Oba! Saiu o resultado final das propostas aprovadas pelo edital de projetos em Divulgação Científica, da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz).
O objetivo é inspirar um grande número de cientistas da instituição – de todas as idades, de níveis acadêmicos diferenciados (estudantes, jovens cientistas, pesquisadores sênior) e de distintas áreas do conhecimento – e sensibilizar seu protagonismo no processo de mediação entre ciência e sociedade, incrementando o diálogo com os cidadãos.
Se você foi selecionado, fique atento: os coordenadores dos projetos aprovados receberão uma mensagem individual, com o orçamento aprovado e as orientações para a formalização, junto à Fiotec, para iniciar a execução do edital.
Acesse a lista dos aprovados aqui.
Juntar pessoas interessadas, com backgrounds diferentes, para colaborar no desenvolvimento de projetos criativos e inovadores. Este foi o principal objetivo do Primeiro Hackaton da Divulgação Científica em Saúde, segundo a consultora do Instituto D’Or na área, Catarina Chagas. Ela coordenou a maratona, realizada nos dias 4 e 5 de junho, junto com Luisa Massarani, assessora a Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz). A Tenda da Ciência na Fiocruz foi o palco do evento que — além de estimular o desenvolvimento de projetos — promoveu diálogos e trocas de experiências entre diversos atores desta cena.
Durante a abertura, Massarani, que coordena o INCT Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, comentou a importância das iniciativas neste sentido, no atual cenário de crise. “Neste momento, fazer divulgação científica no Brasil é uma questão de sobrevivência”, afirmou, referindo-se aos recentes cortes na ciência e na saúde. Ela lembrou ainda sobre os investimentos que a Fiocruz tem feito na área: “Na semana passada, por exemplo, 12 projetos de divulgação foram aprovados no nosso Edital de Divulgação Científica".
Reflexões e provocações
Em seguida, foi a vez de reunir uma turma de peso: o físico e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira; o neurocientista do Instituto D’Or e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Stevens Rehen; e a jornalista do Museu da Vida/Fiocruz, Carla Almeida. Eles participaram da roda de conversa “Reflexões e provocações sobre a prática da divulgação científica”, trocando ideias com o público sobre fazer, divulgar e possibilitar o acesso à ciência. A atividade foi mediada pela jornalista Fernanda Marques, que é assessora de comunicação com passagem por diversos veículos e áreas da Fiocruz.
Ildeu contou que desde criança queria ser um divulgador: “Fiquei fascinado pela ideia de, além de fazer ciência, contar às pessoas como fazer”. Ao longo de sua fala, o presidente da SBPC destacou o caráter político da divulgação científica, que gera benefícios para toda a sociedade, e comparou a realidade nacional à internacional. “No Brasil, portas estão se fechando para nós. Em países mais desenvolvidos, a prática da ciência está muito mais inserida na cultura do que aqui”. Segundo ele, apesar do crescimento de espaços e museus de ciência em cidades brasileiras, ainda é preciso inovar e gerar novas soluções para se fazer divulgação. “As pessoas devem poder ter a sensação do que é ciência. Não é preciso um doutorado no exterior para isso”, convocou.
Já o neurocientista Stevens Rehen disse que é um cientista que gosta de ir além da produção de artigos. “Aprendemos a contar histórias da melhor maneira... E o que são artigos científicos, se não histórias?”. Questionado pela mediadora sobre como os pesquisadores se beneficiam ao se engajarem na divulgação do próprio trabalho, respondeu que são muitos como, por exemplo, ampliar a rede de contatos e atrair mais financiamento.
A divulgação científica é fascinante por ser plural, acredita a jornalista Carla Almeida, que também fez parte da roda. Para ela, qualquer tentativa de estreitar os laços entre ciência e sociedade faz parte desta atividade. “Está longe de haver um consenso, entre estudiosos, sobre o que é divulgação da ciência. Melhor do que tentar definir é, talvez, pensar maneiras novas e eficientes de se fazer”, disse.
Relatos de experiências
E foi desta forma que a maratona seguiu, apresentando diversas práticas de divulgação científica, durante a atividade “Divulgação científica fora da caixa: relatos de experiências”. Os convidados abordaram como humor, arte, dança, design, itinerâncias, jogos, infográficos e a comunicação através do contato direto com o público e também pelas mídias sociais potencializam a aproximação do público e a difusão do conhecimento científico.
Jéssica Norberto, da Fundação Cecierj, contou como os museus itinerantes de ciência são importantes, principalmente para populações carentes. “Quem vai às ruas sabe como é único ver quem não pode chegar a espaços científico-culturais ter contato com a ciência”.
