A incorporação acelerada das tecnologias digitais na saúde tem provocado mudanças estruturais que vão além da simples adoção de novas ferramentas e reconfiguram os modos de produzir cuidado. Para discutir os impactos dessa incorporação no mundo do trabalho no universo da saúde, o CEE-Fiocruz promove o sétimo webinário da série Transformação digital na Saúde Pública, iniciada em julho de 2024.
Nesse novo webinário, estarão em pauta desde os impactos na formação, na organização dos serviços e no cotidiano dos profissionais, até experiências concretas de inovação no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da incorporação de novas tecnologias digitais.
Abertura: Rômulo Paes e Sousa, coordenador do Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE-Fiocruz);
Mediação: Maria Helena Machado, coordenadora do grupo de pesquisa ‘Mundo do Trabalho e Saúde’, do CEE-Fiocruz;
Coordenação: Manoel Barral Netto e Virgínia Fava, pesquisadora CEE-Fiocruz.
Convidados:
Marco Nascimento, vice-presidente adjunto de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS/Fiocruz), que falará sobre o desafio da era digital para a Fiocruz;
Renato Penha de Oliveira Santos, professor da Universidade do Estado do Pará (Uepa), apresentando o tema Da formação ao trabalho em saúde no SUS: desafios e perspectivas na era digital na Atenção Primária à Saúde;
Sábado Nicolau Girardi, coordenador do Observatório de Recursos Humanos em Saúde do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon/UFMG), discutindo Tecnologias digitais e a nova ordem de conhecimento e regulação do mundo do trabalho na saúde;
Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde (Saes/MS), trazendo para a mesa o programa Mais Especialistas e o desafio da gestão da assistência especializada no SUS.
Confira outros webinários em: https://cee.fiocruz.br/?q=taxonomy/term/2525
A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) está com inscrições abertas para o curso livre 'Introdução ao Wikisource para bibliotecas, arquivos, museus e outras instituições de memória'. O objetivo do curso é capacitar profissionais de bibliotecas, arquivos, museus e demais instituições de memória a compreender e utilizar o Wikisource como ferramenta de acesso aberto, difusão do patrimônio documental e construção de redes colaborativas, por meio do domínio básico da plataforma, de suas funcionalidades e de sua articulação com o ecossistema Wiki. As inscrições estão disponíveis até 7 de agosto pelo Campus Virtual Fiocruz.
O curso será oferecido em formato online, com aulas síncronas gravadas e posteriormente disponibilizadas na Wikiversidade. Será emitido certificado aos participantes que participarem de, no mínimo, 75% das aulas.
O período do curso será de 18 a 20 de agosto de 2025, das 14h às 17h, com carga horária total de 15h. São disponibilizadas 210 vagas.
O curso é organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde (PPGPAT) em parceria com o Arquivo Nacional e o Memória & Arte.
#ParaTodosVerem Banner com fundo azul, nele há as seguintes informações: Introdução ao Wikisource para bibliotecas, arquivos, museus e outras instituições de memória, com Marcus Vinícius Pereira da Silva (COC/Fiocruz) e Alícia Duhá Lose (UFBA/Memória e arte), o curso será livre e online, as inscrições serão até dia 7 de agosto e as aulas de 18 a 20 de agosto.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por intermédio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) e a Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), divulga, nesta segunda-feira, 4 de agosto, a Chamada para a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), evento que aborda o desenvolvimento de pesquisas nos campos da ciência, tecnologia e inovação, sempre de forma lúdica e atrativa. O objetivo é estimular a participação das unidades técnico-científicas e escritórios regionais da Fiocruz com a apresentação de projetos oriundos, visando a organização de atividades abertas ao público geral. Nessa edição, que terá diversas atividades a serem realizadas entre os dias 20 a 26 de outubro de 2025, a SNCT traz o tema “Planeta Água: Cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”. O prazo para envio das propostas será de 4 a 18 de agosto de 2025!
+Confira aqui a Chamada e procedimentos para inscrição!
Em consonância com as principais finalidades da SNCT no país, a VPEIC e a VPPCB apoiarão projetos e atividades presenciais que tenham um ou mais dos seguintes objetivos:
Os projetos a serem submetidos devem, obrigatoriamente, ser coordenados por profissionais lotados nas unidades e escritórios localizados fora do Estado do Rio de Janeiro. A proposta deverá ser encaminhada pelo diretor da unidade ou coordenador do escritório e copiada aos responsáveis diretos pela execução dos recursos, em PDF, para o e-mail chamada.regionais.snct@fiocruz.br. Somente uma proposta deverá ser encaminhada por unidade técnico-científica e escritório regional.
Após avaliação da Comissão Avaliadora, as propostas selecionadas poderão receber o auxílio de até R$15 mil.
Desde 2004, a Fiocruz oferece diversas atividades educativas para a comunidade acadêmica e os diferentes públicos da sociedade, trazendo uma rica experiência de participação em feiras de ciência e tecnologia, bate-papos, oficinas, atividades culturais e outras atrações. As atividades ocorrem em diferentes Estados do Brasil, mas são unificadas em uma programação nacional.
+Confira aqui a Chamada e procedimentos para inscrição!
