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Publicado em 27/09/2017

Campus Virtual Fiocruz completa um ano e desenvolve novas soluções

Rede de conhecimento e aprendizagem oferece plataformas e serviços educacionais em ambiente integrado

Hoje, dia 27 de setembro, a Fiocruz celebra um ano deste importante espaço de compartilhamento do conhecimento: o Campus Virtual Fiocruz (CVF). Aqui, os visitantes encontram os cursos das várias unidades da Fundação, ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) e suas comunidades, videoaulas e recursos educacionais abertos.

A coordenadora da iniciativa, Ana Furniel, lembra que a criação do Campus foi motivada pelo grande interesse dos visitantes do Portal Fiocruz no portifólio de cursos e serviços institucionais na área de ensino. Ao mesmo tempo, a iniciativa se mostrava estratégica para o fortalecimento da Política de Acesso Aberto ao Conhecimento e das ações de integração institucional. “A Fiocruz é a principal instituição não universitária de formação de recursos humanos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (C&T&I). Nosso desafio era não só disponibilizar toda a oferta na área educacional e contribuir para maior integração da comunidade acadêmico-científica, mas também ampliar a articulação e estreitar o relacionamento com as redes de conhecimento nas quais a Fundação se insere”, lembra. Trabalho este que vem sendo consolidado e ganhando magnitude, com a ampliação das parcerias.

Destaca-se a colaboração com a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), iniciativa da Fiocruz que existe há sete anos. O coordenador da Gestão do Conhecimento da UNA-SUS, Vinícius de Oliveira, conta que as ações integradas com o Campus Virtual Fiocruz têm se mostrado uma estratégia acertada para capilarizar a oferta. “Só no último ano chegamos a 1 milhão de matrículas em cursos abertos que abrangem 98% do território nacional”. O CVF também é parceiro da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), integrando uma rede com 16 países para formar profissionais de saúde em toda a região das Américas através do Campus Virtual de Saúde Pública (CVSP/Opas). Ana comenta um dos frutos desta cooperação internacional: “Estamos adaptando cursos sobre zika e chikungunya para a região, que são oferecidos na plataforma em três idiomas: português, espanhol e inglês. Dessa forma, levamos um conhecimento fundamental para profissionais de saúde de países como Equador ou Haiti, por exemplo, que têm poucos recursos”.


Planos e desafios

Além de difundir conhecimentos, o Campus Virtual Fiocruz tem um grande potencial para estimular o desenvolvimento de serviços, produtos e aplicações. “Estamos num processo muito intenso e interessante de aprendizado, aproveitando os diversos desafios que surgem como oportunidades. Isso resulta não só em soluções para o Campus, como propostas para melhorar sistemas e processos de gestão. E nos coloca diante de novas frentes de trabalho, na concepção de outros projetos estruturantes no campo da educação, informação e comunicação, que incluem a prospecção de cooperações nacionais e internacionais”, analisa a coordenadora.

Entre as principais novidades, está o desenvolvimento do Educare ─ um ecossistema para recursos educacionais abertos (REAs). As discussões sobre esta nova solução têm sido feitas junto com a Biblioteca Virtual em Saúde (Bireme), a Opas e a UNA-SUS e nas diversas instâncias internas, nas quais o projeto começa a ser apresentado. À frente da iniciativa está a analista de tecnologia da informação Rosane Mendes, que fala sobre a importância da oferta de ambientes integrados e colaborativos no contexto da educação aberta. “A oferta de recursos educacionais abertos (REAs) é cada vez mais importante e demanda a comunicação e a colaboração entre os criadores de conteúdo. O Educare, além de armazenar objetos digitais e torná-los acessíveis, oferece ferramentas que estimulam a revisão, edição e atualização do conteúdo por pares. Dessa forma, os recursos podem ser reutilizados em vários contextos educacionais, ampliando seu potencial”. E, por falar em REA, comemorando as diversas inciativas em curso sob sua gestão, a Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) lançou ontem um edital para estimular a elaboração destes recursos, e outro voltado à criação de jogos e aplicativos móveis (saiba mais aqui).