Quem também falou sobre o papel educativo do trabalho foi o coordenador do Polo de Jogos e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (Icict/Fiocruz), Marcelo de Vasconcellos. Ele enumerou os elementos necessários a um bom jogo: conteúdo de qualidade, um bom visual, além de uma dinâmica que faça pos participantes interagirem de fato. “É a mágica do jogo”, disse, destacando a contribuição dos games para a educação de crianças, jovens e adultos.
Ouro para a ciência: projetos de rap e carona com pesquisadores vencem a maratona
Além dessa rica troca entre os convidados, participantes da maratona e público em geral, o Hackaton premiou dois dos 30 projetos criativos e inovadores em divulgação científica selecionados para a maratona. Os venecedores — "Rap e ciência" e "Carona com ciência" —conquistaram apoio financeiro.
O primeiro usa a linguagem do rap para divulgar temas científicos. A jornalista Renata Fontanetto, representante do grupo, comentou a importância do evento. “É uma iniciativa louvável! Reúne gente que acredita, que quer fazer diferente: é quase como uma célula de resistência, num cenário de profundos cortes para a ciência nacional”.
O cientista Leandro Lobo também ressaltou as contribuições da maratona para seu grupo, premiado pelo projeto "Carona com Ciência". “Foi uma oportunidade incrível, foi essencial conhecer outras experiências, o que acabou mudando para melhor a ideia inicial”, contou. O grupo propôs a criação de um novo canal de vídeos, que entrevista cientistas com o objetivo de levar seus conhecimentos para o grande público, de uma forma mais pessoal e descontraída. Uma prova de que o Hackaton fez com que seus participantes embarcassem numa viagem muito criativa pelo campo da divulgação científica.
Por Valentina Leite e Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)
Um sucesso de público: foram homologadas cerca de 120 inscrições de candidatos ao edital para projetos de divulgação científica no campo da saúde. A lista de propostas que seguem adiante na seleção está na nossa área de documentos. Confira aqui!
O objetivo deste edital é sensibilizar cientistas da instituição a serem protagonistas do processo de mediação entre a instituição e o conhecimento científico e a sociedade, incrementando seu diálogo com os cidadãos. No total, a Presidência da Fiocruz — por meio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) — concederá R$ 240 mil em recursos, que se destinam a projetos de divulgação científica desenvolvidos por cientistas de todas as idades, de níveis acadêmicos diferenciados (estudantes, jovens cientistas, pesquisadores sênior) e de distintas áreas do conhecimento.
É importante lembrar: de acordo com o edital, as dúvidas sobre a homologação e demais etapas relacionadas ao processo seletivo só serão esclarecidas através do e-mail: editaldc@fiocruz.br
Por Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz) | Fotomontagem a partir de imagem do Museu da Vida (COC/Fiocruz)
Publicação : 21/05/2018
Homologação das inscrições do edital para projetos em divulgação científica, cuja finalidade é inspirar um número ainda maior de cientistas da instituição – de todas as idades, de níveis acadêmicos diferenciados (estudantes, jovens cientistas, pesquisadores sênior) e de distintas áreas do conhecimento - a serem protagonistas no processo de mediação entre ciência e sociedade, incrementando seu diálogo com os cidadãos.
Um espaço comum para a troca de experiências entre os diversos atores da Fiocruz que promovem a comunicação científica: no dia 10 de maio, às 9h, aconteceu a primeira reunião do Fórum de Comunicação Social de Ciência. A iniciativa é liderada pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) e visa fortalecer o contato entre os profissionais da instituição que atuam nesta área.
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, participou da primeira parte da reunião. O Fórum reuniu representantes de diferentes áreas da VPEIC e da Coordenação de Comunicação Social (CCS/Fiocruz), do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz), do Programa de Vocação Científica – Provoc (Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio), do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde, e do Instituto Oswaldo Cruz. Também participaram via webconferência profissionais da Fiocruz Amazônia e do escritório regional da Fiocruz Mato Grosso do Sul.
Ao abrir o encontro, no Centro de Estudos Estratégicos (CEE/Fiocruz), o vice-presidente Manoel Barral explicou que o objetivo deste Fórum é promover a troca de experiências e estimular a realização de atividades conjuntas entre agentes da instituição neste campo. “É importante lembrar que essa nova instância não se sobrepõe à Câmara Técnica de Informação e Comunicação, mas que buscaremos trabalhar de forma articulada para melhorar as práticas neste campo tão importante para a Fundação”.