#ParaTodosVerem Banner com fundo rosa, nele está escrito: 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, envio das propostas de 4/8 a 18/8, apoio às unidades técnico- científicas e escritórios regionais da Fiocruz na 22º semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no banner há elementos visuais que remetem a ciência, como microscópio, uma molécula e no canto inferior direito há um homem negro, com cabelos escuros, blusa amarela, jaleco, óculos de proteção e luvas verdes, ele utiliza uma pipeta e um tubo de ensaio, na sua frente há um microscópio.
A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) dá início às comemorações pelos seus 40 anos com uma programação especial nos dias 5 e 7 de agosto. Criada em 1985, a unidade celebra quatro décadas dedicadas à preservação da memória da ciência e da saúde, à produção de conhecimento nas áreas de história, patrimônio e educação, e à divulgação científica.
O evento de abertura será realizado no dia 5 de agosto, a partir das 13h, no auditório do Museu da Vida Fiocruz, com o lançamento do Selo Comemorativo “COC – 40 anos”, marcando simbolicamente o início do ciclo de celebrações. Na sequência, será realizada a mesa “Uma Casa e muitas histórias”, que reúne diretores da Casa desde a sua fundação até hoje: Paulo Ernani Gadelha, Nísia Trindade Lima, Nara Margareth Azevedo, Paulo Roberto Elian dos Santos e Marcos José de Araújo Pinheiro, com mediação de Raquel Aguiar, chefe da Coordenadoria de Comunicação Social da Fiocruz. O encontro propõe uma reflexão sobre a construção coletiva da Casa ao longo de sua história.
As comemorações continuam no dia 7 de agosto, no Salão de Conferências Luiz Fernando Ferreira do Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), com uma programação voltada à valorização do acervo e da produção editorial da unidade: exibição de documentário, lançamento de exposição virtual, apresentação de publicações organizadas por profissionais da Casa, pré-estreia de nova peça do Museu da Vida Fiocruz estão entre os destaques.
Na ocasião, será exibido o documentário Coleção Oswaldo Cruz, que apresenta a biblioteca particular do cientista, composta por cerca de dois mil volumes preservados pela Casa de Oswaldo Cruz. Em seguida, será lançada a exposição virtual Do Teu Saudoso Oswaldo, que reúne uma seleção de cartas trocadas entre Oswaldo Cruz e seus familiares, revelando aspectos íntimos e pouco conhecidos de sua trajetória.
A programação inclui ainda a mesa de apresentação das publicações Ciência e Saúde pela Vida: 125 anos de história da Fiocruz, obra coletiva com 83 autores e 122 verbetes que documentam e analisam os principais marcos científicos, sociais e políticos da instituição; e A Fundação Rockefeller no Brasil: imagens do combate à febre amarela e à malária, que apresenta imagens do arquivo fotográfico sobre a atuação da fundação Rockefeller no país em parceria com o governo brasileiro entre as décadas de 1930 e 1940. A atividade contará com a presença dos organizadores das publicações, convidados especiais e uma sessão de autógrafos. Como parte das celebrações, também será realizado o pré-lançamento, somente para convidados, da nova peça Quem é todo mundo? do Museu da Vida Fiocruz, fábula divertida e reflexiva sobre inclusão social e diversidade.
As atividades fazem parte de uma agenda comemorativa que se estende até 2026, celebrando o legado e os desafios da Casa na preservação e difusão da história da saúde no Brasil, e integram o calendário de eventos dos 125 anos da Fiocruz.
Confira a programação:
05 de agosto
Local: auditório do Museu da Vida Fiocruz
13h | Recepção dos convidados
– Café de boas-vindas
14h | Abertura do evento
– Presidência da Fiocruz
– Marcos José de Araújo Pinheiro, diretor da Casa de Oswaldo Cruz
Lançamento do Selo Comemorativo “40 anos COC”
14h30 | Mesa Uma Casa e muitas histórias
– Paulo Ernani Gadelha
– Nísia Trindade Lima
– Nara Margareth Azevedo
– Paulo Roberto Elian dos Santos
– Marcos José de Araújo Pinheiro
Mediação: Raquel Aguiar – CCS
16h – Encerramento
07 de agosto
Local: salão de Conferências do CDHS
9h| Recepção dos convidados
– Café de boas-vindas
9h30 | Exibição do documentário Coleção Oswaldo Cruz
10h | Lançamento da Exposição Virtual Do Teu Saudoso Oswaldo
10h30| Lançamento de publicações
Mesa de apresentação dos livros:
10h30 – Ciência e Saúde pela Vida: 125 anos de história da Fiocruz
11h – A Fundação Rockefeller no Brasil
(Participação dos organizadores e convidados especiais)
11h30 | Sessão de autógrafos
– Autoria e organização das publicações lançadas
13h30 | Pré-estreia da peça Quem é todo mundo?
Evento fechado somente para convidados
:: Saiba mais:
Documentário Coleção Oswaldo Cruz: apresenta ao público a biblioteca particular do cientista, composta por aproximadamente dois mil volumes preservados pela Casa. A produção destaca a diversidade temática das obras reunidas por Oswaldo Cruz, que abrangem desde medicina tropical, microbiologia e saúde pública até áreas como arte, história e cultura. Com exemplares em diversos idiomas e marcados por anotações, carimbos e ex-libris do cientista — que adotava o lema eternal faith in science — a coleção oferece um retrato singular de sua trajetória intelectual. O documentário evidencia como essa biblioteca reflete o diálogo de Oswaldo Cruz com o pensamento científico de sua época, constituindo um valioso patrimônio histórico e cultural da ciência no Brasil.