Outra novidade será o sistema de gestão de cursos livres, que está sendo adaptado a partir do que foi desenvolvido pela equipe da Fiocruz Bahia, conta Ana. “Daremos um salto na organização das informações para tornar os cursos disponíveis e possibilitar a inscrição de alunos de forma integrada com o Campus Virtual Fiocruz. Entre os benefícios do sistema está a possibilidade de os coordenadores publicarem um hotsite para divulgar o curso”.

São muitos os planos para ampliar esta rede do conhecimento, fortalecendo também os vínculos com quem “carrega o DNA” da Fiocruz. É o caso do desenvolvimento de uma rede de egressos, que tem o objetivo de promover maior intercâmbio com alunos que desenvolveram sua trajetória acadêmico-científica e profissional na instituição, como conta Ana Paula Mendonça, que faz parte da equipe do projeto. “A ideia é termos uma grande rede social com diferentes serviços, para incentivar o contato e a troca de experiências entre estas pessoas, aproximá-las e permitir que continuem a contribuir com o desenvolvimento institucional”, afirma.

Novas frentes de trabalho que se somam a muitos desafios, pontua a coordenadora Ana Furniel. “Sempre pensamos no Campus de uma forma ampla, estruturante e estratégica. Assumimos grandes responsabilidades em ações estratégicas para a Fiocruz nas áreas de formação, informação e comunicação: da formulação de diretrizes comuns, passando pelo desenvolvimento tecnológico, até ações de integração e assessoramento das unidades”. Ela comenta, ainda, que o CVF passa por um momento de avaliação. “Estamos repensando as atribuições do Campus Virtual Fiocruz e nossas metas, para que possamos continuar a contribuir, da melhor forma possível, com a importante tarefa de fortalecer o SUS e o Sistema de C&T&I do país”, conclui.


Muitos benefícios e boas perspectivas

O Campus Virtual Fiocruz foi lançado em 27 de setembro de 2016, para facilitar o acesso a informações e serviços na área de educação. Desde então, o público pode, por exemplo, pesquisar o portifólio de cursos das diversas unidades da Fiocruz num único lugar.

A busca é organizada por filtros, permitindo que a pesquisa seja feita por diferentes categorias: nível de ensino (Stricto sensu, Lato sensu, qualificação profissional, educação básica e profissional e educação corporativa), modalidade (presencial e EAD), unidade, localização, programa e área temática. Assim, o público pode se informar sobre as disciplinas e ementas dos cursos, comparar ofertas para saber qual é a mais adequada ao seu perfil, acessar as informações sobre objetivos, coordenação, inscrições, prazos, documentação etc.

Também estão disponíveis no mesmo ambiente as aulas virtuais, materiais didáticos, bancos de imagens e vídeos, guias, entre outros recursos.


Conteúdo, comunicação e interação na rede

Para que os visitantes estejam sempre atualizados há também áreas de notícias, entrevistas e agenda (em que é possível ficar por dentro sobre defesas de teses e dissertações, seminários, palestras, sessões científicas e em centros de estudo). Todo este conteúdo é divulgado para quem curte a fanpage do Campus Virtual Fiocruz.

Quer mais? Já estão sendo desenvolvidas novas funcionalidades para que os usuários do Campus se cadastrem e tenham um espaço personalizado para chamar de seu, em que poderão montar sua lista de estudos, fazer anotações, comentar, compartilhar e organizar os conteúdos favoritos. “É uma área muito dinâmica e estamos trabalhando bastante para oferecer as melhores soluções para o público da Fiocruz”, diz Ana.


Siga o Campus no Facebook e compartilhe conhecimento com a sua rede: https://www.facebook.com/campusfiocruz/

Por Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)

Publicado em 10/08/2017

Organização de Estados Ibero-Americanos sela acordo com a Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) — especializada em educação, ciência e cultura que reúne países ibéricos e latino-americanos — assinaram um protocolo de intenções de cooperação técnica na segunda-feira (7/8) no Castelo Mourisco, sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro. O acordo visa o desenvolvimento de programas conjuntos e o intercâmbio científico, incentivando ações nos campos da saúde, ciência, tecnologia e desenvolvimento social. A cooperação prevê a realização de projetos, cursos, conferências, encontros, palestras, seminários, intercâmbios de profissionais e serviços de consultoria, entre outras atividades que reúnam especialistas de diversas áreas do conhecimento. De acordo com o documento, serão estimuladas parcerias com ministérios, órgãos governamentais e outros organismos para apoiar e disseminar as iniciativas.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, observou que a cooperação foi propiciada, em grande parte, devido aos esforços do vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Manoel Barral-Netto. “Esse acordo nos põe no sentido de caminharmos juntos, sendo extremamente positivo para a Fiocruz, e que imediatamente pensemos em ações de intercâmbio de pesquisa e mobilidade”, disse Nísia.

