A Faperj e a Embaixada da França anunciam o lançamento da 5ª Edição do Edital de Mobilidade Internacional Faperj-França 2025. O programa, que ao longo dos anos tem fortalecido as colaborações entre pesquisadores fluminenses e franceses, reafirma seu compromisso em impulsionar a cooperação científica, tecnológica e de inovação entre os dois países.
Esta iniciativa é um marco na parceria entre a Faperj e a Embaixada da França, consolidada por meio de um acordo de cooperação firmado em 2019 e que dá frutos até hoje. Desde sua criação, o edital tem sido um importante instrumento de intercâmbio acadêmico, promovendo a mobilidade de pesquisadores de diversas instituições e fomentando projetos inovadores de grande impacto para ambas as comunidades científicas.
Nas primeiras edições, o edital apoiava exclusivamente as Cátedras Francesas, permitindo a vinda de pesquisadores visitantes franceses a instituições de ensino e pesquisa do estado do Rio de Janeiro. A partir de 2023, o programa foi ampliado para incluir também a mobilidade de pesquisadores fluminenses para instituições francesas. Para a edição de 2025, o formato continua o mesmo: cada proposta deverá prever um período de mobilidade de 30 ou 60 dias para ambos os pesquisadores envolvidos.
A presidente da Faperj, Caroline Alves, afirmou: “Este edital reforça nosso compromisso com a excelência na pesquisa e amplia as oportunidades de intercâmbio internacional, fortalecendo laços que beneficiam tanto o Brasil quanto a França.”
Em celebração a este bem-sucedido programa, a Faperj e a Embaixada da França realizaram um evento especial no Consulado da França, que serviu como palco para a divulgação da chamada e para reunir a comunidade acadêmica interessada. O evento contou com a presença de autoridades, pesquisadores e representantes das instituições envolvidas. O evento foi transmitido online para aqueles que não poderão participar presencialmente, podendo ser acessado através do canal do YouTube da BiblioMaison.
“O sucesso deste programa reflete a importância da colaboração científica entre Brasil e França. O crescimento do interesse e o impacto acadêmico dos projetos financiados ao longo dos anos são um indicativo de sua relevância para a comunidade científica. Estamos entusiasmados em dar continuidade a essa iniciativa”, destaca a diretora Científica da Faperj, Eliete Bouskela.
As mobilidades deverão ocorrer entre agosto a dezembro de 2025 e pelo menos oito projetos serão financiados no âmbito deste edital, a depender da demanda e dos recursos disponíveis. A Faperj será responsável pelo financiamento das bolsas de mobilidade, enquanto a Embaixada da França se encarregará das passagens e do seguro.
As inscrições para o edital permanecerão abertas até 28 de abril de 2025. As propostas deverão ser submetidas à Faperj, através do SisFaperj e enviadas ao Consulado da França no Rio de Janeiro através do email scac-stu.brasilia- amba@diplomatie.gouv.fr, de acordo com o calendário discriminado no item 3 do Edital;
Acesse o edital na íntegra:
Edital Faperj Nº 06/2025 – Programa de Mobilidade Internacional Faperj/FRANÇA
Dúvidas e outros esclarecimentos devem ser enviados para central.atendimento@Faperj.br
A Diretoria Científica da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) anunciou o lançamento das edições 2025 dos programas de bolsa Pesquisador Visitante (PV) e Pesquisador Visitante Emérito (PVE). Ao todo, serão concedidas até 30 bolsas distribuídas entre as duas modalidades. As submissões das propostas estão abertas até 27 de março. O preenchimento do formulário online no sistema SisFaperj e a submissão do projeto deverão ser realizadas pelo proponente do projeto (com login e senha próprios).
O programa Pesquisador Visitante (PV) é direcionado a pesquisadores de reconhecida excelência, especialmente vindos do exterior ou de outros estados, com o objetivo de oferecer condições para o desenvolvimento de atividades de ensino e pesquisa em instituições sediadas no estado do Rio de Janeiro. Nesta edição, serão concedidas 20 bolsas. Para concorrer, o candidato deve:
Já o programa Pesquisador Visitante Emérito (PVE) tem como objetivo oferecer condições para que cientistas de elevada produtividade e reconhecida liderança em sua área possam dar continuidade aos seus projetos de pesquisa e ensino em instituições fluminenses. A modalidade é voltada especialmente para pesquisadores com 70 anos ou mais, residentes no estado, que estejam em regime de aposentadoria compulsória ou aposentados em outro regime de trabalho. Para participar, é necessário:
Confira, abaixo, a íntegra dos editais:
Edital FAPERJ Nº 02/2025 – Pesquisador Visitante (PV)
Edital FAPERJ Nº 03/2025 – Pesquisador Visitante Emérito (PVE)
Está chegando o momento de encerramento de mais um ciclo de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com fechamento do quadriênio 2021-2024. Assim como nos anos anteriores, a Fiocruz, por meio de sua Coordenação-Geral de Educação (CGE) — instância ligada à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) —, está disponibilizando documentos, vídeos, treinamentos, políticas e outros materiais para subsidiar seus programas de pós-graduação no preenchimento da avaliação na Plataforma Sucupira.