Exposição virtual Do Teu Saudoso Oswaldo: Apresenta uma seleção de cartas trocadas entre Oswaldo Cruz e seus familiares, revelando aspectos íntimos e pouco conhecidos do cientista.
Livro Ciência e Saúde pela Vida: 125 anos de história da Fiocruz: Organizada pelos pesquisadores da Casa, Dominichi Miranda de Sá, André Felipe Cândido da Silva e Tamara Rangel Vieira e pelas egressas do PPGHCS e pesquisadoras de pós-doutorado Vanessa Pereira da Silva e Mello (COC) e Lorenna Ribeiro Zem El-Dine (UFF), a obra reúne reflexões sobre os 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz, traçando uma trajetória institucional marcada por desafios históricos, inovações e compromissos com a saúde pública brasileira. A coletânea oferece uma leitura crítica e abrangente sobre o papel da Fiocruz na produção científica, na formulação de políticas públicas e na defesa do direito à saúde, destacando sua inserção social e política ao longo das décadas.
Livro A Fundação Rockefeller no Brasil: imagens do combate à febre amarela e à malária: Organizada por Aline Lacerda, Gabriel Lopes e Heverton Oliveira, a publicação apresenta, por meio de textos e registros fotográficos, as ações empreendidas pela Fundação Rockefeller no Brasil no combate à febre amarela e à malária, entre as décadas de 1930 e 1940. Esse conjunto documental, que se encontra sob a custódia da Casa de Oswaldo Cruz, foi recentemente nominado no registro regional do Programa Memória do Mundo da UNESCO para a América Latina e o Caribe. O arquivo é também fonte única para pesquisas acerca das formas de combate a duas das mais desafiadoras doenças transmitidas por mosquitos na primeira metade do século 20 em um momento no qual as pesquisas de campo e em laboratório traziam novas perspectivas sobre as formas de contágio dessas endemias e os instrumentos para combatê-las. É igualmente uma referência para estudos que discutem a técnica e a estética fotográficas aplicadas à saúde e à ciência.
Peça Quem é todo mundo?: Fábula divertida e reflexiva sobre inclusão social e diversidade. A trama gira em torno da preparação de uma festa chamada “O Dia Mundial do Mundo”, onde diferentes mundos são convidados: o Mundo das Letras, o Mundo da Música, e o Mundo das Consistências, Cheiros e Formas. Com a ausência de alguns personagens “barrados no baile”, a festa começa a perder sua graça e sentido. O espetáculo é oferecido em português e Libras – Língua Brasileiras de Sinais, e conta com recursos de tecnologia assistiva (audiodescrição).
#ParaTodosVerem Banner com fundo vermelho, nele está escrito: Comemoração 40 anos - Casa de Oswaldo Cruz, será nos dia 5 e 77 de agosto, no auditório Museu da Vida Fiocruz e Salão de conferências do CDHS, confira a programação!
Profissionais brasileiros e estrangeiros que trabalham na gestão, na assistência e na avaliação da qualidade dos serviços de vigilância em saúde de todo o país, em especial em doenças transmissíveis e nas fronteiras dos estados do Brasil com a América do Sul, têm mais uma oportunidade de ampliar os conhecimentos nesse campo de atuação cada vez mais estratégico para a Saúde Pública nacional e internacional. A Fiocruz abriu as incrições do processo seletivo para a segunda turma do Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras, o Programa VigiFronteiras-Brasil, iniciativa da instituição em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério das Saúde (SVSA/MS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
O objetivo é formar mestres e doutores para contribuir com o fortalecimento das ações e serviços de vigilância em saúde nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países vizinhos (Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, e uma Região Ultramarina da França, a Guiana Francesa). Os editais estão disponíveis para download no site Formação VigiSaúde. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas de 1° de agosto a 19 de setembro no Acesso Fiocruz.
São oferecidas 40 vagas para mestrado acadêmico/profissional e 35 para doutorado acadêmico/profissional. Deste total, 55% estão destinadas para ações afirmativas e 50% são destinadas preferencialmente a profissionais atuantes em regiões de fronteira nos países sul-americanos. Nos editais estão listados todos os requisitos para participar do processo seletivo, os documentos necessários para inscrição, o cronograma e todos os detalhes sobre as três etapas da seleção: prova de inglês, análise curricular/documental e entrevista. Todas serão feitas online, em plataformas digitais.
Ao liderar essa nova iniciativa no campo da vigilância em saúde, a Fiocruz reafirma seu compromisso com a formação de recursos humanos qualificados e com a promoção da equidade em saúde, fortalecendo redes de cooperação entre países da América Latina. “Ao longo do curso, os participantes recebem uma formação multidisciplinar que os capacita a lidar com os desafios complexos da vigilância em saúde em regiões fronteiriças, como em casos de emergências de saúde pública de interesse nacional e internacional, articulando pesquisa, prática e políticas públicas, já que a maioria deve preferencialmente estar atuando nos serviços”, explica Eduarda Cesse, coordenadora geral do Programa e vice-presidente adjunta de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz.
