Entre os dias 8 e 11 de abril, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deu mais um passo no debate da ciência aberta e dos dados gerados pela pesquisa. Pesquisadores e diretores de unidades se reuniram para refletir e aprimorar a gestão e o compartilhamento de dados na pesquisa, em duas oficinas promovidas pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz).
Os participantes trocaram experiências – por meio de apresentações, rodas de conversa e atividades em grupo – e puderam opiniar sobre temas como: dados FAIR (Findable, Accessible, Interoperable, and Re-usable), os desafios da abertura de dados, a política institucional de gestão, e a abertura e o compartilhamento de dados. Estas questões de ciência aberta foram discutidas na perspectiva de pesquisadores, editores, financiadores e das instituições de pesquisa e ensino.
Visão global na base da formação de multiplicadores
As duas oficinas foram conduzidas por um dos pioneiros no assunto, Eloy Rodrigues (Universidade de Minho, Portugal), e pelo pesquisador Pedro Príncipe, da mesma instituição.
Na primeira, intitulada Visão estratégica sobre gestão de dados, os participantes foram apresentados ao cenário global e etapas que diferentes atores (financiadores, instituições de pesquisa e ensino, entre outros) estão seguindo para implantar a gestão de dados na pesquisa. O conceito — que tem sido bastante discutido pela comunidade acadêmico-científica — refere-se, essencialmente, a planejar a melhor forma de se organizar e usar os dados gerados pela ciência. Eloy comentou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Fundação neste sentido: “A Fiocruz já está avançada na preparação da sua estratégia de gestão de dados, e, agora começa a implementá-la. O estamos fazendo aqui é ajudando a estruturar os próximos passos".
Já a segunda oficina, Formação de formadores, teve como foco capacitar um grupo inicial em métodos, técnicas e ferramentas para que atuem como multiplicadores de conhecimento, participando da elaboração de novas oficinas. O objetivo é criar condições para organizar ações de formação cada mais eficazes, participativas e interativas na Fiocruz. A coordenadora de Comunicação e Informação da VPEIC/Fiocruz, Paula Xavier, destacou este momento de capacitação. "Para implantar a gestão e a abertura de dados, é fundamental que todos os envolvidos compreendam as questões estratégicas, relacionadas à nova forma de organização da pesquisa. Ao mesmo tempo, lidam com aspectos instrumentais, como o desenvolvimento de competências para elaborar planos de gestão de dados e depósitos em repositórios de dados”.
Uma abordagem muito assertiva, na visão do diretor do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Fábio Russomano, que participou das oficinas: “Isto aqui é uma revolução. Sou diretor de um Instituto que abriga centenas de pesquisadores, que agora podem trabalhar com outros paradigmas. São novas formas de fazer pesquisa. Creio que em alguns anos não haverá outra forma”, disse.
Fiocruz oferece cursos livres sobre ciência aberta
Um dos materiais de apoio utilizados na oficina foram os microcursos de Formação em Ciência Aberta, oferecidos através do Campus Virtual Fiocruz. A iniciativa, que integra as estratégias da Fiocruz de apresentar à comunidade o movimento da ciência aberta, foi criada para abordar as diversas práticas, expectativas e controvérsias sobre o assunto. Que tal se capacitar também? Acesse!
Quer saber mais sobre rede de regulação gênica? Então conheça o curso Identifying Gene Regulatory Networks from Gene Expression Data, oferecido na modalidade presencial e em EAD pelo Instituto René Rachou (Fiocruz Minas). É possível se inscrever até o dia 3 de março.
Na modalidade presencial, será realizado em parceria com o Departamento de Engenharia de Estruturas, no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já os estudantes das instituições parceiras poderão participar em suas unidades, à distância, por meio de videoconferência.