Ela também destacou que a OEI tem expandido sua atuação para países da África de língua portuguesa como Cabo Verde e Moçambique, que atualmente participam da organização como observadores, Nísia afirmou que esse direcionamento está em conformidade com a atuação da própria Fiocruz no continente. “No caso de nossa cooperação com a África, acabamos de formar a quinta turma de mestrado em ciências da saúde em Moçambique. A cooperação com o país tem vertido toda área da ciência da saúde aplicada, e pensamos em estender e aprofundar laços com outros países da África de língua portuguesa e da América Latina. Recentemente recebemos a presença do diretor da Administração Nacional de Laboratórios e Institutos de Saúde da Argentina, e caminhamos para uma parceria muito importante no que se refere à produção e disseminação de vacinas contra febre amarela”, acrescentou a presidente.

Por sua vez, o secretário geral da OEI, Paulo Speller, destacou a importância do acordo para a sua própria instituição. “O Brasil é um parceiro imprescindível para a OEI, e a primeira referência que temos [aqui] é sempre a Fiocruz. É a instituição brasileira de maior tradição, com presença nos campos de ciência e tecnologia, com presença internacional inclusive”, afirmou. Ele enfatizou que o acordo se deu de modo ágil – a negociação começou em abril deste ano.

Speller também ressaltou a esperança de uma atuação significativa no continente africano. “Há uma expectativa muito grande fora do Brasil, tanto na América Latina quanto na Espanha e em Portugal, de que a Fiocruz esteja presente na OEI, além de órgãos brasileiros de incentivo à pesquisa e do Ministério de Ciência e Tecnologia. A participação de Cabo Verde e de Moçambique como observadores na OEI complementam ações que a Fiocruz historicamente já vem fazendo na América Latina. O mundo ibero-americano vai além do que pensamos”, disse o secretário.

Segundo o vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Manoel Barral-Netto, dada a longa história de atividade da OEI em países ibero-americanos, o acordo permitirá que a Fiocruz amplie sua integração com instituições dessa região. "Isto poderá ocorrer em vários campos, a começar com ações na área educacional e de pesquisa". Ele disse que a OEI demonstrou interesse em cooperar com o Campus Virtual Fiocruz para utilizar seu conteúdo nos esforços educacionais dos países da região. "Além da tradução do conteúdo para o castelhano, vislumbramos a possibilidade de enriquecer o conteúdo do Campus com o material de outras instituições", afirmou o vice-presidente. 


Fonte: André Costa (Agência Fiocruz de Notícias) | Foto: Peter Ilicciev

Publicado em 29/05/2017

Fiocruz celebra 117 anos com programação especial 

No sábado (27/5), a Fiocruz abriu as comemorações pelos seus 117 anos, convidando seu público para um Piquenique Científico. Os participantes puderam desfrutar da bela área verde no campus sede da instituição, no Rio de Janeiro, e compartilhar dicas sobre hábitos saudáveis de alimentação. O Museu da Vida, ligado à Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), preparou uma programação recheada de atrações, promovendo uma série de atividades ao longo do dia, como oficinas, troca de livros e teatro.

E a festa da ciência e da saúde segue até a quarta-feira (31/5).

Na segunda-feira (29/5), além de diversas apresentações musicais, como o Coral de Mulheres da Maré e a Orquestra Popular Tuhu, os participantes podem conferir a mesa-redonda Museus e Cidadania: direito de todos.

Em 2017, a Fundação relembra os 100 anos sem o seu fundador. No dia 30/5, será celebrado o Ano Oswaldo Cruz: ciência e saúde no projeto nacional. A COC/Fiocruz abrirá a exposição Manguinhos Revelado neste dia, quando também serão lançados títulos da Editora Fiocruz e da Abrasco. 