Para a secretária da SVSA/MS, Mariângela Simão, a qualificação profissional impacta diretamente na saúde da população. “Gestores e profissionais de saúde atualizados e preparados, conseguem planejar e executar uma vigilância mais sensível e responder rapidamente a situações de ameaça à saúde. Por isso, investimos na constante preparação dos nossos gestores e profissionais de saúde”, afirma a secretária.
“A Fiocruz, em parceria com a SVSA/MS e Opas, lança a segunda turma do Programa VigiFronteiras-Brasil, com editais abertos para mestrado e doutorado acadêmico/profissional com objetivo e dar continuidade à formação de especialistas capazes de fortalecer ações de vigilância na faixa de fronteira brasileira e nos países vizinhos, priorizando quem atua nesses territórios. Aos serem aprovados no processo seletivo, terão uma oportunidade única de ampliar sua expertise neste campo estratégico para a saúde pública global”, complementou Andréa Sobral, coordenadora acadêmica do Programa e vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Ensp/Fiocruz.
É de exclusiva responsabilidade da pessoa candidata acompanhar a divulgação das inscrições homologadas, o resultado das três etapas do processo seletivo e dos recursos solicitados além de possíveis aditivos e erratas, na mesma página em que se inscreveu (site Acesso Fiocruz). Também é de responsabilidade dos participantes garantirem acesso à internet com boa velocidade e um dispositivo que permita acessar áudio e vídeo, ao mesmo tempo, em tempo real. Para pessoas de países cuja língua oficial não seja o português ou o espanhol, será exigida fluência em pelo menos uma dessas duas línguas como condição para participar do processo seletivo.
As aulas estão previstas para começar em janeiro de 2026. Elas ocorrerão na modalidade híbrida, com encontros presenciais obrigatórios e encontros on-line síncronos (em tempo real). O doutorado tem duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses. Já para o mestrado, o tempo mínimo para conclusão é de 12 meses e máximo de 24 meses.
NOVIDADES - A segunda edição do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz tem algumas novidades. Além de passar a contar com a opção de mestrado e doutorado profissional, o número de locais para oferta das aulas presenciais foi ampliado, passando de três para sete polos. Os alunos que participarem do mestrado da turma dois do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz poderão ter encontros marcados em Porto Velho-RO, além de Manaus-AM, Tabatinga-AM e Campo Grande-MS, polos da primeira turma.
Já os do doutorado, poderão ter aulas em Porto Velho-RO, Recife-PE, Belo Horizonte-MG e Rio de Janeiro-RJ, além de Manaus-AM e Campo Grande-MS. Não haverá oferta de bolsas. Os estudantes brasileiros deverão arcar com os custos com deslocamento para participar das aulas presenciais. Já os estrangeiros receberão uma ajuda de custo com este fim.
Outra mudança que beneficiará os futuros mestrandos e doutorandos é a integração de novos programas de pós-graduação da Fiocruz ao consórcio, com mais linhas de pesquisas relacionadas à vigilância em saúde e docentes envolvidos. O Programa de Pós-Graduação em Saúde Única (PPGSU) da Fiocruz Mato Grosso do Sul, e o Programa de Pós-Graduação em Vigilância e Controle de Vetores (PPGVCV) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) passaram a integrar o consórcio para oferta do mestrado acadêmico/profissional. O Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) da Fiocruz Amazônia, o Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública (PPGSP) da Fiocruz Pernambuco e o Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da Fiocruz Minas Gerais passam a fazer parte do doutorado que também será oferecido na modalidade profissional exclusivamente pelo PPGSP da Fiocruz PE.
Continuam na formação o Programa de Pós-graduação em Epidemiologia em Saúde Pública (PPGEPI), o Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública e Meio Ambiente (PPGSPMA) e o Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública (PPGSP) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz); e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) da Fiocruz Amazônia.
No momento da inscrição, os candidatos deverão optar por apenas um dos cursos. Porém, a Comissão de Seleção poderá alocar a pessoa candidata selecionada em programa diferente do indicado inicialmente por ela se considerar que o projeto preliminar de pesquisa pode ser mais bem desenvolvida em outro programa.
AÇÕES AFIRMATIVAS – Cerca de 55% das vagas ofertadas no processo seletivo do Programa VigiFronteiras-Braisil/Fiocruz são destinadas para ações afirmativas, sendo 30% para pessoas negras (pretas ou pardas), 10% para pessoas com deficiência (PcD), 5% para pessoas indígenas, 5% para pessoas quilombolas e 5% para pessoas trans (travestis ou transexuais). As demais vagas (45%) serão para ampla concorrência (AC). Apenas quem optar pelas ações afirmativas, sinalizando essa opção no momento da inscrição, concorrerá às vagas reservadas.