A presidente da Fiocruz, por sua vez, comentou que a criação do Fórum mostra o amadurecimento institucional na construção de agendas comuns e na reflexão sobre as pautas prioritárias e estratégicas para a comunicação social da ciência. “Confiança é a palavra, como afirmação do que pode dar certo, num momento de crise. É muito importante afirmar o papel político da Fiocruz e seu lugar de referência nacional e na cooperação internacional”, disse. Neste sentido, ela deu exemplos da atuação institucional em questões com impacto para a sociedade, como a pesquisa Nascer nas prisões (que ajudou a embasar decisão do Supremo Tribunal de conceder habeas corpus coletivo para mães e gestantes que se encontram em prisão preventiva) e o posicionamento contrário ao projeto que flexibiliza regulação de agrotóxicos.
Para Nísia, a composição heterogênea do Fórum denota que se trata de um espaço que compreende a diversidade e cujo potencial está, justamente, nas interfaces. “Esse não deve ser um lugar para a discussão de especialistas. As propostas e ações que surgirem aqui devem convergir para fortalecer a comunicação pública da ciência. Nosso desafio é ampliar a perspectiva dialógica”, afirmou.
Fórum em ação
Os membros do Fórum conversaram sobre iniciativas comuns e sua sistematização, visando maior integração entre as diversas instâncias institucionais, com o objetivo de legitimá-las, aumentar a sinergia e evitar a dispersão de esforços. Trataram também sobre a necessidade de formalização institucional num documento que esteja de acordo com a Política de Comunicação da Fiocruz.
O vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Manoel Barral, reforçou a importância da integração da Fiocruz, mencionando a articulação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). Além disso, propôs que as primeiras ações conjuntas do Fórum sejam realizadas em torno da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2018, cujo tema deste ano é “Ciência para a redução das desigualdades”.
Por Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)
Criar projetos inovadores para falar sobre ciência a diferentes públicos é a meta do Primeiro Hackaton da Divulgação Científica em Saúde, promovido Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) — por meio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação —, e pelo Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia. O evento também conta com a colaboração do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, do Museu da Vida e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. A maratona, que acontece nos dias 4 e 5 de junho, é gratuita e está com inscrições abertas até 2 de maio.
Podem participar cientistas, jornalistas, designers, museólogos, educadores, pós-graduandos e outras pessoas interessadas em divulgação científica em saúde, independentemente de vínculo institucional. Não se trata de um curso ou de uma aula, mas de um exercício prático, no qual a interação entre os participantes é que vai enriquecer o processo. Ao final, dois projetos serão premiados pela Fiocruz com recursos de até R$ 25 mil.
Para se inscrever, os interessados devem descrever brevemente a ideia para um projeto de divulgação científica que tenha relação com o tema escolhido para o evento: “Todo cidadão faz uso da ciência – como as pesquisas científicas impactam a saúde da população e outros aspectos de sua qualidade de vida”. Serão selecionados 30 participantes.
Afinal, o que é o hackaton?
Tradicionalmente, hackaton é uma mistura dos termos 'to hack' (de fatiar, quebrar) e 'marathon' (maratona), geralmente utilizada para designar maratonas de programação computacional. Neste caso, o significado foi expandido para uma maratona de desenvolvimento de projetos inovadores de divulgação científica, que podem ou não ter caráter tecnológico.
Além do exercício de desenvolvimento de projeto, o Primeiro Hackaton da Divulgação Científica em Saúde da Fiocruz promoverá também uma roda de conversa sobre divulgação científica e relatos práticos de experiências na área. Essas atividades serão abertas ao público em geral.
Consulte programação, perfil dos palestrantes, regulamento e link para inscrições aqui!
Para dúvidas e mais informações, entre em contato pelo e-mail: HackatonDC@fiocruz.br
No dia 8 de março, a Fiocruz abriu oficialmente o ano letivo de 2018. No evento, alunos, professores e pesquisadores receberam boas notícias: a presidente Nísia Trindade lançou novos editais e também anunciou a continuidade de iniciativas de fortalecimento do Programa de Integração e da Divulgação Científica. As ações são coordenadas pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz). "Estas iniciativas de fomento são importantes para a sustentação dos nossos programas e atividades. São instrumentos para que as políticas aprovadas na Fundação sejam implementadas de uma forma efetiva", comentou Nísia.