Ao todo, o curso integra oito unidades de ensino e pesquisa. Além da Fiocruz Minas e da UFMG, são elas: o Instituto Oswaldo Cruz (PGBCS/IOC/Fiocruz); a Fiocruz Paraná (ICC); a Fiocruz Pernambuco (CPqAM); a Fiocruz Rondônia; a Fiocruz Ceará; e a Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Uma Rede de Regulação Gênica (ou GRN, do inglês Gene Regulatory Network) é uma coleção de reguladores moleculares que interagem uns com os outros e com outras substâncias na célula para regular os níveis de expressão gênica de mRNA e proteínas. Elas desempenham um papel central na morfogênese - a criação de estruturas do corpo - o que as torna fundamentais para o controle genômico do desenvolvimento em animais e plantas.
Essas interações regulatórias entre genes podem ser estudadas em grande escala, permitindo, por exemplo, entender as cascatas de regulação gênica, ou elucidar a conexão entre regulação gênica e fenótipo. Dessa forma, o estudo de GRNs requer contribuições de vários campos de pesquisa, incluindo Biologia de Sistemas, Biologia Evolutiva do Desenvolvimento e Genômica Funcional, e fornece uma abordagem integrativa para questões fundamentais de pesquisa em Biologia. Aí está a importância do curso.
As inscrições são feitas aqui pelo Campus Virtual Fiocruz.
As aulas acontecem entre os dias 11 e 15 de março. Inscreva-se já!
Por ano, mais de 60 mil pessoas são mortas vítimas da violência no Brasil. No entanto, um estudo inédito identificou que o Programa Bolsa Família diminuiu em até 23% os índices de homicídio e até 25% de internação por agressão nos municípios brasileiros com alta cobertura do programa federal. Para além da renda, a política social traz benefícios a toda sociedade quando contribui para minimizar a violência, de acordo com a pesquisa científica liderada pela pós-doutoranda do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), Daiane Borges Machado.
O estudo “Conditional cash transfer programme: Impact on homicide rates and hospitalisations from violence in Brazil” publicado na revista PLOS One analisou 5.507 municípios do Brasil e observou que quando a cobertura do programa atinge acima de 70% da camada da população que teria direito ao benefício, existe um efeito significativo de proteção. Machado realizou a investigação em etapas, e na primeira observou todos os níveis de cobertura, foi quando constatou correlação entre benefício e redução de homicídios e internações por violência.
Para chegar a este resultado, a pesquisadora usou dados do então Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) de 2004 a 2012, gerou a taxa de cobertura de todos os municípios do país da época, analisando a proporção de pessoas que recebem o benefício por atenderem aos critérios do MDS: famílias com renda por pessoa de até R$ 89 mensais; as famílias com renda por pessoa entre R$ 89,01 e R$ 178,00 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos.
Ainda na primeira etapa, comparou com as taxas de homicídio e internação por agressão (incluindo tentativas de homicídios) do Sistema Único de Saúde (SUS) de cada um desses municípios e observou redução médias de 0.3 % para o desfecho homicídio e 0.4% para o desfecho internação – essa é uma redução geral para os municípios investigados. Contudo, essa taxa inclui diversos efeitos, investigados de diferentes formas.
Em uma segunda etapa, foi observada a proteção ao longo do tempo naqueles municípios que conseguiram cadastrar e beneficiar mais de 70% da população elegível. E chegou as seguintes conclusões: quando o município tem um ano de cobertura, a hospitalização por violência diminui 8%, dois anos, 14%, três anos, 20% e quatro anos 25%. Nestes municípios, comprovou-se que o efeito de proteção ao longo do tempo para homicídios varia de 21%, (dois anos de cobertura) a 24% (quatro anos).
Já comparando os diferentes níveis de cobertura, o estudo constata que a taxa de efeito de proteção é de 16% quando o município possui uma cobertura média do programa (30% e 70% da população) e chega aos 23% quando tem uma alta (superior os 70%).
“Pela redução das taxas municipais de homicídios e hospitalizações por violência podemos inferir que o programa Bolsa Família pode ser um elemento crucial na prevenção da violência no Brasil. Os seus cortes podem trazer consequências drásticas para o já tão alto número de assassinatos no país, o mais alto do mundo”, garante a pesquisadora.