O critério de reserva de vagas será aplicado apenas ao final da seleção, para fins de classificação e preenchimento de vagas. Estas serão ocupadas de acordo com a classificação final geral do conjunto de optantes dessa categoria. Se a vaga reservada para ações afirmativas não for preenchida por algum motivo (a exemplo de inscrição anulada, não atendimento às regras dos editais, reprovação ou demais motivos administrativos ou legais), ela será oferecida a outras pessoas candidatas das ações afirmativas. Só depois de esgotar todas as opções desse grupo, a vaga será aberta para ampla concorrência.
PRIMEIRA TURMA - A primeira turma do mestrado acadêmico do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz foi concluída em 2024 com 32 trabalhos de conclusão sobre temas relacionados à vigilância em saúde nas fronteiras brasileiras com os países sul-americanos apresentados. O doutorado acadêmico está em andamento e a previsão é que os 34 alunos ativos defendam suas teses até o fim do ano. Aproximadamente 90% dos alunos integram o Sistema Único de Saúde.
A expectativa é que o Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz contribua para o fortalecimento, aprimoramento e qualificação dos profissionais e das ações e serviços de vigilância em saúde, a formação e/ou fortalecimento de redes de colaboração para atuar nas respostas às ações de vigilância em saúde e nas emergências de saúde pública de importância nacional e internacional.
Informações e dúvidas sobre os editais e o processo seletivo serão fornecidas apenas por e-mail (selecao.vigifronteiras@fiocruz.br). Outras informações sobre programa no site formacaovigisaude.fiocruz.br e no seu perfil nas mídias sociais @formacaovigisaudefiocruz.
Serviço:
O quê: Seleção pública para a segunda turma do Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil) da Fiocruz
Edital disponível em:
- formacaovigisaude.fiocruz.br > Editais
Inscrições: de 1° de agosto a 19 de setembro, no site Acesso Fiocruz (https://acesso.fiocruz.br)
Para quem: profissionais e gestores brasileiros e estrangeiros que atuem na área de vigilância em saúde, em especial em doenças transmissíveis, nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países sul-americanos vizinhos.
Cursos/duração: mestrado acadêmico e profissional (2 anos); doutorado acadêmico e profissional (4 anos)
Modalidade: híbrida, com encontros on-line síncronos (em tempo real), e presenciais obrigatórios nos polos definidos para a oferta
Vagas: 75 vagas, 40 para mestrado acadêmico e profissional e 35 para doutorado acadêmico e profissional
Dúvidas sobre o edital: selecao.vigifronteiras@fiocruz.br
O Sextas de hoje traz Julio Cortázar, escritor, tradutor e intelectual argentino. Sem renunciar à nacionalidade argentina, ele optou por adquirir a nacionalidade francesa, em 1981, em protesto contra a ditadura militar argentina. Julio é considerado um dos autores mais inovadores e originais de sua época, mestre da história, prosa poética e conto em geral, além de criador de romances importantes que inauguraram uma nova maneira de fazer literatura no mundo hispânico, quebrando os moldes clássicos através de narrativas que escapam à linearidade temporal. Como o conteúdo de seu trabalho viaja na fronteira entre o real e o fantástico, ele geralmente é colocado em relação ao realismo mágico e até ao surrealismo.
#ParaTodosVerem Banner com uma imagem ilustrativa, no fundo há diversas cores em tons claros, como rosa, azul, verde e lilás, no centro há silhuetas de dois rostos de perfil, eles se sobrepõem, um está virado para a esquerda e o outro para a direita, por cima da ilustração está o poema de Julio Cortázar:
Não
pode ser
que
estejamos
aqui para
não poder
ser.
Estão abertas até 4 de agosto as inscrições para disciplinas eletivas 2025.2 do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional em Saúde, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).
Chamada Pública - Alunos(as) Externos(as) (AE)
Chamada Pública - Disciplina Isolada (DI)
A inscrição será efetivada através do envio dos documentos especificados na Chamada para o e-mail da secretaria acadêmica: cppg.epsjv@fiocruz.br. O(a) candidato(a) deverá solicitar confirmação de recebimento.
Público-Alvo: Portadores de diploma de Curso Superior de duração plena, outorgado por Instituição de Ensino Superior e reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação e discentes vinculados à Programas de Pós-Graduação.
Disciplinas oferecidas:
Disciplina: Introdução à Educação Inclusiva: contextos, diálogos e Perspectivas
Prof. Resp.: Anderson Teixeira Boanafina e Isabella Koster
Carga Horária: 30h (2 Créditos)
Dia e horário: Terça-feira, das 8h30min às 12h (Quinzenal)
Início: 12/8/2025
Informações: Clique Aqui
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Disciplina: Ética Aplicada à Pesquisa nas Humanidades
Prof. Resp.: Marcio Sacramento de Oliveira e Flávia Coelho Ribeiro
Carga Horária: 45h (3 Créditos)
Dia e horário: Sexta-feira, das 8h30min às 12h
Início: 22/8/2025
Informações: Clique Aqui
#ParaTodosVerem Banner com fundo claro, no canto inferior direito está a foto de um prédio vermelho com uma fachada, o prédio está levemente desfocado, focando nas janelas, no centro do banner há uma figura ilustrativa de um homem segurando um livro, enquanto cai de paraquedas, no banner está escrito: Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional em Saúde, disciplinas eletivas do mestrado profissionais em educação profissional em saúde, inscrições de 30/7 a 4/8, início das aulas dia 11/8, público alvo são discentes inscritos em outros programas de pós-graduação (DI) e/ou portadores(as) de diplomas de graduação (AE).