O vice-presidente Manoel Barral lembra da importância das ações neste momento. "É importante observar que os editais e chamadas visam estimular e promover a integração entre as unidades e a inserção de recém-doutores na plena atividade institucional. Iniciativas da Fiocruz nas áreas de educação, informação e comunicação em saúde são ainda mais relevantes no contexto atual, tendo em vista a grande redução no suporte à ciência e as limitações orçamentárias que impõem dificuldades ao Sistema Único de Saúde (SUS)", afirma.
Saiba quais são os objetivos dos editais e clique nos links para acessá-los.
Objetivo: Integração dos programas de educação, que visam o desenvolvimento conjunto de conhecimentos pelas unidades da Fiocruz
O Programa de Mobilidade Acadêmica dá apoio financeiro para até 20 alunos, por ano, em nível de pós-graduação Stricto sensu. O objetivo é selecionar alunos de programas de mestrado acadêmico, mestrado profissional ou doutorado da Fundação, que estejam regularmente matriculados e que tenham interesse em desenvolver projetos de pesquisa em suas unidades ou escritórios. Com isso, amplia-se a possibilidade de capacitação técnico-cientifica dos pós-graduandos, induzindo uma formação mais ampla e diversificada de profissionais da saúde. Para participar, além de estar regularmente matriculado num programa de mestrado acadêmico, mestrado profissional ou doutorado, é preciso apresentar seu currículo e o de seu orientador atualizados na Plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O objetivo do edital é selecionar pesquisadores visitantes sênior para ampliar e dar densidade às atividades de pesquisa relacionadas à missão institucional. Tais atividades se articulam com o ensino e a assistência (ambulatorial, laboratorial) para unidades e escritórios da Fiocruz, instalados recentemente e/ou em áreas com menor densidade de cursos de pós-graduação Stricto sensu. A implementação do Plano de Atividades também visa captar recursos de forma independente, auxiliar a estruturação e fortalecer programas de pós-graduação nestas unidades, assim como a orientação de alunos de mestrado e doutorado.
São bolsas para alunos orientados por professores recém-doutores, que sejam servidores da Fiocruz admitidos como docentes. O edital faz parte do Programa de Integração da Fiocruz. Dentre os benefícios, além da bolsa, estão: apoio com despesas com revisão e tradução, apoio para pagamento de taxas de publicação em revistas de acesso aberto e curso de língua estrangeira oferecido para o recém-doutor e para o bolsista pós-graduação.
Objetivo: Valorização e incentivo ao desemp, educação, saúenho do corpo de alunos e professores da Fiocruz
A medalha, criada em homenagem à pesquisadora Virgínia Schall, busca valorizar a trajetória de vida de servidores com reconhecida atuação e mérito no campo da educação em saúde. Dentre as características a serem reconhecidas, estão: integridade profissional, contribuição duradoura para o campo de atuação, reconhecimento geral das características de liderança e influência marcante nas políticas educacionais. As áreas de atuação contempladas são: ciências biológicas aplicadas à saúde e biomedicina; medicina; saúde coletiva; ciências humanas e sociais. Confira o regulamento aqui.
Em sua edição do ano 2018, o prêmio é voltado para teses da Fiocruz de elevado valor defendidas entre maio de 2017 e abril de 2018. Vale para as seguintes áreas: ciências biológicas aplicadas e biomedicina; medicina; saúde coletiva; ciências humanas e sociais. As inscrições podem ser feitas de 2 de maio a 18 de junho de 2018. Confira o regulamento aqui***.
Objetivo: Ampliação do relacionamento da Fiocruz com a sociedade
O edital de propostas para projetos em divulgação científica foi lançado no dia 5 de março deste ano e visa inspirar um número ainda maior de cientistas da instituição – de todas as idades, de níveis acadêmicos diferenciados (estudantes, jovens cientistas, pesquisadores sênior) e de distintas áreas do conhecimento. O objetivo é sensibilizar o protagonismo deles no processo de mediação entre ciência e sociedade, incrementando seu diálogo com os cidadãos.
Lançado em 6 de março de 2018, este concurso público chega à sua terceira edição e visa a produção de obras audiovisuais. Serão contemplados sete filmes: cinco no gênero documentário e duas animações. Estão entre os temas sugeridos: zika/microcefalia e dengue; saúde da família e atenção primária; saúde nas prisões; amamentação; drogas e saúde pública; doenças negligenciadas; perfis de sanitaristas e de cientistas do campo da saúde coletiva; a relação entre saúde e ambiente e os determinantes sociais da saúde. Os filmes integrarão o catálogo do Selo Fiocruz Vídeo, junto a produções próprias da VideoSaúde e de parceiros, que chegará a 35 obras em 2019. Saiba mais aqui.