Terça e quarta o público pode circular pela Feira Fiocruz Saudável e aproveitar as diversas atividades de prevenção e promoção da saúde, tais como: se vacinar contra Influenza (gripe), receber orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis e preservativos, aferir a pressão arterial, medir a glicose, dentre outras. 

No último dia do evento (31/5), acontece a palestra Novo Marco Legal da Ciência, Tecnologia & Inovação: impactos para a inovação em saúde.

Confira a programação completa aqui e participe!

Mais notícias

Por Flávia Lobato (com informações da CCS/Fiocruz)

 

Publicado em 19/05/2017

Ensp lança novo Portal da Educação a Distância

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) lançou seu novo Portal da Educação à Distância (EAD), no dia 15/5. Para facilitar a busca de cursos, editais e o andamento dos processos seletivos, a equipe do projeto envolveu profissionais da EAD em todos os setores da Escola, assim como das áreas de comunicação, informação e gestão do conhecimento. Tudo isso para atender ao grande público que busca a EAD/Ensp. Ao longo de quase duas décadas, foram cerca de 80 mil alunos formados em mais de 4 mil municípios das 27 unidades federativas do Brasil.

O novo portal tem layout responsivo — que se encaixa automaticamente no dispositivo do usuário (PC, celular, tablet, etc) e muda sua aparência e disposição com base no tamanho da tela em que é exibido. Neste ambiente web, os visitantes vão encontrar os cursos ativos e com editais abertos para inscrição, podendo acompanhar todo o processo seletivo. Uma das novidades é que tutores e alunos podem refinar a pesquisa de acordo com as categorias dos cursos e seu perfil, e, ainda, acessar mais facilmente o ambiente EAD.

Mais do que informações disponíveis, de uma forma amigável e ágil, o novo portal foi concebido para atender a proposta da educação à distância como uma modalidade educacional, segundo a coordenadora do programa de Educação a Distância da Ensp, Lucia Dupret. “Temos um país de dimensões continentais e a Escola atua para qualificar trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, nosso aluno é um trabalhador da saúde e nossa missão é fazer a formação chegar onde é necessária. Sendo assim, entendemos que a EAD é uma estratégia de construção de políticas públicas”, afirma.

Leia a entrevista completa no Informe Ensp.

Publicado em 31/07/2025

‘Doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (DRSAI)’ é o tema da sessão desta sexta (1º/8)

Autor(a): 
Kadu Cayres (IOC/Fiocruz)

A sessão do Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) desta sexta-feira, dia 1º de agosto, abordará o tema ‘Saneamento rural no enfrentamento das doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (DRSAI)’ com o professor e pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), Alexandre Pessoa.

Na ocasião, Tereza Favre, pesquisadora do Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde, e Felipe Aníbal, pesquisador do Laboratório de Epidemiologia e Sistemática Molecular, ambos do IOC, atuarão como mediadores, assim como Rafael Neves, coordenador dos programas '1 Milhão de Cisternas' e 'Cisternas nas Escolas', da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).

A atividade será realizada a partir das 10h no auditório Emmanuel Dias (Pavilhão Arthur Neiva), localizado no campus da Fiocruz em Manguinhos (RJ). Haverá transmissão pelo Canal do IOC no Youtube.

 

 

 

 

 

 

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

#ParaTodosVerem banner com fundo branco, nele está escrito: Centro de estudos, Instituto Oswaldo Cruz, saneamento rural no enfrentamento das doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (DRSAI), com Alexandre Pessoa, um homem branco, com cabelos grisalhos e blusa branca, ele está de perfil para a foto, mediação de Tereza Favre e Felipe Aníbal, o evento será no dia 1º de agosto, às 10 horas.

Publicado em 31/07/2025

Radis de julho destaca experiência antimanicomial no SUS

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

Conheça uma experiência de Reforma Psiquiátrica no SUS: No município do Carmo (RJ), o fechamento do antigo manicômio deu lugar a uma rede de cuidado em liberdade. Com 17 residências terapêuticas e o Centro de Convivência Paula Cerqueira, a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) oferece dignidade e autonomia aos egressos do hospital psiquiátrico.

Oficinas de arte, capoeira, dança e teatro, além de passeios culturais e atividades artísticas, ajudam a resgatar identidades e reconstruir laços sociais. A experiência mostra que é possível substituir a lógica de exclusão por acolhimento e respeito aos direitos humanos.