Ainda para a líder do estudo, o efeito de proteção pode estar associado também às condicionalidades do programa como a exigência de frequência escolar mínima de 85% da carga horária. “O aumento do tempo na escola e a redução do tempo nas ruas podem reduzir a exposição a situações de violência, a oportunidades para certos tipos de crime e comportamento de risco”, explicou Machado.
“Ademais, a melhora nos níveis de escolaridade e a promoção da “inclusão produtiva” (que também está atrelada ao programa) aumentam as chances de beneficiários obterem melhores empregos e, possivelmente, maiores rendimentos. Aumentando ainda o capital humano, a esperança de um futuro melhor, dando às pessoas a possibilidade de ponderar sobre se envolverem ou cometerem atos violentos”, complementa.
Em estudo anterior, Machado participou de observação em que constatou a proteção ao suicídio também associada ao programa. O artigo “Effect of the Brazilian cash transfer programme on suicide rates: a longitudinal analysis of the Brazilian municipalities” foi publicado na edição de novembro do periódico Social Psychiatry & Psychiatric Epidemiology pelos pesquisadores do Cidacs Flávia Alves, Daiane Borges Machado e Mauricio Barreto.
A diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, assinou novo acordo de cooperação da instituição com a Universidade de Brasília (UnB), a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF)e a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), no dia 27 de dezembro. O plano de trabalho envolve atividades de cooperação técnico-científica entre as instituições, para o compartilhamento de dados e a troca de informações para o desenvolvimento, a institucionalização e o fortalecimento da Sala de Situação da SES-DF. Espera-se que o compartilhamento de dados, estudos, ensino, pesquisas e projetos de interesse comum na área de ciência, tecnologia e inovação, aprimore as políticas públicas associadas ao desenvolvimento saudável e sustentável no âmbito do DF e da Região integrada de Desenvolvimento Econômico do DF e entorno.
O acordo também busca a implementação da Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) associada aos determinantes sociais da saúde no território, além da implementação e desenvolvimento tecnológico das salas de cooperação social como radares de territórios saudáveis e sustentáveis.
Na cerimônia, no auditório da Fiocruz Brasília, Fabiana ressaltou que este é o primeiro acordo firmado conforme o novo marco de ciência e tecnologia, e é o resultado de um trabalho que vem sendo construído ao longo dos últimos dois anos, com a instalação da Sala de Situação do DF. Segundo ela, o acordo reforça as ações colaborativas entre as instituições e fortalece a ciência cidadã.
O secretário de saúde do DF, Humberto Fonseca, agradeceu ao ex-ministro da Saúde, Agenor Alvares e ao ex-diretor da Fiocruz Brasília Gerson Penna, em cuja gestão o projeto foi iniciado. Segundo ele, mensalmente são inseridos no ambiente virtual os dados relacionados ao Samu, à atenção psicossocial, os óbitos e também a força de trabalho da secretaria. Semanalmente também são apresentadas online as informações sobre os casos de aids, sífilis, os indicadores dos ODS, além do acompanhamento da saúde e bem-estar na Cidade Estrutural, após a desativação do seu lixão. No portal, diariamente também é atualizada a lista de espera por leitos de UTI e a execução orçamentária da saúde.
O próximo passo é a divulgação de todos os dados de regulação sanitária, para democratizar o acesso da população e organizar os serviços assistenciais. O portal da Sala de Situação traz informações estratégicas sobre a saúde pública do DF em diversos formatos, possibilitando maior transparência das ações em saúde, o que conferiu à SES um prêmio da Controladoria Geral do DF.
A diretora da Fepecs, Maria Dilma Teodoro, lembrou iniciativas exitosas da instituição em parceria com a Fiocruz, como o Programa de Residência Multiprofissional. Já a reitora da UnB, Márcia Abraão reforçou que a universidade deve avançar nesta colaboração e demarcou o interesse da UnB em pesquisar a realidade do Distrito Federal, vide a quantidade de pesquisadores da instituição presentes no evento.
Clique aqui para acessar a sala de situação, desenvolvida em parceria com a Fiocruz Brasília.
Por Mariella de Oliveira-Costa (Fiocruz Brasília)
O Censo EAD.BR é um relatório analítico publicado, anualmente, pela Associação Brasileira de Educação à Distância (Abed). O levantamento mapeia a abrangência da EAD no Brasil, em termos de distribuição geográfica e do número de alunos atendidos em tipos de cursos e de instituições.
Além de produzir um retrato da aprendizagem à distância no país, o censo observa em mais detalhes as práticas docentes, de gestão e de uso de tecnologia, além de quantidade de docentes, tipos de conteúdos e tipo de apoio ofertados aos alunos, entre diversas questões de interesse específico. As questões são rotativas, variando a cada ano.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi uma das instituições que respondeu ao Censo Abed de 2018.
Convite à participação da comunidade
Os dados são públicos e a comunidade acadêmica está convidada a enviar suas análises pelo e-mail: abed@abed.org.br. A Abed publicará os resultados das questões de interesse específico em seu site assim que os dados forem coletados, analisados e aprovados por sua equipe, ao longo de todo o ano.
Acesse as primeiras análises e saiba como participar!
Fonte: Abed
Foi prorrogado o prazo para envio de trabalhos para a 8ª Conferência-Luso Brasileira de Acesso Aberto (Confoa): as propostas serão recebidas até o dia 23/4. Este ano, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sediará o evento, e foi escolhida tanto por ser uma referência no campo da pesquisa, ciência e educação em saúde, quanto por sua representatividade em acesso aberto no Brasil.
Com o tema Do acesso aberto à ciência aberta, a conferência está sendo organizada em parceria pelos Serviços de Documentação da Universidade do Minho (SDUM), pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e pela Fiocruz. O objetivo central é enfatizar que o acesso aberto é uma componente e uma condição indispensável da ciência aberta, que abrange outras dimensões.
A Confoa visa reunir as comunidades portuguesa, brasileira e de outros países lusófonos, que desenvolvem atividades de investigação, desenvolvimento, gestão de serviços e definição de políticas relacionadas com o acesso aberto ao conhecimento e demais vertentes da ciência aberta. A Confoa é um espaço privilegiado para compartilhar, debater e divulgar conhecimentos, práticas, experiências e pesquisas sobre estas temáticas, em suas diversas perspectivas. O encontro acontecerá, no campus da Fiocruz em Manguinhos, nos dias 4/10 e 5/10, com a realização de workshops prevista para o dia 6/10.
TEMAS PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS
Até o dia 23/4, estão sendo aceitas propostas de trabalhos sobre os temas abaixo, assim como temas relacionados aos aspectos políticos, legais, sociais, organizativos ou técnicos do acesso aberto e da ciência aberta:
Ciência Aberta e outras expressões de conhecimento aberto
Sistemas de gestão de informação de Ciência e Tecnologia (Cris)
Há três formatos de apresentação de propostas: comunicações, Pecha Kuchas e pôsteres. Para cada formato, há um modelo de documento, que está diponível no fim desta matéria (veja os anexos).
FORMATOS E MODELOS PARA TRABALHOS
Comunicações (apresentação oral de 15 minutos)
Pecha Kuchas
Os Pecha Kucha são apresentações de 7 minutos, com até 24 slides. As propostas deverão ter uma página, no mínimo, e duas páginas, no máximo (ver e utilizar o modelo de proposta Pecha Kucha). As propostas de Pecha Kucha podem apresentar trabalhos de investigação e desenvolvimento recentes ou em conclusão, e eventualmente casos concretos e locais, mas com interesse e relevância geral.
As propostas com qualidade e relevância que não possam ser aceites como Pecha Kucha poderão ser consideradas para apresentação como Poster.
Pôsteres
Convidamos a apresentação de propostas de pôsters, que devem ter uma página (ver e utilizar o modelo de proposta de pôster), que servem para apresentar trabalho ainda em desenvolvimento ou experiências locais. Os pôsters serão exibidos em formato papel ou formato digital (serão dadas indicações e instruções para a apresentação dos posters após a aceitação das propostas), e serão apresentados oralmente na sessão “O meu Pôster num minuto”.
FIQUE ATENTO ÀS DATAS!
23/4: fim do prazo para apresentação de propostas
9/6: notificação da aceitação das propostas
12/6: abertura das inscrições na conferência
Ficam abertas até o dia 2/2 as inscrições para o curso de atualização em Ciência de Dados aplicada à Saúde - 2017. Oferecido pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict/Fiocruz), este curso se destina a profissionais graduados com noções em métodos quantitativos atuantes na área de saúde pública ou de interesse para a saúde. Também podem se candidatar estudantes de pós-graduação das seguintes áreas: saúde pública, ciências exatas e da terra, probabilidade e estatística, ciência da computação, ciências sociais aplicadas ou áreas de interesse para a saúde. Há 10 vagas, no total.
Coordenada por Marcel Pedroso e Christovam Barcellos, respectivamente, pesquisador e coordenador do Laboratório de Informação em Saúde (LIS), a capacitação integra as atividades e objetivos do projeto de pesquisa e desenvolvimento tecnológico “Plataforma de Ciência de Dados aplicada à Saúde”, coordenado pelo LIS, em parceria com o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). O projeto está inserido no Grupo de pesquisa Ciência de Dados aplicada à Saúde, certificado pela Fiocruz e cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa no Brasil. Seu objetivo principal é desenvolver e disponibilizar a Plataforma de Ciência de Dados (PaaS – Platform as a Service) como um serviço de armazenamento, gestão e análise de big data em saúde para pesquisadores, docentes e discentes de instituições de ensino e pesquisa, bem como gestores governamentais.
A atualização visa promover uma interface entre aspectos teóricos e práticos sobre Ciência de Dados, mineração de dados, análise preditiva e análise visual de grandes quantidades de dados do setor saúde e de seus determinantes socioambientais. O curso se propõe, ainda, a fomentar a utilização acadêmica da Plataforma de Ciência de Dados aplicada à Saúde, desenvolvida pelo Icict/Fiocruz, promovendo inovação tecnológica e aprendizagem colaborativa.
Este curso é gratuito. Com início previsto para 22/3 e término em 22/7, o curso tem carga horária de 60 horas. As aulas acontecem sempre às quartas-feiras, das 14h às 17h30.
As inscrições devem ser feitas pelo site da Plataforma Siga, seguindo os links: Inscrição > Presencial > Atualização >Icict> Ciência de Dados aplicada à Saúde - 2017/Sede. Os candidatos devem preencher o formulário eletrônico de inscrição, disponível na Plataforma Sigals. O formulário deverá ser impresso, assinado e encaminhado pelo Correio, via SEDEX 10, ou entregue pessoalmente na Gestão Acadêmica do Icict/Fiocruz até o dia 3/2, junto com a documentação solicitada no edital.
O curso será realizado no no Rio de Janeiro. Mais informações através do e-mail gestaoacademica@icict.fiocruz.br ou pelo telefone (21) 3882-9063.
Fonte: Portal Fiocruz
Estão abertas, até 24 de abril de 2019, as inscrições para a Escola São Paulo de Ciência Avançada sobre Aprendizado de Dados, que será realizada de 29 de julho a 9 de agosto no Centro de Difusão Internacional (CDI) da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, sob a organização do Instituto de Matemática e Estatística (IME-USP).
O evento conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) por meio da modalidade Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA). São oferecidas 100 vagas para alunos de pós-graduação e pesquisadores, sendo 50 para brasileiros e 50 para estrangeiros. Para manutenção dos estudantes selecionados que venham de outras cidades, estados e países, os benefícios são passagens aéreas e diárias na cidade que sediará a Escola.
O curso tem como enfoque quatro áreas da ciência da computação – banco de dados, aprendizado computacional, computação de alto desempenho, processamento de imagens –, todas tendo a matemática como base. O coordenador da ESPCA de aprendizado de dados, João Eduardo Ferreira, comenta sobre as competências que vêm sendo exigidas na área. “Acreditamos que a próxima geração de sistemas computacionais requer do pesquisador e do desenvolvedor de software a capacidade de integrar essas quatro áreas da computação, tendo a matemática como sustentação”, diz.
