ciências

Home ciências
Voltar
Publicado em 23/07/2018

Atenção, professor: a 9ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente recebe projetos até 31 de julho

Até o dia 31 de julho, às 17h, professores do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e do Ensino Médio (incluindo Educação de Jovens e Adultos - EJA) podem inscrever projetos dos seus alunos na 9ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma).  Promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Olimpíada também colabora para a difusão dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que fazem parte da Agenda 2030.

Os candidatos podem inscrever projetos nos seguintes formatos:

  • Produção Audiovisual
  • Produção de Texto
  • Projeto de Ciências

Prêmios para recursos educacionais

O prêmio para autores dos 36 melhores trabalhos sobre saúde e meio ambiente é uma viagem: professores e alunos participarão de atividades científicas na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Além da premiação nacional, haverá o Prêmio Ano Oswaldo Cruz para trabalhos que se destacarem utilizando recursos educacionais produzidos por pesquisadores da Fiocruz.  

Para fazer a inscrição na 9ª Obsma, consultar o regulamento e saber mais detalhes sobre esta edição, acesse o site oficial: www.olimpiada.fiocruz.br
 
A Olimpíada também está no Facebook (www.facebook.com/obsma) e no Twitter (www.twitter.com/obsma).
 
Não perca esta oportunidade, mobilize a sua escola e participe!

Fonte: Coordenação Nacional Obsma

Publicado em 04/08/2017

Fiocruz forma novos mestres em Moçambique

Apesar de um oceano de distância, há quase uma década Brasil e Moçambique atuam juntos na formação de uma geração de novos cientistas africanos, dedicados às questões de saúde locais. O Programa de Cooperação Internacional de Pós-graduação em Ciências da Saúde é resultado de uma parceria entre o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A iniciativa, que oferece mestrado e doutorado nos Programas de Pós-graduação Stricto sensu do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), formou mais 14 estudantes em julho. Com isso, soma mais de 40 alunos ao longo dos nove anos de parceria. O coordenador do programa, Renato Porrozzi, destaca a importância da cooperação: "Levar nossos cursos de mestrado e doutorado para Moçambique é um ato de solidariedade a um país carente de formação em pós-graduação, além de ser muito gratificante. Isso se traduz em melhorias na qualidade da pesquisa realizada localmente, com impactos diretos na saúde do povo moçambicano”.

O perfil dos estudantes é variado, incluindo profissionais que atuam na saúde pública em diferentes províncias. Tendo em vista essa pluralidade de origens, os projetos de pesquisa dos alunos compõem um verdadeiro mosaico. “Os estudos desenvolvidos no contexto das dissertações e teses dos estudantes contribuem para preencher lacunas no conhecimento científico, com destaque para investigações acerca de doenças infecciosas como malária, Aids e parasitoses intestinais”, explica Renato. Vírus influenza e sincicial, enterovírus, hepatite B, malária, dengue, HIV, leptospirose e hantavírus foram alguns dos temas escolhidos pelos estudantes da quarta turma de mestrado da parceria Brasil-Moçambique.

As aulas são ministradas por pesquisadores das duas instituições, sendo a maior parte dos encontros realizada na sede do INS, em Maputo, capital de Moçambique. Já nos Laboratórios do IOC, no Rio de Janeiro, os estudantes desenvolvem aspectos práticos dos projetos, como a análise de amostras.

Contribuição para os esforços de eliminação da filariose linfática

Do trabalho de pesquisa nas bancadas dos laboratórios, nascem projetos como o de Henis Mior, um dos mais novos mestres da parceria, que apresentou resultados de um estudo sobre a filariose linfática. Considerada doença negligenciada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a filariose linfática faz vítimas tanto em Moçambique quanto no Brasil. Henis investigou um tema com interface direta com a saúde pública: a eficácia do protocolo de tratamento em massa, que vem sendo preconizado nos esforços de eliminação da doença. Segundo esse protocolo, um conjunto de pessoas recebe a medicação mesmo sem diagnóstico individual tendo em conta o alto índice de transmissão na localidade.

O estudo foi baseado em um levantamento realizado na cidade de Murrupula, província de Nampula, em Moçambique, com a participação de mais de 670 pessoas. Os testes consideraram aspectos que indicam a persistência da infecção no paciente seis meses após a administração da primeira dose do tratamento. Os resultados sugerem que a dose única da medicação não proporciona redução significativa da presença de parasitos nas fezes dos pacientes tratados e nem do antígeno no organismo. O pesquisador do IOC Adeilton Brandão orientou a apresentação dos resultados do projeto, junto com Ricardo Thompson, pesquisador do INS e coordenador do projeto em Moçambique. Segundo Adeilton, os dados da pesquisa poderão ser utilizados para avaliar o alcance de metas da campanha, que é de grande importância para a saúde pública em Moçambique. "Há, ainda, a oportunidade de mensurar o impacto de grandes programas de tratamento em áreas carentes de recursos, que apresentam grandes dificuldades logísticas”, afirma.

Henis, por sua vez, celebra a inciativa e a conquista do título. “O mestrado é bem-vindo para os profissionais de saúde e pesquisadores em geral, por trazer melhorias no desempenho da pesquisa e docência na área de saúde. Pretendo continuar os estudos a partir do monitoramento da infecção pela filariose linfática, até a declaração da eliminação da doença no país”, conta.

Veterano elege a genética em estudos sobre tuberculose e hepatites

A trajetória do estudante Nédio Jonas Mabunda é um exemplo do estímulo à produção científica e acadêmica em Moçambique por meio da cooperação internacional. Pesquisador do Instituto Nacional de Saúde, Nédio é um veterano da iniciativa: concluiu o mestrado em 2013 e, agora, está no doutorado.

No projeto de mestrado, investigou a associação entre as características genéticas do hospedeiro e o desenvolvimento das manifestações da tuberculose. O estudo observou, em especial, o comportamento de algumas citocinas, moléculas responsáveis pela sinalização entre as células durante reações imunes. Os resultados apontaram que algumas características da citocina ‘fator de necrose tumoral’ estão relacionadas a um maior risco na evolução da doença.

No doutorado, o tema do projeto também é genética: as mutações que influenciam no desenvolvimento da infecção por hepatite B, doença endêmica em Moçambique, e uma das principais causas do câncer de fígado no país. “Iniciei minha atividade profissional no Laboratório de Virologia Molecular do INS e sempre tive paixão por genética. Olhei para o mestrado como uma oportunidade de aprendizado específico na área de pesquisa, aliado à minha área de trabalho e paixão. Hoje, o doutorado é um instrumento importante para a fortificação da minha carreira científica”, destaca Nédio.


Fonte: Lucas Rocha e Raquel Aguiar (IOC/Fiocruz) | Foto: INS-Moçambique

 

Publicado em 13/06/2018

História das Psicoterapias é tema de Conferências Internacionais

Casa de Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), e o Health Humanities Centre, da University College London (HHC/UCL) promovem no dia 12 de julho de 2018 um ciclo de conferências internacionais sobre as Histórias Transculturais das Psicoterapias. As inscrições, gratuitas, já estão abertas. O evento é voltado a estudantes de graduação e pós-graduação, professores e pesquisadores da Fiocruz e outras instituições nas áreas de ciências humanas, ciências sociais, história das psicoterapias e áreas afins. Os interessados devem enviar seus dados pelo e-mail: encontrohistpsicoterapias@gmail.com

As duas primeiras edições das conferências foram organizadas pelo professor e pesquisador Sonu Shamdasani nos anos de 2016 e 2017 no Institute of Advanced Studies, um centro de excelência da UCL, em Londres. A terceira edição acontecerá no Centro de Documentação em História da Saúde (CDHS), nova sede do arquivo, do ensino e do Departamento de Pesquisa em História das Ciências e da Saúde da COC/ Fiocruz.

A organização do evento é da professora do Programa de Pós-graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (PPGHCS/COC), Cristiana Facchinetti, representante brasileira do grupo. Nesta edição, o número de participantes foi ampliado, tendo incorporado alguns membros da Rede Ibero-americana de Pesquisadores em História da Psicologia, coordenada por Cristiana até 2017. Atualmente o grupo é composto por 13 membros de diferentes países e de instituições internacionais de excelência.

O professor Sonu fará a primeira conferência. Ele também se notabilizou por ser responsável pela publicação do famoso “The Red Book” ou “O Livro Vermelho” de Jung. Falará sobre a rede de pesquisa que ele fundou em 2016. Segundo o professor, é incontestável o impacto das psicoterapias modernas nas sociedades a partir do século 20. Embora tenham tido início no Ocidente, as psicoterapias foram apropriadas pela medicina, psicologia, religião, arte e filosofia de diferentes partes do mundo, circulando por todo o planeta.

Apesar da importância que adquiriram ao longo do último século, a historiografia sobre o tema ficou muito aquém do impacto social e do papel que elas desempenham na contemporaneidade. “Para superar esse obstáculo é que o grupo se reuniu em torno dessa rede, a fim de apresentar e debater, conjuntamente, histórias de psicoterapias de contextos locais distintos, com vistas a expandir a historiografia sobre o tema e dar a ela maior densidade e diversidade, com a inclusão de narrativas que trazem além da apropriação dos conhecimentos propriamente científicos, variáveis culturais, sociológicas, temporais e geográficas”, afirmou Cristiana Facchinetti.

