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Publicado em 18/09/2023

Aedes: novo curso do Campus Virtual tem foco em estratégia para controle de arboviroses

Autor(a): 
Isabela Schincariol

Entre a população brasileira, já é senso comum dizer que a melhor forma de prevenir a dengue é evitando a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando especialmente água limpa e parada em lugares abertos. No entanto, apesar da atenção de gestores e a conscientização da população, esse é um dos maiores desafios brasileiros, visto que vivemos em um país permeado pelo calor e a chuva, clima típico dos países tropicais. Buscando qualificar agentes de saúde, estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde que atuam ou pretendem atuar no combate aos mosquitos Aedes, o Campus Virtual Fiocruz e o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lançam hoje o curso Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes. A formação é online, gratuita, autoinstrucional e está com inscrições abertas. 

Inscreva-se já!

O curso tem foco numa tática muito promissora no combate aos mosquitos, que é a disseminação de larvicidas pelos próprios mosquitos. A Estratégia de Disseminação de Larvicida (EDL) é diferenciada, pois algumas espécies de mosquitos Aedes usam, de forma frequente, criadouros crípticos, ou seja, que são de difícil acesso, situados em locais inacessíveis ou ainda visualmente indetectáveis até pelos agentes de combate às endemias (ACE).

O objetivo do curso, que é composto de 2 módulos, 10 aulas e 40h de carga horária, é oferecer um conjunto de conhecimentos, além da prática na gestão e operacionalização dos procedimentos de montagem, impregnação, instalação, e manutenção das Estações Disseminadoras de larvicida (ED’s) para o controle de arboviroses através da dispersão de larvicida por mosquitos urbanos nos diferentes contextos e realidades do Brasil.

Para seus organizadores, os pesquisadores da Fiocruz Amazônia Sérgio Luz e José Joaquín Carvajal Cortés, um dos principais problemas das ferramentas convencionais de controle de Aedes aegypti e de Aedes albopictus é o baixo acesso para cobertura de criadouros. Segundo eles, a dispersão de larvicidas pelos próprios mosquitos é uma estratégia que poderia complementar as atividades de rotina preconizadas pela Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses, ligada à Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (CGARB/SVS/MS). 

"Resultados de ensaios realizados em Manaus e Manacapuru, no estado do Amazonas, mostram uma alta cobertura de criadouros - maior que 94%, com a utilização da EDL. A dispersão do larvicida pelo próprio inseto produziu um importante aumento da mortalidade de mosquitos imaturos e uma redução de 96 a 98% da emergência de mosquitos adultos em poucas semanas, em período estudado. Portanto, a técnica se mostrou eficiente quando foi testada em colaboração com os serviços de controle vetorial de alguns municípios do Brasil, em diferentes contextos e estruturas urbanas".

Conheça a estrutura do curso Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes:

Módulo 1: Combate ao mosquito Aedes

  • Aspectos básicos da biologia, ecologia e controles de Aedes
  • Inseticidas reguladores de crescimento
  • O que é uma Estação Disseminadora de Larvicida (EDL) e como funciona?

Atividade

Módulo 2: Implantação, manutenção e distribuição das EDL

  • Implantação das EDL
  • Manutenção e registro da EDL
  • Métodos de distribuição em campo da EDL
  • Supervisão da EDL
  • Logística estratégica e operacional

 

 

#ParaTodosVerem Foto de uma mulher de costas utilizando luva branca enquanto passa o pincel com uma pasta branca na borda da Estação disseminadora de Larvicida, que consiste em um balde preto com um pano preto preso na borda e um liquido dentro, no balde está colado uma etiqueta onde está escrito: Controle de mosquito. No topo da imagem está o nome do curso: Estratégia de Disseminação de Larvicida para combate ao mosquito Aedes.

Publicado em 15/09/2023

Com participação da Fiocruz, Brasil e Angola reforçam laços de cooperação em saúde

Autor(a): 
Camila De’Carli (Agência Fiocruz de Notícias)

A fim de retomar a histórica parceria entre Brasil e Angola, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma visita de Estado ao país junto a uma comitiva formada por integrantes do governo e de autarquias, parlamentares e empresários. Representando a Fiocruz, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic/Fiocruz), Cristiani Machado, esteve entre os dias 24 e 25 de agosto em Luanda e participou de atividades voltadas para o fortalecimento da cooperação bilateral na área da saúde. 

No primeiro dia em missão, Cristiani Machado acompanhou as ministras da Saúde de Brasil e Angola, Nísia Trindade Lima e Silvia Lutucuta, nas visitas ao Instituto Angolano de Controle de Câncer e ao Instituto Hemoterápico Infantil, duas unidades referência em saúde no país. "Conversamos com os diretores dessas unidades e ficou muito evidente a importância da cooperação com o Brasil na formação de profissionais de saúde. No Instituto Angolano de Controle do Câncer, por exemplo, já há uma cooperação muito forte com a Unicamp e com o Inca", relatou a vice-presidente. 

