A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) realiza mais uma edição do Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcelos, com o tema 'Conflitos de Interesse e Determinantes Comerciais da Saúde'. O CeEnsp será realizado no dia 10 de setembro, às 14h, com transmissão ao vivo pelo YouTube e contará com intérprete de Libras.
O encontro será coordenado por Ana Natividade, pesquisadora do Cetab/Cesteh/Ensp, e terá como palestrantes: Camila Maranha, docente da Faculdade de Nutrição Emília de Jesus Ferreiro da Universidade Federal Fluminense (FNEJF/UFF) e coordenadora do Observatório Brasileiro de Conflitos de Interesse em Alimentação e Nutrição (ObservaCoI); Beatriz Gouveia, doutoranda do Programa de Pós-graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde do INU/Uerj e pesquisadora-gestora do ObservaCoI.
O debate propõe uma reflexão sobre como as atividades comerciais influenciam os ambientes sociais e físicos, nesse contexto, estratégias de marketing e interesses comerciais afetam diretamente as escolhas dos indivíduos. Esses determinantes não apenas impactam a saúde e o meio ambiente, mas também aprofundam desigualdades, sobretudo em países e populações que não se beneficiam economicamente dos produtos ou serviços que geram danos.
Participe!
Serviço
CeEnsp – 'Conflitos de Interesse e Determinantes Comerciais da Saúde'
Data: 10/09/2025
Horário: 14h
Formato: Online, com intérprete de Libras.
Transmissão: www.youtube.com/user/Enspcci
Nesta quarta-feira, 10 de setembro, às 10h, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) realiza o Centro de Estudos com o tema "De olho no Rótulo: prevenindo riscos no consumo de produtos de âmbito sanitário". A palestra será realizada através de transmissão ao vivo no canal de Farmanguinhos no Youtube.
Ministrará a palestra a pesquisadora em saúde coletiva da Fiocruz Pernambuco, Michele Feitoza Silva.
Haverá emissão de certificados para os participantes inscritos através do formulário de participação, que estará disponível durante a transmissão ao vivo do evento.
Não perca!
O Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desta sexta-feira, 5 de setembro, discute pontos de verificação imunológica e IA na medicina de precisão, em sessão integrada ao curso internacional Lymphoriomove 2025.
Na ocasião, serão ministradas as palestras ‘Sinalização de pontos de verificação imunológica: mecanismo e regulação’, pelo pesquisador Renaud Lesourne, do Instituto de Doenças Infecciosas e Inflamatórias de Toulouse (França), e ‘IA e medicina de precisão’, pelo pesquisador Helder Nakaya, do Hospital Israelita Albert Einstein.
A mediação será de Adriana Bonomo e Vinicius Cotta-de-Almeida, do Laboratório de Pesquisas sobre o Timo do IOC, e Zilton Vasconcelos, coordenador do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).
A atividade acontecerá às 10h, no Auditório Maria Deane, Pavilhão Leônidas Deane (campus da Fiocruz, em Manguinhos – RJ), com transmissão ao vivo pelo Canal do IOC no YouTube:
Edição:
Vinicius Ferreira
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
No dia 5 de setembro de 2025, das 10h às 12h, será realizada a palestra online “Uso de tecnologias digitais no patrimônio cultural edificado”, parte do ciclo de palestras “Preservação do Patrimônio: Conceitos e Práticas”, transmitida pelo Canal YouTube da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). A iniciativa conta com intérprete de Libras para garantir acessibilidade, e haverá emissão de certificados para os participantes que se inscreverem previamente até 4 de setembro pelo Campus Virtual Fiocruz.
Com o objetivo de discutir o papel inovador e essencial das tecnologias digitais, especialmente as ferramentas 3D, na preservação do patrimônio cultural edificado, os palestrantes convidados Marina Russell, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/PE), Renata Campiotto, da Universidade Presbiteriana Mackenzie (FAU/Mackenzie), e Bruno Sá, da COC/Fiocruz, abordarão temas sobre documentação, interpretação, reconstrução e conservação do patrimônio arquitetônico, com mediação de Barbara Cortizo de Aguiar, da COC/Fiocruz.
Organizado pelo Serviço de Educação Patrimonial do Departamento de Patrimônio Histórico, o ciclo de palestras tem como objetivo divulgar as diversas possibilidades de atuação no campo da preservação do patrimônio histórico. A iniciativa reúne profissionais especializados para discutir temas como interdisciplinaridade no patrimônio, ciência da conservação e educação patrimonial. O ciclo seguirá com novos temas em 12 de setembro.
Saiba mais sobre os participantes:
Marina Russell, palestrante
Arquiteta e Urbanista; mestra em Preservação do Patrimônio Cultural pelo Centro Lúcio Costa/Iphan; servidora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan/PE, atualmente na função de Coordenadora Técnica. Atua na área de preservação de bens culturais e tem foco na pesquisa sobre patrimônio virtual, com ênfase na reconstrução virtual em 3D de bens culturais perdidos ou arruinados. É associada do Comitê Brasileiro do Icomos, filiada à Associação de Colaboradores do Docomomo Brasil e membro regular do Cipa Heritage Documentation (International Committee of Architectural Photogrammetry) e do Comitê de Documentação do Icomos BR.
Renata Campiotto, palestrante
Arquiteta e urbanista, doutora pela FauUSP e pela Universidade de Ferrara (Itália), atualmente é professora assistente no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Desenvolve pesquisas sobre o uso de tecnologias digitais para a documentação e preservação do patrimônio cultural. É pesquisadora colaboradora da UFMG no projeto sobre práticas construtivas tradicionais do povo Wajãpi, com financiamento da Universidade Oxford-Brookes. Sócia-fundadora e diretora do escritório arco.doc, é também vice-presidente eleita do Capítulo Latino-Americano e Caribenho da Association for Preservation Technology International e é membro da equipe de liderança do grupo de Profissionais Emergentes do Comitê de Documentação (Cipa-EP) do Icomos Internacional.
Bruno Sá, palestrante
Mestre em Arquitetura e Urbanismo no PPGAU-EAU-UFF, possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela UFF. Tecnologista da Fundação Oswaldo Cruz, atua no Departamento de Patrimônio Histórico da Casa de Oswaldo Cruz. Tem experiência na área de Preservação do Patrimônio Cultural, com ênfase no desenvolvimento de projetos e fiscalização de obras e intervenções em áreas e edifícios históricos.
Barbara Cortizo de Aguiar, mediadora
Arquiteta e urbanista da Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz. Barbara tem mestrado em conservação urbana integrada pela Universidade Federal de Pernambuco e doutorado em história da arquitetura pela University of Texas at Austin (Estados Unidos). Possui ampla experiência na área de patrimônio, tendo desenvolvido trabalhos nas mais variadas frentes, desde levantamento arquitetônico, inventário e pesquisa histórica à elaboração de planos de conservação e de gestão de bens culturais.
Assista ao vivo:
Para além da #COP30, como nos organizamos?
Pensando na necessidade de falar sobre emergência climática e a produção destrutiva do agronegócio, o 2º Ciclo Internacional de Debates da Escola Politécnica vai reunir vozes de diferentes territórios para discutir experiências e formas de resistência. O evento acontece nesta terça-feira, 2 de setembro, a partir das 14h30, no auditório da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), no campus Manguinhos, da Fiocruz. O evento é gratuito e aberto ao público, com transmissão ao vivo no canal do YouTube da Poli e tradução para português, inglês e espanhol.
O encontro marca também o lançamento do livro “Ecocídio: por uma (agri)cultura da vida”, de Luiz Marques, publicado pela Editora Expressão Popular.
QUEM VAI PARTICIPAR?
Marlly Jorge João (liderança Kaiowá – Mato Grosso do Sul)
Luiz Marques (professor livre docente aposentado do IFCH/Unicamp)
Patrícia Lizarraga (Fundación Rosa Luxemburgo – Argentina)
Adolfo Maldonado (Universidad Simón Bolívar – Equador)
Jaime Breilh (Universidad Simón Bolívar – Equador, participação especial por vídeo)
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Mediação: Paulo Cesar Ribeiro (EPSJV/Fiocruz)
Venha participar com a gente!
O Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde (Nethis) da Fiocruz Brasília realiza, a partir de 28 de agosto, o 32º Ciclo de Debates sobre Desenvolvimento e Desigualdades em Saúde e Inteligência Artificial.
A transformação digital já impacta o cuidado e a gestão em saúde, levantando dilemas éticos e regulatórios. Debater o tema é fundamental para que a inteligência artificial seja usada de forma segura e equitativa no Sistema Único de Saúde (SUS).
O primeiro seminário, “Desafios e Perspectivas Regulatórias da IA”, será realizado exclusivamente online, das 14h às 16h, com transmissão ao vivo pelo canal do Fiocruz Brasília no YouTube.
É necessário realizar inscrição prévia para receber o certificado de participação, emitido pela Escola de Governo Fiocruz-Brasília. Faça sua inscrição no Campus Virtual Fiocruz.
Para aprofundar essas discussões, o Nethis mantém o Observatório Odisseia – Observatório de Desenvolvimento e Desigualdades em Saúde e Inteligência Artificial, dedicado a realizar estudos e atividades que subsidiem estratégias para ampliar o acesso e promover a equidade no contexto da transformação digital do SUS. É um projeto interinstitucional compartilhado com o Centro de Pesquisas em Direito Sanitário (Cepedisa) da Universidade de São Paulo (USP), que conta com o apoio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) do Ministério da Saúde.
Próximos seminários do 32º Ciclo de Debates
Mais informações: (61) 3329-4661 | nethis@fiocruz.
Confira a composição da mesa de debate na imagem abaixo.
Acompanhe ao vivo:
Nesta quinta-feira, 7 de agosto, o Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), realiza mais uma edição do Encontro com Especialistas para falar sobre "Hemorragia pós-parto e mortalidade materna no Brasil". O Encontro acontece às 15h, com transmissão ao vivo pelo Portal de Boas Práticas e pelo canal no Youtube do Portal.
As convidadas desta edição são a médica obstetra, coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde, Renata Reis; a enfermeira obstetra e consultora do IFF, Fernanda Abbud; o médico obstetra, pesquisador do IFF e membro do Comitê de Mortalidade Materna da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Marcos Nakamura; e a médica e pesquisadora e coordenadora de Ações Nacionais e Cooperação do IFF, Maria Gomes.
Criado para oferecer conteúdo de alta qualidade, voltado para a prática clínica e baseado nas melhores evidências científicas, o Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente é integrado por instituições de ensino e pesquisa de todo o Brasil. Toda semana um conteúdo inédito é publicado em cada área do Portal e transmissões ao vivo são realizadas com Especialistas dos melhores congressos. É conteúdo gratuito e aberto para profissionais que cuidam da saúde de milhões de mulheres e crianças em nosso país.
A Fiocruz vai realizar o 1º Seminário de Privacidade e Proteção de Dados, evento que marca os sete anos da publicação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). O encontro ocorrerá no dia 14 de agosto, das 8h às 16h, no auditório de Bio-Manguinhos, no Campus Manguinhos da Fiocruz, no Rio. Interessados podem se inscrever para a participação online, por meio de formulário na plataforma Microsoft Forms. O seminário será transmitido pelo canal da Fiocruz no YouTube.
“Este evento é uma oportunidade para discutir temas relevantes sobre privacidade e proteção de dados na área da saúde. O seminário visa promover a conscientização sobre questões legislativas e éticas, volume de dados pessoais, segurança de dados, entre outros temas”, ressaltou a encarregada de Dados da Fiocruz, Laiza Daniele Nunes de Assumpção.
A iniciativa contará com a presença de autoridades e especialistas na área, como a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estella Haddad, e a diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Winner. O evento é voltado para trabalhadores, estudantes e bolsistas da Fiocruz e de outras instituições públicas.
O seminário é promovido pela equipe da LGPD Fiocruz, com o apoio da Coordenação de Comunicação Social (CCS), da Escola Corporativa Fiocruz, do Setor de Eventos da Presidência, do Escritório de Projetos da Coordenação-Geral de Planejamento Estratégico (Cogeplan), da Coordenação-Geral de Administração (Cogead), da Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação (Cogetic), do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) e da Fundação de Apoio à Fiocruz (Fiotec).
Programação
8h - Credenciamento
9h às 11h - Mesa de abertura
Participantes:
- Mário Moreira, presidente da Fiocruz;
- Ana Estella Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde;
- Miriam Winner, diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD);
- Juliano Lima, diretor-executivo da Fiocruz;
- e Laiza Assumpção, encarregada de Dados da Fiocruz.
7 Anos da LGPD: avanços e desafios na proteção de dados na saúde
- Ana Estella Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital/MS; e Miriam Winner, diretora da ANDP
11h à 12h30 - Desafios da proteção de dados pessoais na área da saúde
Moderação: Rodrigo Murtinho, pesquisador e encarregado adjunto de Dados da Fiocruz
Participantes:
- Bruno Bioni, advogado;
- Mariana Martins de Carvalho, coordenadora executiva da Pesquisa e Proteção de Dados Pessoais nos Serviços de Saúde Digital;
- Fernando Aith, professor do Departamento de Política, Gestão e Saúde e diretor-geral do Centro de Pesquisas em Direito Sanitário da Universidade de São Paulo (USP).
Intervalo - 12h30 às 13h30h
13h30 às 14h45 - Desafios da área de assistência e proteção e dados pessoais
Moderação: Adriana Marques, encarregada de Dados do Ministério da Saúde.
Participantes:
- Anderson Souza da Gama, ouvidor do Complexo Hospitalar - UFRJ;
- Luiz Vianna Sobrinho, professor colaborador do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Dihs/Ensp) e pós-doutorando no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA);
- Estevão Portela Nunes, diretor do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).
14h45 às 16h - Desafios da proteção de dados pessoais na área de ética em pesquisa
Moderação: Bethania Almeida, do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia)
Participantes:
- Roseli Nomura, coordenadora adjunta da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep);
- Pablo Nunes, pesquisador em Segurança Pública, Tecnologia e Dados Abertos;
- Sérgio Rêgo, médico e pesquisador da Ensp/Fiocruz
A primeira atividade do Fórum Oswaldo Cruz, em celebração aos 125 da Fiocruz, aconteceu na manhã de terça-feira (5/8). O evento marca o início de um movimento coletivo voltado à pesquisa e se propõe a ser um espaço de diálogo e construção participativa para trabalhadores e estudantes das 16 unidades e quatro escritórios da Fundação, distribuídos em 10 estados brasileiros e no Distrito Federal.
Na abertura, ganharam destaque o chamado à defesa da democracia, à promoção da pluralidade e da diversidade, e à valorização da solidariedade na formulação de uma agenda científica. Também foram enfatizados o enfrentamento das desigualdades regionais, as demandas dos estudantes e o reconhecimento das contribuições de todos os trabalhadores — inclusive os que atuam em funções de apoio — como condição essencial para garantir que todas as vozes sejam ouvidas na definição dos rumos da pesquisa na instituição. A proposta está alinhada ao objetivo central do Fórum: construir, de forma colaborativa, um Plano de Desenvolvimento da Pesquisa para a Fiocruz.
A preparação do Fórum — organizado pela Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), em parceria com a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic), o Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE/Fiocruz) e a Fiocruz Brasília — mobilizou diferentes áreas da Fundação. Nas semanas que antecederam o encontro, foram realizadas duas reuniões da Câmara Técnica de Pesquisa da Fiocruz, com a presença de representantes das áreas de pesquisa da instituição. Também houve articulações entre as instâncias organizadoras e encontros com a Coordenação de Comunicação Social (CCS) e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência.
Nova agenda científica e de trabalho
"São muitos brasis dentro do Brasil e muitas Fiocruz dentro da própria Fiocruz", disse o presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento da Secretaria-Geral da Presidência da República (CNPD), Richarlls Martins da Silva — que é egresso da Fundação —, lembrando que a defesa e a marca da democracia vão além de um padrão civilizatório, sendo um exercício das possibilidades de construção de qualquer estratégia institucional que defenda a pluralidade, a liberdade de pensamento, a promoção da igualdade racial e de gênero, a diversidade e a solidariedade. Ele apresentou pontos fundamentais de reflexão que, em sua opinião, devem guiar a construção dessa nova agenda de pesquisa e mostrou-se esperançoso com a possibilidade do Fórum potencializar as inúmeras vozes institucionais, apresentando-se, de fato, como uma construção democrática. "Eu adoraria que, ao longo desse processo, nossos auxiliares de serviços gerais, seguranças e outros, para além de nós, doutores e doutoras, também pudessem dizer o que pensam sobre um plano de desenvolvimento de ciência, tecnologia e pesquisa na nossa instituição". Para ele, também é fundamental para a agenda cientifica incluir e investir nas regiões Norte e Nordeste.
Seguindo as apresentações, a representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG), Fernanda Campelo Nogueira Ramos destacou que é uma pós-graduanda mãe e fala por um coletivo. Coletivo tal que, segundo ela, deseja e precisa estar envolvido nesse debate sobre o futuro da pesquisa científica da Fiocruz, pois "os pós-graduandos não apenas aqui se formam, mas especialmente porque formam esta casa com suas produções intelectuais, inquietações e força de trabalho". Colocando a APG à disposição para contribuir nesse processo, Fernanda apontou que o Fórum é um convite à escuta ativa, um lugar para repensar as políticas de ciência e tecnologia a partir de perspectivas mais inclusivas e interseccionais. "Hoje, projetamos a pesquisa da Fiocruz para o futuro. Portanto, que o futuro da pesquisa da Fundação seja também o futuro das mulheres cientistas, das pessoas negras e indígenas na ciência, da população LGBTQIAPN+, das mães pesquisadoras, dos territórios periféricos, das comunidades tradicionais e todos os outros que compõem esta nação".
Ao apresentar o sindicato dos trabalhadores da Fiocruz, o presidente da Asfoc-SN, Paulo Garrido, defendeu que o reconhecimento da Fundação como instituição estratégica de Estado depende do fortalecimento plano de carreiras, da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras, da melhoria das condições de trabalho e da promoção da capacitação contínua. Também destacou a importância da luta contra o racismo, o capacitismo e a LGBTfobia no ambiente institucional. “Este fórum nasce em um momento crucial. A ciência precisa caminhar com a saúde e o desenvolvimento industrial para garantir soberania nacional, justiça social e a construção de um novo projeto de desenvolvimento para o país. Estamos prontos para contribuir com essa construção”, assegurou.
Conexões para o futuro da ciência
Disputas geopolíticas, de território, desigualdades sociais, problemas relacionados ao clima e assimetrias regionais são grandes questões contemporâneas que estão postas e precisam ser enfrentadas de maneira transversal. A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic), Marly Cruz, com entusiasmo, apontou que o Fórum está sendo construído com esse espírito, pensando as conexões para o futuro da ciência num processo participativo e colaborativo que busca debater essas questões tão caras e cruciais para o mundo. A ideia, de acordo com ela, é que a Fiocruz seja mais propositiva enquanto instituição estratégica de Estado. "Em uma data tão significativa, anunciamos esse projeto participativo, colaborativo e inclusivo, que lança mão de uma estratégia de integração interna e também de adesão e envolvimento de diferentes segmentos, organizações e o controle social, tendo o diálogo coletivo como base para a construção do plano de desenvolvimento da pesquisa da Fiocruz".
“Estamos resgatando uma proposta histórica, iniciada há mais de uma década, e agora a colocamos em prática com o olhar voltado para os próximos 125 anos da instituição. É uma tarefa que carrego com emoção e responsabilidade”, afirmou Alda Maria da Cruz, vice-presidente da VPPCB. Durante sua fala, Alda registrou reconhecimento aos trabalhos e trajetórias de Maria do Carmo Leal, professora e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, e de Nísia Trindade Lima — primeira mulher a presidir a Fiocruz e a assumir o Ministério da Saúde —, ambas presentes no Fórum. “Nísia é um orgulho para todas nós”, declarou. Ela também ressaltou o legado da Fiocruz na produção científica e reforçou a importância de retomar e aperfeiçoar iniciativas anteriores para projetar o futuro da pesquisa institucional. “A mesa de abertura representa a diversidade esperada para o Plano Nacional de Pesquisa da Fiocruz”, concluiu.
Representantes da Fiocruz presentes no evento.
O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, observou que o Fórum representa um processo coletivo e democrático de construção do plano de pesquisa, envolvendo dimensões políticas, estratégicas e operacionais. “Este é o espaço para refletirmos sobre qual ciência está sendo feita, com quem e para quem”, frisou. Para ele, mais do que uma etapa de planejamento, o Fórum é um movimento democrático e estratégico. A sua expectativa é que seja um caminho de construção conjunta, com reflexões críticas sobre o futuro da pesquisa na Fiocruz, considerando os desafios sanitários, a transição demográfica, as mudanças climáticas e a desigualdade no Brasil. Ao relembrar a luta pela democracia, Mario reforçou o papel da instituição no enfrentamento das desigualdades no acesso à saúde, à ciência e à tecnologia.
Desafios da ciência e da Fiocruz
Na palestra principal, intitulada Desafios da ciência no mundo contemporâneo: o papel da pesquisa na Fiocruz, Manuel Heitor, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal e professor do Instituto Superior Técnico, de Lisboa, discutiu as transformações recentes, com ênfase no novo contexto geopolítico marcado pelo protagonismo científico e tecnológico da China e pelas reconfigurações em curso na Europa. Esses movimentos, para ele, têm impactos diretos e indiretos sobre instituições como a Fiocruz.
A pergunta que norteou sua exposição foi: quais as condições para promover o conhecimento e a ciência como fatores críticos para a competitividade e para enfrentar os desafios sociais emergentes globalmente no crescente “complexo de incerteza” que se observa internacionalmente? A partir dela, Manuel analisou um conjunto de desafios interconectados, como as mudanças climáticas, as guerras, as transformações demográficas, o aumento das desigualdades, as pandemias, a erosão da democracia e dos direitos fundamentais, a intensificação da competição estratégica global e o avanço de tecnologias emergentes que colocam novos dilemas éticos, de segurança e de soberania. A isso se somam as mudanças no mercado de trabalho, a proliferação de fake news (notícias falsas) e a negação da ciência.
Manuel também apontou as vulnerabilidades que exigem atenção imediata, como a crescente fragmentação do multilateralismo, a polarização política e social e os desafios sociais que surgiram pós-pandemia. Em sua avaliação, enfrentar esse cenário requer uma agenda científica voltada à prevenção, à prontidão e à preparação das sociedades diante de crises complexas. Também destacou a necessidade de garantir empregos de qualidade para os mais jovens, com reforço da carreira científica como campo de trabalho, além de defender uma abordagem mais ousada da ciência, com processos simplificados, maior disposição para assumir riscos e novos procedimentos de avaliação e financiamento da ciência e inovação.
Dois exemplos foram apresentados como iniciativas estruturantes para uma agenda transformadora: a mudança de paradigma na pesquisa sobre o câncer, com foco na redução efetiva na mortalidade ao longo da próxima década; e o mapeamento holístico da saúde ambiental e da biodiversidade, visando reduzir desigualdades sociais agravadas e mortes pelos efeitos das mudanças climáticas.
Vídeo comemorativo
Um vídeo em comemoração aos 125 anos da Fiocruz foi exibido durante a abertura do evento, relembrando momentos marcantes da história da instituição. A produção destacou desde a criação da Fundação e o papel de Oswaldo Cruz, passando pelas dificuldades no período da ditadura militar, o processo de redemocratização com a atuação de Sergio Arouca, a contribuição da Fiocruz para o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, até os trabalhos mais recentes. O vídeo foi produzido pela VídeoSaúde Distribuidora e pelo Canal Saúde, em parceria com a Coordenação de Comunicação Social da Presidência da Fiocruz.
Assista na íntegra a transmissão do evento:
A sessão do Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desta sexta-feira, dia 8 de agosto, abordará o tema ‘Metagenômica clínica: conhecimentos básicos e técnicas para sua operacionalização’, com o pesquisador Kazuhiro Horiba, chefe do Laboratório de Genômica Bacteriana do Instituto de Doenças Infecciosas do Japão (NIID, na sigla em inglês).
Na ocasião, Paola Resende, pesquisadora do Laboratório de Vírus Respiratórios e Exantemáticos, Enterovírus do IOC, atuará como mediadora.
Parte da programação do 'Simpósio IOC Jubileu 125 ano – segundo ato', a atividade será realizada a partir das 10h no auditório Emmanuel Dias (Pavilhão Arthur Neiva), localizado no campus da Fiocruz em Manguinhos (RJ). Haverá transmissão pelo Canal do IOC no Youtube.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)