O segundo conferencista é o argentino Alejandro Dagfal, da Universidad de Buenos Aires. Dagfal ganhou prêmio com sua tese sobre a circulação da psicanálise lacaniana entre a América Latina e a França. Na presente conferência, abordará as Psicoterapias na Argentina, de Janet a Lacan.

Da Itália, virá o professor Marco Innamorati, da Università di Roma Tor Vergata. Innamorati investiga a atitude do ambiente católico em relação às psicoterapias, demonstrando um período inicial marcado por completa oposição até o pós-Segunda Guerra Mundial, quando houve tentativas de integrar as psicoterapias à cultura católica, com diferenças geográficas e contextuais na aceitação e na rejeição da psicanálise e da psicologia analítica.

O Chile será representado por Luís Mariano Ruperthuz, da Universidad Diego Portales. Mariano produziu uma tese, transformada em livro, sobre a história da circulação da psicanálise no Chile e é autor também de diferentes obras sobre a história da psicanálise na América Latina. Sua apresentação estará voltada para a divulgação científica da psicanálise no Chile, bem como pela apropriação local dessas leituras freudianas.

Com o título “Quase-Morte - Como a psiquiatria transformou um fenômeno popular em Insight terapêutico”, a professora Jelena Martinovic, do Institut Universitaire d'Histoire de la Médecine et de la Santé Publique, de Lausanne, Suíça, é outra convidada aguardada ao evento. Jelena desenvolve trabalhos sobre o uso de terapia psicodélica nas ciências experimentais, nas psicoterapias e nas “artes de morrer” contemporâneas. Escreveu um livro sobre como as sensações de bem-estar, experiências fora do corpo, viajar através de um túnel escuro ou outras representações relacionadas a experiências de quase morte foram integradas à medicina e psicologia ocidentais a partir da década de 1950.

Já Suzanne Hollman, da americana Divine Mercy University, abordará o tema da entrada da psicanálise nos Estados Unidos, em especial, a apropriação feita por William Alanson White (1870-1937), psiquiatra que desempenhou papel considerável como formador de opinião, tradutor, escritor e clínico junto aos jovens psiquiatras das gerações subsequentes interessados no freudismo e na extensão social da psiquiatria para o campo das esquizofrenias.

A Conferência receberá ainda o professor Ulrich Koch, psicólogo, historiador e filósofo das ciências médica da George Washington University, nos Estados Unidos. Seu trabalho é central para o debate, já que é um pesquisador dedicado a investigar a história e a epistemologia das profissões da saúde mental e seus envolvimentos interdisciplinares, buscando demonstrar como tais trocas interdisciplinares moldaram discussões contemporâneas sobre vulnerabilidade psíquica e a relação entre paciente e psicoterapeuta.

Fechando o ciclo de conferências, falará a organizadora  do evento internacional “Rumo a Histórias Transculturais das Psicoterapias”, a psicanalista e historiadora Cristiana Facchinetti, que é membro-fundadora da Rede, além de ser parceira de Sonu Shamdasani desde 2013. Cristiana irá apresentar resultados de uma pesquisa de três anos coordenada por ela sobre a história do Hospício Nacional de Alienados, em que se discute a circulação de ideias psiquiátricas e práticas naquela que foi a primeira instituição psiquiátrica especializada da América Latina (PROEP / CNPq). O material selecionado diz respeito à relação entre arte e psicoterapia para internos no asilo.

Para participar, todos os interessados deverão seus dados até dia 30 de junho para pelo e-mail: encontrohistpsicoterapias@gmail.com.  Acesse a nossa agenda e confira a programação do evento.

 

Fonte: Casa Oswaldo Cruz (COC)

Publicado em 03/05/2018

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2018

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2018, concedido pela Presidência da Fiocruz. Com o objetivo de distinguir teses de elevado valor para o avanço do campo da saúde em diferentes áreas de atuação da Fiocruz, a premiação contemplará uma tese para cada uma das seguintes áreas: saúde coletiva, ciências biológicas aplicadas à saúde, biomedicina, medicina, ciências humanas e sociais.

Podem se inscrever, até o dia 18 de junho, autores de teses defendidas entre os meses de maio de 2017 e abril de 2018 nos cursos da Fiocruz, e cursos em que a Fiocruz participa de forma compartilhada, desde que sejam registrados na Coordenação Geral de Educação (CGEd). Não há restrição ao número de concluintes de cada curso para inscrição.

Para mais informações, acesse o edital.  

 
 

Páginas

Subscrever RSS - ciências