No segundo dia em Luanda, Cristiani participou do Fórum Econômico Angola-Brasil, que reuniu integrantes dos governos, de instituições e da iniciativa privada dos dois países. A vice-presidente integrou o painel Saúde, Educação e Desenvolvimento Humano. Em sua fala, ela destacou que a Fiocruz sempre estabeleceu relações próximas e solidárias com as nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, incluindo com Angola, contribuindo com a formação de profissionais de saúde e a estruturação da Rede de Banco de Leite Humano no país.

A uma audiência fortemente voltada para o debate econômico, Cristiani assinalou em seu discurso a "importância dos setores da saúde e educação para a economia, sendo possível apostar em uma articulação virtuosa entre economia, política social e política científica, em um projeto de desenvolvimento orientado ao bem-estar social".

Outro ponto ressaltado pela vice-presidente foi a urgência em assegurar a disponibilidade de insumos estratégicos para o atendimento das necessidades de saúde das populações, seja pelo fortalecimento da produção nacional, acordos estratégicos entre países e mecanismos solidários de cooperação bilateral ou multilateral. Ao final de sua fala, Cristiani reforçou a intenção da Fiocruz em dividir suas boas práticas com Angola. "A Fiocruz está disponível para fortalecer sua cooperação com Angola nas áreas de educação para o sistema de saúde – do ensino técnico ao doutorado -, na pesquisa, em áreas como vigilância genômica, no desenvolvimento tecnológico e em estratégias para viabilizar o acesso a insumos como vacinas e medicamentos, entre outras", afirmou. 

O Fórum Econômico foi encerrado com o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente angolano João Manuel Gonçalves Lourenço e a assinatura de acordos bilaterais. Cristiani Machado ressaltou a disposição da Fiocruz de participar da agenda de cooperação que vem sendo construída pelo Ministério da Saúde, considerando o desejo mútuo em fortalecer os sistemas públicos de saúde e respeitando as especificidades locais. Essa perspectiva se insere em uma estratégia mais ampla de cooperação Sul-Sul estruturante não somente com Angola, mas com o continente africano, especialmente com países de língua portuguesa. 

"Tradicionalmente, a educação e a saúde são áreas importantes dessa cooperação Sul-Sul. A Fiocruz sempre atuou com a perspectiva de uma cooperação estruturante em saúde e com uma atenção especial aos países da América Latina e de língua portuguesa da África", afirmou Cristiani Machado. 

Sobre essa cooperação estruturante, a vice lembrou que Brasil e África têm muitos desafios comuns na área da saúde - por exemplo o enfrentamento a doenças negligenciadas, como malária, febre amarela e tuberculose, ou a dificuldade, em diferentes níveis, de acesso a insumos - e que as parcerias representam também uma oportunidade de aprendizado mútuo. "Há uma dimensão de solidariedade e de aprendizado que tem que ser destacado. Esse aprendizado não é somente unilateral. Nós somos países com muita coisa em comum", disse. 

 

Imagem: fotos do arquivo pessoal de Cristiani Machado

#ParaTodosVerem Banner com colagem de duas fotos, uma em cima e outra embaixo, na primeira foto estão presentes cinco pessoas, da esquerda para direita um senhor negro de terno escuro, ao lado uma senhora negra de vestido e casaco estampado, uma mulher branca com blusa estampada e casaco amarelo, uma mulher negra de blazer escuro e por última uma mulher branca com vestido colorido.  A segunda foto é de diversas pessoas sentadas de costas assistindo uma palestra, no palco estão cinco pessoas e atrás deles é possível ler no powerpoint: Fórum Econômico: Angola-Brasil.

Publicado em 05/09/2023

Auxílio à permanência de estudantes de pós-graduação de baixa renda 2023: confira listagem de classificados na segunda chamada

Autor(a): 
Fabiano Gama

A Presidência da Fiocruz, por intermédio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), divulga nesta terça-feira, 5 de setembro, a listagem com os 50 estudantes classificados na segunda chamada 2023 para receber o auxílio à permanência. A iniciativa visa promover a permanência de estudantes de baixa renda da Fiocruz, em situação de vulnerabilidade social, ligados aos programas de mestrado e doutorado acadêmicos da instituição, favorecendo a continuidade de seus estudos e desempenho acadêmico, e, assim, contribuir para a redução das desigualdades na educação de pós-graduação e na ciência em nosso país. Confira aqui os 50 estudantes classificados!

+Acesse aqui a segunda chamada 2023 do Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação (APE-PG)

A divulgação da listagem é pelo número do CPF dos candidatos. Se o seu CPF não figura entre os que constam na lista, é sinal de que não foi classificado. Conforme a Chamada Interna 2023.2, o primeiro item de desempate é o critério menor renda, isso implica dizer que, apesar de o candidato ter renda familiar compatível com o que está preconizado na chamada, todos os estudantes aptos foram colocados em uma escala comparativa, por meio da qual foi dada prevalência aos que têm menores rendas entre todos os demais, conforme o TÍTULO X – Dos Critérios de Classificação.