Embora cada PPG seja responsável por preencher os seus próprios dados do quadriênio na plataforma Sucupira, a ideia com esta iniciativa é, mais uma vez, apoiar e facilitar os programas nessa construção coletiva e tão cara para a instituição. Isabella Delgado, que é coordenadora adjunta da CGE/VPEIC e responsável pelos cursos Stricto Sensu, explicou que tradicionalmente este é um momento crítico para quem está na gestão ou à frente de um programa de pós-graduação. Portanto, o intuito é ajudar e contribuir da melhor forma com esses profissionais.
Para acessar a área de documentos, clique aqui ou visite campusvirtual.fiocruz.br. No menu principal clique em ENSINO e depois em PLATAFORMA SUCUPIRA - ORIENTAÇÕES
Aprofundamento, troca, oportunidade e descobertas. Essas foram palavras ditas pelos alunos presenciais do Seminário Internacional Desafios para os sistemas de saúde na América Latina pós-pandemia durante a conversa final de avaliação. O evento teve duração de três dias, cinco diferentes mesas, um total de 15h de palestras e a participação de 40 alunos presenciais, cerca de 300 online, além quase 3 mil ouvintes pelo canal da Videosaúde Distribuidora no Youtube. O Seminário foi parte da disciplina de verão 'Análise de políticas e sistemas de saúde em perspectiva comparada internacional', oferecida pela Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (PPGSP/Ensp/Fiocruz) e está disponível na íntegra no canal da Videosaúde Distribuidora no Youtube.
O evento aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro e explorou casos do Chile, Colômbia, Argentina e México, países de renda média alta, populosos e de relevância geopolítica e econômica regional, marcados por diversidades e desigualdades. A mesa de abertura foi composta pela vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, a coordenadora-geral de Educação, Eduarda Cesse, a vice-diretora de Ensino da Ensp/Fiocruz, Enirtes Caetano, e o coordenador do PPGSP/Ensp, Rondineli Mendes da Silva. Nesse momento de boas-vindas, os integrantes falaram sobre a alegria e satisfação com o encontro, pois todos dedicaram-se muito para sua realização. "Esse é um evento múltiplo e os diversos arranjos feitos para a sua realização fortalecem a pós-graduação", disse Eduarda Cesse.
Segundo a vice-presidente, Cristini Machado, o evento buscou debater temas transversais, desafios comuns aos sistemas de saúdes elencados para o debate. "A ideia foi discutir as transformações globais, demográficas e sociais do capitalismos, bem como suas implicações para os sistemas de saúde, o racismo, as migrações, a saúde nas fronteiras, entre outras coisas. Então, foi um momento muito rico de troca de experiências, conhecimento e ideias no qual nós todos aprendemos muito", apontou ela, dizendo que a disciplina, oferecida pela Ensp/Fiocruz há mais que 20 anos, é estruturante na medida em que apresenta aos alunos as similaridades e diferenças entre os diversos sistemas de saúde do mundo, discutindo casos e modelos, e ainda, neste ano em especial, oportunizou aos participantes aulas com professores locais que apresentaram particularidades das realidades que vivem, desafios, bem como dificuldades para o fortalecimento dos sistemas de saúde na América Latina.
Sistema de saúde do Chile e Colômbia
A primeira grande mesa do evento debateu o sistema de saúde do Chile, e para tanto, recebeu Alex Alarcón Hein, da Universidade do Chile, que falou sobre contextos, atores e agendas da reforma do sistema de saúde chileno; Isabel Domingos, da Universidade Federal Fluminense (UFF), que abordou a resposta setorial à Covid-19 no Chile sob o enfoque na vigilância em saúde pública; e Patty Fidelis, da UFF abordando a universalização da Atenção Primária à Saúde como um caminho para a reforma do sistema de saúde no Chile. A mesa teve a coordenação da pós-doutoranda da Ensp Suelen Oliveira e comentários da também pesquisadora da Ensp/Fiocruz Ligia Giovanella.
A parte da tarde teve foco na Colômbia e recebeu Yadira Borrero, da Universidade de Antioquia, Colômbia para falar sobre a configuração das alianças público privadas em seu pais; e Monica Uribe-Gomez, da Universidade Nacional da Colômbia, que abordou as disputas pela orientação do sistema de saúde colombiano no contexto de um governo alternativo. A mesa foi coordenada e comentada por Adriana Mendoza Ruiz da Ensp/Fiocruz.
Assista, na íntegra, aos vídeos, em português e em espanhol, do dia 19/2:
Transmissão em português:
Transmissão em espanhol:
Sistemas de Saúde da Argentina e México
O segundo dia de apresentações, 20/2, tiveram início com debates sobre questões dos sistemas de saúde da Argentina e México, e também discutiram o contexto global e as políticas nacionais frente aos desafios para o direito à saúde no pós-pandemia. Participaram das apresentações Evangelina Martich, da Universidad Carlos III de Madrid, que falou sobre as tendências para uma possível reforma sobre os sistema de saúde da Argentina; e Oliva Lopez Arellano, da Universidade Autônoma Metropolitana, de Xichimilco, que debateu sobre as transformações recentes e os desafios estruturais do sistema público de saúde no México. A mesa teve comentários da vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, e foi coordenada pela aluna de doutorado da Ensp/Fiocruz Eduarda dos Anjos. As discussões da tarde trataram sobre os desafios para o direito à saúde no contexto global e recebeu Leonardo Castro, da Ensp/Fiocruz, que falou sobre as perspectivas para as políticas e sistemas de saúde no contexto da América Latina; Anna Christina Nowak, da Universidade Bielefeld da Alemanha, que trouxe questões relacionadas aos desafios dos sistemas de saúde para a atenção aos refugiados na Europa; e, finalizando o dia, a pesquisadora da Ensp/Fiocruz, Roberta Gondim, fez uma rica apresentação sobre as tramas históricas e as reificações cotidianas do racismo e as desigualdades em saúde.
