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Publicado em 12/06/2020

Acesse o resultado das propostas aprovadas na chamada Memória Institucional

Autor(a): 
Campus Virtual Fiocruz | Foto: Leonardo Oliveira (Fiocruz Imagens)

É tempo de afirmar a importância da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que completa 120 anos como patrimônio da sociedade brasileira, símbolo da ciência em defesa da vida. Reverenciando sua história, foram aprovadas sete propostas na chamada interna para projetos de Memória Institucional. A lista está disponível para consulta aqui.

O resultado final será divulgado no dia 19 de junho, após o prazo para apresentação de recursos.

Em caso de dúvidas, os proponentes devem entrar em contato pelo e-mail: memoria.institucional@fiocruz.br

Parabéns a todos e vida longa à Fiocruz! Aproveite e conheça o hotsite que narra a trajetória da instituição: https://120anos.fiocruz.br/

Publicação : 12/06/2020

Resultado - Chamada interna - Memória Institucional

A Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz) divulga a lista com 7 propostas aprovadas para financiamento no escopo da chamada interna para projetos sobre memória institucional da Fiocruz. A iniciativa faz parte das comemorações pelos 120 anos da instituição, celebrados no dia 25 de maio de 2020.

Categoria do documento:

Publicado em 14/04/2020

Dia Mundial da Doença de Chagas: biografia de Carlos Chagas é relançada em formato digital

Autor(a): 
Marcella Vieira (Editora Fiocruz), com informações de IOC/Fiocruz e AFN

Em meio à maior emergência sanitária global dos últimos tempos, uma data especial destaca e enaltece um marco da ciência brasileira para todo o mundo: 14 de abril de 2020 será, oficialmente, o primeiro Dia Mundial da Doença de Chagas. Para celebrar a importância da data para a pesquisa científica do Brasil e, especialmente, para a Fiocruz, o livro Carlos Chagas: um cientista do Brasil está sendo relançado pela Editora Fiocruz em formato digital – e em acesso aberto – na plataforma SciELO Livros. Clique aqui para fazer o download

Para complementar a leitura, a plataforma Educare disponibiliza um vídeo sobre a transição epidemiológica da doença de Chagas e o impacto desta transição na saúde da população brasileira. Datado de 2009, o recurso educacional é uma produção do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Clique aqui para acessar o vídeo.

Mais sobre o livro 'Carlos Chagas: um cientista do Brasil'

De autoria de Simone Petraglia Kropf e Aline Lopes de Lacerda, pesquisadoras da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), a edição bilíngue (português/inglês) do livro foi lançada em 2009, como parte das comemorações do centenário do anúncio da descoberta da doença de Chagas. No mesmo ano, a Editora Fiocruz também lançou os títulos Doença de Chagas, Doença do Brasil: ciência, saúde e nação, 1909 – 1962 (coleção História e Saúde) e Clássicos em Doença de Chagas: histórias e perspectivas no centenário da descoberta

Fruto de ampla pesquisa por parte das autoras, o álbum reúne um conjunto iconográfico singular e uma compilação dos mais expressivos documentos relativos à vida e à obra do médico sanitarista. Uma trajetória biográfica repleta de imagens e arquivos do cientista, contemplando capítulos sobre sua infância, sua formação médica e sua atuação como pesquisador, professor, diretor do Instituto Oswaldo Cruz e gestor na área de saúde pública federal. 

Em 2010, o livro foi finalista do Prêmio Jabuti, maior reconhecimento literário do país, na categoria Biografia. Uma nomeação de prestígio a uma obra que esmiuçou o percurso de um pioneiro da ciência nacional e que agora está inteiramente disponível em versão digital. “A iniciativa da Editora Fiocruz de disponibilizar, em acesso aberto, o livro sobre Carlos Chagas representa uma grande alegria. Ela vem ao encontro da minha convicção de que a ciência deve ir muito além da academia e dos laboratórios, deve estar sempre no mundo, compartilhada com os mais diversos grupos da sociedade”, comemora a autora Simone Kropf, professora do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS/COC/Fiocruz).    

A biografia reflete ainda sobre os muitos títulos e premiações do cientista e sua importância para a continuidade das pesquisas sobre doenças associadas à pobreza em países tidos como periféricos. "O maior legado de Carlos Chagas é a visão de que a ciência deve atender às demandas da sociedade (no caso, a saúde pública) e que cabe ao Estado brasileiro garanti-la e promovê-la", destacou Kropf em 2019, na ocasião das comemorações pelos 110 anos da descoberta da doença de Chagas. 

Doença de Chagas no calendário oficial da OMS

A resolução que instituiu o Dia Mundial da Doença de Chagas foi aprovada no ano passado, durante a 72ª Assembleia Mundial da Saúde – que reúne delegações de todos os estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) –, em Genebra, na Suíça. A decisão ocorreu em data emblemática para a Fiocruz: 24 de maio, véspera do aniversário de 119 anos da instituição. 

A presidente Nísia Trindade Lima participou da comitiva que representou o Brasil na cerimônia e comunicou, logo após a aprovação, a notícia para toda a comunidade da Fiocruz. “Sabemos o sentido histórico e contemporâneo que tem essa decisão. Trata-se de quebrar o silêncio em relação a um importante problema de saúde pública. Vai muito além da mais do que merecida homenagem ao grande cientista Carlos Chagas, referência para a ciência voltada à saúde pública em todo o mundo. Essa declaração institui o dia em que foi identifica pela primeira vez, clinicamente, a Doença de Chagas. Por isso, é tão significativa: trata-se de lidar não só com uma doença negligenciada, mas com populações negligenciadas”, enalteceu Nísia.   

14 de abril de 1909 marca o dia em que Carlos Chagas identificou, pela primeira vez, o parasito Trypanosoma cruzi, causador da infecção, em uma paciente: Berenice, de dois anos, moradora da área rural de Lassance, em Minas Gerais. Dias depois, em 22 de abril, Oswaldo Cruz anunciava à Academia Nacional de Medicina que o então jovem pesquisador Chagas (assistente do Instituto que levava o nome do patrono da Fiocruz) havia descoberto o protozoário no sangue da menina.
 
Além de caracterizar o agente causador e o conjunto de sintomas, Carlos Chagas identificou o inseto transmissor: o triatomíneo, popularmente conhecido como barbeiro. A descrição do ciclo da doença de Chagas foi um dos feitos mais emblemáticos da ciência brasileira. E esse marco foi amplamente reconhecido pela resolução da OMS, que inseriu o Dia Mundial da Doença de Chagas em seu exclusivo calendário anual de campanhas mundiais. Agora, a data especial está ao lado de, entre outras, Dia Mundial da Saúde e Dia Mundial da Luta Contra a Malária, ambos também em abril, Dia Mundial sem Tabaco, em maio, e Dia Mundial de Combate à Aids, em 1º de dezembro.
 
Mesmo em meio ao seu maior desafio, a pandemia do novo coronavírus, a Organização Mundial da Saúde reforça a importância da data em seu calendário. Em seu site, o órgão destaca, nas páginas Dia Mundial da Doença de Chagas e Celebrando o Dia Mundial da Doença de Chagas pela primeira vez em 2020, que o objetivo do 14 de abril é aumentar a visibilidade e a conscientização do público sobre a doença, além dos recursos necessários para a prevenção, o controle e a erradicação. A OMS enaltece também os feitos de Carlos Chagas, reconhecendo a importância da ciência brasileira para a descoberta da enfermidade. 

A data não poderia estar descontextualizada da atual crise sanitária causada pela Covid-19. “Viver o Dia Mundial da Doença de Chagas em meio à pandemia assume um sentido muito especial e dramático. É um convite a que lembremos de Carlos Chagas não apenas como um grande nome da ciência, mas como exemplo de um cientista que sempre aliou conhecimento de ponta a compromisso com a saúde da população”, pontua Simone Kropf.   

Doença de Chagas, doença do Brasil

Classificada como uma das principais doenças negligenciadas (tidas como endêmicas em populações em situação de baixa renda), a doença de Chagas continua sendo uma enfermidade crítica em diversas áreas do Brasil e do mundo, sobretudo pelo problema da subnotificação. Apesar dos muitos avanços no diagnóstico e no tratamento, ela continua a apresentar altos números. Dados da OMS indicam que, em todos os países das Américas, de seis a sete milhões de pessoas vivem com Chagas, sendo que a maioria não sabe que está infectada, dificultando políticas públicas para o pleno combate à doença e à proliferação do transmissor.

Ainda de acordo com o órgão, 65 milhões vivem com risco de contrair a infecção. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, estudos recentes mostram que há entre 1,9 milhões e 4,6 milhões de pessoas infectadas pelo T. cruzi – sendo a grande maioria portadores crônicos – e a doença de Chagas é uma das quatro maiores causas de morte por agravos infecciosos e parasitários. Por muito tempo, a enfermidade foi restrita às áreas mais pobres da América Latina. “Carlos Chagas, em 1926, afirmou que a doença de Chagas era a doença do Brasil. Um país que esquecia as populações dos sertões. E é isso que vem à mente quando estamos juntos nesse dia histórico. Hoje, quando se fala no mote da Agenda 2030 [da ONU], que é o ‘de ninguém deixado para trás’, é muito importante olhar para a prevenção e para o tratamento em doença de Chagas”, afirmou Nísia logo após o anúncio da OMS.
          
Nas últimas décadas, porém, o agravo se espalhou para outros continentes, com casos registrados nos Estados Unidos, Canadá e diversos países da Europa, além de Austrália e Japão. Associada principalmente às migrações humanas, a disseminação da enfermidade é tida pela própria OMS como um “problema de saúde global”.

Kropf ressalta que, diante da crise do novo coronavírus, é importante lembrar a atuação de Carlos Chagas em outra pandemia que sobressaltou o mundo: a gripe espanhola. “Em 1918, já como diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Chagas foi incumbido de organizar serviços especiais de atendimento aos acometidos pela epidemia de gripe espanhola no Rio de Janeiro, como hospitais emergenciais e postos de consulta. Sua atuação nesta frente seria decisiva para sua nomeação, em 1919, como diretor dos serviços federais de saúde”, explica a autora. 

Em meio ao enorme desafio atual, no qual a Fiocruz desempenha, segundo a própria OMS, papel central no combate à Covid-19 nas Américas, celebrar o Dia Mundial da Doença de Chagas a pouco mais de um mês para o seu aniversário de 120 anos é mais uma valorização da excelência científica da instituição. “É um dia para lembrar do passado, com os olhos no presente e no futuro”, ressalta Simone Kropf. Para a pesquisadora, reconhecer o legado de Chagas é essencial na atual conjuntura. “Neste 14 de abril, esperamos que Carlos Chagas seja visto nos rostos de todos os cientistas e profissionais de saúde que, hoje, lutam bravamente para produzir conhecimentos e ações para enfrentar a emergência sanitária global. Que ele seja reconhecido em todos os que defendem e constroem políticas públicas de saúde”, finaliza. 

Leia na íntegra o depoimento de Simone Kropf sobre o Dia Mundial da Doença de Chagas e o relançamento do livro em formato digital.

Publicado em 01/04/2020

Memória institucional da Fiocruz: chamada interna prorroga envio de projetos até 22/5

Autor(a): 
Campus Virtual Fiocruz | Foto: Leonardo Oliveira (Fiocruz Imagens)

Foi prorrogado o prazo de inscrições para a seleção de projetos sobre memória institucional da Fiocruz. É possível enviar propostas até 22 de maio. A iniciativa é da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz) e faz parte das comemorações pelos 120 anos da instituição. 

A chamada selecionará propostas a serem iniciadas ou fomentadas, baseadas nas mais diversas estratégias de memória institucional, relacionados a acervos, personagens, conhecimentos e experiências. Entre projetos que podem ser apresentados estão: exposições, livros, vídeos, iniciativas de voltadas a preservação e organização de acervos, ações de memória, pesquisas, recursos educacionais etc. No total, serão alocados R$ 210 mil em recursos.

Acesse aqui o novo cronograma da chamada.

Para mais informações sobre a chamada, clique aqui para visualizar o documento completo da seleção.

Publicação : 01/04/2020

Prorrogação do cronograma - Chamada interna - Apresentação de Propostas para Projetos de Memória Institucional

A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), prorroga o prazo de seleção da chamada para propostas de projetos sobre Memória Institucional da Fiocruz. O objetivo é estimular iniciativas relacionadas à memória institucional da instituição.

Publicado em 12/03/2020

‘Marmo: o ofá cuja voz ecoa’ revela trajetória do educador José Marmo, um líder na luta pela saúde da população negra no Brasil

Autor(a): 
Icict/Fiocruz

José Marmo da Silva é figura-chave nas lutas recentes em prol da saúde da população negra. Dentista, educador, militante, filho de Oxóssi e ogã, nascido em Nilópolis, na Baixada Fluminense, ele buscou os saberes das religiões de matrizes africanas para promover políticas públicas de saúde e de educação. Para isso, realizou projetos pioneiros, como a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro Saúde). Após sua morte, em 2017, sua coleção particular foi doada à Biblioteca de Manguinhos do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz). Um inventário que abrange cerca de 400 itens, e que registra não apenas sua trajetória, mas o avanço e as estratégias na luta por direitos da população negra e enfrentamento ao racismo. Parte dessa coleção será apresentada na exposição Marmo: o ofá cuja voz ecoa, que vai ocupar o hall da Biblioteca de Manguinhos até o fim de março, narrando um pouco da história dessa importante liderança brasileira.

Igor Falce Dias de Lima, coordenador da Biblioteca de Manguinhos e um dos curadores da exposição, lembra que Marmo foi um dos precursores do conceito de saúde da população negra no Brasil. “Sua voz ecoa através de suas ações e projetos voltados para a promoção da saúde da população negra e de terreiros. O legado de Marmo nos marca como inspiração e motivação para combater o racismo e as desigualdades sociais, principalmente no âmbito da saúde”, diz. A exposição integra uma série de eventos que ocorrem em todo o mundo pela campanha 21 Dias de Ativismo contra o Racismo, organizados para celebrar o 21 de março, Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Quem foi José Marmo

Com uma história pessoal de engajamento social, José Marmo esteve entre o grupo de “pesquisadoras negras e pesquisadores negros que pressionam o Ministério da Saúde e o governo brasileiro a tirar da invisibilidade o que pesquisas em saúde evidenciavam: o racismo e a discriminação étnico-racial existentes desde sempre no Brasil, que afetam, negativamente, a saúde de filhas e filhos negros de nossa pátria mãe gentil”, narra o texto da exposição. 

Como exemplo de algumas atuações de Marmo, ele foi coordenador do programa de saúde do grupo cultural AfroReggae e precursor das campanhas de promoção à saúde e prevenção de HIV/Aids para a população negra e povos de terreiro. Foi fundamental para a criação de projetos como o Odô-Yá, que criava estratégias para que iniciados das religiões de matrizes africanas lidassem de forma preventiva e solidária ante a epidemia de HIV/Aids no Brasil. Ou o Arayê, da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), que estimulava a reflexão sobre a saúde da população afro-brasileira, mostrando as contradições relacionadas à qualidade de vida no Brasil. Foi atuante na consolidação do Grupo Criola, organização da sociedade civil para defesa e promoção dos direitos das mulheres negras.

Em 2003, Marmo foi um dos fundadores da Renafro Saúde, uma articulação da sociedade civil que reúne representantes de comunidades tradicionais de terreiro. Além disso, integrou o Comitê Técnico de Saúde da População Negra da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e atuou em diferentes instâncias por políticas públicas de saúde para a população negra. "Era um ativista do movimento social que lutava por direitos humanos, direitos da população negra e de pessoas de terreiro, assim como combatia o racismo e as diversas formas de intolerância”, descreve Marco Antonio Chagas Guimarães, também curador da exposição, psicanalista, especialista em saúde da população negra e cultura afro-brasileira e viúvo de Marmo, com quem conviveu por 30 anos. “Marmo foi iniciado no Candomblé como filho de Oxóssi, o caçador. E, como tal, buscava formas de prover sua comunidade por meio dos projetos que criou e desenvolveu. Sabia a importância do coletivo e do compartilhar, a importância do aprender, ensinar, do ser grato. Não tinha medo de desafios e, apesar das adversidades, não perdia a alegria, a vontade de criar e sonhar”, completa.

Como um ofá – o arco e flexa de Oxóssi –, Marmo traçou sua trajetória abrindo caminhos por direitos e se projetando no futuro. Morreu em 1º de setembro de 2017, aos 63 anos. A nota de pesar da Fundação Cultural Palmares o apontava como “um dos maiores articuladores das culturas e matrizes africanas”. “Os Povos de Terreiro choram essa perda, mas seu legado há de permanecer conosco”, diz a nota, assinada pelo então presidente da Fundação, Erivaldo Oliveira. Em junho de 2018, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) concedeu a Marmo a Medalha Tiradentes Post-Mortem, a maior condecoração do Estado do Rio de Janeiro, por todo o trabalho desenvolvido. Além de ofá, Marmo era também ogã (de Oxum). Que, nas religiões de matrizes africanas, é o título dado àqueles capazes de auxiliar e proteger a casa de culto.

Exposição

O evento é o primeiro de 2020 no Salão de Leitura da Biblioteca de Manguinhos, que ficou fechada por nove meses. A exposição trará cartões-postais, fotografias, vídeos, boletins informativos e outras publicações da Coleção José Marmo. “Coleções como a de Marmo fomentam, fortalecem e promovem a pesquisa em pautas sociais que corroboram com os princípios de universalidade, integralidade e equidade do Sistema Único de Saúde”, enfatiza Igor Lima. 

Marco Antonio Guimarães explica que, ao pôr a coleção em foco, a mostra da Biblioteca de Manguinhos reitera como o racismo estrutural e institucional existente no Brasil ainda promove agravos à saúde de pessoas negras, que acabam tendo menor expectativa de vida, maior taxa de mortalidade e maior risco de adoecer e de morrer por doenças evitáveis.

A exposição é gratuita e ocupa o hall da Biblioteca de Manguinhos (campus da Fiocruz, no Rio de Janeiro). A visitação vai até o dia 31 de março, das 8h às 16h45.

Publicado em 09/03/2020

Chamada interna seleciona projetos de memória institucional da Fiocruz

Autor(a): 
Campus Virtual Fiocruz | Foto: Leonardo Oliveira (Fiocruz Imagens)

Está aberta, até 22 de abril, a chamada interna aberta para a seleção de projetos sobre memória institucional da Fiocruz. A iniciativa é da  Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz) e faz parte das comemorações pelos 120 anos da instituição, celebrados em 2020. Os interessados devem enviar suas propostas até o dia 22 de abril.

Memória, identidade e visão estratégica

A Fiocruz se prepara para os desafios das próximas décadas sobre o futuro da saúde e dos novos paradigmas científicos e tecnológicos. A seleção visa fortalecer a identidade da Fiocruz como parte da visão estratégica institucional, promovendo o diálogo entre passado, presente e futuro; o acesso aos acervos e a democratização do conhecimento; as relações com a sociedade na construção da memória; e a diversidade de atores e identidades de todas as unidades da Fundação.

Serão aceitas propostas a serem iniciadas ou fomentadas, baseadas nas mais diversas estratégias de memória institucional, relacionados a acervos, personagens, conhecimentos e experiências. Entre projetos que podem ser apresentados estão: exposições, livros, vídeos, iniciativas de voltadas a preservação e organização de acervos, ações de memória, pesquisas, recursos educacionais etc. 

No total, serão alocados R$ 210 mil em recursos, e contemplados até sete projetos no valor máximo de R$ 30 mil.

Acesse aqui a chamada completa. Acompanhe as próximas etapas pelo Campus Virtual Fiocruz!

Publicação : 09/03/2020

Chamada interna - Apresentação de Propostas para Projetos de Memória Institucional

A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), torna pública a chamada para apresentação de propostas para projetos de Memória Institucional da Fiocruz. O objetivo é estimular iniciativas relacionadas à memória institucional da instituição.

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Publicado em 05/03/2020

Acesse a lista completa de aulas inaugurais da Fundação em 2020*

Autor(a): 
Leonardo Azevedo (CCS/Fiocruz)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) promove uma série de aulas inaugurais em 2020, difundindo conhecimentos diversos e de forma ampla na área da saúde pública. A Coordenação de Comunicação Social (CCS), a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) e as assessorias de comunicação das unidades elaboraram uma lista completa dos eventos. Acesse as informações, a seguir:

AULAS INAUGURAIS DA FIOCRUZ

DIA 2 DE MARÇO

Fiocruz Amazônia
Tema: Imunopatogênese da Infecção pelo HIV-1
Palestrante: Fernanda Heloise Côrtes (IOC)
Horário: 9h (horário de Manaus)
Local: Auditório da Fiocruz Amazônia

Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)
Tema: Covid-19 – Riscos e desafios de uma virose emergente
Palestrante: Estevão Portela Nunes (vice-diretor de Serviços Clínicos do INI)
Horário: 10h
Local: Auditório do Pavilhão de Ensino
Mais informações

Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB)
Tema: O avanço das ciências experimentais face ao compromisso com a vida
Palestrante: Luiz Bevilacqua (cientista e professor emérito da UFRJ. É conhecido por seu trabalho como presidente da Agência Espacial Brasileira e como secretário-geral do Ministério da Ciência e Tecnologia. Em 2011, foi agraciado com o Prêmio Anísio Teixeira)
Horário: 14h
Local: Auditório da Cogic

DIA 4 DE MARÇO

Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp)
Tema: Os desafios atuais da ciência brasileira no enfrentamento das desigualdades e iniquidades sociais
Palestrantes: Deisy Ventura (professora titular de Ética da Faculdade de Saúde Pública da USP); Paulo de Martino Jannuzzi (professor do Programa de Pós-Graduação em População, Território e Estatísticas Públicas da Ence/IBGE); Humberto Adami Santos Júnior, (presidente da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra do Conselho Federal da OAB)
Horário: 13h30
Local: Auditório térreo da Ensp
Mais informações

DIA 5 DE MARÇO

Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV)
Tema: 30 anos das leis que estruturaram o SUS: significados e balanço da 8.080 e da 8.142
Palestrantes: Lenir Santos (presidente do Instituto de Direito Sanitário Aplicado - Idisa) e Francisco Batista Júnior (ex-presidente do Conselho Nacional de Saúde - CNS)
Horário: 14h
Local: Auditório Joaquim Alberto de Melo

DIA 6 DE MARÇO

Fiocruz Ceará
Tema: Síndrome da zika congênita: quatro anos após a emergência global de saúde pública
Palestrante: Celina Turchi (pesquisadora visitante da Fiocruz Pernambuco)
Horário: 9h
Local: Auditório da Fiocruz Ceará
Inscrição pelo Campus Virtual Fiocruz

Instituto Oswaldo Cruz
Tema: Ensino comprometido com a sociedade: 3 mil defesas de teses e dissertações; Resposta do IOC à emergência global do Covid-19; Ações do Ministério da Saúde no contexto de emergência global; Biologia do Covid-19 e diagnóstico laboratorial
Palestrante: Martha Mutis (coordenadora da Pós-graduação Stricto sensu em Medicina Tropical); Wanderson Kléber de Oliveira (secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde); Marilda Siqueira e Fernando Motta (Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do IOC)
Horário: 9h
Local: Auditório Emmanuel Dias (Pavilhão Arthur Neiva)
Mais informações

DIA 11 DE MARÇO

Fiocruz Paraná
Tema: Por que temos câncer de pele com a luz do sol?
Palestrante: Carlos Menck (professor titular da USP e coordenador da área de Ciência Biológicas I da Capes)
Horário: 11h
Local: Auditório da Fiocruz Paraná

​DIA 12 DE MARÇO

Fiocruz Minas
Tema: Impactos sociais e desafios éticos da computação
Palestrante: Virgílio Augusto Almeida (professor titular do Departamento de Ciência da Computação da Universidade UFMG)
Horário: 14h
Local: Auditório da Fiocruz Minas

​DIA 13 DE MARÇO

Fiocruz Rondônia
Tema: O papel da Rede Bionorte na formação de doutores na Região Amazônica: perspectivas e desafios
Palestrante: Cleydson Breno Rodrigues dos Santos (autor da primeira tese defendida no Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Biotecnologia - PPG-Bionorte)
Horário: 9h30 (horário de Brasília)
Local: Sala de Aula do PPG-Bionorte, no Campus da Universidade Federal de Rondônia

DIA 16 DE MARÇO

Abertura do Ano Letivo da Fiocruz
Tema: Saúde pública na Era do desenvolvimento sustentável
Conferencista: Jeffrey David Sachs (economista e professor - Center for Sustainable Development , Columbia University)
Horário: 8h30
Local: Auditório térreo da Ensp

Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos)
Tema: Four decades of pharmaceutical nanotechnology: has the promise been fulfilled?
Palestrante: Sílvia Stanisçuaski Guterres (coordenadora de área da Farmácia na Capes e professora da UFRGS)
Horário: 13h
Local: Salão Internacional da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp)

DIA 20 DE MARÇO

Casa de Oswaldo Cruz (COC)
Tema: Negacionismos e revisionismos ideológicos: o conhecimento histórico em xeque
Palestrante: Marcos Napolitano (USP)
Horário: 10h
Local: Salão de Conferências Luiz Fernando Ferreira (Prédio do CDHS)

DIA 25 DE MARÇO

Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict)
Tema: Ciência e Políticas Públicas: A questão do aquecimento global e a preservação da Amazônia
Palestrante: Ricardo Galvão (professor do Instituto de Física da USP e ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe). Considerado pela Nature um dos 10 pesquisadores mais importantes do mundo em 2019.
Horário: 9h
Local: Salão de Leitura da Biblioteca de Manguinhos

DIA 26 DE MARÇO

Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)
Tema: Sars-Cov2, entre homens morcegos e pangolins
Palestrante: Fernando Motta, pesquisador do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do IOC
Horário: 10h30
Local: Auditório do INCQS

DIA 27 DE MARÇO

Fiocruz Pernambuco
Tema: Os impactos das tecnologias nos Sistemas de Saúde
Palestrante: Reinaldo Guimarães (sanitarista, pesquisador da UFRJ, vice-presidente da Abrasco e ex-secretário da SCTIE/MS).
Horário: 10h
Local: Auditório da Fiocruz Pernambuco

Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia)
Tema: Gamificação e mapeamento participativo: potencialidades do aplicativo +Lugar
Palestrante: Isa Beatriz da Cruz Neves (professora do IHAC/UFBA)
Horário: 9h
Local: Auditório Aluízio Prata

DIA 1º DE ABRIL

Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF)
Tema: Gênero, sexualidade e política sexual feminista
Palestrante: Conceição Nogueira (docente do Programa de Pós-Graduação em Sexualidade Humana da Universidade do Porto - Portugal)
Horário: 9h
Local: Centro de Estudos Olinto de Oliveira (CEEO) – Anfiteatro A


*Atualizada em 11/3/2020.

Publicado em 03/09/2019

Doutorado Profissional em Saúde Pública é destaque em evento comemorativo da Fiocruz Pernambuco

Autor(a): 
IAM/Fiocruz

O novo Doutorado Profissional em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi destaque durante o evento comemorativo dos 69 anos do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco). A celebração contou com a presença da Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

Realizado em parceria com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, o doutorado – cujo o edital sairá no próximo dia 8 de setembro de 2019 – foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). É o primeiro doutorado profissional público, no campo da Saúde Coletiva, aprovado no país. O curso tem caráter interdisciplinar, multiprofissional e seu objetivo é a formação de doutores na área de concentração da Gestão em Saúde. Para esta primeira turma serão disponibilizadas 10 vagas, destinadas aos servidores da saúde estadual.

Falando sobre esta parceria, o secretário André Longo destacou a alegria de participar das comemorações dos 69 anos do IAM e da importância do trabalho conjunto desenvolvido pelas duas instituições. “Falar do Aggeu é falar de parceria e construção da Saúde Pública e do Sistema Único de Saúde em Pernambuco e no Brasil. A gente tem a perfeita clareza da importância do IAM nos momentos de dificuldades pelos quais passou a saúde pública em Pernambuco nos anos de 2015 e 2016, foram dias difíceis. E foi nessa casa, que a SES encontrou acolhida para construir uma grande parceria, que resultou num trabalho reconhecido pelo mundo inteiro. Vir aqui hoje é uma forma de reconhecimento e de agradecimento”, ressaltou André Longo. O secretário ainda elogiou capacidade do Aggeu, no atual cenário político-econômico brasileiro adverso, conseguir investir em melhorias de equipamentos e na formação de recursos humanos, como é o caso do doutorado profissional em Saúde Pública.

Para Sônia Brito, representante da SVS/MS o lançamento de um doutorado profissional, no momento no qual, segundo ela, está tão difícil encontrar estímulos para os servidores públicos, no campo da saúde, se motivarem, se engajarem, se comprometerem e principalmente, trabalharem com alegria, é motivo para festejar bastante. “A gente está com dificuldade inclusive de expressar o que está dando certo, expressar essas entregas, o que está dando certo no SUS. Aí a Fiocruz se mostra como instituição fundamental para que isso aconteça”, disse Sônia.

Essa mesma linha de pensamento foi expressa pelo presidente da Asfoc, Paulo Garrido, que colocou a importância de celebrar os 69 anos do IAM e de narrar as experiências exitosas do serviço público, das ciências e tecnologias, das pesquisas, numa conjuntura bastante adversa, e trabalhar a partir delas, afirmou. 

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