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por intermédio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) e a Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), divulga, nesta quinta-feira, 31 de julho, a Chamada para a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), evento que aborda o desenvolvimento de pesquisas nos campos da ciência, tecnologia e inovação, sempre de forma lúdica e atrativa. O objetivo é estimular a participação das unidades técnico-científicas e escritórios regionais da Fiocruz com a apresentação de projetos oriundos, visando a organização de atividades abertas ao público geral. Nessa edição, que terá diversas atividades a serem realizadas entre os dias 20 a 26 de outubro de 2025, a SNCT traz o tema “Planeta Água: Cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”.
ATENÇÃO! A divulgação da chamada será no dia 4 de agosto de 2025, e o prazo para envio das propostas será de 4 a 18 de agosto de 2025!
Em consonância com as principais finalidades da SNCT no país, a VPEIC e a VPPCB apoiarão projetos e atividades presenciais que tenham um ou mais dos seguintes objetivos:
Os projetos a serem submetidos devem, obrigatoriamente, ser coordenados por profissionais lotados nas unidades e escritórios localizados fora do Estado do Rio de Janeiro. A proposta deverá ser encaminhada pelo diretor da unidade ou coordenador do escritório e copiada aos responsáveis diretos pela execução dos recursos, em PDF, para o e-mail chamada.regionais.snct@fiocruz.br. Somente uma proposta deverá ser encaminhada por unidade técnico-científica e escritório regional.
Após avaliação da Comissão Avaliadora, as propostas selecionadas poderão receber o auxílio de até R$15 mil.
Desde 2004, a Fiocruz oferece diversas atividades educativas para a comunidade acadêmica e os diferentes públicos da sociedade, trazendo uma rica experiência de participação em feiras de ciência e tecnologia, bate-papos, oficinas, atividades culturais e outras atrações. As atividades ocorrem em diferentes Estados do Brasil, mas são unificadas em uma programação nacional.
Fique atento à divulgação da Chamada e abertura das inscrições no dia 4 de agosto de 2025!
#ParaTodosVerem Banner com fundo rosa, nele está escrito:22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, submissões a partir de 4/8, apoio às unidades técnico- científicas e escritórios regionais da Fiocruz na 22º semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no banner há elementos visuais que remetem a ciência, como microscópio, uma molécula e no canto inferior direito há um homem negro, com cabelos escuros, blusa amarela, jaleco, óculos de proteção e luvas verdes, ele utiliza uma pipeta e um tubo de ensaio, na sua frente há um microscópio.
Com a presença da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz, e de representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e do Ministério da Saúde, o 3º Seminário Internacional do Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil) reuniu especialistas de destaque para debater os desafios e avanços na vigilância em saúde nas regiões de fronteira.
O evento foi realizado na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus (AM), dia 28 de julho, com transmissão ao vivo pelo canal da VideoSaúde no YouTube, e tradução simultânea para espanhol e Libras.
O evento abriu a disciplina Seminários Avançados de Tese IV, última etapa do curso de doutorado, dedicada à apresentação dos resultados das pesquisas desenvolvidas pelos doutorandos como parte de suas teses de conclusão. Conduzida pela coordenadora-geral do programa, Eduarda Cesse - que é tambem vice-presidente adjunta de Educação da Fiocruz -, a mesa de abertura contou ainda com a presença da coordenadora acadêmica do programa, Andréa Sobral; e a diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Stefanie Lopes.
Eduarda Cesse abriu o evento agradecendo a presença de todos e destacou que o desenvolvimento da vigilância em saúde na região de fronteiras depende da cooperação, da construção coletiva e do fortalecimento de redes colaborativas nacionais e internacionais. Andréa Sobral destacou que muitos dos alunos já estão com suas teses em estágio avançado, prestes a serem defendidas, e falou sobre as perspectivas promissoras para os alunos. A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, anfitriã das atividades, ressaltou a importância do fortalecimento das unidades regionais da Fiocruz. “Ações como esta são muito ricas para as unidades regionais. Formar pessoas que pensem fora da caixa para a vigilância em fronteiras é essencial. Sucesso e vida longa ao programa”. Ela também reforçou a relevância da atuação na região amazônica. “A Amazônia é a maior fronteira do Brasil e precisa de um olhar diferenciado. O VigiFronteiras vislumbra isso. É importante formar e nucleá-los aqui, para que possamos olhar com mais atenção para nossas fronteiras”.
“Nesse cenário em que a gente tem falado muito sobre a internacionalização e sobre a formação em saúde, é importante destacar o fortalecimento da cooperação Sul-Sul”, comentou Marly Cruz, ao fazer uma reflexão sobre o papel do programa no contexto da cooperação internacional. “O VigiFronteiras-Brasil é um exemplo concreto de integração. Podemos destacá-lo como uma iniciativa que já traz muitas lições aprendidas”, ressaltou. Marly também enfatizou o valor das alianças institucionais para a continuidade da iniciativa. “Esse programa não seria possível se não fosse também um trabalho bem estabelecido nessa parceria. Agradecemos a todos os docentes e parceiros que estão sempre conosco, bem como aos programas envolvidos neste consórcio”, comentou.