Assista, na íntegra, aos vídeos, em português e em espanhol, do dia 20/2:
Transmissão em português:
Transmissão em espanhol:
A recuperação transfronteiriça para uma resposta mais eficaz às emergências sanitárias
O terceiro e último dia de debates apresentou a mesa "O desafio da Vigilância em Saúde nas fronteiras no cenário pós-pandêmico", falou sobre a recuperação transfronteiriça para garantir respostas mais eficazes às emergências sanitárias e a construção de um sistema de saúde mais resiliente, e foi moderada pela coordenadora-geral de Educação da Fiocruz e também coordenadora do Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil) - uma iniciativa da Fiocruz (Ensp, Fiocruz Amazônia e Fiocruz Mato Grosso do Sul) em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério das Saúde e com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) - Eduarda Cesse, e pela pesquisadora da Ensp e coordenadora acadêmica do VigiFronteiras, Andrea Sobral. Eduarda trouxe números da primeira turma, que se encerra em 2025, e anunciou a previsão de lançamento do edital para uma segunda turma, no segundo semestre de 2025 com ainda mais vagas.
Além de Eduarda e Andrea, a mesa contou com Carmen Seijas, encarregada da Área de Vigilância Sanitária da População do Governo do Uruguai, participando de forma remota, que compartilhou a experiência do Uruguai e falou sobre os desafios da vigilância sanitária em fronteiras, destacando a necessidade de manter altas coberturas vacinais e aprimorar a comunicação estratégica para combater a desinformação e fortalecer a confiança da população em medidas de saúde pública; Cristian Carey Angeles, coordenador regional de Malária e OTV (Peru), falando sobre os impactos da pandemia na Tríplice Fronteira daregião Amazônica (Brasil, Peru e Colômbia); Rodrigo Lins Frutuoso, da Coordenação de Vigilância, Preparação e Resposta à Emergências e Desastres da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), com uma exposição sobre a preparação e resiliência para ameaças emergentes e os riscos de uma nova pandemia; e Sebastián Tobar, assessor do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), ex-coordenador nacional pela Argentina do Mercosul Saúde e do Conselho de Saúde da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que falou sobre a governança sanitária das fronteiras sul-americanas, e apresentando os desafios para a vigilância epidemiológica e a importância dos comitês de fronteiras e saúde.
Assista, na íntegra, ao vídeo, disponível em português e em espanhol, do dia 21/2:
Transmissão em português:
Transmissão em espanhol:
Nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro será realizado na Fiocruz o Seminário Internacional Desafios para os sistemas de saúde na América Latina pós-pandemia. O encontro será transmitido ao vivo pelo canal da Videosaúde Distribuidora no Youtube, em português e em espanhol. Durante o seminário serão analisados contextos e processos recentes de reforma de sistemas da região e os entraves globais colocados para as políticas de saúde nesse cenário de novas realidades. Organizado no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (PPGSP/Ensp/Fiocruz), o Seminário terá 15h, e faz parte da disciplina de verão “Análise de políticas e sistemas de saúde em perspectiva comparada internacional”. A iniciativa está sob a responsabilidade da docente permanente do PPGSP e vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, e conta com palestrantes nacionais e internacionais.
O Seminário pretende explorar casos do Chile, Colômbia, Argentina e do México, países de renda média alta, populosos e de relevância geopolítica e econômica regional, marcados por diversidades e desigualdades. Para os debates, são considerados elementos relevantes as características estruturais dos sistemas de saúde, as conjunturas e orientações dos governos nacionais, as políticas e os processos recentes de reforma nos sistemas de saúde, os elementos de continuidade e mudança em dimensões críticas como o financiamento, as relações público privadas, o modelo de atenção, a cobertura e o acesso da população; e os desafios para a vigilância em saúde, especialmente em regiões de fronteiras.
