Atenção aos candidatos à especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) comunicam que as entrevistas da Comissão de Avaliação Biopsicossocial e da Comissão de Heteroidentificação Racial acontecerão entre os dias 23 e 27 de fevereiro. Foram convocados para essa entrevista os candidatos que concorrem às vagas PcD e Pessoas Negras (pretas e pardas), respectivamente. Detalhes sobre data, horário e link foram enviados por e-mail aos convocados.
Confira o resultado das entrevistas e dos recursos:
Resultado das Entrevistas
Resultado dos Recursos
Fique atento(a)! A coordenação do curso informa que o período de matrícula acontece entre os dias 6 e 11 de março, no entanto, ressalta-se que os candidatos classificados dentro do número de vagas terão apenas 48 horas úteis para enviar a documentação e garantir sua vaga na especialização.
Candidatos que não enviarem a documentação no prazo serão desclassificados. De forma subsequente, serão convocados candidatos suplentes. É de inteira responsabilidade do candidato manter o e-mail de cadastro atualizado e verificar, incluindo a caixa Spam, as mensagens encaminhadas pela Secretaria Acadêmica (seca.icict@fiocruz.br).
Os selecionados receberão um e-mail de confirmação de matrícula, que deve ser respondido no prazo exigido. Para a efetivação da matrícula são exigidos os seguintes documentos:
A Mpox voltou ao centro das atenções da saúde pública brasileira em 2026. Neste ano, o país já registra 47 casos confirmados, distribuídos em diferentes estados, montrando que o vírus segue em circulação ativa e demanda vigilância constante. Embora o cenário atual não indique aumento da gravidade, especialistas da área alertam que a detecção precoce é determinante para conter a transmissão. Para sensibilizar profissionais à identificação rápida e eficiente, é imprescindível que as equipes de saúde, especialmente as que atuam na linha de frente de atendimento à população, estejam preparadas. Nesse sentido, o Campus Virtual Fiocruz apresenta o curso Mpox: Vigilância, Informação e Educação, uma formação online e gratuita que, neste momento, apresenta-se como uma ferramenta estratégica para o fortalecimento da resposta ao SUS. Ele foi desenvolvido em parceria com a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), é organizado em quatro módulos, tem 48h de carga horária e certifica os participantes.
O alerta sobre a infecção viral causada pelo Monkeypox virus (Mpox) se intensificou diante da confirmação, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da circulação internacional de uma nova variante recombinante do vírus. Ainda que os casos confirmados sejam considerados leves ou moderados, sem registro de óbitos, a dinâmica de infecção reforça a necessidade de vigilância contínua e a qualificação dos profissionais de saúde como determinantes para evitar novos surtos. A infecção caracteriza-se por febre, dor de cabeça, lesões cutâneas e potencial transmissão em situações de contato próximo.
O curso é estruturado para fortalecer competências técnicas na Atenção Primária, e aborda aspectos clínicos, epidemiológicos, notificação, investigação de casos e estratégias de educação em saúde. Voltado especialmente para profissionais de nível técnico e trabalhadores do SUS, a formação capacita profissionais a reconhecer sinais e sintomas, compreender fluxos de notificação e atuar de forma integrada na resposta local.
Ainda não se sabe se a nova variante, detectada no Reino Unido e na Índia em fevereiro de 2026, tem maior transmissibilidade ou risco clínico, mas o fato é que ela reacende a importância da vigilância global e do fortalecimento das ações de saúde pública para monitorar e conter possíveis novos surtos.
Poli: Compromisso com o fortalecimento do SUS e a valorização dos trabalhadores da linha de frente
Esta formação foi lançada em outubro de 2025 em resposta a centenas de notificações de casos no Brasil, pois, mesmo sem um surto explosivo, a vigilância e a educação em saúde permanecem essenciais para identificar suspeitas precocemente e conter possíveis avanços da doença no país e no mundo. A formação tem a coordenação compartilhada dos pesquisadores e professores da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) Fernanda Bottino, Maurício Monken e Carlos Batistella, que são, respectivamente, do Laboratório de Educação Profissional em Técnicas Laboratoriais em Saúde (Latec/EPSJV), do Laboratório de Educação Profissional em Vigilância em Saúde (Lavsa/EPSJV), e coordenador de Cooperação Internacional da Escola. A iniciativa é resultado de um esforço coletivo dos referidos laboratórios da EPSJV/Fiocruz, que uniram suas expertises para desenvolver um curso com base na formação crítica de trabalhadores para o enfrentamento de temáticas emergentes da saúde coletiva, fortalecendo, assim, o compromisso histórico da Escola na formação de profissionais técnicos em saúde, com foco na vigilância, informação e educação em saúde.