Palestras sobre vigilância em saúde
A vice-presidente Marly Cruz abriu as palestras do seminário falando sobre “O papel da formação para o monitoramento, avaliação e vigilância em saúde nas fronteiras”, ressaltando os compromissos da Fiocruz na formação de profissionais para atuação em cenários complexos e em territórios estratégicos como a Amazônia. Marly propôs uma reflexão sobre o papel da instituição no campo da formação, indo além da vigilância e saúde para incluir também o monitoramento e a avaliação em uma perspectiva integrada.
Ela abordou, ainda, questões estruturais e sociais que afetam a atuação nas regiões de fronteira, como o avanço das desigualdades sociais, a violência armada e a ameaça crescente da desinformação. “Sobretudo na questão da migração e da educação, nos voltamos para a nossa realidade, considerando que temos enfrentado grandes problemas nas nossas fronteiras, que são bastante complexos devido à mobilidade populacional, à falta de infraestrutura e à ocorrência de doenças transmissíveis”, comentou. Na palestra, ela também destacou a relevância dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) como referência para a atuação estratégica da Fiocruz nas fronteiras, com base em quatro dimensões: social, ambiental, econômica e institucional. Marly chamou atenção para o Objetivo 18, da equidade étnico-racial, fundamental para o desenvolvimento de projetos e ações no âmbito das fronteiras.
Em seguida, foi a vez de Rodrigo Frutuoso, integrante da Coordenação de Emergências, Evidência e Inteligência em Saúde da Opas/OMS, ministrar a palestra “A importância da cooperação internacional na vigilância em saúde e no fortalecimento da segurança sanitária nas fronteiras”. Ao abordar o tema, ele ressaltou que vivemos em um mundo interconectado, onde doenças infecciosas não respeitam fronteiras geográficas ou políticas. Por isso, as regiões de fronteira, marcadas por intenso intercâmbio social, econômico e cultural, tornam-se também zonas de circulação de riscos sanitários.
Como exemplo, Frutuoso destacou o fortalecimento da rede de Vigilância Genômica das Américas, lançada em 2021, para ampliar a capacidade de sequenciamento genético frente a doenças infecciosas emergentes. “Algo que a pandemia nos ensinou é que ninguém está seguro até que todos estejamos seguros”, reforçou Frutuoso, defendendo que a cooperação internacional se tornou indispensável. Ao final da apresentação, ele reforçou o compromisso da Opas/OMS com o programa. “A cooperação não é um gesto de caridade, ela é uma estratégia inteligente de sobrevivência coletiva em tempos de risco compartilhado. A cooperação internacional não é um favor entre os países, é um pacto ético pelo bem comum”. Ele concluiu reconhecendo o VigiFronteiras como um verdadeiro laboratório de inovação em saúde pública, e um investimento que deve ser valorizado, ampliado e replicado.
A terceira palestra teve como tema “Nova estratégia de inteligência epidêmica para fortalecer o alerta precoce para emergências de saúde 2024–2029”, e foi conduzida pela chefe da Unidade de Informação em Emergências em Saúde e Avaliação de Risco da Opas/OMS, Maria Almiron, parceira do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz, desde a época da sua concepção. Ela destacou a importância de oferecer formação acessível como o VigiFronteiras, aos profissionais que atuam diretamente nas regiões de fronteira e que, muitas vezes, não têm tempo ou oportunidade de realizar mestrado ou doutorado.
Segundo Almiron, o objetivo é qualificar esses profissionais para que possam desenhar estudos, atuar em cooperação internacional e beneficiar diretamente as populações atendidas. “Essa iniciativa liderada pelo Brasil é única nas Américas”, destacou. Na apresentação, ela relembrou uma das principais lições da pandemia: “a informação, por si só, é insuficiente se não for transformada em inteligência útil para a ação”. Destacou que, para isso, é essencial a capacidade de coletar dados de diferentes fontes, triangular e interpretar essas informações, além de promover o compartilhamento efetivo entre setores.
Almiron também chamou atenção para a urgência de capacitação contínua em todos os componentes da inteligência epidêmica, incluindo comunicação e compartilhamento das informações geradas. Ressaltou ainda a importância de garantir recursos financeiros para a implementação dessa estratégia, tanto em nível nacional quanto regional.
Vivian Gonçalves, coordenadora-geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços do Ministério da Saúde, representou Guilherme Werneck, diretor do Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (Daevs/SVSA/MS) no evento. Em sua apresentação, que encerrou o seminário, ela abordou os “Desafios e reflexões sobre a implementação da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS)”, traçando um breve histórico da PNVS, e apresentou um vídeo da primeira Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, destacando o caráter participativo da política, que não nasce de uma iniciativa governamental, mas sim de uma deliberação do Conselho Nacional de Saúde.
