificantes da minha carreira. Esta premiação, para mim, vai além do reconhecimento; é uma validação profunda do trabalho que dediquei anos a desenvolver”.
Além de parabenizar Marlon, a vice-presidente de Educação, Cristiani Machado, destacou o papel de seus orientadores Paulo Carvalho e Juliana Carvalho, e de toda a comunidade do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná). "Ficamos muito felizes. Esse prêmio tem grande significado, dado que o Programa de Biociências e Biotecnologia recentemente teve sua nota aumentada na avaliação da Capes, o que mostra a qualidade da formação oferecida. O trabalho de Marlon é inovador e traz uma contribuição importante na área de biotecnologia, estratégica para a Fiocruz e a ciência brasileira”, afirmou Cristiani.
O trabalho de doutoramento de Marlon resultou em 21 artigos científicos, dos quais ele é autor principal em 7 deles.
+Leia mais em: Tese desenvolvida no PPGBB/ICC recebe menção honrosa no Prêmio Capes 2023
Trabalho alinhado a estratégias de erradicação da tuberculose
A estudante egressa do Programa de Pós-graduação em Patologia Humana (PGPAT), oferecido pela Ufba e a Fiocruz Bahia - Instituto Gonçalo Moniz em ampla associação, María Belen Arriaga Gutiérrez recebeu menção honrosa no Prêmio Capes de Tese 2023, na área de Medicina II, com o trabalho “Determinantes clínicos e epidemiológicos da susceptibilidade à infecção pelo Mycobacterium tuberculosis e da resposta terapêutica em pacientes com tuberculose”.
O projeto, que contou com colaboração com investigadores de diversas instituições nacionais e internacionais, além do Ministério da Saúde, demonstrou uma nova abordagem estatística para testar a representatividade de grandes coortes prospectivas em populações em situações em que bancos clínicos e epidemiológicos são interconectados. Para isso, a estudante utilizou dados do consórcio Regional Prospective Observational Research in Tuberculosis (RePORT) Brasil, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e de Socios em Salud Sucursal Peru. Seu trabalho foi orientado pelo pesquisador do Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia) e docente permanente do PGPAT, Bruno de Bezerril Andrade.
Durante o doutorado, Maria produziu 60 artigos, que foram publicados em revistas científicas importantes, como Lancet America, Clinical Infectious Disease, International Infectious Disease, Oxford, Frontiers, PlosOne e Scientific Report. A tese, desenvolvida em formato de 14 artigos, foi apresentada em várias ocasiões, incluindo uma reunião científica do National Institutes of Health (NIH/ EUA).
A saúde digital e o monitoramento da eficácia das vacinas contra a Covid-19 no Brasil
A tese de Thiago Silva, intitulada Saúde digital para monitoramento da eficácia das vacinas contra a Covid-19 no Brasil”, foi defendida em 2022, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Ufba, sob a orientação de Viviane Boaventura e coorientação de Manoel Barral, ambos pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia). O trabalho avaliou a efetividade das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil, analisando os desfechos de infecção sintomática, hospitalização e óbito. Bancos de dados nacionais referentes à vigilância de síndrome gripal, síndrome respiratória aguda grave e administração de vacinas contra Covid-19 foram utilizados para avaliar a efetividade vacinal entre janeiro de 2021 e abril de 2022.
Os resultados mostraram um alto nível de proteção das vacinas contra desfechos graves causados pela Covid-19, a queda na proteção decorrente das variantes do SARS-CoV-2 e do tempo pós-vacinação e identificaram grupos prioritários para doses de reforço. Thiago contou que a jornada que culminou na conquista do prêmio foi repleta de dedicação, desafios, renúncias e aprendizados. Durante seu doutorado, foram publicados sete artigos com primeira autoria, em revistas científicas de alto impacto, como a Lancet, Lancet Infectious Disease, Nature Medicine, Nature Communications e PLoS Medicine. Ele também colaborou em vários projetos de enfrentamento da pandemia, incluindo o serviço Telecoronavírus, da Fiocruz Bahia e UFBA em parceria com o Governo da Bahia
+Leia mais em: Estudante é premiado na primeira etapa do Prêmio Capes de Tese 2023
Parcerias para o desenvolvimento produtivo
A tese de Kellen Santos Rezende, aluna egressa do Programa de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), foi defendida em 2022 com o título “Parcerias para o desenvolvimento produtivo uma estratégia para o desenvolvimento do complexo econômico industrial da saúde (ceis) no país”, com orientação da presidente do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UnB, Profª. Dra. Maria Sueli Soares Felipe, e coorientação do secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, pesquisador da Fiocruz e docente do Programa de Pós-Graduação de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Carlos Gadelha.
O trabalho analisou as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), projetos conduzidos pelo Ministério da Saúde (MS) do Brasil para cooperação entre instituições públicas e entidades privadas que têm o intuito de desenvolver, transferir, absorver tecnologias, capacitar produtiva e tecnologicamente o país para atendimento de demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) e à maior sustentabilidade do sistema de saúde. O objetivo da tese foi avaliar as PDP como instrumento das políticas públicas de saúde e de desenvolvimento industrial considerando seu marco regulatório, resultados e benefícios tecnológicos e socioeconômicos.
+Acesse a tese no Repositório UnB
*com informações do ICC/Fiocruz Paraná, do IGM/Fiocruz Bahia e da Capes
Debater os desafios e lutas por direitos das mulheres na carreira científica foi o tema central do debate organizado pelas Comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados. A audiência pública teve a participação da presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Mercedes Bustamente.
Bustamante fez uma apresentação sobre a participação das mulheres no Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), contrastando com a baixa absorção pelo mercado de trabalho. “Algo que acentua esse quadro de desigualdade na contratação das universidades é o fato de que, hoje, no Brasil, titulamos mais mulheres como mestres e doutoras e temos maior participação nas bolsas de pós-doutorado. Mesmo assim, são menos mulheres no quadro de docentes das instituições”, ressaltou.
A gestora lembrou que, no âmbito do SNPG, as mulheres representam 55% dos bolsistas no exterior e que é importante a ampla discussão do tema para que haja implementação de políticas e mecanismos que democratizem os espaços de aprendizado, produção científica e trabalho. “É essencial que haja o combate à injustiça socioeconômica étnico-racial, investimento na construção pedagógica de instrumentos de gênero e infraestrutura nas escolas públicas, e desmistificação de que certas carreiras são mais apropriadas para os homens”. A presidente destacou ainda a participação feminina no quadro de funcionários da Fundação: “as mulheres representam 54% das funções e cargos da Capes”.
Ao final, a deputada federal Ana Pimental, que solicitou a audiência pública, lembrou que há uma redução no número de mulheres à medida que aumenta o grau de formação e afirmou que a reunião permitiu que “houvesse uma junção de informações importantes para o diagnóstico que resultará em um relatório para subsidiar ações sobre o tema”.
Legenda das imagens:
Banner e imagem dentro da matéria: Mercedes Bustamante, presidente da Capes, participa de audiência pública da Câmara dos Deputados (Foto: Divulgação)
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação CGCOM/Capes)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura CGCOM/Capes
#ParaTodosVerem Foto de uma pessoa de costas com uma blusa amarela, na frente dessa pessoa uma mesa com um notebook aberto e um copo de água ao lado.
A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciou o lançamento do edital de Auxílio Básico à Pesquisa (APQ1) – 2023, com um incremento em seu orçamento que eleva o investimento à ordem de R$ 35 milhões. Outra novidade é o aumento do teto para o financiamento de cada projeto, que poderá solicitar um valor de até R$ 120 mil, com prazo de execução de 2 anos. A submissão de propostas deve ser realizada através do sistema SisFAPERJ até 6 de setembro.
O APQ 1 é a modalidade mais universal de apoio à pesquisa científica e faz parte de um conjunto de Programas Básicos da Faperj que se destina a apoiar o desenvolvimento de projetos de pesquisa individuais, conduzidos por pesquisadores qualificados e com grau de doutor ou equivalente.
Para o presidente da Faperj, Jerson Lima, o lançamento desse programa reforça a missão Faperj de fomentar a ciência, tecnologia e inovação do Estado. “O APQ 1 é um programa permanente da Fundação e muito importante para o desenvolvimento científico fluminense, e fundamental para os pesquisadores nos estágios iniciais da carreira”, disse Lima.
A liberdade na escolha dos temas faz do APQ 1 a modalidade de fomento mais procurada dentre os programas da Faperj, principalmente entre os jovens pesquisadores. Pesquisadores eméritos ou aposentados também poderão concorrer ao edital, desde que seja comprovado por documento oficial da instituição o vínculo, atestando efetiva participação na pesquisa a ser desenvolvida.
A avaliação das propostas leva em consideração a produção científica do proponente no período de Janeiro de 2018 a Julho de 2023, a capacidade de formação de recursos humanos e o projeto quanto a sua relevância e originalidade do projeto, adequação metodológica e exequibilidade da proposta.
Os recursos do programa poderão ser aplicados em despesas de capital e custeio, escolhidas pelos proponentes, essenciais à realização do projeto, desde que estejam de acordo com o classificador de receita e despesa do estado do Rio de Janeiro e em consonância com as metas do projeto.
Os recursos alocados para financiamento desse edital são da ordem de R$ 35 milhões, podendo ser incluídos recursos adicionais a critério da diretoria da Fundação, dependendo da demanda qualificada e da disponibilidade orçamentária. O prazo para a execução das propostas contratadas será de até 24 meses, contados a partir da data do depósito dos recursos.
Confira a íntegra do edital abaixo:
Edital Faperj N°13 - Auxílio Básico à Pesquisa (APQ1) – 2023
#ParaTodosVerem foto de uma jovem com cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo, vestindo jaleco branco e luvas azuis, ela está olhando em um microscópio, ao lado do microscópio estão alguns tubos de ensaio.
*Imagem: Unsplash
O Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai promover o workshop Equidade Global na Publicação em Acesso Aberto. O workshop visa debater os pontos de vista e perspectiva das Américas em relação às desigualdades financeiras, estruturais e culturais que podem se acentuar, a depender de como for conduzida a política de Acesso Aberto às publicações científicas, e será realizado no formato online no dia 29 de agosto, a partir das 13h.
Realize aqui a sua inscrição e participe!
O encontro faz parte de uma série de reuniões regionais. A atividade terá duração de quatro horas. Haverá apresentação de vídeos curtos que destacam os principais desafios da transição para a Ciência Aberta, bem como discussões em grupo mediadas por facilitadores (em português, espanhol e inglês), além de uma sessão plenária com um painel de discussão para debater possíveis soluções ao cenário assimétrico que se desenha.
Os vídeos devem trazer questionamentos para o debate. Um exemplo é abordar quais desigualdades o pesquisador percebe em sua área no contexto de publicação em Acesso Aberto. Outra seria refletir sobre quais ações podem ser tomadas para promover um sistema de publicação acadêmica em que as taxas para serviços de publicação em Acesso Aberto sejam diferenciadas de maneira justa e transparente. As inscrições e o envio dos vídeos devem ser feitos pela página do workshop na internet.
O Movimento de Acesso Aberto é uma iniciativa global que busca, de forma gratuita, tornar o conhecimento acadêmico-científico disponível e acessível para todos. Por ele, o acesso e a divulgação de pesquisas e estudos científicos deixam de ser restritos a publicações pagas e passam a ser ofertados em meio digital, sem custos financeiros ou restrições de acesso. Em sintonia com o cenário, a Capes lançou, em junho, o menu “Acesso Aberto” no site do Portal de Periódicos, com fotos, vídeos, textos, documentos e o resultado do questionário consultivo elaborado pela Fundação sobre Acesso Aberto.
Para mais informações sobre o workshop, envie um e-mail para acessoaberto@capes.gov.br.
#ParaTodosVerem imagem com fundo azul claro, no topo há um notebook com uma mão digitando, e o nome “Capes Acesso Aberto”. Abaixo, as informações sobre o Workshop – Equidade Global da Publicação em Acesso Aberto. Dia 29/8, às 13h.
Legenda das imagens:
Banner e imagem dentro da matéria: Logotipo criado para o Acesso Aberto (Foto: CGCOM/Capes)
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação CGCOM/Capes)
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A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) divulgou o resultado final do Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil. Foram aprovadas 174 bolsas para projetos de pós-doutorado júnior (PDJ) para recém-doutores, das quais 17 foram concedidas para pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As bolsas terão duração de dois anos.
Fruto da cooperação entre a Faperj e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o edital busca apoiar projetos de pesquisa de jovens doutores e criar condições favoráveis para o desenvolvimento científico e tecnológico no país. Os pesquisadores contemplados receberão também um auxílio à pesquisa na modalidade de custeio, no valor máximo de R$50 mil mensais para o desenvolvimento de seus projetos.
Confira os projetos da Fiocruz contemplados:
Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE/Fiocruz)
Projeto: "Um arcabouço conceitual para a operacionalização da capacidade de sistemas públicos e universais de saúde para o desempenho resiliente"
Pesquisador: Alessandro Jatobá
Bolsista: Bárbara Bulhões Lopes de Andrade
Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)
Projeto: "Ciência para o Antropoceno: a cooperação internacional Brasil-França na Amazônia (1982-1990)"
Pesquisador: Dominichi Miranda de Sá
Bolsista: Vanessa Pereira da Silva e Mello
Projeto: "“Só o seu nome horroriza quem o vê”: medicina, corpo e doença no Tratado médico sobre o clima e as enfermidades de Moçambique (1821)"
Pesquisador: Lorelai Brilhante Kury
Bolsista: Ricardo Cabral de Freitas
Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz)
Projeto: "Aplicação de respirometria de alta resolução para avaliação de impactos de lixiviados de resíduos - uma abordagem de saúde única"
Pesquisador: Enrico Mendes Saggioro
Bolsista: Barbara Costa Pereira
Projeto: "Ambiente Alimentar e Segurança Alimentar e nutricional na Maré, maior conjunto de favelas do Rio de Janeiro"
Pesquisador: Letícia de Oliveira Cardoso
Bolsista: Mariana de Oliveira Aleixo
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Projeto: "Eriptose de hemácias infectadas pelo Plasmodium como mecanismo determinante da gametocitogênese e ciclo da malária no hospedeiro vertebrado"
Pesquisador: Alexandre Morrot Lima
Bolsista: Aline Miranda Scovino
Projeto: "Estudo do perfil molecular por meio de polimorfismos de nucleotídeo único e metagenômica na identificação das aranhas marrom loxosceles spp. e no combate ao araneismo"
Pesquisador: Elba Regina Sampaio de Lemos
Bolsista: Breno Hamdan de Souza
Projeto: "Avaliação do Efeito Antiviral e Imunomodulador de Plantas Medicinais Brasileiras em Modelos de Infecção In Vitro e In Vivo por Alfavírus Artritogênicos"
Pesquisador: Elzinandes Leal de Azeredo
Bolsista: Fernanda Cunha Jácome
Projeto: "Revisão da subfamília Trepobatinae (Hemiptera, Heteroptera, Gerromorpha, Gerridae) ocorrente na região neotropical"
Pesquisador: Felipe Ferraz Figueiredo Moreira
Bolsista: Juliana Mourão dos Santos Rodrigues
Projeto: "Retornando à atenção para bionomia e ciclos de transmissão de arbovírus transmitido por mosquitos (Diptera: Culicidae) em áreas de Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro após o impacto da pandemia de COVID-19"
Pesquisador: Jeronimo Augusto Fonseca Alencar
Bolsista: Shayenne Olsson Freitas Silva
Projeto: "Identificação de potenciais marcadores imunológicos, genéticos e moleculares preditores de COVID-Longa"
Pesquisador: Lilian Rose Pratt Riccio
Bolsista: Barbara de Oliveira Baptista
Projeto: "Estudo da ação fotodinâmica e sonodinâmica do azul de metileno e outros fotossensibilizadores para o tratamento de tumores de mau prognóstico"
Pesquisador: Luiz Anastácio Alves
Bolsista: Annielle Mendes Brito da Silva
Projeto: "Impacto de co-infecções e re-infecções no desfecho terapêutico sobre modelos experimentais de doença de Chagas"
Pesquisador: Maria de Nazaré Correia Soeiro
Bolsista: Ludmila Ferreira de Almeida Fiuza
Projeto: "Organoides e biomodelos translacionais como estratégia de otimização hit-to-lead de derivados azólicos contra Trypanosoma cruzi"
Pesquisador: Mirian Claudia de Souza Pereira
Bolsista: Leonardo da Silva Lara
Projeto: "Caracterização do papel do SREBP no remodelamento lipídico e na ativação do inflamassoma durante a infecção pelo SARSCoV-2 in vitro e in vivo"
Pesquisador: Patricia Torres Bozza Viola
Bolsista: Vinicius Cardoso Soares
Projeto: "O Papel da Ferroptose na Fisiopatologia da Malária Cerebral e o Efeito da Terapia com Células-Tronco Mesenquimais e seus Produtos"
Pesquisador: Tatiana Maron Gutierrez
Bolsista: Maiara Nascimento de Lima
Projeto: "Estudo de marcadores moleculares estágioespecíficos de Leishmania (Viannia) braziliensis ao longo de seu ciclo biológico no inseto vetor"
Pesquisador: Constança Felicia De Paoli de Carvalho Britto
Bolsista: Thais de Araujo Pereira
*Com informações da Ascom Faperj
*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol
#ParaTodosVerem Banner na cor rosa com uma foto no topo de três jovens sentados estudando, o foco da foto está na menina que está sentada na frente, uma jovem negra com cabelos castanhos cacheados presos e uma blusa verde, atrás dela um rapaz negro com cabelo escuro vestindo uma blusa de manga comprida cinza claro e na última cadeira uma menina branca de cabelos claros vestindo uma blusa cinza. No centro do banner está escrito: Fixação de jovens doutores, confira o resultado final.
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) recebeu aprovação para oferecer o Doutorado Profissional em Saúde Pública. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) divulgou os resultados da Avaliação de Propostas de Cursos Novos (APCN) nesta segunda-feira (10/7) e o projeto da Ensp foi um dos aprovados. A proposta atendeu a todos os critérios exigidos pela Capes e recebeu nota máxima em todos os quesitos avaliados para a aprovação. A novidade é muito celebrada na Escola.
"Esta é uma conquista para nossa instituição. Contamos com um grupo de profissionais comprometidos: docentes, coordenadores de Programa, gestores, secretarias e profissionais de diversas áreas envolvidos nas atividades de ensino. Uma grande equipe viabiliza este que é um sonho de nós que trabalhamos na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca. Este Doutorado Profissional em Saúde Pública reforça nosso compromisso institucional com a defesa da vida, com a defesa do SUS. Deixo registrada a gratidão da VDE pelo trabalho de mentes e corações que dizem sim para os projetos e desafios que promovem unidade na diversidade”, comemorou a vice-diretora de Ensino da Ensp, Enirtes Caetano.
"Este é um sonho antigo da Escola. Há poucos doutorados profissionais no país, então é uma conquista que tem muito o mérito e a excelência dos docentes e da coordenação atual e anterior. Também teremos muito o que aprender, já que será a primeira vez que oferecemos um doutorado nesta modalidade, que tem uma perspectiva mais voltada para a atuação no serviço e no trabalho desempenhado pelo aluno", afirmou a coordenadora do Stricto Sensu, da Vice-Direção de Ensino da Ensp, Joviana Avanci.
Este projeto de novo curso aprovado pela Capes foi submetido pela Ensp em janeiro de 2022. Ou seja, a espera pelo resultado durou um ano e meio. À época coordenadora do Mestrado Profissional em Saúde Pública, Elyne Engstrom considera que a aprovação fez justiça, lembrando que a primeira tentativa da Ensp não foi aceita. "É uma grande conquista porque faz justiça a um processo de amadurecimento e de qualificação do Programa Profissional de Saúde Pública, que existia apenas na modalidade de mestrado. Nós temos 20 anos de trajetória e já formamos 999 mestres em Saúde Pública. O milésimo será formado neste segundo semestre de 2023", comemorou a pesquisadora e também coordenadora do Fórum Nacional de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, da Abrasco.
Para a atual coordenadora do Programa de Pós Graduação em Saúde Pública-Mestrado Profissional da Ensp/Fiocruz, Giséla Cardoso, a aprovação do Doutorado Profissional expressa a potência dos processos de formação da Escola. "O programa profissional vem se expandindo e amadurecendo, e inclui diversas turmas temáticas, que respondem às demandas do SUS, no nível da gestão e da atenção à saúde. O doutorado é uma possibilidade de dar continuidade à qualificação profissional de alto nível, comprometido com os valores da saúde pública brasileira. É um orgulho para todos esta conquista e um reconhecimento de um esforço coletivo da Escola", celebrou.
A Vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado, destacou que o Doutorado Profissional da Ensp vai ampliar a possibilidade de formação de quadros de alta qualificação para o SUS. "Serão formados profissionais competentes em termos de reflexão crítica sobre a realidade do sistema e no desenvolvimento de pesquisas aplicadas às necessidades do SUS. Isso sem dúvida é um avanço de muita relevância social", disse a vice-presidente, que lembrou ainda que este será o quarto Doutorado Profissional da Fiocruz. "O novo curso também deve expressar a diversidade que a Ensp tem de visões, perspectivas e focos acerca das políticas do sistema de saúde. Esse sem dúvida é um diferencial", acrescentou.
Desde 2002, a Ensp oferece cursos de Mestrado Profissional. Criada em 2017 no Brasil, com cursos aprovados apenas em 2019, a modalidade do Doutorado Profissional objetiva o aprofundamento do estudo de técnicas, processos ou temáticas que atendam a demandas do mercado de trabalho. "Esperamos ainda neste ano de 2023 revisitar a proposta que fizemos à Capes em 2021 e a expectativa é lançar o novo curso no ano que vem. O Doutorado Profissional é uma modalidade de curso que vai permitir aprofundar a formação de pessoas do mundo do trabalho, qualificando as práticas desses profissionais para enfrentar os grandes desafios que temos no SUS e no nosso sistema de ciência, tecnologia e inovação - e mesmo os problemas da nossa sociedade em geral. Vamos lidar com problemas complexos", completou Elyne.
Na avaliação da Capes para a aprovação de novos cursos, são consideradas a adequação ao desenvolvimento regional e nacional e a importância socioeconômica do curso, além da comprovação de competência e qualificação acadêmica, didática e científica. Outros aspectos observados são a infraestrutura de ensino e pesquisa, o quadro de professores e o acesso a equipamentos de informática atualizados, com internet, base de dados e fontes de informação multimídia.
#ParaTodosVerem Imagem com foto do prédio da Ensp ao fundo, e uma tarja com a frase "Doutorado Profissional aprovado pela Capes".