O editor Luiz Felipe Stevanim e o fotógrafo Eduardo Oliveira visitaram o Carmo e conheceram as residências, conversaram com os egressos do hospital psiquiátrico e os profissionais de saúde e testemunharam como a cidade se transformou ao abraçar a Reforma Psiquiátrica e fazer da liberdade e da arte um caminho para a promoção de saúde. É a primeira reportagem de Radis sobre as experiências inspiradoras do SUS cadastradas na Plataforma IdeiaSUS da Fiocruz por unidades e profissionais de saúde.

Na edição número 274, você também confere outros assuntos: Gaslighting médico invalida relatos de paciente e mostra que a falta de escuta pode agravar problemas de saúde; sociólogo João Paulo Gugliotti explica como a aids construiu uma visão sobre as pessoas LGBT+ como grupos de risco; manifestações pedem fim dos ataques de Israel na Palestina; Paulo Amarante faz um balanço da Reforma Psiquiátrica brasileira.

Acesse aqui.

 

 

 

 

#ParaTodosVerem fotografia de uma mulher negra, com cabelos escuros cacheados, usa uma blusa preta, bermuda escura e chinelos, ao seu lado um homem branco, com gorro escuro na cabeça, camisa rosa, bermuda jeans e tênis, ele segura um cachorro no colo, os dois sorriem para a foto, na parte inferior da fotografia está escrito: Vidas além do manicômio, do hospício às residências terapêuticas: a experiência de reforma psiquiátricas no SUS em uma cidade do interior.

Publicado em 09/07/2025

Projeto de extensão da EGF-Brasília vence edital interno da Capes

Autor(a): 
Adrielly Reis (Fiocruz Brasília) 

O projeto de extensão “Quem conta um conto aumenta um ponto: mulheres e meninas na ciência e suas histórias”, do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas em Saúde (PPGPPS) da Escola de Governo Fiocruz–Brasília (EGF-Brasília) foi selecionado na Chamada nº 01/2025: PROEXT-PG/CAPES-FIOCRUZ. Com uma proposta de integração entre ciência e sociedade, o projeto do Mestrado Profissional em Políticas Públicas em Saúde da EGF-Brasília tem como parceiro o Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde), polo Fiocruz Brasília.

Aprovado com a segunda maior nota (53,25), o projeto, de autoria da pesquisadora Fernanda Marques, do Núcleo de Educação e Humanidades (Jacarandá/EGF-Brasília), prevê a divulgação científica e a promoção da equidade de gênero na ciência, além de incluir ações de pesquisa e ensino. O projeto de extensão também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS/ONU), em especial ao ODS 5, que prevê a igualdade de gênero.

O objetivo é oferecer a alunas do ensino fundamental 2 de uma escola pública de Ceilândia a oportunidade de conhecer o trabalho e as trajetórias pessoais e profissionais de mestrandas e pesquisadoras da EGF-Brasília. Junta-se também à iniciativa o Movimento Lazer, Esporte e Cultura (MoLEC), de Brazlândia, como parceiro na elaboração e facilitação das oficinas educomunicativas, nas quais as meninas irão escrever e ilustrar uma história sobre os desafios e conquistas de uma mulher cientista – história de ficção baseada nas vivências reais das pesquisadoras que elas conhecerem na Fiocruz Brasília –, que resultará em um livro construído coletivamente como produto final.  

“A ideia é que seja um livro infantil, voltado a crianças do ensino fundamental 1 e da educação infantil, de modo que as meninas autoras possam, posteriormente, multiplicar a experiência que tiveram e compartilhá-la com outras meninas, ainda mais jovens”, destacou Fernanda Marques.  

Segundo Marques, na perspectiva da pesquisa, o projeto buscará analisar em que medida esse tipo de intervenção contribui não só para despertar vocações cientificas nas meninas, como também para aumentar a consciência e a motivação das mestrandas e das pesquisadoras sobre como elas podem ser fontes de inspiração e oportunidades para mais mulheres e meninas na ciência.  Já na perspectiva do ensino, as mestrandas e pesquisadoras receberão formação em divulgação científica para desenvolverem jogos ou outras dinâmicas interativas com as meninas. 

“É necessário reforçar ações de educação e comunicação que destaquem o papel das mulheres cientistas na sociedade, mostrando a diversidade de trajetórias de vida de pesquisadoras, seus desafios e conquistas – exemplos com os quais meninas possam se identificar, inspirá-las e motivá-las a seguir carreiras científicas”, assinalou a pesquisadora, que complementa: “dentro dos paradigmas da divulgação científica e da educomunicação, mais do que colocar trajetórias de vida de pesquisadoras em exposição nas mídias, é importante a participação ativa das meninas que se quer alcançar com essas ações”.

O projeto terá duração de dois anos e prevê etapas imediatas como: submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa (por conta da pesquisa associada ao projeto) e a seleção do bolsista de iniciação à extensão, voltado a estudantes de graduação de qualquer curso. Na sequência, será a articulação com a escola, a mobilização do corpo discente e docente.

“Acredito que o projeto resultará em produções técnicas potentes e contribuirá para uma avaliação cada vez melhor do nosso Mestrado, além de fortalecer a divulgação científica na Fiocruz Brasília, não só como campo de práticas, como também campo de ensino e pesquisa, tudo articulado”, destaca.

Publicado em 12/05/2025

Colóquio destaca ações afirmativas na pós-graduação

Autor(a): 
Liseane Morosini

Que mudanças as políticas afirmativas trouxeram para a Fiocruz e o que ainda é preciso transformar? Essas e outras perguntas serão respondidas no colóquio Evolução das Ações Afirmativas na Pós-Graduação da Fiocruz, que será realizado em 14 de maio, no Auditório Maria Deane, no Rio de Janeiro. O evento vai promover a troca de experiências entre pesquisadores e especialistas, mostrar como a reserva de vagas ampliou a diversidade profissional na instituição e contribuir para o aperfeiçoamento e atualização de estratégias dessa política.

O colóquio é  uma das atividades da pesquisa Impacto de ações afirmativas na Educação: a experiência da Fiocruz que objetiva compreender como as ações afirmativas foram implementadas nos cursos stricto sensu a partir das Portarias 1.433/2017 e 491/2021, que regulamentam o  percentual mínimo de cotas para todos os cursos de pós-graduação da instituição. Desde 2017, a Fiocruz adota ações afirmativas para ampliar o acesso e democratizar a educação, e vem expandindo e aperfeiçoando suas políticas institucionais para garantir o acesso e a equidade de oportunidades na educação superior e na formação de profissionais da saúde. Atualmente, a instituição reserva 30% das vagas oferecidas em programas de pós-graduação e residências em saúde para candidatos que se declaram negros (pretos e pardos), indígenas e pessoas com deficiência.

A pesquisa analisou primeiramente as chamadas públicas dos cursos de mestrado acadêmico e profissional de 2018 e 2023, a proporção entre oferta de vagas e ocupação, a existência de Banca Biopsicossocial e Comissão de Heteroidentificação e as etapas da seleção. Depois, verificou o universo de cotistas dos cursos stricto sensu da Fiocruz em 2023 e 2024, no mestrado e no doutorado acadêmico e profissional, para não só conhecer esse público como ter uma análise descritiva de raça, gênero, formação na graduação e estado/país de origem. A partir daí, foram selecionados os participantes para entrevistas individuais, que foram iniciadas em fevereiro. As entrevistas com grupos focais serão realizadas na parte da tarde do colóquio. 

Programação: Colóquio Evolução das Ações Afirmativas na Pós-Graduação da Fiocruz 

Data: 14 de maio de 2025
Local: Auditório Leônidas Deane, Pavilhão Leônidas Deane (IOC-Fiocruz), Rio de Janeiro

Manhã

9h – Café e biscoito

9h30 - Mesa de abertura:  Marly Cruz (Vice-Presidência de Educação. Informação e Comunicação - VPEIC); Eduarda Cesse (Coordenação Geral de Educação- CGE/VPEIC); Hilda da Silva Gomes  (Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa); Paulo Garrido (Asfoc); Matheus Rodriguez (Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz (APG)                                                                                                                   