Confira a programação completa:
1º dia - 19/2 - quarta-feira
transmissão em português: https://www.youtube.com/live/4PRiIHwlHzo
transmissão em espanhol: https://www.youtube.com/live/XzTWuCgFoQs
9h: Abertura
9h30: Mesa 1: O Sistema de Saúde do Chile
Contexto, actores y agendas de reforma del sistema de salud chileno – Alex Alarcón Hein – Universidade do Chile
Resposta setorial à Covid-19 no Chile: um enfoque na Vigilância em saúde pública – Isabel Domingos – Universidade Federal Fluminense (UFF)
Reforma do sistema de saúde no Chile: a universalização da Atenção Primária à Saúde como caminho - Patty Fidelis - UFF
Comentários: Ligia Giovanella – Ensp/Fiocruz
Coordenação: Suelen Oliveira – pós-doutoranda da Ensp/Fiocruz
13h30: Mesa 2: O Sistema de Saúde da Colômbia
La configuración de alianzas público-privadas en salud: el caso Colombia – Yadira Borrero – Universidade de Antioquia, Colômbia
Disputas por la orientación del sistema de salud colombiano: la encrucijada de un gobierno alternativo (2022-2024) – Monica Uribe-Gomez – Universidade Nacional da Colômbia
Comentários: Adriana Mendoza Ruiz – Ensp/Fiocruz
Coordenação: Adriana Mendoza Ruiz – ENSP/Fiocruz
2º dia – 20/2/25 - quinta-feira
transmissão em português: https://www.youtube.com/live/EQvBSxy8t40
transmissão em espanhol: https://www.youtube.com/live/i1HUwc5_UPI
9h: Mesa 3: Os sistemas de saúde da Argentina e do México
Tendências no sistema de saúde da Argentina: uma possível reforma? – Evangelina Martich – Universidad Carlos III de Madrid
O Sistema público de saúde no México. Transformações recentes e desafios estruturais - Oliva Lopez Arellano – Universidad Autonoma Metropolitana - Xochimilco
Comentários: Cristiani Vieira Machado – Ensp/Fiocruz
Coordenação: Eduarda dos Anjos – Doutoranda ENSP/Fiocruz
13h30: Mesa 4: Contexto Global, políticas nacionais: desafios para o direito à saúde no pós-pandemia
Políticas e sistemas de saúde na América Latina – perspectivas - Leonardo Castro – Projeto Saúde Amanhã/Fiocruz
Desafios dos sistemas de saúde para a atenção aos refugiados na Europa – Anna Christina Nowak – Universidade de Bielefeld, Alemanha
Racismo e desigualdades em saúde: das tramas históricas às reificações cotidianas – Roberta Gondim – Ensp/Fiocruz
Comentários: Adelyne Pereira – Ensp/Fiocruz
Coordenação: Analice Braga – VPEIC/ Fiocruz
3º dia – 21/2 - sexta-feira
transmissão em português: https://www.youtube.com/live/82BkoPzeTd8
transmissão em espanhol: https://www.youtube.com/live/mcbWO4k8pAE
9h: Mesa 5: O Desafio da Vigilância em Saúde nas Fronteiras no cenário Pós Pandêmico
Carmen Seijas– Encarregada da Área de Vigilância Sanitária da População do Governo do Uruguai (participação remota)
Cristiam Carey Angeles – Coordenador Regional de Malária e OTV – Geresa - Loreto (Peru)
Rodrigo Lins Frutuoso - Oficial Nacional - Coordenação de Vigilância, Preparação e Resposta à Emergências e Desastres da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS)
Sebastián Tobar - Assessor do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), ex-coordenador nacional pela Argentina do Mercosul Saúde e do Conselho de Saúde da União de Nações Sul-Americanas (Unasul)
Coordenação: Eduarda Cesse – PPG-SP/IAM/Fiocruz-PE e Andrea Sobral – PPGSPMA/ENSP/Fiocruz
Para a realização do Seminário, o PPGSP da Ensp/Fiocruz conta com a parceria do Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil) e o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiore (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e da plataforma The Global Health Network - Latin America and the Caribbean (TGHN/LAC).
A transmissão via Youtube é aberta para o público amplo. No entanto, nesse formato, não haverá certificação para o público participante. Os participantes inscritos no Seminário receberão, por e-mail, informações de acesso à plataforma para participação no evento, de confirmação de presença e também para certificação.
As inscrições para o Seminário Internacional Desafios para os sistemas de saúde na América Latina pós-pandemia seguem abertas até o dia 31 de janeiro. O encontro, marcado para os dias 19, 20 e 21 de fevereiro, pretende analisar o contexto e os processos recentes de reforma de sistemas da região e os entraves globais colocados para as políticas de saúde nesse cenário de novas realidades. O Seminário integra uma disciplina de verão oferecida pela Ensp/Fiocruz neste ano de 2025. No entanto, as inscrições para o seminário são diferenciadas e devem ser realizadas por meio do Campus Virtual Fiocruz, com vagas para participação presencial e à distância, valendo crédito acadêmico para os estudantes de pós-graduação. Ademais, o Seminário também será transmitido ao vivo para interessados no tema de maneira ampla pelo canal da Videosaúde Distribuidora no Youtube, em português e em espanhol. Restam poucas vagas! Acompanhe e inscreva-se!
Organizado no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (PPGSP/Ensp/Fiocruz), o Seminário terá 15h, equivalente a um crédito acadêmico, e faz parte da disciplina de verão “Análise de políticas e sistemas de saúde em perspectiva comparada internacional”. A iniciativa está sob a responsabilidade da docente permanente do PPGSP e vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, e conta com palestrantes nacionais e internacionais.
O Seminário é uma realização do PPGSP da Ensp/Fiocruz, em parceria com o Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil) e o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiore (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e da plataforma The Global Health Network - Latin America and the Caribbean (TGHN/LAC).
Conjunturas, políticas, modelos, características e cobertura
Como é sabido, os países da América Latina são marcados por profundas desigualdades histórico-estruturais, que se expressam nas condições de saúde das populações. Além disso, os sistemas de saúde da região são caracterizados, em sua maioria, por segmentação e fragmentação institucional, por financiamento público insuficiente e por dificuldades em efetivar a saúde como direito de cidadania. Desde os anos 1990, reformas ampliaram a participação do setor privado nos sistemas de saúde da região. Em alguns países, houve aumento de gastos privados por desembolso direto das famílias ou por meio de empresas de planos e seguros de saúde, acentuando as iniquidades.
A partir desse pano de fundo, o Seminário pretende analisar casos do Chile, Colômbia, Argentina e do México, países de renda média alta, populosos e de relevância geopolítica e econômica regional, marcados por diversidades e desigualdades. Para os debates, são considerados elementos relevantes as características estruturais dos sistemas de saúde, as conjunturas e orientações dos governos nacionais, as políticas e os processos recentes de reforma nos sistemas de saúde, os elementos de continuidade e mudança em dimensões críticas como o financiamento, as relações público privadas, o modelo de atenção, a cobertura e o acesso da população; e desafios para a vigilância em saúde, especialmente em regiões de fronteiras.
Para Cristiani, a "análise dos casos desses países em perspectiva comparada é importante para a formação de estudantes de pós-graduação em Saúde Coletiva e profissionais do SUS, ao permitir a compreensão das dificuldades enfrentadas para fortalecer os sistemas públicos de saúde e assegurar o direito à saúde na América Latina, trazendo lições para o Brasil e outros países da região. Além disso, provoca reflexões sobre desafios que transcendem as fronteiras nacionais, como as repercussões da dinâmica capitalista na saúde, as mudanças na geopolítica mundial, as assimetrias entre países, e os limites da governança global em saúde, que ficaram evidentes no período da pandemia de Covid-19", detalhou ela.
Seminário internacional: público-alvo, inscrições e certificados
As inscrições para o Seminário são voltadas especialmente aos estudantes de pós-graduação da Fiocruz interessados na temática e sua participação valerá crédito, mas elas também estão abertas a alunos de outras instituições; docentes, pesquisadores, gestores, profissionais de saúde e outros. A prioridade de inscrição é para estudantes e docentes de programas de pós-graduação da Fiocruz, seguida de PPG externos, e depois demais interessados.
Vale ressaltar que o estudante de pós-graduação inscrito na disciplina de verão oferecida pela Ensp/Fiocruz - Análise de políticas e sistemas de saúde em perspectiva comparada internacional - estará automaticamente inscrito no Seminário Internacional, não sendo necessário realizar a inscrição nas duas plataformas ou duas vezes. Tais estudantes participarão de maneira presencial e, durante o evento, deverão assinar a lista de presença da Disciplina em cada turno para receberem o certificado de participação e o crédito acadêmico.
Para os demais interessados, a inscrição isolada no Seminário Internacional deve ser realizada até 31 de janeiro de 2025, por meio do Campus Virtual Fiocruz, escolhendo a modalidade de participação: presencial ou à distância. A carga horária de 15 horas corresponde a um crédito acadêmico, mas também haverá emissão de certificado de participação, desde que os inscritos cumpram no mínimo 75% da carga horária. Alunos inscritos online participarão pela plataforma zoom, com controle de frequência e conta com tradução português-espanhol-português.
A transmissão via Youtube é aberta para o público amplo, e também conta com transmissão em português e espanhol. No entanto, nesse formato, não haverá certificação para o público participante.
Inscreva-se já no Seminário Internacional Desafios para os sistemas de saúde na América Latina pós-pandemia!
Está no ar o Painel com os dados da Pesquisa de Egressos da Fiocruz – 2013 a 2024, de cursos em nível Lato e Stricto sensu. O material é resultado do levantamento realizado pela equipe da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC) no período citado e poderá auxiliar as decisões dos programas de Pós-graduação, bem como os gestores das unidades e coordenadores de cursos.
O painel aporta um conjunto de informações relevantes para subsidiar avaliações e ações de planejamento global para os programas e cursos da Fiocruz, assim como fornecer elementos para analisar o impacto social das ações de educação.
Durante a navegação, é possível ver a totalidade dos resultados pelo período estudado, sexo, cor da pele autodeclarada, tipo de ingresso (ação afirmativa), faixa etária, atividade profissional exercida na época do curso, inserção no mercado de trabalho antes e depois do curso, o impacto da formação na vida profissional dos alunos e outros. Além disso, os resultados podem ser consultados a partir da utilização de filtros, disponíveis na parte superior das telas, por período (todo o período, quadriênio ou por ano), nível e tipo de ensino (Lato e Stricto sensu; e especialização, residência, mestrado e doutorado), ano de conclusão do curso e unidade/programas/cursos de origem.Caso precise utilizar mais de um filtro simultaneamente, como por exemplo os anos que compõem o último quadriênio, mantenha a tecla Ctrl pressionada. O padrão é nenhum filtro selecionado, que irá exibir o total geral de egressos.
O estudo envolveu o universo dos egressos de programas presenciais de mestrado e doutorado (acadêmico e profissional), cursos de especialização e programas de residência (médicas, em enfermagem e multiprofissionais), que tiveram seus cursos concluídos entre janeiro de 2013 e maio de 2024.
Ao todo 8.067 egressos responderam participaram da pesquisa, o que representa cerca de 58% do total de convidados a participar da pesquisa.
Esta é a primeira versão do Painel 2013-2024, que pode ser atualizada e aprimorada.
Qualquer necessidade de correção ou dúvidas devem ser encaminhadas, exclusivamente, pelo e-mail egressos.fiocruz@fiocruz.br
Resultados do levantamento 2013 – 2024
As mulheres seguem sendo a maioria entre os egressos respondentes dos levantamentos realizados com os estudantes de especialização, residência, mestrado e doutorado da Fiocruz.
Os dados atualizados em 2024 apontam que 74,96% dos egressos são mulheres; 56,30% dos estudantes se autodeclararam brancos e 4.124 deles eram jovens adultos – entre 20 e 30 anos – quando se formaram. Além disso, 3,15% dos ex-alunos reportaram ingressar nos cursos por meio de ações afirmativas (cota racial ou pessoa com deficiência).
Estão abertas as inscrições para o Seminário Internacional Desafios para os sistemas de saúde na América Latina pós-pandemia. O encontro, marcado para os dias 19, 20 e 21 de fevereiro, pretende analisar o contexto e os processos recentes de reforma de sistemas da região e os entraves globais colocados para as políticas de saúde nesse cenário de novas realidades. O Seminário integra uma disciplina de verão oferecida pela Ensp/Fiocruz neste ano de 2025. No entanto, as inscrições para o seminário são diferenciadas e devem ser realizadas por meio do Campus Virtual Fiocruz, com vagas para participação presencial e à distância, valendo crédito acadêmico para os estudantes de pós-graduação. Ademais, o Seminário também será transmitido ao vivo para interessados no tema de maneira ampla pelo canal da Videosaúde Distribuidora no Youtube, em português e em espanhol. Acompanhe e inscreva-se!
Organizado no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (PPGSP/Ensp/Fiocruz), o Seminário terá 15h, equivalente a um crédito acadêmico, e faz parte da disciplina de verão “Análise de políticas e sistemas de saúde em perspectiva comparada internacional”. A iniciativa está sob a responsabilidade da docente permanente do PPGSP e vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, e conta com palestrantes nacionais e internacionais.
O Seminário é uma realização do PPGSP da Ensp/Fiocruz, em parceria com o Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil) e o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiore (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e da plataforma The Global Health Network - Latin America and the Caribbean (TGHN/LAC).
Conjunturas, políticas, modelos, características e cobertura
Como é sabido, os países da América Latina são marcados por profundas desigualdades histórico-estruturais, que se expressam nas condições de saúde das populações. Além disso, os sistemas de saúde da região são caracterizados, em sua maioria, por segmentação e fragmentação institucional, por financiamento público insuficiente e por dificuldades em efetivar a saúde como direito de cidadania. Desde os anos 1990, reformas ampliaram a participação do setor privado nos sistemas de saúde da região. Em alguns países, houve aumento de gastos privados por desembolso direto das famílias ou por meio de empresas de planos e seguros de saúde, acentuando as iniquidades.
A partir desse pano de fundo, o Seminário pretende analisar casos do Chile, Colômbia, Argentina e do México, países de renda média alta, populosos e de relevância geopolítica e econômica regional, marcados por diversidades e desigualdades. Para os debates, são considerados elementos relevantes as características estruturais dos sistemas de saúde, as conjunturas e orientações dos governos nacionais, as políticas e os processos recentes de reforma nos sistemas de saúde, os elementos de continuidade e mudança em dimensões críticas como o financiamento, as relações público privadas, o modelo de atenção, a cobertura e o acesso da população; e desafios para a vigilância em saúde, especialmente em regiões de fronteiras.
Para Cristiani, a "análise dos casos desses países em perspectiva comparada é importante para a formação de estudantes de pós-graduação em Saúde Coletiva e profissionais do SUS, ao permitir a compreensão das dificuldades enfrentadas para fortalecer os sistemas públicos de saúde e assegurar o direito à saúde na América Latina, trazendo lições para o Brasil e outros países da região. Além disso, provoca reflexões sobre desafios que transcendem as fronteiras nacionais, como as repercussões da dinâmica capitalista na saúde, as mudanças na geopolítica mundial, as assimetrias entre países, e os limites da governança global em saúde, que ficaram evidentes no período da pandemia de Covid-19", detalhou ela.
Seminário internacional: público-alvo, inscrições e certificados
As inscrições para o Seminário são voltadas especialmente aos estudantes de pós-graduação da Fiocruz interessados na temática e sua participação valerá crédito, mas elas também estão abertas a alunos de outras instituições; docentes, pesquisadores, gestores, profissionais de saúde e outros. A prioridade de inscrição é para estudantes e docentes de programas de pós-graduação da Fiocruz, seguida de PPG externos, e depois demais interessados.
Vale ressaltar que o estudante de pós-graduação inscrito na disciplina de verão oferecida pela Ensp/Fiocruz - Análise de políticas e sistemas de saúde em perspectiva comparada internacional - estará automaticamente inscrito no Seminário Internacional, não sendo necessário realizar a inscrição nas duas plataformas ou duas vezes. Tais estudantes participarão de maneira presencial e, durante o evento, deverão assinar a lista de presença da Disciplina em cada turno para receberem o certificado de participação e o crédito acadêmico.
Para os demais interessados, a inscrição isolada no Seminário Internacional deve ser realizada de 14 a 31 de janeiro de 2025, por meio do Campus Virtual Fiocruz, escolhendo a modalidade de participação: presencial ou à distância. A carga horária de 15 horas corresponde a um crédito acadêmico, mas também haverá emissão de certificado de participação, desde que os inscritos cumpram no mínimo 75% da carga horária. Alunos inscritos online participarão pela plataforma zoom, com controle de frequência e conta com tradução português-espanhol-português.
A transmissão via Youtube é aberta para o público amplo, e também conta com transmissão em português e espanhol. No entanto, nesse formato, não haverá certificação para o público participante.
Após cinco anos, o Programa Institucional de Internacionalização (Capes PrInt-Fiocruz) encerrou suas atividades atingindo avanços expressivos na internacionalização do campo educacional da Fiocruz. Lançado em 2018 pelo Ministério da Educação (MEC) por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o projeto buscou internacionalizar programas de pós-graduação estabelecendo parcerias acadêmicas e fomentando pesquisas ao redor do mundo. A iniciativa, que recebeu o fomento de R$ 2.644.750,00, envolveu 16 programas de pós-graduação da Fiocruz e financiou diversas atividades acadêmico-científicas, como: pagamento de 130 publicações; 104 bolsas de doutorado sanduíche no exterior; 61 bolsas de Pesquisador Visitante no Exterior, sendo 51 para Sênior e 10 para Júnior; 31 bolsas para Pesquisador Visitante no Brasil; 8 bolsas de Doutor com Experiência no Exterior na modalidade de pós-doutorado; e 2 bolsas de capacitação no exterior. Também foram realizadas 2 missões de pesquisadores de instituições estrangeiras ao Brasil para Seminário PrInt, e 9missões ao exterior, totalizando 12 países visitados - Suécia, Holanda, Reino Unido, Alemanha, França, Estados Unidos, Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile, Bélgica e Portugal -, sempre fortalecendo a troca de conhecimento entre países.
Ao final do ciclo de cinco anos, os integrantes do projeto – incluindo coordenadores das Redes, equipe executora, a coordenadora-geral de Educação (CGE/VPEIC), Eduarda Cesse, e a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), Cristiani Vieira Machado - reuniram-se para um encontro de balanço do PrInt Fiocruz, mas também para celebrar as valiosas conquistas obtidas ao longo do projeto.
A coordenadora do projeto Capes PrInt-Fiocruz, Cristina Guilam, que compartilha essa liderança com Vinicius Cotta, coordenador-adjunto de Educação Internacional, enfatizou os grandes avanços para a área da educação, como o aumento de iniciativas de cotutela e dupla titulação, o incentivo à formulação de planos estratégicos de internacionalização, a criação e implementação de uma equipe de gestão da internacionalização no âmbito da Coordenação-Geral de Educação (CGE/VPEIC), além do fortalecimento das colaborações internacionais no campo educacional.
Segundo Cristina, muitas foram as lições aprendidas ao longo do processo, com destaque para o aprofundamento da relação cooperativa entre os PPGs participantes, e o incremento da colaboração internacional e da mobilidade de estudantes e docentes. Como questões que merecem ser melhores trabalhadas, ela apontou o mapeamento de parceiros internacionais estratégicos, a construção de indicadores da internacionalização, o posicionamento da Fiocruz no que se refere ao papel que a instituição ocupa no Sul Global e o aprofundamento da já excelente interlocução entre a Educação Internacional e o Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz). Destaque também deve ser dado à necessidade de revisão da política de internacionalização da área da Educação, processo que, para ela, deve ser um componente dentro da reorganização da política geral de internacionalização da Fiocruz. "A política específica da educação tem que ser revista à luz da política geral e da experiência obtida até o momento", explicou Cristina.
O projeto teve sua base estabelecidas em três grandes Redes, compostas cada uma por três projetos, a partir dos quais os programas de pós-graduação desenvolveram diversas atividades de internacionalização no âmbito do PrInt. As redes estimularam o avanço científico em temas essenciais de saúde pública e também consolidaram cooperações com instituições de ponta, especialmente na Europa, América do Norte e Cone Sul.
Para conhecer as redes e outros aspectos do programa, acesse a página do PrInt.
Educação como base da internacionalização
Os programas de pós-graduação envolvidos no PrInt Fiocruz-Capes estão ligados a diferentes Unidades, sendo: 6 do Instituto Oswaldo Cruz (Biodiversidade e Saúde, Biologia Celular e Molecular, Biologia Computacional e Sistemas, Biologia Parasitária, Ensino em Biociências e Saúde, e Medicina Tropical), 3 da EScola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública, e Saúde Pública e Meio Ambiente), 1 do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Informação e Comunicação em Saúde), 1 do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (Saúde da Criança e da Mulher), 1 do Instituto Gonçalo Moniz, Fiocruz Bahia (Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa), 1 do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (Vigilância Sanitária), 1 do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas), 1 da Casa de Oswaldo Cruz (História das Ciências e da Saúde) e 1 do Instituto René Rachou, Fiocruz Minas (Ciências da Saúde).
O projeto estabeleceu parcerias com renomadas instituições proporcionando intercâmbios e capacitações que expandiram o alcance dos programas de pós-graduação da Fiocruz. As missões internacionais foram fundamentais para consolidar redes de colaboração educacional e científica, promovendo eventos e seminários que ampliaram o impacto acadêmico e social da Fiocruz. Cristina Guilam salientou que a educação tem função estruturante na cooperação internacional e a internacionalização dos programas de pós-graduação deve ser vista como uma diretriz do Programa Nacional de Pós-Graduação. As instituições com mais colaborações estabelecidas no âmbito do PrInt foram: Universidade do Porto, Universidade de Coimbra, Universidade de Lisboa e Universidade Nova de Lisboa, em Portugal; University of California e National Institutes of Health, nos Estados Unidos, University of Toronto, no Canadá; e Institut Pasteur, na França. Para além disso, foram realizadas missões ao Instituto Karolinska, Estocolmo, Suécia, em 2019; à Holanda, em 2020; missão à Londres em 2022; missão à Alemanha e França, em 2023; e missões aos Estados Unidos, Bélgica, Portugal e ao Cone Sul (Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile), em 2024.
A coordenadora do programa destacou ainda que o PrInt representou um marco na área, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa e cooperação internacional. Os avanços na internacionalização e na qualificação de pesquisadores colocam a Fiocruz em posição de liderança no cenário acadêmico global, com um legado que continuará inspirando novas iniciativas educacionais e científicas. "O PrInt Fiocruz reafirma a importância da educação como pilar para o desenvolvimento científico, mostrando que a formação de excelência e as parcerias globais são caminhos indispensáveis para enfrentar os desafios contemporâneos em saúde pública e ciência", defendeu Cristina.
O projeto Painel e-SUS APS, desenvolvido pela Fiocruz em parceria com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (Saps/MS), foi apresentado num fórum de inovação voltado à gestão da saúde. O encontro, realizado em Brasília, reuniu experts da área e, a convite da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), ofereceu o minicurso "Painel e-SUS APS: Uma ferramenta de apoio à gestão da clínica", que contou com cerca de 30 participantes. Na mesma semana, integrantes da equipe Fiocruz do Painel reuniram-se com o secretário da Saps/MS, Felipe Proenço de Oliveira, o secretário adjunto de Atenção Primária à Saúde, Jerzey Timóteo, e outros integrantes para apresentarem a conjuntura atual do projeto, definirem os próximos passos e traçarem o cronograma 2025 da iniciativa.
O 7° Fórum dos Gestores dos Serviços de Atenção Primária à Saúde do Distrito Federal foi realizado em 6/12 e teve como objetivo trocar experiências, conhecer os desafios cotidianos dos que trabalham na ponta do sistema e apresentar ferramentas e soluções inovadoras buscando, assim, fortalecer a Atenção Primária. A integrante do Painel e-SUS APS, Renata David conduziu o minicurso e destacou a rica oportunidade de maior aproximação com os trabalhadores da rede.
"Foi incrível ter esse momento de troca, abrir um canal de diálogo e poder ouvir as experiências e contextos do dia a dia do serviço de saúde dos usuários que queremos alcançar e, consequentemente, beneficiar com o Painel. A iniciativa foi muito bem recebida pelos profissionais e percebemos que de fato existe a demanda por essa ferramenta de análise da situação no território dos profissionais da APS para o aprimoramento do trabalho", comentou ela, destacando a profícua parceria com a Gerência de Qualidade na Atenção Primária da SES-DF, sob a responsabilidade de Lídia Glasielle Silva.
O Painel e-SUS APS da Fiocruz é um software livre e colaborativo, disponibilizado hoje pelo Campus Virtual Fiocruz como recurso educacional aberto, e conta com a colaboração de pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), da Fiocruz Brasília e das Universidades Federais de Ouro Preto e Minas Gerais. O Painel lança mão de uma estratégia de desenvolvimento colaborativo, ancorada na Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da Fiocruz para disseminação de Recursos Educacionais Abertos (REA).
Análise, planejamento, metas e lançamento de novo curso sobre saúde digital
No dia 13 de dezembro, ainda em Brasília, a coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, e a coordenadora de Produção de Cursos do CVF, Renata David, ambas integrantes da equipe de gerência do Painel e-SUS APS, reuniram-se com a equipe o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (SAPS/MS), Felipe Proenço de Oliveira, para desenharem conjuntamente a trajetória 2025 da iniciativa. Na ocasião, foram apresentados o andamento e progressos da ferramenta, bem como traçados os cronogramas de entrega e próximos passos.
Entre as frentes de trabalho do Painel e-SUS APS está o compromisso com a integração e sustentabilidade da própria ferramenta. Dessa forma, várias ações estão sendo planejadas e desenvolvidas, como a criação de uma comunidade no GitHub - uma rede social para desenvolvedores que permite explorar, compartilhar e armazenar projetos de código aberto - com implantação e validação do fluxo de desenvolvimento colaborativo do software e painéis; o lançamento de recursos educacionais abertos integrados aos painéis de indicadores; bem como a disponibilização de REAs de feedback para a continuidade e qualificação do cuidado visando a integração ao Prontuário Eletrônico do Cidadão.
Segundo Ana Furniel, esta reunião foi muito relevante no que diz respeito ao futuro do projeto, considerando o enorme impacto do painel para os municípios e o SUS. Na ocasião, Felipe Proenço destacou que o Painel traz questões centrais para o modelo que está sendo priorizado. Para ele, é interessante que as equipes possam se apropriar das informações oferecidas, enxergarem o valor de uso nisso, e, assim, sua implementação ser um motivador de mudança de processos de trabalho, depois de anos muito difíceis para a Saúde da Família e a Atenção Primária.
Além de Felipe, Ana e Renata, também estavam presentes na reunião o secretário adjunto de Atenção Primária à Saúde, Jerzey Timóteo, o coordenador-geral de Inovação e Aceleração Digital da Atenção Primária (CGIAD/Saps/MS), Rodrigo Gaete, o coordenador da CGIAD/Saps/MS, Webster Pereira, o coordenador-geral de Saúde da Família e Comunidade, José Eudes Barroso, o Coordenador-Geral de Monitoramento, Avaliação e Inteligência Analítica (CGMAIA/Saps/MS), Vinicius Oliveira, e, pelo Campus Virtual, a coordenadora adjunta do Campus Virtual Fiocruz, Rosane Mendes.