A coordenadora-geral reforçou que a PNVS busca integrar diferentes áreas da vigilância, como ambiental, sanitária, epidemiológica e saúde do trabalhador, superando a lógica da fragmentação. Defendeu a articulação entre essas frentes como essencial para a efetividade das ações em saúde pública e chamou atenção para a necessidade de incorporar estratégias que possam permitir avançar sobre os desafios da implementação. “Para isso, precisamos de estudos, pesquisas e ações que qualifiquem a produção de conhecimento”, afirmou. Ao encerrar a palestra, enfatizou o papel dos trabalhadores e militantes do SUS como agentes ativos na consolidação das estruturas organizacionais: “O sucesso da Política Nacional de Vigilância em Saúde está atrelado ao fortalecimento do SUS.”
As palestras completas do seminário podem ser conferidas, na íntegra, no canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz:
#ParaTodosVerem Colagem com seis fotos de mulheres, na primeira foto estão quatro mulheres com roupas estampadas posando para a foto, três mulheres brancas e uma negra, nas outras três fotos, a vice-presidente de Educação, Informação e Comnunicação da Fiocruz, Marly Cruz, uma mulher negra, com cabelos curtos escuros, óculos, blusa estampada e calça escura segura um microfone e aponta para uma tela no projetor, em outra foto estão as quatro mulheres da primeira imagem sentadas, de frente para uma mesa com garrafas de água e na última foto há pessoas sentadas assistindo a palestra de Marly Cruz, no canto direito inferior da imagem está escrito: Vigilância em saúde nas fronteiras: Integrando formação, cooperação e dados para enfrentar desafios em políticas públicas.
O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) completou 125 anos no dia 25 de maio, data compartilhada com a Fiocruz e que marca o surgimento de uma instituição pioneira no Brasil e coloca em foco décadas de atuação em prol da ciência, da saúde e da vida.
Para dar continuação às celebrações desse marco, o Instituto realizará entre os dias 5 e 8 de agosto, o 2º ato do ‘Simpósio IOC Jubileu 125 anos'. O evento contará com o lançamento do projeto ‘In Memoriam – Presenças para além da Covid-19’, que homenageia profissionais e estudantes do Instituto vítimas fatais da doença; com uma breve apresentação dos(as) servidores(as) aprovados no último concurso público da Fiocruz (2023); e com uma edição especial do projeto ‘Somos Manguinhos’ sobre a cientista Maria de Nazareth Meirelles, além de outras iniciativas.
Todas as atividades ocorrerão em formato presencial, a partir das 8h, no campus Fiocruz Manguinhos (Av. Brasil 4.365, Rio de Janeiro).
Confira a programação completa.
#ParaTodosVerem Banner com fundo claro, no topo há uma ilustração de Oswaldo Cruz e ao lado está escrito: Simpósio IOC, Jubileu 125 anos, segundo ato, de 5 e 8 de agosto no campus Fiocruz Manguinhos, o projeto "In Memoriam – Presenças para além da Covid-19", em homenagem aos colaboradores que perderam suas vidas durante a pandemia, terá suas ações realizadas em diferentes dias da programação.
Dia 05 de agosto:
9h: In Memoriam – Presenças para além da covid-19
Juliana de Meis e Délcio Freitas da Silva
Local: Pavilhão Leônidas Deane
9h30: Fórum Oswaldo Cruz
Programação elaborada pela presidência da Fiocruz
Local: Auditório de Bio-Manguinhos
14h: “Somos Manguinhos” com Maria de Nazareth Meirelles
Trajetória da cientista e entrega da medalha MNM
Local: Auditório Emmanuel Dias, Pavilhão Arthur Neiva
Dia 06 de agosto:
8h30: Oswaldo Vive nos novos concursados
Local: Auditório Emmanuel Dias, Pavilhão Arthur Neiva
10h10: Debate
10h30: Oswaldo Vive nos novos concursados
14h: In Memoriam – Presenças para além da covid-19
José Eudes Nunes de Lima
Local: Pavilhão Arthur Neiva
14h30: Movimento pela incorporação de excedentes do concurso 2023
15h: Oswaldo Vive nos novos concursados
16h: Debate final
Dia 07 de agosto:
1º Simpósio Milton Osório Moraes
Desvendando a Genômica e a Genética Epidemiológica das Micobactérias
8h30: Mesa de Abertura
10h: Palestra – Em busca de Soluções inovadoras para uma doença antiga
11h30: Contribuições científicas na Amazônia
13h30: Palestra – Cntribuições cientificas e desdobramentos dos Estudos em colaboração
14h30: Mesa-redonda – O legado científico - a Formação de recursos humanos
15h30: Palestra – A Biologia Molecular no LAHAN - ontem, hoje e amanhã
16h: Entrega da Medalha Milton Ozório Moraes
16h30: Homenagem à família de Milton Ozório
Dia 08 de agosto:
Oswaldo Vive nos Seminários do IOC
8h30: In Memoriam – Presenças para além da Covid-19
Cristiano Bhering
Local: Pavilhão 108
9h: In Memoriam – Presenças para além da Covid-19
Taiza Andrade Braga Harttique
Local: Pavilhão Carlos Chagas
9h30: In Memoriam – Presenças para além da Covid-19
Marciano Viana Paes
Local: Pavilhão Cardoso Fontes
10h: Seminários Internacionais do IOC – Centro de Estudos Especial
Tema: Metagenômica clínica: conhecimentos básicos e técnicas para a sua operacionalização
Local: Auditório Emmanuel Dias, Pavilhão Arthur Neiva
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz).