O Edital da Rede Provoc Luiz Fernando Rocha Ferreira da Silva, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, teve o prazo de inscrição prorrogado até 15 de agosto de 2025, possibilitando a iniciação científica de estudantes do Ensino Médio, através do seu tradicional Programa de Vocação Científica, o Provoc.
Em 2026, o projeto completa 40 anos de desenvolvimento contínuo e ininterrupto, contribuindo com a missão da Fiocruz de produzir, compartilhar e aplicar conhecimento voltado para a saúde, a qualidade de vida e a redução das desigualdades sociais. Ao iniciar jovens para a ciência, contribuímos para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), da cidadania e da inovação no Brasil.
Desde 2022, a Coordenação do Provoc, junto a profissionais de unidades e escritórios regionais da Fiocruz, ampliou em nível nacional a abrangência do programa. São diversas instituições de ensino mobilizadas no Centro-Oeste, no Norte, no Nordeste e no Sudeste, com centenas de jovens se inscrevendo e visitando os campi da Fundação, curiosos para conhecer de perto o que é fazer ciência em saúde.
Pesquisador e pesquisadora, junte-se a esta rede, para que mais jovens possam aprender ciências, fazendo ciência. Acesse o edital e o manual de inscrição para ser orientador do projeto.
#ParaTodosVerem Foto de quatro pessoas em uma sala, há uma cadeira no centro e uma bancada perto da parede com uma garrafa de vidro com água, há três pessoas em pé, dois homens brancos com blusa de manga comprida, um deles está no canto esquerdo da foto, o outro está no centro atrás da cadeira, com o braço esquerdo levantado apontando para frente, ao lado dele, no lado direito da foto há uma mulher branca com um top azul, na cadeira no centro há uma menina branca sentada, ela está com as pernas cruzadas e sorrindo. Por cima da foto está escrito: Seja orientador do PROVOC, última chamada, inscrições prorrogadas até 15 deagosto, você pode mudar o futuro de um jovem com a ciência.
Em comemoração aos 15 anos do mestrado profissional de Farmanguinhos, será realizada uma aula comemorativa com a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia (Sectics/MS), Meiruze Sousa Freitas, para ministrar palestra sobre “Inovação e Tendências na Indústria Farmacêutica”.
A palestra será realizada no dia 14 de agosto, das 9h30 às 12h, no auditório do contêiner de Farmanguinhos - campus Manguinhos. O evento conta com transmissão ao vivo no canal de Farmanguinhos no Youtube!
A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) completa 40 anos no dia 19 de agosto com um evento comemorativo e o lançamento da exposição “Poli 40 anos: Memórias e Lutas do Centro de Referência Nacional e Internacional em Educação Profissional em Saúde”.
A partir das 13h30, na Tenda da EPSJV, acontece a abertura do evento com uma mesa de autoridades. Em seguida, haverá homenagens a trabalhadores aposentados, ex-diretores da Escola, pessoas e instituições importantes ao longo dos 40 anos de história da instituição. Após as homenagens, acontece o lançamento da exposição, seguido da visitação à mostra. Para encerrar, haverá um parabéns com o bolo de aniversário.
Exposição Poli 40 anos
A exposição “Poli 40 anos: Memórias e Lutas do Centro de Referência Nacional e Internacional em Educação Profissional em Saúde”, celebra as quatro décadas de trajetória da instituição. Com programação especial ao longo de sua duração, a instalação será realizada nas tendas da EPSJV, no campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, de 19 de agosto a 14 de novembro de 2025. Entre os dias 22 e 28 de setembro, haverá uma programação especial no âmbito da Primavera de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
A mostra está organizada em quatro núcleos temáticos. O primeiro, “Tempo de Lutas Contra-hegemônicas”, abordará o contexto político e social da criação da Escola, em 1985. O segundo núcleo, “Tempo de Construção”, explorará a utopia da Educação Politécnica, que começou a se materializar com a criação da Escola e do Curso Técnico de Segundo Grau (CTSG). Já o núcleo “Tempo de Consolidação” destacará o processo de fortalecimento da EPSJV como Centro de Referência Nacional e Internacional em Educação Profissional em Saúde. Por fim, o núcleo “Tempo Futuro” parte da pergunta: Qual é o futuro da EPSJV?
Com objetivo de valorizar a memória institucional, a exposição traz ao público acervos, documentos e registros históricos que evidenciam o papel da EPSJV como referência nacional e internacional na formação em Educação Profissional em Saúde. O projeto está alinhado à Política de Memória Institucional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aprovada em 2019, que busca recuperar, registrar, valorizar e difundir a história da Fundação e de suas unidades técnico-científicas. Esta ação constitui ainda o embrião do futuro Centro de Memória Trabalho, Educação e Saúde, sediado na EPSJV, dedicado à recuperação histórica, preservação de patrimônios culturais e divulgação do conhecimento no campo da educação profissional em saúde.
#ParaTodosVerem Banner com fundo rosa sobre as comemorações pelos 40 anos da escola Politécnica, que será no dia 19 de agosto, das 13 horas e 30 minutos até 16 horas e 30 minutos. Haverá uma homenagem aos trabalhadores aposentados, ex-diretores e pessoas relevantes para a história da escola. Haverá também o lançamento da exposição Poli 40 anos, com parabéns e bolo de aniversário.
A Editora Fiocruz conquistou o Prêmio Jabuti Acadêmico 2025, na categoria Enfermagem, Farmácia, Saúde Coletiva e Serviço Social, com o livro Epidemiologia Pós-Pandemia: de ciência tímida a ciência emergente, de autoria do epidemiologista Naomar de Almeida Filho. A vitória reforça o reconhecimento da produção editorial da Fundação Oswaldo Cruz e se soma a outras premiações já recebidas pela Editora ao longo de sua trajetória.
Criado em 2024 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), com o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Jabuti Acadêmico é uma distinção anual que incentiva e valoriza a excelência na produção acadêmica, técnica e profissional nacional. A premiação destaca contribuições relevantes para o desenvolvimento científico, social, político e cultural do país e representa um importante reconhecimento para autores, editoras e instituições de pesquisa. Nesta edição de 2025, o prêmio recebeu mais de 2 mil publicações inscritas.
Publicado originalmente em espanhol pela EDUNLa Cooperativa (Universidade Nacional de Lanús, Argentina), o livro foi traduzido, ampliado e revisado pelo autor especialmente para o público brasileiro. Com uma abordagem crítica e inovadora, a obra propõe uma nova leitura da epidemiologia à luz da pandemia de COVID-19, incorporando saberes biomoleculares, sociais e culturais. Naomar revisita conceitos como risco, causalidade, desigualdades em saúde e complexidade, e propõe uma teoria unificada de saúde-enfermidade-cuidado, além de apresentar a “etnoepidemiologia”. Organizado em 23 capítulos, o livro oferece reflexões teóricas e filosóficas, articulando ciência e sociedade em um contexto pós-pandêmico.
“Durante a pandemia, o Brasil inteiro passou a falar sobre epidemiologia — e muitos se apresentavam como especialistas na área. Isso me levou a refletir não apenas sobre a história da disciplina, mas também sobre a minha própria trajetória dentro dela. O livro acabou se tornando uma espécie de testemunho do desenvolvimento de um campo científico que, cada vez mais, assume um papel central na saúde coletiva”, ressalta o autor.
Com uma escrita reflexiva e rigorosa, Naomar de Almeida Filho desafia os limites tradicionais da epidemiologia, sugerindo que a ciência deve ir além da análise de números para considerar as complexas interações sociais e históricas que moldam a saúde. A obra é uma leitura fundamental para profissionais da saúde, pesquisadores e interessados em compreender como a epidemiologia se renovou no contexto pós-pandêmico, reafirmando seu compromisso com a equidade e a qualidade de vida.
Com este novo Jabuti Acadêmico, a Editora Fiocruz reafirma seu compromisso com a ciência, a saúde pública e a produção de conhecimento acessível e transformador.
+Saiba mais sobre o livro Epidemiologia Pós-Pandemia: de ciência tímida a ciência emergente
Sobre o autor:
Naomar de Almeida Filho é médico, doutor em epidemiologia, professor titular aposentado da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e reconhecido como um dos principais teóricos da epidemiologia crítica no Brasil. Pela Editora Fiocruz, também publicou os quatro volumes da Série Epidemiológica e o clássico O que é Saúde.
A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por intermédio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), divulga nesta quarta-feira, 6 de agosto, o resultado da análise das inscrições para Auxílio à Permanência do Estudante 2025.2. Os candidatos podem conferir a Chamada e o resultado da análise das inscrições no Campus Virtual Fiocruz. O estudante que desejar interpor recurso administrativo deverá preencher o formulário pelo seguinte link: Recurso administrativo ao Auxílio à Permanência 2025.2 impreterivelmente no dia 7 de agosto de 2025, das 8h às 17h.
+Confira a Chamada APE-PG 2025.2 e o resultado da validação das inscrições
A iniciativa é voltada a alunos de baixa renda da Fiocruz em situação de vulnerabilidade social ligados aos programas de pós-graduação de mestrado e doutorado acadêmicos da instituição, visa promover a permanência destes estudantes nos PPGs, favorecendo a continuidade de seus estudos e desempenho acadêmico, e, assim, contribuir para a redução das desigualdades na educação de pós-graduação e na ciência em nosso país. Acesse o edital, confira todas as informações e critérios de elegibilidade.
Ao todo, poderão ser atendidos até 40 estudantes regularmente matriculados em programas Stricto sensu da Fiocruz e que atendam aos critérios de elegibilidade descritos no Artigo 4 da Chamada (baixa renda, sem atividade remunerada e em dedicação exclusiva ao curso), de acordo com a disponibilidade orçamentária de cada ano.
Estão concorrendo estudantes com renda familiar mensal igual ou inferior a 1 salário mínimo e meio (correspondente a R$2.277,00, de acordo com o valor do salário mínimo nacional vigente no ano de 2025).
O APE-PG consistirá em ofertar aos estudantes que preencham os requisitos de elegibilidade um auxílio financeiro mensal no valor R$ 700,00 (setecentos reais). Destina-se a estudantes com matrícula ativa na Fiocruz, dedicação exclusiva a cursos de pós-graduação, com renda familiar per capita mensal inferior ou igual a 1,5 (um e meio) salário mínimo, e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou ainda se forem membros de família de baixa renda, também nos termos do mesmo Decreto, em condição de vulnerabilidade social que prejudique o desenvolvimento das atividades acadêmicas do curso da Fiocruz em que está matriculado, mediante autodeclaração.
O recebimento do Auxílio acontecerá por até 12 (doze) meses consecutivos, enquanto o estudante estiver em situação de matrícula ativa e dentro dos prazos regimentais de conclusão do curso em questão, com duração máxima equivalente ao período do curso (até o 24º mês no mestrado e até o 48º mês no doutorado), e desde que mantidas ao longo de todo o período as condições de elegibilidade ao recebimento do auxílio. Além disso, a qualquer momento, caso o aluno supere a situação de vulnerabilidade que o levou ao recebimento do auxílio ou passe a exercer atividade remunerada, ele deverá solicitar à coordenação do Programa, em sua unidade, a suspensão do benefício.
+Confira a Chamada APE-PG 2025.2 e o resultado da validação das inscrições
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A primeira atividade do Fórum Oswaldo Cruz, em celebração aos 125 da Fiocruz, aconteceu na manhã de terça-feira (5/8). O evento marca o início de um movimento coletivo voltado à pesquisa e se propõe a ser um espaço de diálogo e construção participativa para trabalhadores e estudantes das 16 unidades e quatro escritórios da Fundação, distribuídos em 10 estados brasileiros e no Distrito Federal.
Na abertura, ganharam destaque o chamado à defesa da democracia, à promoção da pluralidade e da diversidade, e à valorização da solidariedade na formulação de uma agenda científica. Também foram enfatizados o enfrentamento das desigualdades regionais, as demandas dos estudantes e o reconhecimento das contribuições de todos os trabalhadores — inclusive os que atuam em funções de apoio — como condição essencial para garantir que todas as vozes sejam ouvidas na definição dos rumos da pesquisa na instituição. A proposta está alinhada ao objetivo central do Fórum: construir, de forma colaborativa, um Plano de Desenvolvimento da Pesquisa para a Fiocruz.
A preparação do Fórum — organizado pela Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), em parceria com a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic), o Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE/Fiocruz) e a Fiocruz Brasília — mobilizou diferentes áreas da Fundação. Nas semanas que antecederam o encontro, foram realizadas duas reuniões da Câmara Técnica de Pesquisa da Fiocruz, com a presença de representantes das áreas de pesquisa da instituição. Também houve articulações entre as instâncias organizadoras e encontros com a Coordenação de Comunicação Social (CCS) e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência.
Nova agenda científica e de trabalho
"São muitos brasis dentro do Brasil e muitas Fiocruz dentro da própria Fiocruz", disse o presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento da Secretaria-Geral da Presidência da República (CNPD), Richarlls Martins da Silva — que é egresso da Fundação —, lembrando que a defesa e a marca da democracia vão além de um padrão civilizatório, sendo um exercício das possibilidades de construção de qualquer estratégia institucional que defenda a pluralidade, a liberdade de pensamento, a promoção da igualdade racial e de gênero, a diversidade e a solidariedade. Ele apresentou pontos fundamentais de reflexão que, em sua opinião, devem guiar a construção dessa nova agenda de pesquisa e mostrou-se esperançoso com a possibilidade do Fórum potencializar as inúmeras vozes institucionais, apresentando-se, de fato, como uma construção democrática. "Eu adoraria que, ao longo desse processo, nossos auxiliares de serviços gerais, seguranças e outros, para além de nós, doutores e doutoras, também pudessem dizer o que pensam sobre um plano de desenvolvimento de ciência, tecnologia e pesquisa na nossa instituição". Para ele, também é fundamental para a agenda cientifica incluir e investir nas regiões Norte e Nordeste.
Seguindo as apresentações, a representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG), Fernanda Campelo Nogueira Ramos destacou que é uma pós-graduanda mãe e fala por um coletivo. Coletivo tal que, segundo ela, deseja e precisa estar envolvido nesse debate sobre o futuro da pesquisa científica da Fiocruz, pois "os pós-graduandos não apenas aqui se formam, mas especialmente porque formam esta casa com suas produções intelectuais, inquietações e força de trabalho". Colocando a APG à disposição para contribuir nesse processo, Fernanda apontou que o Fórum é um convite à escuta ativa, um lugar para repensar as políticas de ciência e tecnologia a partir de perspectivas mais inclusivas e interseccionais. "Hoje, projetamos a pesquisa da Fiocruz para o futuro. Portanto, que o futuro da pesquisa da Fundação seja também o futuro das mulheres cientistas, das pessoas negras e indígenas na ciência, da população LGBTQIAPN+, das mães pesquisadoras, dos territórios periféricos, das comunidades tradicionais e todos os outros que compõem esta nação".
Ao apresentar o sindicato dos trabalhadores da Fiocruz, o presidente da Asfoc-SN, Paulo Garrido, defendeu que o reconhecimento da Fundação como instituição estratégica de Estado depende do fortalecimento plano de carreiras, da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras, da melhoria das condições de trabalho e da promoção da capacitação contínua. Também destacou a importância da luta contra o racismo, o capacitismo e a LGBTfobia no ambiente institucional. “Este fórum nasce em um momento crucial. A ciência precisa caminhar com a saúde e o desenvolvimento industrial para garantir soberania nacional, justiça social e a construção de um novo projeto de desenvolvimento para o país. Estamos prontos para contribuir com essa construção”, assegurou.
Conexões para o futuro da ciência
Disputas geopolíticas, de território, desigualdades sociais, problemas relacionados ao clima e assimetrias regionais são grandes questões contemporâneas que estão postas e precisam ser enfrentadas de maneira transversal. A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic), Marly Cruz, com entusiasmo, apontou que o Fórum está sendo construído com esse espírito, pensando as conexões para o futuro da ciência num processo participativo e colaborativo que busca debater essas questões tão caras e cruciais para o mundo. A ideia, de acordo com ela, é que a Fiocruz seja mais propositiva enquanto instituição estratégica de Estado. "Em uma data tão significativa, anunciamos esse projeto participativo, colaborativo e inclusivo, que lança mão de uma estratégia de integração interna e também de adesão e envolvimento de diferentes segmentos, organizações e o controle social, tendo o diálogo coletivo como base para a construção do plano de desenvolvimento da pesquisa da Fiocruz".
“Estamos resgatando uma proposta histórica, iniciada há mais de uma década, e agora a colocamos em prática com o olhar voltado para os próximos 125 anos da instituição. É uma tarefa que carrego com emoção e responsabilidade”, afirmou Alda Maria da Cruz, vice-presidente da VPPCB. Durante sua fala, Alda registrou reconhecimento aos trabalhos e trajetórias de Maria do Carmo Leal, professora e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, e de Nísia Trindade Lima — primeira mulher a presidir a Fiocruz e a assumir o Ministério da Saúde —, ambas presentes no Fórum. “Nísia é um orgulho para todas nós”, declarou. Ela também ressaltou o legado da Fiocruz na produção científica e reforçou a importância de retomar e aperfeiçoar iniciativas anteriores para projetar o futuro da pesquisa institucional. “A mesa de abertura representa a diversidade esperada para o Plano Nacional de Pesquisa da Fiocruz”, concluiu.
Representantes da Fiocruz presentes no evento.
O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, observou que o Fórum representa um processo coletivo e democrático de construção do plano de pesquisa, envolvendo dimensões políticas, estratégicas e operacionais. “Este é o espaço para refletirmos sobre qual ciência está sendo feita, com quem e para quem”, frisou. Para ele, mais do que uma etapa de planejamento, o Fórum é um movimento democrático e estratégico. A sua expectativa é que seja um caminho de construção conjunta, com reflexões críticas sobre o futuro da pesquisa na Fiocruz, considerando os desafios sanitários, a transição demográfica, as mudanças climáticas e a desigualdade no Brasil. Ao relembrar a luta pela democracia, Mario reforçou o papel da instituição no enfrentamento das desigualdades no acesso à saúde, à ciência e à tecnologia.
Desafios da ciência e da Fiocruz
Na palestra principal, intitulada Desafios da ciência no mundo contemporâneo: o papel da pesquisa na Fiocruz, Manuel Heitor, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal e professor do Instituto Superior Técnico, de Lisboa, discutiu as transformações recentes, com ênfase no novo contexto geopolítico marcado pelo protagonismo científico e tecnológico da China e pelas reconfigurações em curso na Europa. Esses movimentos, para ele, têm impactos diretos e indiretos sobre instituições como a Fiocruz.
A pergunta que norteou sua exposição foi: quais as condições para promover o conhecimento e a ciência como fatores críticos para a competitividade e para enfrentar os desafios sociais emergentes globalmente no crescente “complexo de incerteza” que se observa internacionalmente? A partir dela, Manuel analisou um conjunto de desafios interconectados, como as mudanças climáticas, as guerras, as transformações demográficas, o aumento das desigualdades, as pandemias, a erosão da democracia e dos direitos fundamentais, a intensificação da competição estratégica global e o avanço de tecnologias emergentes que colocam novos dilemas éticos, de segurança e de soberania. A isso se somam as mudanças no mercado de trabalho, a proliferação de fake news (notícias falsas) e a negação da ciência.
Manuel também apontou as vulnerabilidades que exigem atenção imediata, como a crescente fragmentação do multilateralismo, a polarização política e social e os desafios sociais que surgiram pós-pandemia. Em sua avaliação, enfrentar esse cenário requer uma agenda científica voltada à prevenção, à prontidão e à preparação das sociedades diante de crises complexas. Também destacou a necessidade de garantir empregos de qualidade para os mais jovens, com reforço da carreira científica como campo de trabalho, além de defender uma abordagem mais ousada da ciência, com processos simplificados, maior disposição para assumir riscos e novos procedimentos de avaliação e financiamento da ciência e inovação.
Dois exemplos foram apresentados como iniciativas estruturantes para uma agenda transformadora: a mudança de paradigma na pesquisa sobre o câncer, com foco na redução efetiva na mortalidade ao longo da próxima década; e o mapeamento holístico da saúde ambiental e da biodiversidade, visando reduzir desigualdades sociais agravadas e mortes pelos efeitos das mudanças climáticas.
Vídeo comemorativo
Um vídeo em comemoração aos 125 anos da Fiocruz foi exibido durante a abertura do evento, relembrando momentos marcantes da história da instituição. A produção destacou desde a criação da Fundação e o papel de Oswaldo Cruz, passando pelas dificuldades no período da ditadura militar, o processo de redemocratização com a atuação de Sergio Arouca, a contribuição da Fiocruz para o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, até os trabalhos mais recentes. O vídeo foi produzido pela VídeoSaúde Distribuidora e pelo Canal Saúde, em parceria com a Coordenação de Comunicação Social da Presidência da Fiocruz.
Assista na íntegra a transmissão do evento:
A 16ª edição do curso ‘Saúde Comunitária: uma construção de todos’, oferecido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), recebe inscrições a partir de 11 de agosto de 2025. Para se inscrever, é preciso ser morador(a) de comunidade em área de vulnerabilidade social, ter idade mínima de 18 anos e escolaridade a partir do 5º ano do ensino fundamental, entre outros requisitos. Os(as) interessados(as) em participar terão até o dia 12 de setembro de 2025 para efetuar a inscrição via Campus Virtual Fiocruz.
O curso tem como objetivo oferecer conhecimentos teóricos e práticos que possibilitem compreender a teia de relações entre os determinantes sociais da saúde, a organização do território e a promoção da saúde. Além disso, visa estimular o participante a utilizar os conhecimentos adquiridos em outras etapas de sua formação e em sua vida cotidiana.