O recebimento do Auxílio acontecerá por até 12 (doze) meses consecutivos, enquanto o estudante estiver em situação de matrícula ativa e dentro dos prazos regimentais de conclusão do curso em questão, com duração máxima equivalente ao período do curso (até o 24º mês no mestrado e até o 48º mês no doutorado), e desde que mantidas ao longo de todo o período as condições de elegibilidade ao recebimento do auxílio. Além disso, a qualquer momento, caso o aluno supere a situação de vulnerabilidade que o levou ao recebimento do auxílio ou passe a exercer atividade remunerada, ele deverá solicitar à coordenação do Programa, em sua unidade, a suspensão do benefício.

Publicado em 05/09/2023

Formação Internacional: Residentes da Fiocruz participarão de estágio em Cuba

Autor(a): 
Tatiane Vargas (Ensp/Fiocruz)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi contemplada com residentes dos programas de residências da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) selecionados para participar do estágio internacional em Cuba. A oferta de intercâmbio é fruto da parceria entre a Ensp, a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), a Escuela Nacional de Salud Publica de Cuba (Ensap), e o Instituto Nacional de Higiene, Epidemiologia y Microbiologia do país (Inhen). 

No dia 31 de agosto, a Ensp organizou uma oficina com os selecionados. O coordenador de Lato Sensu da Vice-Direção de Ensino da Ensp, Gideon Borges, explicou que o objetivo da oficina foi preparar os residentes para imersão técnica e cultural que vivenciarão no país. Para ele, a atividade foi fundamental, pois eles entrarão em contato direto com um sistema politico, econômico e social bastante diferente do Brasil. “Essa experiência para os alunos da Ensp é muito enriquecedora, pois eles estarão em contato com um sistema de saúde que pode oferecer pistas importantes para o aperfeiçoamento do nosso Sistema Único de Saúde (SUS)”, destacou.

Na oficina preparatória foram discutidos temas considerados importantes para o melhor aproveitamento do estágio, como a análise comparada de sistema de saúde com foco na Atenção Primária e a observação participante, além de características do sistema politico econômico e social cubano. Segundo Gideon, a expectativa é os residentes, após retornarem, organizem um seminário para relatar as experiências vivenciadas na formação. 

No total, 14 residentes da Fiocruz participarão do estágio em Cuba, sendo: dois do Programa de Residência em Medicina da Família e Comunidade (RMFC); dois do Programa de Residência em Saúde do Trabalhador (RST); seis do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família (RMSF) – estes três programas da Ensp; e quatro alunos do IFF.

 

 

 

ParaTodosVerem: foto da oficina em um auditório com o palestrante e o público sentado em cadeiras.

*Fotos: Ensp Fiocruz.

Publicado em 01/09/2023

Auxílio à permanência de estudantes de pós-graduação de baixa renda 2023: confira resultado preliminar da segunda chamada

Autor(a): 
Fabiano Gama

A Presidência da Fiocruz, por intermédio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), divulga nesta sexta-feira, 1º de setembro, o resultado preliminar da segunda chamada 2023 do Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação (APE-PG). A iniciativa visa promover a permanência de estudantes de baixa renda da Fiocruz, em situação de vulnerabilidade social, ligados aos programas de mestrado e doutorado acadêmicos da instituição, favorecendo a continuidade de seus estudos e desempenho acadêmico, e, assim, contribuir para a redução das desigualdades na educação de pós-graduação e na ciência em nosso país. Confira aqui o resultado preliminar das inscrições validadas!

+Acesse aqui a segunda chamada 2023 do Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação (APE-PG)

O estudante que desejar interpor recurso deverá enviar e-mail para cad@fiocruz.br, conforme o cronograma disponível na Chamada, até 4 de setembro.

Ao todo, poderão ser atendidos até 50 estudantes regularmente matriculados em programas Stricto sensu da Fiocruz e que atendam aos critérios de elegibilidade descritos no Artigo 4 da Chamada.

O APE-PG destina-se a estudantes com matrícula ativa na Fiocruz, dedicação exclusiva a cursos de pós-graduação, com renda familiar per capita mensal inferior ou igual a 2,0 (dois) salários mínimos, e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou ainda se forem membros de família de baixa renda, também nos termos do mesmo Decreto, em condição de vulnerabilidade social que prejudique o desenvolvimento das atividades acadêmicas do curso da Fiocruz em que está matriculado, mediante autodeclaração.

 O recebimento do Auxílio acontecerá por até 12 (doze) meses consecutivos, enquanto o estudante estiver em situação de matrícula ativa e dentro dos prazos regimentais de conclusão do curso em questão, com duração máxima equivalente ao período do curso (até o 24º mês no mestrado e até o 48º mês no doutorado), e desde que mantidas ao longo de todo o período as condições de elegibilidade ao recebimento do auxílio. Além disso, a qualquer momento, caso o aluno supere a situação de vulnerabilidade que o levou ao recebimento do auxílio ou passe a exercer atividade remunerada, ele deverá solicitar à coordenação do Programa, em sua unidade, a suspensão do benefício. 