Por Flávia Lobato, Valentina Leite e Raphaela Fernandes (Campus Virtual Fiocruz)
*Atualização em 21/3/2018.
**Atualização em 04/4/2018.
***Atualização em 25/4/2018.
A divulgação científica como atividade prática vem, há algumas décadas, conquistando importância e espaço no Brasil. A interface acadêmica do campo, no entanto, embora atraia atenção crescente, ainda é emergente no país e precisa enfrentar dificuldades e desafios para se estabelecer como área de conhecimento independente. O simpósio “A ciência da divulgação científica II: a construção de um campo acadêmico”, que vai acontecer de 5 a 7 de março, no Museu da Vida (COC/Fiocruz), visa contribuir para fortalecer essa interface da divulgação científica.
Com a participação de diversos especialistas no campo, do Brasil e de outros cinco países, o evento abordará uma série de temas relevantes nos estudos da divulgação científica, entre eles a inserção da ciência na cultura, a percepção pública da ciência e tecnologia e pesquisas em museus de ciências.
Além de mesas redondas, haverá um workshop sobre metodologias de pesquisas em museus, no dia 7 pela manhã, com Marianne Achiam, do Departamento de Educação Científica da Universidade de Copenhagen (Dinamarca).
No mesmo dia, na parte da tarde, haverá a primeira aula da disciplina “Leitura e avaliação de fontes de informação em ciência e tecnologia”, que será oferecida no âmbito do Mestrado Acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde, por Mônica Macedo-Rouet, da Universidade Paris 8, na França. Com vagas limitadas, a disciplina, que será ministrada em português, está aberta somente para estudantes de pós-graduação da Fiocruz e de outras instituições de ensino e pesquisa.
Confira a programação completa aqui e não perca!
Dias 5/3 e 6/3: as atividades são abertas a todos e dispensam inscrições.
Dia 7/3 (manhã): para participar do workshop é preciso se inscrever pelo e-mail nedc.fiocruz@gmail.com
Dia 7/3 (tarde): estudantes da pós-graduação devem se inscrever pelo e-mail pgdc@fiocruz.br
Fonte: Museu da Vida
De 10/5 a 12/5, acontece o 4º Simpósio Avançado de Virologia Hermann Schatzmayr. O evento tem como foco a apresentação e discussão de resultados de pesquisas desenvolvidas na área da virologia no âmbito da pós-graduação. Este ano, o simpósio traz novidades, como a oportunidade de participação de pós-doutorandos, além de estudantes de mestrado e doutorado, com estudos em andamento e com resultados ou concluídos nos últimos 12 meses. A atividade é promovida pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), com apoio da presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Editora Fiocruz, dos Programas de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular e em Medicina Tropical do IOC, da Prefeitura de Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso, e das Sociedades Brasileiras de Medicina Tropical, Virologia, Infectologia e Mastozoologia.
A pesquisadora Elba Lemos, chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do IOC e uma das organizadoras do Simpósio diz que o objetivo é valorizar a produção científica da pós-graduação, reunindo estudantes que realizam trabalhos na área de virologia e oferecendo um espaço para discussão de resultados, com a participação de pesquisadores seniores. Segundo ela, a duração do evento vem sendo ampliada anualmente, em resposta a grande demanda. “Este ano, teremos dois dias e meio de programação e contaremos com a participação de professores de universidades do Mato Grosso, além de pesquisadores de diversas instituições do Rio de Janeiro na moderação das sessões e no comitê científico”. Na sexta-feira, dia 12/5, as atividades da parte da manhã serão integradas à programação do Centro de Estudos do IOC.
Destaque para pôsteres
Dos estudos submetidos ao Simpósio, 24 serão selecionados para as quatro sessões de apresentação oral, nas quais os autores terão 15 minutos para expor seus resultados. O melhor trabalho de cada sessão será premiado. Pela primeira vez, os projetos aceitos para a sessão de pôsteres também poderão ser divulgados em sessões de apresentação oral resumida, com único slide e cinco minutos para exposição. “O objetivo é que os estudantes destaquem os principais pontos das suas pesquisas para que os interessados possam procurá-los e aprofundar as discussões durante as sessões de pôsteres”, explica Elba. Todos os estudos apresentados no evento serão publicados em uma edição especial do periódico Virus Reviews and Research.
No primeiro dia da atividade, após a mesa de abertura, haverá uma mesa redonda sobre temas atuais da virologia. O infectologista Rivaldo Venâncio, pesquisador da Fiocruz, vai abordar a situação atual das arboviroses no Brasil. Já o pesquisador Fábio Gouveia, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), discutirá a divulgação da ciência na mídia. Em seguida, ocorrerá a apresentação de um grupo indígena do Mato Grosso.
Acesse a programação completa no site do evento.
Fonte: Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)
O Núcleo Operacional Sentinela de Mosquitos Vetores (Nosmove) da Fiocruz acaba de lançar a cartilha Os pequenos mosqueteiros contra dengue, zika e chikungunya. Destinado ao público infantil, o material é apresentado em uma edição colorida e dinâmica que favorece a comunicação com as crianças. A cartilha insere conteúdos fundamentados no conceito da Promoção da Saúde que contribuem para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis pela construção de ambientes saudáveis.
Idealizado pela pesquisadora Nildimar Honório, do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), o trabalho é mais um dos frutos da atuação do referido núcleo. O Nosmove desenvolve atividades como o monitoramento entomológico no campus da Fiocruz, visando promover a saúde de trabalhadores, estudantes e visitantes que transitam na instituição, além de ações de divulgação científica em eventos, palestras e oficinas em escolas e a produção de material didático como a cartilha. O Nosmove também atua na capacitação, atualização e formação de recursos humanos para o SUS, com ênfase nos técnicos e gestores que atuam em programas de controle. “Sentíamos falta de um material como a cartilha, voltado às crianças e com o objetivo de trabalhar alguns conceitos importantes nas escolas e em suas casas, com os seus familiares”, afirma Nildimar.
(Faça o download gratuito da cartilha)
O primeiro passo de Nildimar foi reunir a equipe Nosmove e convidar a pesquisadora (atualmente professora-adjunta na Universidade Federal do Rio de Janeiro) Gerusa Gibson e o cartunista Manoel Mayrink para serem organizadores e coautores da cartilha. A produção da cartilha durou seis meses e contou ainda com a colaboração de pesquisadores do IOC/Fiocruz, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) e ainda de profissionais da Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Rio de Janeiro e da Universidade de São Paulo (USP). “Também tivemos o apoio da Faperj e CNPq e contamos com a colaboração de profissionais da Creche Bertha Lutz, da Fiocruz, onde ocorreu o lançamento”.
A recepção à cartilha tem sido tão boa que a SES vai reproduzir o material para ser distribuído em escolas fluminenses, com apoio das secretarias municipais e Estadual de Educação. “Apesar de ser voltada para o público infantil, com uma linguagem própria para crianças, a cartilha tem informações científicas, corretas e precisas, validadas por pesquisadores da área. E mesmo as crianças que ainda não dominam o processo de leitura e de escrita se beneficiam do conteúdo, quando pais e professores leem para elas e executam juntos as atividades”, observa Nildimar.
Na cartilha são apresentados conhecimentos, desafios e curiosidades sobre o mosquito Aedes aegypti. Também conta a história de três personagens: Ana, Chico e João, que apresentam os hábitos e comportamentos do Aedes aegypti, principal mosquito vetor dos vírus dengue, zika e chikungunya. A cartilha desperta o olhar infantil para o conhecimento sobre a biologia do mosquito e os principais criadouros utilizados por ele para realizar a oviposição, além de reforçar as ações de prevenção, incluindo os cuidados que devemos ter no ambiente domiciliar.
O objetivo de Nildimar e sua equipe é dar continuidade à criação de novos materiais educativos para o público infantil. Cita, como exemplos de temas, a biologia de outras espécies de mosquitos que possam estar envolvidas na transmissão dos vírus, o conhecimento sobre os vírus e as doenças por eles transmitidas. O importante, segundo a pesquisadora, é primar pela forma lúdica de passar o conhecimento para as crianças, pois essas serão as grandes multiplicadoras do conhecimento e geradoras de mudança de comportamento, conforme colocado pela pesquisadora Angela Junqueira, do IOC/Fiocruz, uma das colaboradoras da cartillha.
O Nosmove é fruto de uma parceria iniciada em 2010 entre a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, o Instituto Oswaldo Cruz e a Diretoria de Administração do Campus, e é coordenado por Nildimar e Izabel Reis, ambas do IOC/Fiocruz. No momento, Nildimar faz estágio de pós-doutoramento no Laboratório de Entomologia Médica da Universidade da Flórida.
Fonte: Ricardo Valverde (CCS/Fiocruz)