A grade curricular está dividida em temas transversais e específicos. Os transversais abordam assuntos ligados à organização dos territórios. Já os específicos, aos agravos locais, identificados por meio de reuniões iniciais e selecionados pela equipe de Coordenação, por docentes e monitores do curso, com base na avaliação e sugestão dos(as) estudantes do ano anterior.
A edição 2025 será realizada em formato online, via Plataforma Zoom meetings, de 20 de outubro a 5 de dezembro de 2025 (de 2ª a 6ª feira, das 17h30 às 19h30). Ao todo, 160 vagas estão sendo oferecidas.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
A sessão do Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desta sexta-feira, dia 8 de agosto, abordará o tema ‘Metagenômica clínica: conhecimentos básicos e técnicas para sua operacionalização’, com o pesquisador Kazuhiro Horiba, chefe do Laboratório de Genômica Bacteriana do Instituto de Doenças Infecciosas do Japão (NIID, na sigla em inglês).
Na ocasião, Paola Resende, pesquisadora do Laboratório de Vírus Respiratórios e Exantemáticos, Enterovírus do IOC, atuará como mediadora.
Parte da programação do 'Simpósio IOC Jubileu 125 ano – segundo ato', a atividade será realizada a partir das 10h no auditório Emmanuel Dias (Pavilhão Arthur Neiva), localizado no campus da Fiocruz em Manguinhos (RJ). Haverá transmissão pelo Canal do IOC no Youtube.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
Estão abertas as inscrições para Semana da Pós-graduação do Instituto Oswaldo Cruz 2025, que este ano acontece de 15 a 19 de setembro de 2025, no auditório Emmanuel Dias – Pavilhão Arthur Neiva (campus da Fiocruz, em Manguinhos - RJ). A participação está condicionada à inscrição prévia pelo Campus Virtual Fiocruz até o dia 12 de setembro.
Voltada para estudantes e docentes de pós-graduação do IOC, da Fiocruz e de outras instituições, a edição 2025 traz como temáticas a internacionalização, as mudanças climáticas, o ensino, a extensão, a inovação e a empregabilidade. Tudo com o intuito de proporcionar, ao longo dos cinco dias de evento, a interação dos participantes com parceiros do meio acadêmico e profissional, visando facilitar a troca e a construção de novos conhecimentos a respeito das temáticas.
Pensada com objetivo de facilitar a troca e a construção de novos conhecimentos acerca dos temas propostos, a programação conta com palestras, mesas-redondas, mesas científicas e workshops, além das iniciativas já tradicionais:
Jornada Jovens Talentos
Na edição em que completa 10 anos, a Jornada Jovens Talentos do IOC será realizada, de forma inédita, como evento satélite da Semana da Pós-graduação 2025.
As apresentações ocorrerão nos dias 11 e 12 de setembro de 2025, nas dependências do Pavilhão Arthur Neiva (campus da Fiocruz, em Manguinhos). Já a tradicional premiação dos melhores trabalhos continuará sendo no último dia da Semana da Pós-graduação (19/9).
A Jornada Jovens Talentos visa promover a apresentação oral de projetos de pesquisa em desenvolvimento por estudantes de mestrado e doutorado do IOC e da Fiocruz.
Para mais informações, clique aqui.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
O Departamento Direitos Humanos e Saúde (Dihs), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), vai realizar mais uma edição do Centro de Estudos Giuliano de Oliveira Suassuna. Será no dia 7 de agosto, às 14h, com o tema “Direito ao Aleitamento da Mulher Trabalhadora”. A responsável é a Vice-coordenadora de Pesquisa do Dihs, Vania Reis Girianelli, psicóloga com pós-doutorado em Epidemiologia pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/Uerj). O evento será remoto pelo canal da Ensp no YouTube.
Haverá a participação da enfermeira com Doutorado em Psicologia Social Rita de Cássia Vasconcelos da Costa. A conferencista será Isis Leticia Brasil dos Santos, enfermeira e doutoranda em Saúde Pública da Ensp/Fiocruz. Ela atua no Núcleo de Saúde do Trabalhador (Nust/CST) da Fiocruz e no Serviço de Apoio à Amamentação do Hospital Federal de Bonsucesso.
O Centro de Estudos Giuliano de Oliveira Suassuna é realizado em comemoração aos 10 anos do Departamento de Direitos Humanos e Saúde.
Assista ao vivo: