A Fiocruz, por meio de sua Coordenação de Cooperação Social, lança a quarta Chamada Pública: Rede de Defensores de Direitos Humanos e Promoção da Saúde no Estado do Rio de Janeiro. As inscrições vão do dia 24 de novembro até às 23h59min (horário de Brasília) do dia 30 de novembro de 2025 e podem ser realizadas através do formulário de inscrições.
A convocatória é voltada para lideranças comunitárias e defensores de direitos que atuem em grupos, movimentos, organizações, coletivos ou instituições em territórios populares de áreas urbanas ou rurais do Estado do Rio de Janeiro. Saiba mais sobre os projetos da área de direitos humanos.
A quarta chamada pública irá selecionar 20 lideranças para fortalecer a rede e participar de uma formação de 10 meses com oficinas temáticas em Direitos Humanos e Promoção da Saúde, previstas para começarem no primeiro semestre de 2026. O objetivo do projeto é formar e capacitar Defensores de Direitos Humanos e lideranças comunitárias, desenvolvendo uma rede de articuladores no Estado do Rio de Janeiro. Além disso, também está prevista a realização de um mapeamento das violações em Direitos Humanos nos territórios de favelas e periferias, pensando nas possibilidades de trabalho em parceria entre defensores que vão compor a rede.
As oficinas irão abordar os seguintes temas: Educação; Direitos das Mulheres; Etnia/Raça; Reforma Agrária e Segurança Alimentar; Direito à Moradia Urbana; LGBTQIA+; Justiça Socioambiental; Povos Tradicionais, Indígenas e Quilombolas; Saúde integrada; Acesso à Cultura; Sistema Prisional; Sistema Socioeducativo; Direito da Criança e Adolescente/Juventudes; Familiares de vítimas de violência; Mobilidade Urbana; Pessoas com Deficiência; Refugiados e migrantes; Trabalho Digno; e Comunicação popular.
Após a seleção, a equipe multidisciplinar do projeto fará um acompanhamento sistemático, a partir de visitas e encontros no território do/a selecionado/a para identificar e fortalecer as iniciativas já realizadas de cada liderança, além de realizar atendimento e acompanhamento em saúde mental dos/as membros da rede.
O projeto prevê um aporte financeiro aos/às selecionados/as mediante pagamento de até 10 meses de bolsa, no valor de R$1.600,00 para participação das oficinas e encontros presenciais.
O projeto considera como defensoras e defensores de direitos as pessoas, grupos, organizações, povos e movimentos sociais que atuam contra todas as violações de direitos e liberdades fundamentais de povos e de indivíduos, bem como pela conquista de novos direitos individuais e coletivos (políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais).
Podem se candidatar pessoas que sejam maiores de 18 anos e possuam atuação comprovada em movimentos e organizações populares. A seleção será realizada pela coordenação colegiada do projeto “Rede de Defensores de Direitos Humanos e Promoção de Saúde no Estado do Rio de Janeiro”. Durante o processo seletivo a coordenação estará disponível para tirar dúvidas através do endereço de e-mail: defensorxspopulares@gmail.com.
O resultado final com a lista de selecionados será divulgado publicamente na página da Coordenação de Cooperação Social.
Acesse aqui o Edital e o Formulário das inscrições.
Sobre o projeto
O projeto visa à criação e ao desenvolvimento de uma rede autônoma de defensores de direitos humanos, ampliando e fortalecendo os movimentos já integrados por elas e eles, além da produção e publicização de um mapeamento das violações em saúde e direitos humanos. A seleção ocorre anualmente, por chamada pública, em ciclos com turmas de 20 lideranças comunitárias e defensores de direitos humanos com experiência de atuação em grupos, movimentos, organizações, coletivos ou instituições em territórios periféricos de áreas urbanas ou rurais do Rio de Janeiro.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) convoca os líderes de grupos de pesquisa vinculados ao Diretório de Grupos de Pesquisa no Brasil (DGP) a realizar a atualização cadastral de seus grupos no sistema até o dia 10 de dezembro de 2025. Essa atualização é fundamental para garantir a qualidade e a confiabilidade da base de dados que sustentará a realização do novo Censo DGP 2025, programado para o mês de dezembro de 2025. Com este novo ciclo do Censo DGP, a atual Gestão do CNPq garantirá a plena edição do Censo Bianual, conforme disposto pela Portaria CNPq nº. 1.513/2023.
O censo tem como propósito mapear, com precisão, as atividades científicas e a infraestrutura de pesquisa das instituições participantes. Para isso, é imprescindível que as atualizações sejam concluídas no prazo estipulado.
As ações de atualização incluem, por exemplo:
• Exclusão de grupos inativos;
• Cadastro de novos grupos;
• Inclusão ou exclusão de pesquisadores, estudantes e técnicos;
• Registro da infraestrutura de pesquisa disponível;
• Informações sobre colaborações nacionais e internacionais.
Importante: Todos os membros dos grupos devem manter seus Currículos Lattes atualizados, garantindo a integridade das informações no sistema.
Para orientações detalhadas sobre o processo de atualização, acesse o Manual do Usuário disponível no Portal do DGP e a Cartilha para preenchimento eficaz e atualizado do DGP, produzida em parceria com o Cedeplar/UFMG.
Em caso de dúvidas, entre em contato com a Central de Atendimento do CNPq:
Telefone: (61) 3211-4000
E-mail: atendimento@cnpq.br
Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Tuberculose, o Campus Virtual Fiocruz reforça a oferta do curso Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde. O estigma e o preconceito são realidades cotidianas de grupos ou indivíduos que vivenciam determinadas doenças. A discriminação relacionada a condições de saúde acontece também nos serviços de saúde, o que reforça a exclusão e, sobretudo, causa sofrimento e traz enormes desafios à gestão do cuidado, inclusive no tratamento às pessoas com tuberculose, uma doença infecciosa e transmissível causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos. A formação, totalmente online e gratuita, segue com inscrições abertas!
A tuberculose é uma doença com ocorrência ainda muito elevada na população brasileira e traz repercussões para a vida das pessoas afetadas, para os serviços de saúde e os sistemas de assistência social. Embora existam recursos biomédicos de prevenção e tratamentos eficazes, as causas dessa doença, suas formas de transmissão, identificação e tratamento envolvem situações sociais complexas. O estigma é um dos problemas sociais que prejudica o enfrentamento desse agravo, uma vez que as pessoas que não possuem tal condição discriminam pessoas que vivem com ela, gerando medo de serem julgadas e sofrerem preconceitos ao revelar o diagnóstico e, até mesmo, de perder a afeição das pessoas de seu círculo social. Há casos em que esses temores são tão intensos que impedem a busca de ajuda e a luta por direitos. O estigma vinculado à tuberculose decorre de ideias e imagens associadas a essa doença e às expectativas criadas em torno das suas formas de disseminação e tratamento. O curso Enfrentamento ao estigma e discriminação de populações em situação de vulnerabilidade nos serviços de saúde apresenta aos participantes um tópico que aborda exclusivamente o tratamento a pessoas acometidas por tuberculose e busca qualificar e instrumentalizar trabalhadores da saúde para uma atenção inclusiva, humanizada, interseccional e não discriminatória.
Nesta aula, abordam-se as causas e formas de tratamentos da tuberculose. O participante verá um panorama dos processos sociais, políticos e históricos em que se produzem a discriminação e o estigma das pessoas com esta doença, além de exemplos de ações governamentais e comunitárias recentes para lidar com ela.
Ao final desta aula você será capaz de:
O curso foi organizado em 3 macrotemas — Bases conceituais; Contexto social, político e histórico das populações vulnerabilizadas: normas e legislações; e Práticas de enfrentamento ao estigma e discriminação —, 5 módulos e 17 aulas. Ele é voltado a trabalhadores e trabalhadoras da saúde, estudantes, mas aberto a todos os interessados na temática, e certifica os participantes inscritos que realizem avaliação com obtenção de nota maior ou igual a 7.
A formação é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Campus Virtual Fiocruz e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, em parceria com Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Livro em acesso aberto que aprofundam o entendimento sobre a tuberculose
A Editora Fiocruz reforça a importância da informação e do acesso ao conhecimento para enfrentar a doença e recomenda três obras em acesso aberto que aprofundam o entendimento sobre a tuberculose – da história às políticas públicas e aos desafios do cuidado e do enfrentamento da doença.
Os livros podem ser acessados pelo Repositório Institucional da Fiocruz (Arca). Confira:
Controle da tuberculose: uma proposta de integração ensino-serviço
As pestes do Século XX: tuberculose e aids no Brasil, uma história comparada
De 17 de novembro a 10 de dezembro, estão abertas as inscrições para o Programa de Auxílio para Finalização de Teses e Dissertações de Estudantes Indígenas. Essa iniciativa é fruto da parceria entre a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) com recursos do Termo de Execução Descentralizada (TED) nº 60/2023, firmado entre Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e a Fiocruz.
O pograma é voltado exclusivamente para estudantes indígenas de mestrado e doutorado que ingressaram em programas de pós-graduação por meio de cotas e tem por objetivo fortalecer a produção científica indígena e apoiar a conclusão de pesquisas nas áreas de saúde coletiva e/ou saúde dos povos indígenas. Também visa apoiar o trabalho de campo, com ênfase em metodologias indígenas e de base comunitária, além da escrita e sistematização da produção de conhecimento indígena.
A bolsa de mestrado é de R$ 2.500 e de doutorado R$ 3.100. O período de concessão das bolsas é de 3 a 12 meses, respeitando o calendário dos programas de pós-graduação e o prazo de vigência do TED 60/2023, até janeiro de 2027.
As inscrições serão realizadas por meio de formulário e os documentos solicitados deverão ser enviados para o e-mail: saude.indigena@fiocurz.br.
A lista de documentos, bem como orientações estão disponíveis no edital.
A Vice-presidência de Saúde Global e Relações Internacionais da Fiocruz está com inscrições abertas para o 3º Curso de Atualidades em Saúde Global e Diplomacia da Saúde - 2026, destinado a profissionais de nível superior e estudantes das áreas da saúde, diplomacia e relações internacionais, ciências humanas, sociais e afins, assim como lideranças da sociedade civil que trabalhem ou almejem trabalhar com saúde global e diplomacia da saúde. O objetivo é discutir os principais problemas e desafios políticos, sociais, econômicos e de saúde em nível global e as áreas da governança global que afetam a saúde, assim como oferecer oportunidades de intervenção por meio da diplomacia e da cooperação em saúde. As inscrições são ofertadas em três idiomas, assim como as aulas, que contarão com tradução simultânea: português, inglês e espanhol. Interessados podem se inscrever até 16 de janeiro de 2026.
Fatos políticos, sociais, econômicos e ambientais impactam fortemente a saúde humana e planetária, porque são inequívocos determinantes da saúde. As causas e consequências destes temas serão discutidas em profundidade no Curso de Atualidades em Saúde Global e Diplomacia da Saúde.
A pesquisadora sênior da Vice-presidência de Saúde Global e Relações Internacionais, coordenadora adjunta do Centro Colaborador da OMS em Diplomacia da Saúde Global e Cooperação Sul-Sul e coordenadora adjunta do Curso, Regina Ungerer, destaca que a procura pelo curso tem aumentado exponencialmente, totalizando mais de 2.300 inscrições nas duas primeiras ofertas do curso. "Este é o terceiro ano consecutivo que estamos oferecendo o Curso de Atualidades em Saúde Global e Diplomacia da Saúde. No ano passado, ficamos muito empolgados com a receptividade do curso que atraiu mais de 1.500 inscrições com participantes da América Latina, Caribe, países de língua portuguesa e mesmo participações de outros países. No ano anterior foram 800 inscritos". Segundo Regina, o interesse dos participantes pelo tema Saúde Global faz com que o curso seja cada vez mais aperfeiçoado: "Essa demanda nos faz melhorar a oferta a cada ano. As leituras obrigatórias dos Cadernos Fiocruz em Saúde Global e Diplomacia da Saúde, que introduzimos em 2025, tem sido uma oportunidade para os participantes se familiarizarem com os temas mais atuais do cenário Global político e da Saúde antes de cada Seminário. Desta forma, eles assistem aos Seminários mais capacitados a compreenderem toda a conjuntura global, como a Assembleia Mundial da Saúde, órgão decisório máximo da OMS, Assembleia Geral da ONU, Agenda 2030, G-20 e a COP30 que está sendo realizada em Belém do Pará, pela primeira vez".
O curso será realizado de forma remota (online) e consiste de 23 Seminários Avançados (aulas painel), quinzenais com debates online entre professores e participantes, por meio de plataforma virtual, onde os painelistas, líderes e especialistas globais e nacionais apresentarão temas transversais de interesse da saúde global e cooperação em saúde e leituras selecionadas dos Cadernos Fiocruz de Saúde Global e Diplomacia da Saúde. Por meio destes Seminários Avançados, pretende-se expor os participantes à observação sistemática do cenário global da saúde, com observação e análise dos principais espaços políticos da governança global e regional e da governança da saúde global e organizações de territórios geopolíticos. Os conteúdos são variados e relacionados com a política e Agenda Global da Saúde, tais como a Assembleia Mundial da Saúde, High-level Political Forum on Sustainable Development (HLPF), Assembleia Geral da ONU, Comitês Regionais da OMS, entre outros.
O curso é oferecido por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem do Campus Virtual Fiocruz, que permite a interação síncrona entre os participantes, e está organizado em três módulos com carga horária de 136 horas, quinzenalmente às 4ª feiras, das 10h às 13h (horário de Brasília), com início previsto para 4 de fevereiro de 2026 e término em 16 de dezembro de 2026.
Inscreva-se pelos links abaixo:
Dúvidas, entrar em contato com suporte.campus@fiocruz.br com o título: Curso de Saúde Global e Diplomacia da Saúde - 2026
A Presidência da Fiocruz, por meio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação, divulga, nesta sexta-feira, 14 de novembro, o resultado da chamada para submissão de projetos voltados à preservação, difusão e valorização da Memória Institucional da Fiocruz. Nesta fase, foram selecionados 10 projetos. Pedidos de recursos devem ser feitos somente na segunda-feira, 17 de novembro, através do email politica.memoria@fiocruz.br.
A chamada surge como indutor do fortalecimento da identidade Fiocruz como parte da visão estratégica institucional e alinha-se com as diretrizes aprovadas no IX Congresso Interno da Fiocruz, cujo tema foi “Desenvolvimento Sustentável com equidade, saúde e democracia: a Fiocruz e os desafios para o SUS e a saúde global”. O objetivo é estimular iniciativas relacionadas à memória institucional da Fundação e promover o diálogo entre passado, presente e futuro, o acesso aos acervos, a democratização do conhecimento, as relações com a sociedade na construção da memória, garantir a diversidade de atores e fortalecer a identidade das Unidades.
O total de recursos financeiros disponíveis para essa Chamada Interna é de até R$500 mil. Os recursos solicitados pelos proponentes poderão ser atendidos no todo ou em parte. Serão selecionadas até 10 (dez) propostas que receberão o auxílio de até R$ 50 mil, por meio de subprojeto implantado pela Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec). Os coordenadores seguirão o Manual de Procedimentos de Projetos da Fiotec.
A chamada está também em consonância com as diretrizes estabelecidas pela Política de Memória Institucional (2020) da Fiocruz, ao incentivar ações de memória nas unidades, promover o trabalho colaborativo e em rede, ampliar o reconhecimento e a apropriação dos espaços de memória pela comunidade Fiocruz e pelos públicos externos, além de fomentar ações voltadas à preservação, ao registro, à difusão e à produção de conhecimentos sobre a história e a identidade institucional.
+Acesse aqui a Chamada Interna 2025 – Apoio a Projetos de Memória Institucional da Fiocruz
O Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro em homenagem ao nascimento de Sir Frederick Banting, um dos descobridores da insulina, é o principal dia de mobilização no mês de combate à doença, e tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes alertam que cerca de 10% da população brasileira convive com Diabetes Mellitus (DM). O DM, principalmente o tipo 2, representa um problema de saúde pública, sendo cada vez mais necessárias a identificação precoce e a oferta de assistência, além do acompanhamento adequado para as pessoas que vivem com diabetes. Para promover a prevenção de complicações e o fortalecimento do autocuidado apoiado para pessoas com esse agravo, o Campus Virtual Fiocruz reforça a disponibilidade do curso, online, gratuito e autoinstrucional, Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado, que segue com inscrições abertas aos interessados no assunto.
+Conheça a formação e inscreva-se já!
O curso tem foco não apenas nos profissionais de saúde, mas também em pessoas com diabetes, familiares e outros que lidam com pessoas que vivem com a comorbidade. Oferece estratégias preventivas e de promoção da saúde para auxiliar esse público a explorar temas essenciais nessa relação, desde a identificação precoce do Diabetes Mellitus (DM) até o estabelecimento de vínculos sólidos com as Unidades Básicas de Saúde, que são, atualmente, elementos imprescindíveis para o sucesso no controle desse agravo.
Segundo o Ministério da Saúde, o Diabetes Mellitus é uma doença crônica não transmissível (DCNT) causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Esse agravo pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins, nos nervos e, em casos mais graves, à morte. A doença pode se apresentar de diversas formas e possui tipos diferentes: tipo 1, tipo 2, diabetes gestacional e pré-diabetes. Independente do tipo, com o aparecimento de qualquer sintoma, é fundamental que o paciente procure atendimento médico especializado para iniciar o tratamento.
Conheça a estrutura do curso Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado e inscreva-se:
Módulo 1 - Panorama epidemiológico do diabetes
Módulo 2 - Tratamento do diabetes
Módulo 3 - Organização da rede de atenção à saúde e prevenção das complicações do diabetes mellitus
Abel Silva é hoje um dos grandes poetas e letristas da canção brasileira. E isso pode ser confirmado por um cancioneiro construído ao longo de cinco décadas de carreira. Esse marco foi celebrado à altura esta semana, com uma ocupação artística com música e poesia.
O Sextas de Poesia desta semana faz sua homenagem ao poeta e letrista Abel Silva, autor de "Jura secreta", música que virou um grande sucesso na voz de Simone e Fagner.
O texto escolhido foi "Louça fina", na qual o poeta lembra o medo de amar, que faz de quem ama um gesto incompleto... por isso melhor deixar o amor correr dentro de nós como se fosse um rio, em paz.
A chamada pública do Programa de Apoio ao Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade da Amazônia selecionará até cinco projetos conjuntos de pesquisa entre equipes brasileiras e francesas ue envolvam conservação, documentação, contribuições dos povos indígenas e comunidades locais, cobertura florestal, observação da terra, mudanças ambientais, sustentabilidade, bioeconomia e sistemas alimentares saudáveis.
A chamada resulta de uma parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC) o e o Institut de Recherche pour le Développement (IRD), da França, assinarada na sexta-feira (31), durante o percurso da Caravana Científica e Cultural Iaraçu pelo Rio Amazonas, na sua quarta parada, no município de Santarém.
As propostas podem ser encaminhadas até 20 de fevereiro de 2026 ao CNPq, exclusivamente via internet na Plataforma Integrada Carlos Chagas. Os resultados serão divulgados em agosto do ano que vem. Serão concedidas bolsas de doutorado-sanduíche, pós-doutorado no exterior e de professor-visitante no exterior júnior.
O financiamento total será de até R$ 1,4 milhão em bolsas da CAPES/MEC; R$ 1,4 milhão por parte do CNPq para itens de custeio; e até 400 mil euros do IRD. Informações sobre os critérios de seleção, itens financiáveis e julgamento estão disponíveis no edital da chamada.
O CNPq esteve representado na caravana pela diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do CNPq, Dalila Andrade. Participaram da cerimônia de assinatura a presidente da CAPES/MEC, Denise Pires de Carvalho; o embaixador da França no Brasil, Emmanuel Lenain; a presidente do IRD, Valérie Verdier; o representante do IRD no Brasil, Adbel Sifeddine; a conselheira internacional do Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade Amazônica (CFBBA), Nadège Mézie; e o coordenador-geral da Juventude do MEC, Yann Evanovick, além de representantes do Inpa e das universidades federais do Amazonas (Ufam) e do Oeste do Pará (Ufopa), e de estudantes, professores e pesquisadores.