Publicado em 30/08/2023

VigiFronteiras: Fiocruz e Ministério ampliam parceria para formação em Vigilância em Saúde nas fronteiras. Novo acordo também alcançará Região Amazônica

Autor(a): 
Bruna Cruz (comunicação VigiFronteiras)

Fundação e Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS) confirmam a oferta de nova turma do Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil) da Fiocruz. A iniciativa visa dar continuidade à qualificação dos profissionais na área de vigilância em saúde para atuarem na resposta a emergências de saúde pública de importância nacional e internacional nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países vizinhos. O acordo prevê ainda, a partir de 2024, a formação de uma rede de qualificação de profissionais da área da vigilância em saúde na Região Amazônica, sob a coordenação de nossa instituição. O processo de ampliação da parceria e fomento da rede de qualificação profissional voltada ao enfrentamento dos desafios sanitários da região Amazônica foi conduzido pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC/Fiocruz) e a SVSA/MS, por meio da Coordenação-Geral de Desenvolvimento e Epidemiologia em Serviços (CGDEP), do Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde (Daevs), e do Departamento de Emergências em saúde Pública (Demsp).

De acordo com a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, esse amplo processo de formação em parceria com a SVSA/MS é estratégico para fortalecer as ações do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde do SUS, dada a histórica contribuição da Fiocruz no campo da vigilância em saúde em seus diversos componentes. “Pretendemos atender uma demanda reprimida por capacitações voltadas a profissionais que atuam nas fronteiras, demonstrada recentemente pelo número de candidatos inscritos no primeiro processo seletivo do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz, um total de 466 candidatos. Desde o início das aulas, há uma demanda crescente nos polos de oferta quando em momentos presenciais e uma grande procura por informações sobre próximas turmas nos canais de comunicação do programa”, comentou Cristiani. 

A primeira turma do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz está em curso e sendo realizada por meio de um consórcio entre os programas de pós-graduação em Saúde Pública, Epidemiologia em Saúde Pública e Saúde Pública e Meio Ambiente da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, oferecido pelo Instituto Leonidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazonas); e a participação de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul. O programa conta com a parceria da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), além da SVSA/MS.
 
Um grupo de trabalho formado entre o Ministério da Saúde e a Fiocruz vai começar, em breve, a preparar o processo seletivo para a segunda edição do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz - ainda sem previsão de lançamento do edital. A próxima oferta também oferecerá vagas para brasileiros e estrangeiros que sejam profissionais e/ou gestores de saúde e atuem na área de vigilância em saúde, em especial em doenças transmissíveis, nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países sul-americanos vizinhos.
 
Foco na Amazônia: a formação de uma rede de qualificação de profissionais

A Fiocruz é a principal instituição não universitária de formação e qualificação de profissionais para o SUS e para a área de ciência e tecnologia em saúde do Brasil. A bem-sucedida experiência com o VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz e outras iniciativas que vêm sendo realizadas com foco na vigilância em saúde a credenciam para liderar a formação de uma rede de qualificação de profissionais da área da vigilância em saúde na Região Amazônica em todos os níveis, conforme demanda da SVSA/MS.
  
Para o Diretor do Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde (Daevs/SVSA/MS), Guilherme Werneck, a iniciativa é fundamental para ampliar a formação de profissionais altamente qualificados para atuarem em regiões de difícil acesso nas quais os desafios sociais, ambientais e operacionais são imensos. Segundo ele, “a preparação para o enfrentamento de novas epidemias exige uma atuação da vigilância em saúde que seja amparada numa gestão capacitada para buscar soluções criativas para problemas complexos com base nas melhores evidências científicas, considerando o contexto histórico, social, cultural e ambiental em que se está inserido. A segunda turma do VigiFronteiras-Brasil se associa a outras ações de qualificação profissional desenvolvidas pela SVSA/MS, por meio da CGDEP/Daevs e do Demsp, para fortalecer ainda mais a capacidade do Sistema Único de Saúde de atender às necessidades da população brasileira”, comentou ele. 

A Fiocruz pretende mobilizar uma força tarefa interna de docentes na área da Vigilância em Saúde e disponibilizar a experiência e capacidade instalada da instituição para a coordenação de redes colaborativas e ações integradas, a exemplo do que já acontece com outras secretarias do Ministério da Saúde e instituições de ensino e pesquisa, em prol da agenda estratégica nacional e internacional relacionada também à preparação para emergências em saúde pública. 

Na visão da coordenadora-geral Adjunta de Educação da Fiocruz e coordenadora do Programa VigiFronteiras-Brasil, Eduarda Cesse, diante do cenário epidemiológico atual, as necessidades de qualificação e de redução das desigualdades de acesso à educação e à formação de profissionais para atuação no SUS na Amazônia são complexas e desafiadoras. “Devido à vasta extensão geográfica e à diversidade de populações e ecossistemas, é fundamental proporcionar oportunidades de capacitação de profissionais em vários níveis, levando em consideração as especificidades locais e regionais, as particularidades socioculturais e ambientais, a logística e a infraestrutura da região”, disse Eduarda. 

Publicado em 29/08/2023

Fiocruz: alunos de doutorado recebem menção honrosa em Prêmio Capes 2023

Autor(a): 
Isabela Schincariol*

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) teve, neste ano, três contemplados com menção honrosa no Prêmio Capes de Teses 2023. O aluno Marlon dos Santos, concluiu sua tese no doutorado oferecido pelo Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná). Maria Gutiérrez cursou o doutorado em Patologia Humana, um programa oferecido em Ampla Associação pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e a Fiocruz. Já Thiago Silva, aluno de doutorado da Ufba, no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, teve orientação de Viviane Boaventura e coorientação de Manoel Barral, ambos pesquisadores do IGM/Fiocruz Bahia.

Com essa premiação, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) reconhece as melhores teses de doutorado defendidas em programas de pós-graduação brasileiros. A edição 2023 teve o maior número de inscritos nos 19 anos de existência da iniciativa: 1.469 trabalhos de todo o país, com um total de 49 teses premiadas na primeira etapa, categorizadas por área do conhecimento. O anúncio aconteceu em 14 de agosto e, em novembro, três delas receberão o Grande Prêmio Capes de Tese – um por cada Colégio: Ciências da Vida, Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar. A solenidade de entrega da honraria acontecerá em dezembro.

A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, comentou que é sempre um orgulho ver o nome da Fundação entre os estudantes premiados, o que, para ela, "representa o reconhecimento da excelência dos trabalhos desenvolvidos na nossa instituição — programas e laboratórios —, bem como em programas em associação ou ainda com a participação de nossos pesquisadores", disse ela. 

Além dos alunos contemplados com suas teses, o corpo docente da Fiocruz também foi representado na premiação com o pesquisador Carlos Gadelha, que recebeu a menção honrosa como coorientador da tese “Parcerias para o desenvolvimento produtivo uma estratégia para o desenvolvimento do complexo econômico industrial da saúde (ceis) no país”, de autoria de Kellen Santos Rezende, do Programa de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB) e orientação de Maria Sueli Soares Felipe. Gadelha é secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, pesquisador da Fiocruz e docente do Programa de Pós-Graduação de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).

Avanços na proteômica: as funções das proteínas e seus papéis em processos biológicos

O trabalho de Marlon dos Santos, intitulado Avanços na proteômica: novas tecnologias de aquisição de dados, ferramentas, e estratégias de análise - é resultado de seu curso de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), com orientação de Paulo Carvalho e coorientado por Juliana Carvalho. 

Segundo a Rede de Plataformas Tecnológicas da Fiocruz, a proteômica estuda a distribuição, a abundância, as modificações, as interações e as funções de uma ou de um grupo de proteínas, ou do conjunto de proteínas em uma célula ou organismo. As análises proteômicas ganham destaque pela possibilidade de se caracterizar o espectro proteico de organismos, e são experimentos de alta complexidade que requerem equipamentos como cromatografia e espectrômetros de massa. 

O trabalho de Marlon, buscou, como objetivo geral, desenvolver métodos computacionais e experimentais para proteômica, superando as limitações relacionadas à quantificação de biomoléculas e análise de dados em larga escala. Nesse sentido, seu trabalho fornece contribuições complementares em todos os principais passos de experimentos de proteômica, desde a geração de dados até a análise de dados, permitindo uma exploração de dados aprofundada e demonstrações em conjuntos de dados de prova de conceito e sistemas biológicos reais. A tese apresenta três contribuições inéditas e complementares voltadas à análise de proteômica, sendo de ampla e imediata aplicabilidade pela comunidade cientifica. A partir dos resultados encontrados, Marlon indica em sua tese que "nossas soluções e contribuições integradas têm impacto imediato e espera-se que sejam vitais nos esforços em curso para descobrir as funções das proteínas e seus papéis em vários processos biológicos".

Marlon comentou o orgulho de receber essa premiação nacional. Para ele, este prêmio ratifica que as questões investigadas e as respostas buscadas têm relevância e valor. "Isso fortalece em mim a convicção de que a pesquisa que faço tem potencial para causar um impacto significativo, seja no avanço científico ou em aplicações práticas que podem beneficiar a sociedade, apontou ele, dizendo ainda que "receber uma Menção Honrosa no Prêmio Capes de Tese foi uma das experiências mais gratificantes da minha carreira. Esta premiação, para mim, vai além do reconhecimento; é uma validação profunda do trabalho que dediquei anos a desenvolver”. 

Além de parabenizar Marlon, a vice-presidente de Educação, Cristiani Machado, destacou o papel de seus orientadores Paulo Carvalho e Juliana Carvalho, e de toda a comunidade do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná). "Ficamos muito felizes. Esse prêmio tem grande significado, dado que o Programa de Biociências e Biotecnologia recentemente teve sua nota aumentada na avaliação da Capes, o que mostra a qualidade da formação oferecida. O trabalho de Marlon é inovador e traz uma contribuição importante na área de biotecnologia, estratégica para a Fiocruz e a ciência brasileira”, afirmou Cristiani.

O trabalho de doutoramento de Marlon resultou em 21 artigos científicos, dos quais ele é autor principal em 7 deles.

+Leia mais em: Tese desenvolvida no PPGBB/ICC recebe menção honrosa no Prêmio Capes 2023

Trabalho alinhado a estratégias de erradicação da tuberculose

A estudante egressa do Programa de Pós-graduação em Patologia Humana (PGPAT), oferecido pela Ufba e a Fiocruz Bahia - Instituto Gonçalo Moniz em ampla associação, María Belen Arriaga Gutiérrez recebeu menção honrosa no Prêmio Capes de Tese 2023, na área de Medicina II, com o trabalho “Determinantes clínicos e epidemiológicos da susceptibilidade à infecção pelo Mycobacterium tuberculosis e da resposta terapêutica em pacientes com tuberculose”.  

O projeto, que contou com colaboração com investigadores de diversas instituições nacionais e internacionais, além do Ministério da Saúde, demonstrou uma nova abordagem estatística para testar a representatividade de grandes coortes prospectivas em populações em situações em que bancos clínicos e epidemiológicos são interconectados. Para isso, a estudante utilizou dados do consórcio Regional Prospective Observational Research in Tuberculosis (RePORT) Brasil, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e de Socios em Salud Sucursal Peru. Seu trabalho foi orientado pelo pesquisador do Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia) e docente permanente do PGPAT, Bruno de Bezerril Andrade.

Durante o doutorado, Maria produziu 60 artigos, que foram publicados em revistas científicas importantes, como Lancet America, Clinical Infectious Disease, International Infectious Disease, Oxford, Frontiers, PlosOne e Scientific Report. A tese, desenvolvida em formato de 14 artigos, foi apresentada em várias ocasiões, incluindo uma reunião científica do National Institutes of Health (NIH/ EUA). 

A saúde digital e o monitoramento da eficácia das vacinas contra a Covid-19 no Brasil

A tese de Thiago Silva, intitulada Saúde digital para monitoramento da eficácia das vacinas contra a Covid-19 no Brasil”, foi defendida em 2022, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Ufba, sob a orientação de Viviane Boaventura e coorientação de Manoel Barral, ambos pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia). O trabalho avaliou a efetividade das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil, analisando os desfechos de infecção sintomática, hospitalização e óbito. Bancos de dados nacionais referentes à vigilância de síndrome gripal, síndrome respiratória aguda grave e administração de vacinas contra Covid-19 foram utilizados para avaliar a efetividade vacinal entre janeiro de 2021 e abril de 2022. 

Os resultados mostraram um alto nível de proteção das vacinas contra desfechos graves causados pela Covid-19, a queda na proteção decorrente das variantes do SARS-CoV-2 e do tempo pós-vacinação e identificaram grupos prioritários para doses de reforço. Thiago contou que a jornada que culminou na conquista do prêmio foi repleta de dedicação, desafios, renúncias e aprendizados. Durante seu doutorado, foram publicados sete artigos com primeira autoria, em revistas científicas de alto impacto, como a Lancet, Lancet Infectious Disease, Nature Medicine, Nature Communications e PLoS Medicine. Ele também colaborou em vários projetos de enfrentamento da pandemia, incluindo o serviço Telecoronavírus, da Fiocruz Bahia e UFBA em parceria com o Governo da Bahia

+Leia mais em: Estudante é premiado na primeira etapa do Prêmio Capes de Tese 2023 

Parcerias para o desenvolvimento produtivo

A tese de Kellen Santos Rezende, aluna egressa do Programa de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), foi defendida em 2022 com o título “Parcerias para o desenvolvimento produtivo uma estratégia para o desenvolvimento do complexo econômico industrial da saúde (ceis) no país”, com orientação da presidente do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UnB, Profª. Dra. Maria Sueli Soares Felipe, e coorientação do secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, pesquisador da Fiocruz e docente do Programa de Pós-Graduação de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), Carlos Gadelha.

O trabalho analisou as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), projetos conduzidos pelo Ministério da Saúde (MS) do Brasil para cooperação entre instituições públicas e entidades privadas que têm o intuito de desenvolver, transferir, absorver tecnologias, capacitar produtiva e tecnologicamente o país para atendimento de demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) e à maior sustentabilidade do sistema de saúde. O objetivo da tese foi avaliar as PDP como instrumento das políticas públicas de saúde e de desenvolvimento industrial considerando seu marco regulatório, resultados e benefícios tecnológicos e socioeconômicos.

+Acesse a tese no Repositório UnB

 

 

 

*com informações do ICC/Fiocruz Paraná, do IGM/Fiocruz Bahia e da Capes

Publicado em 25/08/2023

Congresso discute métodos alternativos ao uso de animais em pesquisa

Autor(a): 
Fabiano Gama*

Cada vez mais, o desenvolvimento tecnológico vem proporcionando novas técnicas e novas abordagens que contribuem, sobretudo, para a substituição do uso de animais na pesquisa e educação. Com a finalidade de que os pesquisadores e estudantes mostrem e discutam seus trabalhos sobre o assunto, além da possibilidade da atualização de pesquisas no exterior, por meio da participação de pesquisadores internacionais convidados, o Centro Brasileiro para Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM), em consonância com seus propósitos, promove o I Congresso Brasileiro de Métodos Alternativos ao uso de Animais na Pesquisa e na Educação (I CBMAlt), de 6 a 9 de novembro, no Rio de Janeiro.

Inscreva-se já!

A inscrição confere o direito de participar da programação técnica e científica do I CBMAlt. Interessados em submeter seus trabalhos devem estar inscritos no evento e, posteriormente, conferir todas as informações para submissão até o dia 31 de agosto.

Os temas do Congresso estão divididos em:

  • Estatística aplicada à validação de métodos alternativos
  • Uso de invertebrados como alternativas
  • Produtos vet/pet e alternativas
  • Alternativas na educação
  • Sistemas “in silico”
  • Inteligência artificial/inteligência em organóides
  • Fomento para as pesquisas em métodos alternativos
  • Repositório de Métodos Substitutivos na Educação
  • Resoluções Normativas do CONCEA
  • Revisão dos protocolos da OMS por grupos do NC3Rs
  • Direito Animal
  • Sistemas micro-fisiológicos
  • Bioimpressão
  • Next Generation Risk Assessment

A programação científica está sendo cuidadosamente elaborada para abranger os tópicos mais atuais e relevantes.

O evento é marcado pela presença de renomados especialistas nacionais e internacionais.

O local do evento será no Hotel Windsor Marapendi, localizado na Avenida Lúcio Costa, 5.400, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ.

Confira todas as informações, inscreva-se e participe do I Congresso Brasileiro de Métodos Alternativos ao uso de Animais na Pesquisa e na Educação (I CBMAlt).

*Com informações do I CBMAlt.

 

 

#ParaTodosVerem Banner com fundo verde e moléculas desfocadas ao fundo, no centro está escrito: 1° Congresso Brasileiro de Métodos Alternativos ao uso de Animais. Abaixo, informações do evento, como o dia e local de realização.

Publicado em 24/08/2023

Fiocruz lança edição impressa da Política de Apoio ao Estudante

Autor(a): 
Fabiano Gama*

Foi realizada nesta quarta-feira, 23 de agosto, a cerimônia de lançamento da edição impressa da Política de Apoio ao Estudante (PAE). O evento foi coordenado pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), por meio da Coordenação-Geral de Educação (CGE) da Fiocruz. Participaram da mesa de abertura a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz (CGE/VPEIC), Cristina Guilam; a coordenadora do Centro de Apoio ao Discente (CAD), Etinete Nascimento; e a coordenadora-geral da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz - Rio de Janeiro (APG-Rio), Beatriz Maria. O evento está disponível para visualização no canal do CAD/Fiocruz no Youtube.

A Política de Apoio ao Estudante (PAE) é uma iniciativa da VPEIC a partir da inspiração de centenas de participantes dos dois últimos congressos internos da Fiocruz, que apontaram a necessidade de um documento que orientasse as ações institucionais, tendo em vista a construção de um processo educacional de qualidade, com forte produção de conhecimento e de inovação.

A PAE já está disponível na versão online desde o seu lançamento há alguns meses, Etinete ressaltou que a necessidade de se ter uma edição impressa da PAE, em tempos onde tudo está digitalizado e online, é que este exemplar seja um instrumento nas vidas dos docentes e discentes da Fundação. "Devemos sempre pensar que temos que trabalhar por este símbolo agregador, para que possamos ter como missão algo que traga para a Fiocruz excelência e qualidade de ensino, progressivas e a todo instante, e que traga para os estudantes contínua luta pelo bem-estar".

Durante o lançamento da edição física, Cristina Guilam reafirmou a concretização deste instrumento como símbolo da educação na Fiocruz. "Eu considero isso como uma síntese de todo o movimento que a Fiocruz já vinha fazendo em nome da proteção ao estudante e da ruptura de um ciclo vicioso que é a desigualdade, uma pós-graduação que sempre foi para poucos. Então essa política se coloca no sentido fortalecer a inclusão, uma ruptura com essas desigualdades sociais".

A representante dos alunos na mesa, Beatriz explicou que a finalidade da PAE é dar prioridade e melhores condições de acesso e permanência aos estudantes na Fundação. "Tem como principal objetivo representar os discentes que compõem a nossa instituição de forma coletiva e também considerando as individualidades de cada aluno e cada caso que aparece para ser solucionado, tentando ajudar da melhor forma possível".

Participaram também da abertura a coordenadora de EAD da Fiocruz Pernambuco e membro do Grupo de Trabalho da PAE, Joselice Pinto; o doutorando da Fiocruz Manaus e representante da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz Amazonas e membro do GT PAE, Vitor da Silva Aquino; além da doutoranda da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e membro do GT PAE, Elizabeth Leite, e a integrante do Comitê Fiocruz pela Acessibilidade e Inclusão das Pessoas com Deficiência, Tatiane Nunes.

+Acesse e conheça a Política de Apoio ao Estudante da Fiocruz (PAE)

O propósito da PAE é orientar a elaboração e a execução de ações que garantam aos estudantes condições adequadas para acesso, permanência e conclusão dos cursos oferecidos pelas unidades e escritórios da instituição, com vistas à formação plena e de qualidade, à inclusão social, à produção de conhecimento e de inovação, à melhoria do desempenho acadêmico e ao bem-estar biopsicossocial durante a trajetória educacional de cada discente na Fiocruz. 

A Política de Apoio ao Estudante (PAE) é voltada aos alunos com matrícula ativa e regular na Fiocruz nos cursos técnicos de nível médio e especializações técnicas em saúde; de pós-graduação Lato sensu (especialização e residência em saúde) e Stricto sensu (mestrado e doutorado) oferecidos unicamente pela Fiocruz ou em associação, rede, consórcio, cooperação, associação e parceria com outras instituições, conforme as distintas necessidades e o princípio da equidade.

Esta iniciativa integra um conjunto de políticas institucionais orientadas pelo compromisso de fortalecer a formação de profissionais para o SUS e de pesquisadores, visando contribuir para a redução das desigualdades estruturais que se expressam na saúde, na educação e na ciência. Sua elaboração partiu da compreensão da educação como prática da liberdade, e como direito social que, além do seu valor intrínseco, também condiciona o acesso a todos os demais direitos.

Assista aqui ao lançamento da versão impressa da PAE:

 

 

*Com informações de Isabela Schincariol.

#ParaTodosVerem Fotomontagem com três fotos do evento de lançamento da edição impressa da Política de Apoio ao Estudante da Fundação Oswaldo Cruz, aprovada pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz em 15 de dezembro de 2022, em que aparecem os palestrantes e o público.

Publicado em 22/08/2023

Segunda chamada interna de auxílio à permanência de estudantes de pós-graduação de baixa renda 2023: últimos dias de inscrições

Autor(a): 
Fabiano Gama

Está chegando ao fim o prazo de inscrição para segunda chamada 2023 do Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação (APE-PG). A iniciativa da Presidência da Fiocruz, por intermédio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), visa promover a permanência de estudantes de baixa renda da Fiocruz, em situação de vulnerabilidade social, ligados aos programas de mestrado e doutorado acadêmicos da instituição, favorecendo a continuidade de seus estudos e desempenho acadêmico, e, assim, contribuir para a redução das desigualdades na educação de pós-graduação e na ciência em nosso país. As Inscrições podem ser feitas até 24 de agosto.

+Acesse aqui a segunda chamada 2023 do Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação (APE-PG)

!!! Atenção: Para acessar o formulário e realizar a sua inscrição é necessário ter cadastro no Acesso Único Fiocruz.  Clique aqui e leia o Guia de acesso ao formulário e tire suas dúvidas sobre as inscrições, assim como o passo a passo para se cadastrar no Acesso Único Fiocruz.

No momento da inscrição, se o aluno perceber alguma inconsistência de dados no preenchimento do cadastro, será necessário entrar em contato diretamente com a secretaria acadêmica do curso ao qual o aluno está vinculado.

Ao todo, poderão ser atendidos até 50 estudantes regularmente matriculados em programas Stricto sensu da Fiocruz e que atendam aos critérios de elegibilidade descritos no Artigo 4 da Chamada.

O APE-PG destina-se a estudantes com matrícula ativa na Fiocruz, dedicação exclusiva a cursos de pós-graduação, com renda familiar per capita mensal inferior ou igual a 2,0 (dois) salários mínimos, e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou ainda se forem membros de família de baixa renda, também nos termos do mesmo Decreto, em condição de vulnerabilidade social que prejudique o desenvolvimento das atividades acadêmicas do curso da Fiocruz em que está matriculado, mediante autodeclaração.

 O recebimento do Auxílio acontecerá por até 12 (doze) meses consecutivos, enquanto o estudante estiver em situação de matrícula ativa e dentro dos prazos regimentais de conclusão do curso em questão, com duração máxima equivalente ao período do curso (até o 24º mês no mestrado e até o 48º mês no doutorado), e desde que mantidas ao longo de todo o período as condições de elegibilidade ao recebimento do auxílio. Além disso, a qualquer momento, caso o aluno supere a situação de vulnerabilidade que o levou ao recebimento do auxílio ou passe a exercer atividade remunerada, ele deverá solicitar à coordenação do Programa, em sua unidade, a suspensão do benefício. 

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