Saúde

Home Saúde
Voltar
Publicado em 25/11/2021

Pré-lançamento de jogo SuperSUS Covid acontece em feira virtual do Ceará

Autor(a): 
Isabela Schincariol*

Depois do sucesso do aplicativo SuperSUS, no qual o cidadão pode conhecer seus direitos no campo da saúde, além de saber mais sobre os serviços públicos de saúde, vem aí o SuperSUS Covid. O objetivo do jogo é contribuir para a conscientização de jovens sobre os cuidados necessários à prevenção da doença e as ações desenvolvidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia da Covid-19, com a disseminação de informações de forma segura e confiável, ampliando a rede de prevenção e cuidado. Em pré-lançamento, o aplicativo está sendo testado na versão beta, juntamente com a Central SuperSUS, que servirá de plataforma para novos minijogos, durante a V Feira do Conhecimento do Ceará – um evento virtual e gratuito, que acontece até sexta-feira, 26/11. 

Para participar da feira e testar o novo jogo acesse https://app.virtualieventos.com.br/feiradoconhecimento. Vale ressaltar que é necessário fazer um pré-cadastro e depois realizar a inscrição, de forma gratuita, para acessar o ambiente virtual da Feira. O jogo está disponível no estande virtual da Fiocruz, que é um dos 75 que ocupam o pavilhão de exposições em 3D.

O jogo, que em breve também ficará disponível para plataforma android, é apresentado em cinco níveis: imunização individual; imunização coletiva; prevenção; testagem e monitoramento; e assistência hospitalar. Atualmente, é possivel acessá-lo baixando o arquivo em formato .apk. 

Segundo a coordenadora da iniciativa na Fiocruz Pernambuco, Islândia Carvalho, "o SuperSUS Covid-19 trata das medidas implantadas pelo SUS durante a pandemia, ao mesmo tempo em que visa promover ações de promoção da saúde, estimulando os cidadãos a se prevenirem contra o coronavírus, valendo-se de ações individuas e coletivas. Além disso, ele traz também outras questões, como, por exemplo, a vacinação, abordando aspectos sobre a sua importância e desenvolvimento.

O SuperSUS Covid, assim como o primeiro jogo, é financiado pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz por meio do edital para recursos educacionais abertos (REA) e pelo Inova-IAM Facepe.

V Feira do Conhecimento do Ceará

A Feira do Conhecimento é promovida pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior e executada pelo Instituto Centec. O encontro promove três dias de palestras, lives e webinares, além de mostras virtuais em diversas áreas do conhecimento ligadas à ciência, tecnologia e empreendedorismo voltadas para jovens empreendedores, empresários, estudantes, professores, pesquisadores, profissionais e gestores do setor. Nas exposição em 3D, visitantes e expositores terão uma experiência única em um ambiente imersivo em realidade virtual que reproduz o Centro de Eventos do Ceará. 

Entre as diversas palestras e especialistas convidados, que falarão sobre os setores de educação, games, robótica, saúde, empreendedorismo e as novas tecnologias com reflexões no âmbito no atual cenário, está uma apresentação do vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, nesta quinta-feira, às 17h20, com o tema "Tecnologia e Saúde". Para quem não conseguir acompanhar ao vivo, os conteúdos ficarão disponíveis para inscritos assistirem até 31/12/2021.  

O jogo SuperSUS

O SuperSUS está disponível, gratuitamente, no site https://supersus.fiocruz.br/. São 12 minis jogos, nos quais o desafio é conquistar os princípios e diretrizes do SUS, atingindo assim os objetivos de desenvolvimento sustentável preconizados pela Organização Mundial da Saúde (ODS/OMS). Quem perde, descobre a falta que o SUS faz no dia a dia e os problemas que isso acarreta. Ele estimula que os participantes descubram mais sobre o direito à saúde e o processo de construção do Sistema Único de Saúde (SUS). As fases envolvem atividades, programas e serviços que são ofertados pelo SUS, além de acontecimentos sobre a história do Sistema. A ideia é incentivar o cidadão a reconhecer seus direitos, "vestir a camisa" do Sistema e compreender sua importância.

Recentemente, em abril de 2021, o SuperSUS ficou entre os finalistas do Brazil's Independent Games Festival (BIG Festival), que é o mais importante festival de jogos independentes da América Latina. O SuperSUS participou na categoria “BIG Impact: Melhor jogo educacional”. 

O Projeto Super SUS é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Saberes e Práticas em Saúde (GPS), sob a responsabilidade de Islândia Carvalho, do Departamento de Saúde Coletiva da Fiocruz Pernambuco, com o apoio de uma equipe formada por 16 integrantes. Entre eles, as professoras Adriana Falangola e Sandra Siebra, da Universidade Federal de Pernambuco; Camila Aquino, do Instituto Federal de Pernambuco, campus Abreu e Lima, e os pesquisadores Elainne Gomes, da Fiocruz Pernambuco e Marcelo Valença, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Designer e desenvolvedores de programa também compõem o grupo.

 

*com informações da Fiocruz Pernambuco
 

Publicado em 09/11/2021

IV Encontro Virtual de Divulgação Científica discutirá o tema comunicação como direito

Autor(a): 
Valentina Leite (VPEIC/Fiocruz)

Comunicação pública na saúde é o tema do próximo Encontro Virtual de Divulgação Científica, que já tem data marcada. No dia 12 de novembro, das 10h às 12h30, a Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) convida para um bate-papo em tempo real sobre formatos, linguagens e desafios da comunicação pública na área da saúde. É possível acompanhar o evento pelo canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no Youtube, com tradução simultânea em libras.

Para compor a mesa, os convidados são: a coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Elisa Andries; o assessor especial da TVE Bahia e Educadora FM da Bahia, Felipe Calheiros; e o coordenador e editor-chefe do Programa Radis de Comunicação e Saúde, Rogério Lannes. A responsável pela moderação do evento é a Coordenadora do Serviço de Jornalismo e Comunicação do Instituto Oswaldo Cruz, Raquel Aguiar.

Em suas edições anteriores, o Encontro Virtual de Divulgação Científica já abordou temáticas como: Diálogos entre ciência e sociedade: desafios da institucionalização; Redes de pesquisa e divulgação científica; e Divulgação científica e mídias sociais.

Assim como nas outras edições, o chat do Youtube estará aberto para questões e intervenções do público. Sem necessidade de inscrição prévia, o evento é voltado para pesquisadores, professores, estudantes e demais interessados. Participe!

Conheça os convidados

Elisa Andries. Coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz. Mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), trabalhou quase 10 anos no jornal O Globo, com passagens pelos jornais de Bairros e pelas editorias de Ciência, Internacional e Economia. Na Fiocruz desde 2002, atuou como assessora de comunicação da ENSP/Fiocruz e assumiu a comunicação da presidência em 2014, atuando em emergências sanitárias como ebola, zika, febre amarela e, agora, Covid-19.

Felipe Peres Calheiros. Assessor Especial da Direção Geral da TVE Bahia e Educadora FM da Bahia, tem trajetória na produção audiovisual e na comunicação pública. Graduado em Direito e em Administração, mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento Local e doutorando em Educação Artística pela Universidade do Porto. Possui 20 prêmios e menções honrosas por documentários exibidos em mais de 100 festivais. Já atuou no Núcleo de TV e Rádios universitárias da Universidade Federal de Pernambuco e como Vice-Presidente e Diretor de Programação e Produção da Empresa Pernambuco de Comunicação S/A - TV Pernambuco.

Rogério Lannes Rocha. Jornalista, mestre em Comunicação e Cultura e doutorando em Informação e Comunicação em Saúde. É coordenador e editor-chefe do Programa Radis de Comunicação e Saúde, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Radis/Ensp).

Raquel Aguiar. Jornalista. Doutora pelo Programa de Pós-graduação em Informação e Comunicação em Saúde (Icict/Fiocruz) com tese reconhecida com menção honrosa no Prêmio Capes de Teses em 2016. Coordenadora do Serviço de Jornalismo e Comunicação do Instituto Oswaldo Cruz, com larga experiência na comunicação em contextos de crises sanitárias. Temas de produção acadêmica: biopoder, desigualdade em saúde, crises sanitárias, doenças negligenciadas, Zika, Covid-19.

Publicado em 20/10/2021

Biociências e Biotecnologia em Saúde: Fiocruz Pernambuco está com inscrições abertas para mestrado e doutorado

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Estão abertas as inscrições para os cursos de mestrado e doutorado em Biociências e Biotecnologia em Saúde 2022, oferecidos pelo Instituto Aggeu Magalhaes (IAM/Fiocruz Pernambuco). Em razão da pandemia de Covid-19, todas as etapas da seleção acontecerão de maneira remota. Ao todo, estão disponíveis 35 vagas, sendo 20 para o mestrado e 15 para o doutorado. As inscrições vão até o dia 1° de novembro. Acesse os editais (edital e errata) e confira todos os detalhes.

Doutorado em Biociências e Biotecnologia em Saúde 2022 – inscreva-se já!

Mestrado em Biociências e Biotecnologia em Saúde 2022 - inscreva-se já!

O Programa de Pós-graduação em Biociências e Biotecnologia em Saúde (PPGBBS) tem como objetivo o desenvolvimento de competências para conduzir pesquisas nos campos da vigilância ambiental em doenças transmitidas por vetores, novas ferramentas no diagnóstico, terapia celular, imunoprofilaxia e campos que fazem uso de ferramentas de biologia celular e molecular com ou sem aplicações biotecnológicas.

O PPGBBS insere-se como parte da missão do IAM/Fiocruz Pernambuco, que é formar recursos humanos com atenção especial voltada às necessidades regionais e nacionais na área de produção de conhecimentos científicos e atuação em inovação tecnológica na saúde. O Programa foi criado em 2012, aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e homologado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

Em 2022, o mestrado disponibiliza 20 vagas, das quais 7 são destinadas a ações afirmativas. Já o doutorado, oferece 15 vagas, sendo 6 destinadas às cotas.

Publicado em 06/10/2021

Fiocruz integra Univerciência: fortalecimento da comunicação pública e parcerias no Nordeste

Autor(a): 
Valentina Leite (Vpeic/Fiocruz)

Compromisso com a comunicação pública: essa é uma das premissas do projeto Univerciência. Criado pela TV da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), é o primeiro programa brasileiro de TV aberta e internet fruto de uma parceria que já conta com 40 instituições públicas de ensino superior do Nordeste, além da adesão de todos os 11 institutos federais nordestinos e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em um conteúdo colaborativo com alcance nacional, a iniciativa estimula parcerias regionais e dá visibilidade a ações desenvolvidas em estados do Nordeste. Os conteúdos audiovisuais produzidos no âmbito do projeto abordam temas sobre ciência, educação, saúde, dentre outros – acesse aqui os programas já lançados. A articulação, a exibição e a distribuição do Univerciência são feitas pela TVE Bahia. O programa é transmitido por canais da internet, em TVs públicas, educativas, culturais e universitárias.

Instituições interessadas em integrar a rede do programa devem apresentar conteúdos audiovisuais relacionados às práticas de ensino, pesquisa e extensão nas universidades públicas nordestinas. Se você é uma instituição interessada, saiba como integrar a rede entrando em contato pelo e-mail: univerciencia@uesb.edu.br.

Parcerias regionais, visibilidade nacional

Comprometida com a difusão e a popularização da ciência, a Fiocruz apoia a iniciativa, com a produção audiovisual de suas unidades no Nordeste, e com a distribuição através do Canal Saúde, em TV aberta para São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal, e por parabólica para todo o território nacional. O programa amplia a parceria já existente entre a Fiocruz e a TVE Bahia, que transmite conteúdos produzidos pela VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz, por exemplo. O objetivo é contribuir na promoção de projetos desenvolvidos pelas unidades da Fiocruz da região em parceria com instituições públicas de ensino superior nordestinas.

O Univerciência tem como princípios o estímulo à ciência, à tecnologia e ao desenvolvimento sustentável e à inovação; o fortalecimento dos sistemas públicos de educação e comunicação; a valorização da identidade, da cultura e dos saberes do povo nordestino; e o respeito à diversidade étnico-racial e de gênero.
 

Publicado em 19/08/2021

Fiocruz Amazônia promove encontro de saúde na tríplice fronteira

Autor(a): 
Eduardo Gomes (Fiocruz Amazônia)

A Universidade Nacional da Colômbia (Unal/Sede Amazônia) sediou o 2º Encontro de Pesquisadores em Saúde da Tríplice fronteira (Brasil-Colômbia-Peru). O Encontro, organizado pelos pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia), José Joaquín Carvajal Cortés e Adele Schwartz Benzaken, diretora da unidade regional da Fundação, visa fortalecer os programas de pós-graduação, por meio de cooperações entre universidades e instituições do Alto Solimões.

“O objetivo do encontro foi congregar as universidades e instituições de pesquisa que atuam na área de fronteira do Alto Solimões, no sentido de alinhar esforços de cooperação internacional e criar uma agenda de trabalho conjunto, fortalecendo os programas de pós-graduação programados pela Fiocruz Amazônia numa visão transfronteiriça”, explicou Benzaken.

Além de representantes da Unal e Fiocruz Amazônia, participaram da atividade pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Projeto LMI Sentinela, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Universidade do Estado do Amazonas (UEA/Campus Tabatinga), Universidade Federal do Amazonas (Ufam/ Campus Benjamin Constant), Laboratorio Departamental de Saúde Pública (LSDP – Amazonas/Colômbia), Universidad Nacional de la Amazonía Peruana (Unap) e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas – Sub-regional Sudamérica).

O intuito da atividade, ocorridas nos dias 12 e 13 de agosto, foi promover um encontro acadêmico-científico e inter-institucional em saúde, visando alinhar esforços conjuntos de cooperação internacional contemplando principalmente a zona fronteiriça entre Brasil, Colômbia e Peru. A partir disso, os pesquisadores pretendem realizar um trabalho colaborativo para o intercâmbio de conhecimento nas áreas de saúde e fronteira, partindo de um olhar interdisciplinar e intercultural.

As temáticas abordadas durante encontro visam discutir possibilidades de articulação e futuros acordos interinstitucionais, além da elaboração de planos de trabalho conjuntos entre as instituições: Unal, Fiocruz e Unap. Na oportunidade, os pesquisadores realizaram uma apresentação sucinta de projetos sobre saúde em andamento na tríplice fronteira.

Publicado em 13/08/2021

Fiocruz formaliza aliança com Programa de Doenças Tropicais da OMS - educação está entre as ações prioritárias

Autor(a): 
Cristina Azevedo (Agência Fiocruz de Notícias)

O longo relacionamento entre a Fiocruz e o Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais da Organização Mundial da Saúde (TDR/OMS) ganhou um caráter mais formal com a assinatura do memorando de entendimento na quarta-feira, 11 de agosto. O documento, que estabelece os termos da cooperação técnica para o enfrentamento das doenças tropicais e negligenciadas, foi firmado durante um encontro virtual entre a presidente Nísia Trindade Lima e John Reeder, diretor do TDR. O evento comemorou ainda a eleição da Fundação para o Conselho de Coordenação Conjunto do programa, ocorrida em junho.  

Ciência, saúde e educação

Para Nísia, a assinatura do memorando vai ao encontro do tripé em que a Fiocruz se baseia: ciência, saúde e educação. Ela acredita que as ações em pesquisa e educação com o Campus Virtual Fiocruz devem ser ampliadas com a parceria, e ressaltou a sua importância para os novos pesquisadores. “O aprendizado em pesquisa não se esgota nos nossos cursos de formação”. 

Nísia destacou também o equilíbrio na colaboração com o TDR, em que os dois lados saem ganhando. “Esses dois fatos [a escolha para o conselho e o memorando] trazem responsabilidade, mas, sobretudo, criam condições para uma visão mais integradora e global de nossos campos de atuação, levando em conta as necessidades das populações negligenciadas”, disse ela, apontanfo ainda que "este evento significa o encontro entre a boa tradição da ciência, da saúde e do engajamento das populações nesse processo”.

Plano de cinco anos 

Pesquisadora do CDTS/Fiocruz, Claudia Chamas destacou os principais pontos do plano de trabalho estabelecido no memorando para os próximos cinco anos. Entre eles está a adaptação para português do Implementation Research Tollkit (uma padronização de processos para que resultados sejam comparados entre países) e do Massive Open Online Courses (cursos abertos na Internet). Está prevista também a organização de uma rede TDR, Fiocruz e ministérios da Saúde de países de Língua Portuguesa; a colaboração em pesquisa sobre picadas de cobra; e a promoção da cooperação técnica na América Latina com foco na iniciativa Essence on Health Research. “Essa é uma grande vitória institucional que permitirá à Fundação ampliar o diálogo na busca de soluções científicas e de saúde para as doenças negligenciadas e populações", disse Claudia. 

Paulo Buss, coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), por sua vez, lembrou que a Fundação agrega importantes ativos nessa parceria. Um deles é a Rede de Institutos Nacionais de Saúde Pública da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, cuja secretaria técnica está na Fiocruz. Somam-se a ela a Rede de Institutos Nacionais de Saúde Pública da América Latina e Caribe e a Rede Ibero-Americana de Institutos Nacionais de Saúde Pública, incluindo Portugal e Espanha. 

A relação entre doenças negligenciadas e desigualdades sociais foi destacada. "Por isso, na Fiocruz, cada vez mais falamos de populações negligenciadas do que de doenças negligenciadas”, disse Nísia. Isso enquanto Reeder recitava um de seus "mantras”: “não há pesquisa sem haver desenvolvimento, e não há desenvolvimento sem haver pesquisa”.  

A assessora especial do Ministério da Saúde para Assuntos Internacionais, Cristina Alexandre, relacionou o combate às doenças negligenciadas à Agenda 2030 com a necessidade de promover a saúde e o bem-estar, “sem deixar ninguém para trás”. 

Ciência sob holofotes 

Para Reeder, a assinatura do memorando dará “um novo impulso” à relação e fará diferença durante os próximos anos. Ele defendeu ainda a necessidade da pesquisa de implementação (o estudo sistemático de métodos que apoiam a aplicação de resultados de pesquisas e outros conhecimentos) e destacou os obstáculos no caminho para alcançar uma cobertura universal de saúde e implementar ações “que sabemos que podem funcionar, mas não funcionam”. 

O diretor do TDR ressaltou a necessidade de fortalecer a capacidade de pesquisa, de treinamento e também de engajamento global. “O aprendizado sólido e a construção de capacidades nos países é a melhor garantia de que serão capazes de responder [às emergências] que surgirem amanhã”, disse. E lembrou que, com a pandemia de Covid-19, a ciência se encontra sob os holofotes. “Quando no passado o cientista chefe do governo britânico apareceu na primeira página dos jornais? As pessoas estão prestando atenção nos dados e na ciência. Não podemos deixar isso se perder”, pontuou. 

Décadas de esforços com o TRD

Criado em 1975, o Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TRD) apoia esforços para combater as doenças relacionadas à pobreza. A Fiocruz tem uma longa história de trabalho conjunto com o TDR por meio de seus cinco Centros Colaboradores da OMS: Saúde Global e Cooperação Sul-Sul, Saúde Pública e Ambiental, Cegueira Infantil, Leptospirose, Política de Medicamentos e Formação de Técnicos em Saúde, além de outras atividades. 

No encontro, a estreita parceria com o TDR foi lembrada, com menções a integrantes que passaram pelo programa, como Carlos Morel — coordenador-geral do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz) e que foi diretor do programa de 1998 a 2003 — e Rodrigo Correa, vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fundação e ex-membro do Conselho Coordenador Conjunto, de 2001 a 2006.  

 

Imagem: Rede Favela Sustentável

Publicado em 21/06/2021

Biotecnologia em saúde e medicina investigativa: inscrições abertas para mestrado e doutorado

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Abertas as inscrições para os cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PgBSMI), oferecido pelo Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia). Ao todo, estão disponíveis 22 vagas, sendo 12 para o mestrado e 10 para o doutorado. As inscrições vão até 9 de julho de 2021.

Inscreva-se já: mestrado e doutorado!

Os cursos do PgBSMI possuem conceito 6 pela Capes e destinam-se à formação de profissionais com elevada qualificação para o exercício de atividades acadêmicas, científicas e tecnológicas nas suas áreas de concentração. Com a formação, a ideia é capacitar e atualizar os profissionais, com base na resolução de problemas e na análise crítica da produção científica mundial em suas áreas específicas.

O mestrado visa ao aprofundamento do conhecimento técnico, científico e ético do aluno. Já o doutorado, busca o desenvolvimento de competência para conduzir pesquisas originais e independentes em áreas específicas.

Os candidatos aos cursos de mestrado e doutorado devem ser alunos graduados em curso da área de ciências biológicas, da saúde ou profissionais graduados desempenhando atividades acadêmico-profissionais a ela afins.

As áreas de concentração e linhas gerias de pesquisa são: Biotecnologia aplicada à saúde (Imunidade e imunopatologia; Desenvolvimento de vacinas, medicamentos e métodos diagnósticos; Desenvolvimento de ferramentas de biotecnologia aplicadas; Bioengenharia tecidual); Epidemiologia molecular e medicina investigativa (Aplicação de métodos de biologia molecular no estudo da epidemiologia; Ensaios clínicos para avaliação de medicamentos, vacinas e intervenções; Estudos epidemiológicos); Biologia celular (Interação Patógeno x Hospedeiro; Identificação de alvos moleculares para terapêutica; Mecanismo de ação de fármacos); Biologia computacional aplica à saúde (Desenvolvimento de ferramentas de bioinformática aplicadas; e Utilização de abordagens computacionais para análises genômicas, transcriptômicas, proteômicas e metabolômicas).

Confira todos os detalhes da chamada de doutorado e do mestrado.  

 

Imagem: Fiocruz Bahia

Publicado em 18/06/2021

Publicação digital e gratuita reúne ideias e reflexões de um grande expoente da saúde coletiva brasileira

Autor(a): 
Fernando Pinto (Fiocruz Brasília)

A criação do SUS e sua concretização; o direito sanitário; as profissões de saúde e a organização do trabalho em saúde; medicamentos e assistência farmacêutica. Estes são alguns dos temas destacados no livro “Escritos de Saúde Coletiva: coleção de estudos do doutor Luiz Carlos P. Romero”, obra online e gratuita, organizada e lançada pela Fiocruz Brasília. 

A coletânea de estudos tem uma dupla natureza: apresentar às novas gerações um pouco da contribuição de um militante da saúde pública ao longo dos muitos caminhos percorridos no processo de criação do Sistema Único de Saúde (SUS); e motivá-las a se engajarem na defesa dessa conquista do povo brasileiro, contribuindo para a consolidação e o aperfeiçoamento do SUS.

A publicação reúne registros de ideias e reflexões sobre temas que foram trabalhados pelo médico sanitarista e pesquisador Luiz Carlos Pelizari Romero, em especial entre 1989 e 2012, quando era consultor legislativo no Senado Federal. À época, uma de suas atribuições era preparar estudos, notas técnicas e pareceres sobre temas de medicina e saúde para subsidiar a atuação dos senadores e das comissões.

O livro é uma viagem pelos episódios mais importantes da história do SUS, relatados por alguém que viveu cada movimento e cada decisão. A publicação reúne conteúdos valiosos para todo aquele que deseja conhecer melhor o SUS, por meio de estudos, pareceres e textos livres, escritos em diferentes momentos da vida profissional do autor.  

A obra contou com a organização da coordenadora do Programa de Direito Sanitário (Prodisa) da Fiocruz Brasília, Sandra Mara Campos Alves, e do ex-ministro da Saúde e pesquisador da Fiocruz Brasília, José Agenor Alvares da Silva. O livro traz ainda um capítulo especial de abertura, com depoimentos de amigos próximos do autor, que escreveram sobre o tempo de convívio e trabalho com o sanitarista Luiz Carlos P. Romero.  

Romero é médico, especialista em saúde pública e em direito sanitário, mestre em saúde coletiva e pesquisador colaborador do Prodisa. Romero foi o primeiro editor científico dos Cadernos Ibero-Americanos de Direito Sanitário da Fiocruz Brasília. Servidor aposentado do Senado Federal, foi chefe da unidade de treinamento do Programa Nacional do Ministério da Saúde, onde atuou também como assessor de gabinete do ministro da Saúde. Sua atuação profissional se destacou pelo trabalho desenvolvido nas áreas de saúde pública, recursos humanos para a saúde, controle de doenças (tuberculose, infecções hospitalares, tabagismo e HIV/Aids) e direito sanitário. É também autor das obras: “Estudos de Direito Sanitário” (Senado Federal/2011) e “Saúde & Política: a doença como protagonista de história” (Brasília/2019). 

Acesse ou faça o download gratuito da publicação: “Escritos de Saúde Coletiva: coleção de estudos do doutor Luiz Carlos P. Romero

Publicado em 07/06/2021

Saúde da Criança e da Mulher: lançados editais para mestrado e doutorado na área

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)

Lançados os editais dos processos seletivos para os Programas de Pós-graduação em Pesquisa Aplicada à Saúde da Criança e da Mulher e Saúde da Criança e da Mulher para os cursos de mestrado e doutorado 2021, ambos oferecidos pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). As inscrições terão início em 14 de junho e vão até o dia 20 do mesmo mês. Acesse os editais e conheça as normas e detalhes de participação na seleção. 

Programa de Pós-graduação em Pesquisa Aplicada à Saúde da Criança e da Mulher

Ao todo, estão sendo oferecidas 39 vagas, sendo 18 para o mestrado e 21 para o doutorado

O público-alvo do programa são profissionais de nível superior interessados em realizar pesquisas na área de Medicina, nas seguintes linhas: saúde perinatal; genética médica aplicada à saúde da criança e adolescente; aspectos ambientais, epidemiológicos, clínicos na promoção da saúde e prevenção da morbimortalidade da criança e do adolescente; fisiopatologia de doenças de crianças em maior risco; e pesquisa clínica aplicada à saúde da mulher. O Programa de Pós-graduação em Pesquisa Aplicada à Saúde da Criança e da Mulher é avaliado com nota quatro pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 

Dúvidas podem ser sanadas por meio do e-mail: processoseletivopgpascm@iff.fiocruz.br

Pós-graduação em Saúde da Criança e da Mulher

Ao todo, estão sendo oferecidas 33 vagas, sendo 18 para o mestrado e 15 para o doutorado

O público-alvo do programa são profissionais de nível superior interessados em realizar pesquisas na área de Saúde Coletiva, nas seguintes linhas: Situações de saúde marcadas pela cronicidade e deficiências; Saúde materna e perinatal; Gênero, sexualidade, reprodução e saúde; e Violência e Saúde. O Programa de Pós-graduação em Pesquisa Aplicada à Saúde da Criança e da Mulher é avaliado com nota cinco pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 

Dúvidas podem ser sanadas por meio do e-mail: processoseletivopgscm@iff.fiocruz.br.

Saiba mais em www.iff.fiocruz.br > Cursos e Processos Seletivos

Extraordinariamente, por conta da pandemia de Covid-19, todas as etapas previstas em ambas as chamada serão realizadas remotamente, por meio de e-mail e de acesso à plataforma Zoom, não havendo cobrança de taxa de inscrição para este processo seletivo.

A previsão é que as aulas do mestrado e doutorado tenham início em agosto de 2021, de forma remota, enquanto durarem as precauções relativas à convivência devido à pandemia de coronavírus. Posteriormente, serão disponibilizadas informações sobre atividades presenciais do curso, respeitando todas as normas sanitárias vigentes.

 

Imagem: Freepik

Publicado em 12/05/2021

Vigilância em saúde nas fronteiras será debatida no Canal Saúde

Autor(a): 
Isabela Schincariol (Campus Virtual Fiocruz)*

A próxima edição do Programa Sala de Convidados, do Canal Saúde, vai debater a saúde nas fronteiras, suas políticas e como elas afetam o SUS. Para tanto, vai receber, entre outros convidados, a coordenadora do novo Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil), Eduarda Cesse, que é também coordenadora adjunta de Educação da Fiocruz. É importante ressaltar que o VigiFronteiras-Brasil, segue com inscrições abertas até 16 de junho. O Sala de Convidados será exibido na quinta-feira, 13 de maio, às 11h, ao vivo, no site do Canal Saúde, na televisão e no aplicativo. Interessados podem mandar perguntas e comentários sobre o tema na hora ou antecipadamente. Acompanhe!

O Sala de Convidados desta semana vai discutir também as ações de Vigilância em Saúde nas fronteiras com a pandemia de Covid-19 e apresentar a primeira seleção pública para o VigiFronteiras – Brasil. Além de Eduarda Cesse, participam do debate, ao vivo e a distância, a coordenadora de Vigilância, Preparação e Resposta a Emergências e Desastres da Organização Pan-Americana da Saúde, da Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS) no Brasil, Maria Almiron; e o diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde (DEIDT/SVS), Lauricio Cruz.

Perguntas e comentários podem ser enviados pelas redes sociais (site: www.canalsaude.fiocruz.br / Facebook / Instagram / Youtube / Twitter / e-mail: canal@fiocruz.br) e pelo whatsapp do Canal Saúde: (21) 99701-8122. As participações já podem ser enviadas, até o horários do programa, das 11h às 12h, nesta quinta-feira (13/5). 

O VigiFronteiras-Brasil

O VigiFronteiras - Brasil é gratuito e pretende capacitar profissionais de saúde atuantes na gestão, na assistência, na vigilância ou na avaliação da qualidade dos serviços. Estão sendo oferecidas 75 vagas para os cursos de mestrado e de doutorado, que serão ministrados por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul.

Acesse os editais de seleção e inscreva-se!

Dica importante sobre como assistir o programa:

Para quem assiste por meio de antena parabólica, o Canal Saúde está em nova frequência (4085) e com novo symbol rate (4400). É necessário alterar essas configurações no receptor da parabólica para manter a sintonia no canal. 

Veja a seguir todas as formas de acesso ao Canal Saúde e como é possível o espectador ajudar a fazer o programa no dia:

Televisão: canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília e 1.4, em São Paulo, na multiprogramação da TV Brasil, no Sistema Brasileiro de TV Digital (também é acessível para celulares com TV); em todo o Brasil por antena parabólica digital (frequência 4085). 
Internet: acesse www.canalsaude.fiocruz.br e clique em Assista Agora na página principal (acessível por computadores e dispositivos móveis). 
Aplicativo: baixe o app do Canal Saúde em um dispositivo móvel e assista aos programas em tempo real.

 

* com informações do Canal Saúde

Páginas

Subscrever RSS - Saúde