Sobre o Projeto Iaraçu
O Projeto Iaraçu, que partiu de Manaus no dia 28 de outubro, documenta estratégias de adaptação às mudanças climáticas, com uma abordagem que combina pesquisa científica, diálogo intercultural, comunicação pública e diplomacia ambiental. Depois de Itacoatiara, Parintins, Óbidos e Santarém, a caravana terá paradas em Monte Alegre, Almeirim, Gurupá e Breves, com previsão de chegada em Belém no dia 6 de novembro.
Os participantes, que envolvem pesquisadores e gestores de instituições brasileiras e francesas, estarão presentes na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá na capital paraense de 10 a 21 de novembro. O nome Iaraçu tem origem Tupi e significa “grande senhora das águas.”
O Ministério da Saúde lançou, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), o Guia de Mudanças Climáticas e Saúde. Disponível nas plataformas do SUS Digital, a publicação reúne orientações práticas para prevenção, cuidado e vigilância em situações relacionadas a eventos climáticos extremos, como calor intenso, frio, poluição do ar, inundações e secas. O lançamento ocorreu no estande do Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém (PA).
A iniciativa é resultado do trabalho conjunto entre a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI). O material integra ações do Plano de Adaptação do Setor Saúde (AdaptaSUS) e da agenda do Plano Mais Saúde Amazônia Brasil, reforçando o papel do SUS na resposta às mudanças climáticas.
A nova edição do Guia traz orientações clínicas, de vigilância, gestão e promoção da saúde em linguagem acessível e baseada em evidências científicas. O conteúdo apresenta os principais agravos sensíveis ao clima, organizados por sistemas do corpo humano, e inclui recomendações voltadas a crianças, idosos e populações indígenas, negras e ribeirinhas, mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.
Informação e inovação a serviço da saúde
Durante o lançamento, a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, ressaltou que o Guia de Bolso de Mudanças Climáticas e Saúde representa uma ação concreta do Ministério da Saúde para fortalecer o SUS diante dos impactos da crise climática, aproximando a informação científica do cotidiano dos profissionais e da população.
“Esse guia que nós estamos lançando hoje traz orientações práticas para a prevenção, para os cuidados e também para a vigilância em situações climáticas, como calor extremo, frio intenso, poluição do ar e inundações”, afirmou.
O Guia foi disponibilizado em diferentes formatos: web, PDF e aplicativo, o que amplia o alcance e facilita o uso no dia a dia de profissionais e cidadãos. Os usuários do Meu SUS Digital receberam uma notificação informando sobre a publicação.
“A gente pode falar em Guia de Bolso, mas também em Guia na palma da mão, porque ele está sendo lançado nas plataformas do Meu SUS Digital e do SUS Digital Profissional. Essa forma de disponibilizar amplia a visibilidade institucional, aproxima a informação do cotidiano de quem cuida e de quem é cuidado e contribui para um SUS mais resiliente e preparado para os efeitos do clima”, reforçou Ana Estela Haddad.
Saúde e clima: integração e liderança
Para a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, o lançamento durante a COP30 reflete o papel de liderança que o Brasil assume ao integrar de forma definitiva as agendas de saúde e clima.
“Escolhemos fazer este lançamento durante a COP30, porque o Brasil não apenas sedia o evento, mas também assume uma posição de liderança ao colocar a saúde como parte da agenda climática, e, ao mesmo tempo, levar a agenda do clima para dentro da agenda em saúde”, destacou.
Mariângela lembrou que os efeitos das mudanças climáticas já são sentidos em todo o país, com enchentes no Sul, tornados e vendavais, e secas severas na região Norte, evidenciando o impacto direto desses fenômenos sobre a saúde da população.
“Estamos diante de um problema que acompanhará nossas vidas, e um dos grandes desafios que nós temos é tornar o sistema de saúde mais resiliente. Por isso, o Ministério da Saúde está atuando, no âmbito do Plano Clima do Brasil, com o AdaptaSUS, para fortalecer a capacidade de resposta do SUS frente aos impactos das mudanças climáticas”
A iniciativa está alinhada aos compromissos internacionais do Brasil para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, em consonância com o Acordo de Paris. O lançamento do Guia reforça o protagonismo do Brasil na integração entre saúde, sustentabilidade e inovação digital, com foco na proteção da vida e na preparação do SUS para os desafios da crise climática.
Max de Oliveira e Patrícia Rodrigues
Ministério da Saúde