Conheça a estrutura da formação e inscreva-se:
Módulo 1: Conceitos básicos sobre a Mpox
Aula 1: Mpox: a doença, o vírus e a epidemiologia
Aula 2: Transmissão, sinais e sintomas e diagnóstico
Aula 3: Tratamento e prevenção
Módulo 2: O processo de notificação da Mpox e o papel do profissional de nível médio
Aula 1: O registro da Mpox no sistema de informação em saúde
Aula 2: Como realizar o processo de notificação da Mpox
Aula 3: Aspectos éticos no registro da Mpox com ênfase nos ambientes digitais
Aula 4: O protagonismo dos profissionais de Nível Médio no registro e informação sobre a Mpox
Módulo 3: Mpox no sistema de saúde: os desafios da prática educativa para a sua prevenção
Aula 1: Prevenção e o papel dos profissionais de saúde na suspeita, encaminhamento e acompanhamento de casos
Aula 2: Educação em saúde
Aula 3: Educação popular em saúde e o planejamento de atividades educativas
Módulo 4: Mpox: a importância das ações de vigilância em saúde
Aula 1: Vigilância em Saúde
Aula 2: Informações na gestão de risco da Mpox
Aula 3: A vigilância da Mpox no território
Aula 4: Ações educativas e comunicativas de vigilância em saúde
O carnaval, em diversas partes do mundo, é considerado uma festa de resistência, liberdade e coletividade. No Brasil, é a maior celebração da cultura popular. Uma festa que une o sagrado e o profano, que se torna espaço de afirmação da diversidade e de luta pelos direitos das mulheres — com seus corpos livres nas ruas. É o maior espetáculo da Terra, onde o povo ousa ser feliz.
O Sextas de Poesia desta semana presta sua homenagem ao carnaval na voz de Luis Carlinhos, com a canção “Oh Chuva”, cuja letra faz a poesia rimar com alegria e convida a chuva a abençoar a folia.
Bom carnaval! Que seja vivido com respeito e celebrado com pura magia.
Luis Carlos Xavier Ewald, o Luiz Carlinhos, é um cantor, compositor, intérprete e violonista brasileiro, nascido em 6 de junho de 1975, no Rio de Janeiro. É conhecido por transitar entre a música popular nordestina e o romantismo urbano. A canção “Oh, Chuva”, tornou-se um de seus maiores sucessos e ganhou projeção nacional ao ser regravada por diferentes artistas. A música, marcada por melodia envolvente e letra que mistura saudade, desejo e clima de chuva como metáfora de sentimentos, ajudou a consolidar o nome de Luiz Carlinhos como um compositor sensível e atento às emoções cotidianas.
Desde muito jovem ele se relaciona com a música, tendo formado sua primeira banda, Sondagem da Terra, aos 12 anos. Formou-se em Ciências Sociais (2002) e depois em Artes Cênicas (2012) pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) — onde também atuou como produtor, curador e apresentador de projetos culturais. Integrou a banda de reggae Dread Lion, também lançou vários álbuns solo, como Rapa da Panela (2005), Muda (2008) e o CD/DVD Gentes – 20 Anos ao Vivo (2013). Ela é ainda cofundador do grupo 4 Cabeça, vencedor do 21º Prêmio da Música Brasileira como Melhor Grupo de MPB. Além da música, atuou no teatro — inclusive compondo trilhas e participando de espetáculos.
O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam o resultado das entrevistas de seleção para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. Recursos podem ser impetrados até o dia 13/2. O resultado do recurso será divulgado em 20/2. Os links para as entrevistas com a Comissão de Avaliação Biopsicossocial e a Comissão de Heteroidentificação Racial também serão divulgadas em 20/2. A divulgação do resultado final com o nome dos aprovados na especialização está prevista para o dia 6 de março.
Fique atento(a)! A coordenação do curso alerta que, a partir da divulgação do resultado final, em 6/3, os selecionados terão 48h para enviar a documentação e garantir a sua vaga na especialização.
Acesse:
+Lista com o resultado das entrevistas
A especialização é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Ao todo, estão disponíveis 100 vagas, distribuídas regionalmente, considerando políticas de ações afirmativas. A especialização, realizada na modalidade a distância, tem 400 horas de carga horária, com início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
O curso tem como objetivo o desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
Acesse aqui a lista de documentos que compõem essa chamada
*última atualização: 4/2, às 10h, com publicação da lista de selecionados com horário de inscrição
Celebrar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência é reafirmar o compromisso com a equidade de gênero na produção do conhecimento, na inovação e na formulação de políticas públicas. A data nos convida à reflexão: hoje reconhecemos trajetórias historicamente invisibilizadas, mas seguimos enfrentando desigualdades estruturais ainda presentes nas carreiras científicas e sabemos que é preciso fortalecer estratégias que ampliem o acesso, a permanência e a liderança de mulheres na ciência. No Campus Virtual Fiocruz, esse compromisso se materializa de forma concreta e mensurável. O maior público de nossas ofertas educacionais é feminino — tanto no volume de inscrições nos cursos quanto nas interação com a equipe e redes digitais. Portanto, promover a participação feminina na ciência é também uma agenda estratégica para o avanço do SUS e o desenvolvimento social.
Atualmente, temos quase 1 milhão e 200 mil alunos inscritos em nossa plataforma. Desse total, em média, 70% do público são mulheres. Esse dado não é apenas estatístico. Segundo a coordenadora do Campus Virtual Fiocruz, Ana Furniel, tais números evidenciam que mulheres estão buscando, de forma ativa, qualificação, atualização e protagonismo nos campos da ciência e da saúde. "Ao oferecer cursos gratuitos, abertos e alinhados às demandas do SUS, o Campus Virtual se consolida como um ambiente de democratização do conhecimento e de fortalecimento da trajetória acadêmica e profissional de milhares de mulheres em todo o país".
Ana afirmou ainda que, neste 11 de fevereiro, o Campus Virtual Fiocruz reafirma-se como uma plataforma de acesso, permanência e também de projeção para mulheres na ciência. O CVF celebra esta data renovando seu compromisso institucional com a ampliação de oportunidades, a inovação pedagógica e a construção de uma ciência cada vez mais diversa, inclusiva e socialmente comprometida.
A Fiocruz como um todo tem atuado de forma consistente nesse campo, seja por meio de políticas institucionais de equidade, iniciativas de estímulo às meninas nas áreas STEM (que é a sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics, ou seja, Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), de programas de formação e de valorização de pesquisadoras em diferentes estágios da carreira, entre outros. No âmbito educacional, essas ações se articulam à missão histórica da instituição de formar quadros altamente qualificados para a saúde pública.
*Esta imagem foi gerada por IA, no Chat GPT usando a trend das profissões e com base em uma imagem livre da plataforma Freepik
A cooperação entre Brasil e Angola na área da saúde pública ganhou um novo marco com a assinatura de um acordo internacional voltado ao fortalecimento da vigilância e resposta à mortalidade materna, infantil e fetal no país africano. O acordo foi formalizado em Luanda, em 3 de fevereiro, com a presença de autoridades do governo de Angola, do governo do Brasil, da Fiocruz, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA - Angola e Brasil), consolidando uma iniciativa estratégica de cooperação Sul-Sul trilateral. A assinatura representa o início oficial da implementação do projeto “Valorização da Vida Materna, Infantil e Fetal em Angola”, que tem como eixo central a formação de profissionais de saúde angolanos e o fortalecimento dos Comitês de Auditoria e Prevenção de Óbitos Maternos, Infantis e Fetais.
Pela Fiocruz, participam do projeto a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) e o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF). A Fundação se articula aos parceiros contribuindo especialmente com sua sólida experiência no campo da educação e formação de profissionais na área da vigilância do óbito materno, infantil e fetal, tendo como base o curso a distância "Vigilância do óbito materno, infantil e fetal e atuação em comitês de mortalidade", oferecido pela Ensp, que já formou mais de 5 mil profissionais em todo Brasil.
O projeto “Valorização da Vida Materna, Infantil e Fetal em Angola” busca contribuir diretamente para a redução dos indicadores de mortalidade no país, alinhando-se aos compromissos assumidos por Angola no que se refere ao alcance de metas de redução da mortalidade materna no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Governança, alinhamento institucional e início das atividades técnicas
A missão que culminou na assinatura do acordo teve como objetivo assegurar o pleno início da implementação do projeto, reunindo, em um mesmo momento, ações de natureza institucional, política e técnica. A formalização da cooperação permitiu estabelecer os mecanismos de governança do projeto, alinhar expectativas e responsabilidades entre os parceiros e dar início às atividades previstas no primeiro Plano Operativo Anual (POA 2026), que foi pactuado no encontro do Comitê Gestor da iniciativa.
Representando a Fiocruz, participaram da missão a coordenadora adjunta de Educação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (CGE/VPEIC), Mariana Souza, e a equipe técnica de coordenação do curso e pesquisadoras da Fundação: Sonia Bittencourt e Henriette Santos da Ensp, Mayumi Wakimoto do INI, e Maria Teresa Massari do IFF. Enquanto a representação institucional esteve voltada à formalização do projeto, a equipe técnica iniciou o diagnóstico da realidade local, com análise documental, realização de oficina de trabalho com a participação de profissionais de saúde do Ministério da Saúde de Angola (Minsa) ligados a diferentes áreas de atuação, bem como fez visitas a um centro de saúde e uma maternidade pública de Luanda, etapa fundamental para a adequação da proposta formativa ao contexto angolano.
Formação como estratégia para o fortalecimento do sistema de saúde
Como desdobramento dessa formação, disse Mariana, "a iniciativa busca contribuir para a redução a longo prazo dos óbitos maternos, infantis e fetais no país, por meio da qualificação da vigilância, da produção de informações em saúde e da tomada de decisão baseada em evidências". O resultado direto esperado da cooperação é a criação de um curso de formação para 100 profissionais de saúde angolanos, que atuam nos Comitês de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal. Para Henriette Santos, da Ensp, “esse é um passo importante para que Angola siga organizando, no futuro, cursos EAD com a mesma temática, de maneira autônoma, e possa formar um maior contingente de profissionais”, detalhou ela.
Para o governo de Angola, o acordo representa um avanço concreto no fortalecimento das capacidades institucionais e profissionais do sistema de saúde, ao investir na qualificação contínua de seus quadros técnicos e na consolidação de mecanismos de governança capazes de identificar falhas evitáveis, aprimorar a qualidade do cuidado e orientar políticas públicas mais eficazes. "Acreditamos que a cooperação internacional, quando bem-feita, é um instrumento poderoso para melhorar a vida das nossas populações. Porque, no final, as mortes maternas não são números: são famílias, são histórias, são vidas.”, detalhou o secretário de Estado para a Saúde Pública em Angola, Carlos Alberto de Sousa.
A proposta pedagógica do curso em Angola será organizada em três unidades de aprendizagem sequenciais, articulando teoria e prática e ancorada nos princípios da pedagogia para a autonomia. O projeto valoriza os saberes prévios dos profissionais, promove a reflexão crítica sobre os processos de trabalho e utiliza metodologias baseadas em casos, favorecendo a troca de experiências e a construção coletiva do conhecimento.
Experiência da Fiocruz como base do projeto
A formação a ser implementada em Angola tem como base a experiência consolidada pela Fiocruz, em especial pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), no campo da vigilância do óbito materno, infantil e fetal articulada à formação de profissionais de saúde. No Brasil, o curso já foi ofertado a cerca de mil municípios, alcançando mais de 5 mil profissionais de saúde, dos quais aproximadamente 80% são enfermeiras, 12% médicos, outros profissionais da área e técnicos de nível médio.
A origem dessa trajetória remonta a 2010, quando o Ministério da Saúde estabeleceu parceria com a Fiocruz para atender à necessidade de formação contínua em vigilância do óbito. Dessa articulação nasceu o Programa de Formação em Vigilância do Óbito Materno, Infantil e Fetal e Atuação em Comitês de Mortalidade, com ofertas realizadas entre 2013 e 2015, iniciativa desenvolvida pela Ensp, em parceria com o IFF e, à época, também com a participação da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV).
O sucesso da iniciativa viabilizou, em 2020, a retomada do curso em nível de aperfeiçoamento, a partir de nova demanda do Ministério da Saúde. Essa fase integrou um projeto coordenado pelo IFF, em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde e maternidades em todo o Brasil, voltado à qualificação da atenção e da gestão da rede com foco na redução da mortalidade materna, infantil e fetal. Nessa etapa, o INI também passou a integrar a equipe formadora.
Cooperação Sul-Sul e educação a distância como resposta aos desafios
O interesse do governo de Angola em estabelecer a cooperação foi formalizado em maio de 2020, por meio de ofício da Direção Nacional de Saúde Pública do Ministério da Saúde de Angola, que manifestou a intenção de desenvolver, com apoio do UNFPA e da Fiocruz, uma estratégia de formação e qualificação de profissionais de saúde por meio da modalidade de Educação a Distância (EAD).
No entanto, essa cooperação entre o UNFPA e instituições brasileiras da área da saúde, em especial a Fiocruz, vem sendo construída ao longo de quase duas décadas e foi formalizada, em agosto de 2019, com a assinatura de um Memorando de Entendimento durante o Fórum Político de Alto Nível para o Desenvolvimento Sustentável, em Nova York. Sonia Bittencout lembrou que a parceria consolidou a convergência institucional entre as duas organizações, já evidenciada em experiências anteriores de cooperação técnica, como a resposta à epidemia de Zika no Brasil, e teve como foco estratégico a educação, a pesquisa e advocacy, alinhados aos compromissos da Agenda 2030.
Como desdobramento desse acordo, foi realizada, também em 2019, no Rio de Janeiro, uma reunião técnica com a participação da Fiocruz, UNFPA e instituições nacionais de saúde de países africanos, incluindo Angola. O encontro permitiu a identificação de desafios comuns e a definição da redução da mortalidade materna como prioridade para ações conjuntas, estruturadas em linhas estratégicas como formação e desenvolvimento de competências, vigilância e monitoramento, pesquisa e fortalecimento da participação comunitária — bases que sustentam o projeto firmado em Angola em 2026.
Ao aportar sua experiência formativa, a Fiocruz reafirma seu papel como instituição estratégica do Estado brasileiro na cooperação internacional em saúde, contribuindo para o fortalecimento dos sistemas de saúde e para a redução das desigualdades, em diálogo com parceiros internacionais e com foco na defesa da vida.
*com informações de UNFPA Angola e Brasil, ABC e Governo de Angola
** imagens: arquivo pessoal de Mariana Souza e UNFPA Angola
Estão abertas as inscrições para a 14ª edição do Ciclo Carlos Chagas de Palestras (CCCP-26), que acontecerá nos dias 9 e 10 de abril de 2026 com atividades virtuais e presenciais. No dia 9 de abril, as atividades serão virtuais com transmissão pelo canal do IOC no YouTube. No dia 10 de abril, as atividades serão presenciais no auditório Emmanuel Dias – Pavilhão Arthur Neiva, no campus da Fiocruz em Manguinhos (Rio de Janeiro), incluindo as apresentações de trabalhos e a tradicional atividade concomitante ao Centro de Estudos do IOC. Resumos serão recebidos até 8 de março e as inscrições podem ser feitas até 8 de abril pelo Campus Virtual Fiocruz.
Este evento objetiva criar oportunidade para discussão sobre os legados, descobertas contemporâneas e os desafios futuros da pesquisa científica em doença de Chagas, considerando o cenário científico no contexto nacional e internacional.
O CCCP-26 é organizado pelos pesquisadores do IOC/Fiocruz André Luiz Roque e Rubem Menna-Barreto. Neste ano, o evento 100+17 Anos da descoberta da doença de Chagas: O tempo não para terá como mote: “Benção, João de Chagas: vida e obra do Professor João Carlos Pinto Dias”. Além de homenagear esse ícone do estudo em doença de Chagas, o evento prevê palestras e mesas de discussões dentro da sua área de atuação, passando pelo seu legado em Bambuí e os avanços nas diferentes áreas de conhecimento onde atuou, sempre buscando trazer o que há de mais inovador para o combate à doença e melhoria de saúde da população.
Alunos podem participar como ouvintes e/ou enviando resumos, os quais serão avaliados para seleção de apresentação oral no auditório que leva o nome do pai do homenageado deste ano.
*Com informações do IOC/Fiocruz
A Fiocruz divulgou a lista das estudantes selecionadas para participar da Imersão no Verão, uma iniciativa que vai reunir 143 meninas em unidades da Fundação, no Rio de Janeiro. A Imersão será realizada entre os dias 9 e 11 de fevereiro e as alunas terão a oportunidade de vivenciar o cotidiano da ciência em laboratórios e grupos de pesquisa da instituição. As atividades acontecerão das 9h às 17h e integram as celebrações pelo Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, data estabelecida pela ONU (11/2).
Acesse o documento com a lista final de selecionadas
A Imersão no Verão integra as ações do Programa Mulheres e Meninas na Ciência (PMMC) e é organizada pela Coordenação de Divulgação Científica (CDC), da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação. A iniciativa permitirá que as estudantes tenham a experiência direta com o ambiente científico, por meio de atividades práticas em laboratórios, grupos de pesquisa e espaços institucionais da Fundação.
A edição deste ano reafirma o compromisso da Fiocruz com a promoção da equidade de gênero na ciência, ampliando oportunidades de acesso e formação de futuras cientistas estimulando novas vocações e trajetórias na pesquisa e na saúde.
O Campus Virtual Fiocruz e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica da Fiocruz (Icict) divulgam a lista de convocados para a entrevista de seleção e também a errata dessa lista para o curso de especialização em Dados e Sistemas de Informação para o Sistema Único de Saúde. As entrevistas acontecerão entre 4 e 10 de fevereiro. Vale ressaltar que os convocados receberão por e-mail as informações sobre a entrevista, com dia, hora e link de participação. A divulgação do resultado final com o nome dos aprovados na especialização está prevista para o dia 6 de março. Buscando a transparência do processo de seleção da especialização, a secretaria acadêmica do curso soltou também a lista de selecionados com os horários das inscrições. Confira!
Fique atento(a)! A coordenação do curso solicita especial atenção ao e-mail cadastrado, recomendando também a verificação da caixa de spam. Caso algum candidato selecionado não receba a mensagem, pedimos que entre em contato com a Secretaria Acadêmica do curso pelo e-mail: seca.icict@fiocruz.br
Acesse:
+Lista de convocados para a entrevista
+Errata da lista de convocados para a entrevista
+Lista de convocados com horário de inscrição
A especialização é oferecida no âmbito do Programa de Formação em Ciência de Dados e Informações em Saúde para o SUS, que é desenvolvido pela Fiocruz — sob a coordenação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), através do Campus Virtual — e o Ministério da Saúde, por meio do DataSUS/Seidigi/MS.
Ao todo, estão disponíveis 100 vagas, distribuídas regionalmente, considerando políticas de ações afirmativas. A especialização, realizada na modalidade a distância, tem 400 horas de carga horária, com início previsto para março de 2026 e certificação de pós-graduação lato sensu pela Fiocruz.
O curso tem como objetivo o desenvolvimento de competências e habilidades analíticas para uso da informação em saúde, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas e da gestão em saúde. Ele aborda temas centrais como sistemas de informação em saúde, análise e interpretação de dados, indicadores, ciência de dados aplicada, saúde digital e gestão orientada por evidências, conectando teoria e prática para qualificar a tomada de decisão no SUS e ampliar sua capacidade de resposta às demandas da população.
Acesse aqui a lista de documentos que compõem essa chamada
*última atualização: 4/2, às 10h, com publicação da lista de selecionados com horário de inscrição
Estão abertas as inscrições para a 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. A premiação, criada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e com apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi idealizada para reconhecer a produção científica nacional e sua difusão à população. O prazo para indicações de obras é até às 18h (horário de Brasília) do dia 19/3. O Prêmio Jabuti Acadêmico também tem um momento dedicado a homenagens. Serão reconhecidos a Personalidade Acadêmica – escolha que será feita pela CBL; e o Livro Acadêmico Clássico. Neste caso, uma consulta pública para indicação das obras será realizada até 18h (horário de Brasília) do dia 27/2. Neste período, os interessados podem indicar livros para essa homenagem, preenchendo um formulário no site da premiação. Os editores também receberão um questionário para recomendar obras.
Criado em 2024, o Prêmio Jabuti Acadêmico reconhece e valoriza a excelência da produção de livros acadêmicos, científicos, técnicos, profissionais e didáticos. Podem concorrer ao prêmio obras em língua portuguesa, publicadas em primeira edição entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025. Além disso, devem possuir ISBN e ficha catalográfica emitidos no Brasil, atendendo às exigências legais. São considerados: obras individuais, coletâneas, dicionários ou enciclopédias, obras didáticas e de divulgação científica.
A premiação permite a inscrição de autores brasileiros, natos ou naturalizados, ou estrangeiros(as) com residência permanente no Brasil, devidamente comprovada. Uma das novidades desta edição é que autores estrangeiros não residentes no país serão admitidos exclusivamente em coletâneas, até o limite de 30% de participação em livros acadêmicos, científicos, técnicos, profissionais e didáticos publicados.
Outra novidade desta edição é a participação de Nina Beatriz Stocco Ranieri como curadora do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026, sucedendo o físico Marcelo Knobel, que esteve à frente das duas primeiras edições do prêmio. Ranieri é professora titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora da Cátedra UNESCO de Direito à Educação. “Estou animada com essa tarefa desafiadora, mas, sobretudo, estimulante. Além de o prêmio reconhecer, valorizar e divulgar a produção científica, aproxima o grande público do universo intelectual e científico que, tantas vezes, permanece restrito ao ambiente universitário”, pontuou Ranieri em coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira (29/1).
Produção científica e IA
Questionada sobre como a premiação lidará em casos de obras que utilizaram a inteligência artificial, Ranieri explicou que o edital desta terceira edição do Jabuti Acadêmico recebeu mudanças específicas sobre o tema, espelhadas em boas práticas internacionais. “Agora temos cláusulas no edital sobre o uso da IA (inteligência artificial) e o que é admitido. A IA é vedada em qualquer atividade de peso autoral, incluindo escolha de resumo e palavras-chave. O autor pode declarar que usou IA, mas apenas para pesquisa. São regras espelhadas em práticas globais, como nas editoras Elsevier e MacMillan, e têm como objetivo valorizar o trabalho autoral e batalhar por uma cultura da ética em trabalhos com inteligência artificial.”
A curadora explicou que existem casos, como na área da Ciência da Computação, em que o uso de IA é autorizado para fins didáticos ou explicativos, por exemplo. Mas caso um jurado identifique um uso indevido de inteligência artificial, a obra será desclassificada.
Categorias
O Prêmio Jabuti Acadêmico tem 30 categorias, divididas em dois eixos: Ciência e Cultura, com 27; e Prêmios Especiais, com 3 (categorias Tradução, Divulgação Científica, além de Ilustração e Infografia – esta última nomenclatura incluída no regulamento 2026).
No eixo Ciência e Cultura estão: Ciência de Alimentos e Nutrição; Ciências Agrárias e Ambientais; Medicina Veterinária, Zootecnia e Recursos Pesqueiros; Ciências Biológicas, Biodiversidade e Biotecnologia; Educação Física, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional; Enfermagem, Farmácia, Saúde Coletiva e Serviço Social; Medicina; Odontologia; História e Arqueologia; Antropologia, Sociologia, Demografia, Ciência Política e Relações Internacionais; Educação e Ensino e Filosofia.
Este eixo também conta com as categorias de Ciências Religiosas e Teologia; Geografia e Geociências; Psicologia e Psicanálise; Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Arquitetura, Urbanismo, Design e Planejamento Urbano e Regional; Comunicação e Informação; Direito; Economia; Artes; Letras, Linguística e Estudos Literários; Astronomia e Física; Ciência da Computação; Matemática, Probabilidade e Estatística; Química e Materiais e Engenharias.
Cada obra só poderá ser inscrita em uma única categoria do prêmio, com exceção da categoria Ilustração e Infografia, que aceita a inscrição de títulos que também estejam participando em qualquer outra dos dois eixos. Os autores premiados receberão a estatueta em cerimônia especial, além de um prêmio de R$5 mil. As editoras das obras premiadas receberão uma estatueta do Jabuti.
Homenagens
O vencedor será escolhido pela entidade após pré-seleção dos melhores indicados pela curadoria e comissão do prêmio. O Livro Acadêmico Clássico reconhece obras de referência que permanecem relevantes e que tenham lugar cativo na memória de estudantes e profissionais de diferentes segmentos, que permanecem impactantes ao longo do tempo. Até então, a obra indicada não precisou ter um período mínimo de circulação; nesta edição deverá ter a partir de 15 anos. Para o presidente da Câmara Brasileira do Livro, Sevani Matos, o Prêmio Jabuti Acadêmico é importante porque traz contribuições relevantes nos aspectos científico, social, político e cultural do Brasil, ao divulgar autores e editores que se dedicam à produção acadêmica. “Reconhecê-los significa incentivar a pesquisa e a ciência como pilares para o desenvolvimento do nosso país”, concluiu.
Saiba mais no site oficial da premiação: www.premiojabuti.com.br/academico.