10h às 11h15 - Mesa de convidados: Ana Prado (integrante da diretoria de Educação Especial Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação de Niterói); Emerson Baré (APG/UFRJ - membro Comissão Professor Indígena do Território do Xingu); Gideon Borges (Coordenador Geral do Lato sensu e Qualificação Profissional da Ensp);Helena Gonçalves (Enfermeira Preceptora no Programa de Residência em Enfermagem de Família e Comunidade); Luis Augusto (Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa (Gemaa/ Uerj)

11h15min às 12h - Debate

Tarde

14h às 16h30h - Grupo focal da Pesquisa Impacto de Ações Afirmativas na Educação: a experiência da Fiocruz

Publicado em 09/05/2025

Formação de Conselheiros de Saúde: uma estratégia para o fortalecimento do SUS

Autor(a): 
Fabiano Gama

A partir de uma concepção teórico-prática, o livro 'Formação de Conselheiros de Saúde: uma estratégia para o fortalecimento do SUS' reúne o conteúdo do Curso de Qualificação Profissional para Conselheiros Municipais de Saúde, tendo como fio condutor as reflexões e debates que emergiram durante seu desenvolvimento. Merece destaque a potência dessa iniciativa, seja pela riqueza das ideias advindas do movimento de facilitação da aprendizagem, seja pela efervescência e diversidade das experiências relatadas pelos participantes. O leitor pode reconhecer a importância da democracia, da participação social e o papel dos conselhos de saúde na democratização e na política pública de saúde; discutir os impactos dos determinantes sociais de saúde no âmbito do território; apresentar conceitos relevantes para a compreensão da gestão colegiada e participativa do SUS e conhecer os mecanismos e instrumentos de gestão do SUS como pilares para uma atuação comprometida e qualificada nos conselhos municipais de saúde.

Concebido originalmente para a formação de conselheiras e conselheiros municipais de saúde do estado do Rio de Janeiro, esta iniciativa revelou um potencial extraordinário de disseminação de conhecimentos e experiências capaz de alcançar conselheiras e conselheiros de saúde de todo o país. A publicação contempla temas centrais, como democracia, participação social e o papel dos conselhos de saúde na democratização e na política pública de saúde, discutindo os impactos dos determinantes sociais de saúde no âmbito do território. Nessa linha, apresenta conceitos importantes para uma gestão colegiada e participativa do SUS, mecanismos e instrumentos de gestão do SUS como pilares para uma atuação eficaz nos conselhos municipais.

O livro foi organizado pela Coordenadora Nacional do Projeto Fortalecimento da Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde, Rosa Maria Pinheiro Souza, que também foi secretária técnica executiva da RedEscola por quase uma década e vice de Educação da Escola de Governo em Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), e pelo Coordenador da equipe de formação docente da Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância (CDEAD/Ensp/Fiocruz), Moacyr Torres Junior, e contou com a participação de diversos autores especialistas em saúde.

Na apresentação, elaborada em conjunto entre os organizadores, eles alegam que, para que o Sistema Único de Saúde (SUS) funcione de maneira eficaz garantindo o direito à saúde para todos os cidadãos, é essencial o exercício de forma ativa e participativa da gestão e controle social: "Nesse contexto, os conselheiros de saúde, especialmente os conselheiros municipais, por viverem nos territórios onde a vida acontece, desempenham um papel fundamental, sendo responsáveis por fiscalizar, monitorar e participar da formulação de políticas públicas de saúde em suas localidades".

O prefácio, redigido pela pesquisadora em saúde pública da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), Letícia Batista Silva, informa que, a partir de elementos estratégicos, a publicação nos oferece mediações fundamentais para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) como uma estrutura que busca atuar frente à consolidação de direitos sociais, dentre eles, a saúde em seu sentido ampliado: "O acesso universal à saúde no Brasil é resultante de conquistas históricas e sociais que passam pelo processo de redemocratização, pelas lutas dos movimentos sociais e pelos parâmetros colocados na Constituição Federal de 1988 e reverberados pela Lei Orgânica da Saúde e outras legislações. Contudo, esse tem sido um caminho complexo e, por vezes, contraditório. O SUS é o maior sistema universal de saúde do mundo e é, também, o que se desenvolve com piores condições de financiamento. O livro analisa pontos essenciais que merecem debate quando se trabalha para a consolidação do SUS; trata da participação social, no que se refere à formação de conselheiros municipais de saúde a partir da implementação de um consistente projeto político pedagógico; fala do papel dos conselhos de saúde em uma democracia e da gestão do SUS desenvolvida a partir do planejamento, monitoramento e avaliação em saúde, tendo os conselhos de saúde como sujeitos ativos nesse processo".