Saiba mais
Durante dez dias, serão realizados dez minicursos e cinco palestras, visando apresentar uma visão integrada e aprofundada dos fundamentos, tecnologias e aplicações em data science. Como o objetivo da Escola é integrar a ciência de dados a outras áreas do conhecimento, também serão abordadas aplicações de técnicas de data science para problemas reais em astronomia, economia, genética e processamento de imagens.
Os participantes também vão aprender sobre o gerenciamento de dados no contexto de ciência aberta. Haverá ainda um debate entre especialistas sobre o impacto da ciência de dados na sociedade e apresentação dos trabalhos em andamento dos pós-graduandos e pesquisadores participantes.
Inscrições e mais informações em: www.usp.br/data-science/advanced-school
A plataforma “Coorte de 100 milhões de brasileiros”, uma das frentes de pesquisa do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde do Instituto Gonçalo Moniz (Cidacs - Fiocruz Bahia), está selecionando um pesquisador para realizar pós-doutoramento. O pesquisador escolhido terá a colaboração e orientação de pesquisadores da própria instituição e de entidades vinculadas ao projeto, como a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a University of Glasgow.
Os objetivos do projeto incluem analisar o impacto de políticas sociais na saúde infantil por meio de dados censitários, do Cadastro único (CadÚnico) e também as desigualdades em saúde com seus determinantes sociais no Brasil, além de avaliar o impacto de políticas sociais a partir de dados governamentais.
Para participar do processo seletivo, os candidatos devem ter feito doutorado há menos de sete anos em epidemiologia, estatística ou economia. É necessário ainda ter conhecimento teórico e prático em bases de dados censitários, índices de pobreza/desigualdade, ser capaz de avaliar políticas sociais, compreender desigualdade em saúde e métodos de avaliação de impacto. Para o trabalho prático, é preciso experiência em uso de software para análise de dados científicos (R ou Stata), e possuir habilidades em inglês, nos níveis dentre intermediário e fluente ou, no caso de candidato estrangeiro, domínio elementar da Língua Portuguesa.
O pesquisador selecionado poderá receber uma bolsa de até R$ 6 mil, de acordo com sua experiência. A bolsa tem duração de 12 meses.
Os interessados deverão enviar currículo e os documentos requisitados para o e-mail cidacs@bahia.fiocruz.br até o dia 20 de fevereiro.
Acesse o edital completo e o projeto aqui.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi a sede da 8ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto (Confoa), entre os dias 4 e 6 de outubro. O evento, que aconteceu no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, reuniu autoridades, pesquisadores, professores, profissionais, estudantes e pessoas interessadas no assunto, de diferentes cidades do Brasil e de Portugal. Nesta edição, a conferência registrou recorde de público: foram mais de 260 participantes e 500 acessos online.
Em 2017, a Confoa promoveu uma discussão ampliada, incluindo, além de temas relacionados aos repositórios, questões sobre a abertura de dados governamentais e ciência aberta. Os trabalhos apresentados estão disponíveis neste link.
Cooperação Brasil-Portugal
Na abertura do evento, foram assinados dois acordos: um de cooperação técnica interinstitucional entre a Fiocruz e a Universidade do Minho, para implantação de boas práticas da ciência aberta, do acesso aberto e de dados abertos. Esse protocolo contempla ações nas áreas de pesquisa, educação e desenvolvimento tecnológico.
O segundo foi assinado entre a Fiocruz e a Universidade Aberta, instituição pública portuguesa de ensino superior à distância. Estão previstas visitas técnicas para intercâmbio de experiências na área de recursos educacionais abertos (REA) e repositórios, além de atividades conjuntas de investigação. Saiba mais sobre este acordo aqui.
Leia mais no Portal Fiocruz: 8ª Confoa: autoridades destacam os avanços no campo do acesso aberto
Por Ana Beatriz Aguiar (Coordenação de Informação e Comunicação - VPEIC/Fiocruz)