Parte do Projeto Formação de Conselheiros Municipais de Saúde do Rio de Janeiro, a obra é resultado de parceria entre a Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (CDEAD/Ensp/Fiocruz) e coordenado pela Secretaria Técnica e Executiva da Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública (RedEscola).

O documento é um Recurso Educacional Aberto e foi elaborado de acordo com a Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da Fiocruz. Está disponível para download no Educare.

 

Publicado em 09/05/2025

Livro 'Ouvidorias do SUS: fortalecendo a atuação em rede' está disponível em acesso aberto

Autor(a): 
Fabiano Gama

"Ouvidorias do SUS: fortalecendo a atuação em rede" trata das Ouvidorias do SUS, em uma perspectiva crítica e com uma abordagem pedagógica que busca consolidar a atuação em Rede, fortalecendo-as. Originalmente teve seu conteúdo organizado para um trabalho educativo online com a mediação de facilitadores de aprendizagem. A potência desta iniciativa inspirou a publicação desta obra, que tem como objetivo de aprendizagem compreender a saúde como direito, o processo de trabalho de uma Ouvidoria do SUS e a gestão da informação nas ouvidorias do SUS.

O livro foi organizado pela Coordenadora nacional do Projeto Fortalecimento da Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde, Rosa Maria Pinheiro Souza, que também foi secretária técnica executiva da RedEscola por quase uma década e vice de Educação da Escola de Governo em Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), e pelo Coordenador da Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância (CDEAD) da Ensp, Maurício de Seta, e contou com a contribuição de diversos autores especialistas em saúde.

Na apresentação, elaborada em conjunto, os organizadores afirmam que o livro é parte do processo de formação da força de trabalho do SUS: "A compreensão do novo é apenas uma parte da formação do trabalhador da saúde: é preciso se engajar na causa. É necessário mover-se buscando impactar na realidade, visando sua transformação. São aportes preciosos para atividades formativas e trabalhos educativos como oficinas, seminários, debates, etc. As diversas estratégias educacionais encontrarão aqui um rico material, em escopo e em aprofundamento, para promover reflexões e amadurecimento sobre o tema: ouvidorias do SUS".

A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-presidente do Instituto Latinoamericano del Ombudsman/Defensorías del Pueblo (ILO) de 2019 a 2023 e ex-Ouvidora-Geral da UFRJ, Cristina Ayoub Riche, afirma no prefácio, de sua autoria, que considera as duas políticas públicas – a do Sistema Único de Saúde (SUS) e a das ouvidorias –, políticas promotoras e garantidoras dos direitos humanos e dos direitos fundamentais e uma inovação social, e explica os objetivos da publicação: "Consistem em reduzir a lacuna de referências educativas voltadas para as ouvidorias. Trata-se de uma oferta pedagógica cuidadosamente elaborada para apoiar a qualificação das Ouvidorias do SUS, cuidando não somente de sensibilizar e conscientizar os atores envolvidos com a temática, mas, também, de concretizar o compromisso com a oferta de uma educação permanente e com o fortalecimento estratégico do trabalho em rede".

O livro é um desdobramento do Projeto Fortalecimento da Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde, fruto de parceria entre a Coordenação de Desenvolvimento Educacional e Educação a Distância da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (CDEAD/Ensp/Fiocruz) e a Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (OuvSUS) do Ministério da Saúde (MS), coordenado pela Secretaria Técnica e Executiva da Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública (RedEscola), voltado a profissionais e gestores que desejam implantar uma Ouvidoria do SUS e profissionais e gestores que desejam qualificar Ouvidorias do SUS já implantadas.

O documento é um Recurso Educacional Aberto e foi elaborado de acordo com a Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da Fiocruz. Está disponível para download no Educare.

 

 

#ParaTodosVerem Capa do livro Ouvidoria do SUS, fortalecendo a atuação em rede, os coordenadores são Rosa Maria Pinheiro Souza e Maurício de Seta, a capa é azul com traços laranja e amarelo.

 

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