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Publicado em 29/04/2026

Elsa-Brasil em foco: Ceensp debate resultados e próximos passos do estudo no país

Autor(a): 
Ensp/Fiocruz

O Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ceensp) vai promover, no dia 29 de abril, às 14h, mais uma edição de seus encontros, com o tema ‘Elsa-Brasil hoje e amanhã: principais achados e caminhos futuros da pesquisa’. A atividade será realizada na sala 410 da Ensp e terá transmissão ao vivo pelo canal da Escola no YouTube.

O encontro será coordenado por Maria de Jesus Fonseca, da Ensp, que também atuará como palestrante. O debate contará ainda com a participação de Rosane Harter Griep e Fernanda Garrides, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e de Marina Campos Araujo, da Ensp.

A atividade contará com tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Criado em 2008, o ELSA-Brasil é uma coorte multicêntrica pioneira na investigação de doenças crônicas não transmissíveis formada por seis instituições públicas de ensino e pesquisa de diferentes estados brasileiros. Tem foco principal no acompanhamento e na progressão do diabetes e das doenças cardiovasculares, assim como em seus fatores de risco biológicos, comportamentais, ambientais, ocupacionais e sociais. Sua missão é estudar os determinantes e a incidência das doenças cardiovasculares e do diabetes no contexto brasileiro.

 

Publicado em 04/05/2026

Inscrições abertas para mestrado profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na indústria farmacêutica

Autor(a): 
Fabiano Gama

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) está com inscrições abertas para o mestrado profissional em Gestão, Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria Farmacêutica 2026. Profissionais de nível superior portadores de diplomas de curso superior de duração plena, outorgado por instituição de Ensino Superior e reconhecido pelo Ministério da Educação, poderão se inscrever até 7 de maio de 2026 pelo Campus Virtual Fiocruz.

Inscreva-se já!

O objetivo do Programa é formar mestres qualificados em Ciência e Tecnologia de reconhecida excelência e competência nas áreas envolvidas no processo industrial farmacêutico e farmoquímico, desde a pesquisa e desenvolvimento até a produção de medicamentos, passando pelas diferentes áreas tecnológicas e de gestão relacionadas à produção.

O Programa na Capes pertence à área de Farmácia e abrange as seguintes linhas de pesquisa:

• Gestão tecnológica na indústria farmoquímica e farmacêutica;

• Desenvolvimento tecnológico na indústria farmoquímica e farmacêutica;

• Produção na indústria farmoquímica e farmacêutica.

Observação: Não poderão se matricular no curso de mestrado profissionais com matrículas ativas em outros cursos de pós-graduação Lato Sensu ou Stricto Sensu.

As aulas serão ministradas às quintas-feiras das 8h às 17h, presencialmente no Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), Campus Manguinhos, localizado na Rua Sizenando Nabuco, 100 - Manguinhos, Rio de Janeiro. O regime do curso é de tempo parcial, com duração máxima de 24 (vinte e quatro) meses.

Ao todo, são oferecidas 12 vagas.

Acesse mais informações no edital e inscreva-se até 7 de maio!

Dúvidas e informações: gpdif.far@fiocruz.br

Publicado em 28/04/2026

Dados antes do modelo: pesquisadora mostra o que define a eficácia da IA no tratamento do HIV em sessão do PROCC

Autor(a): 
Luisa Picanço (VPEIC/Fiocruz)

Nesta quarta-feira, 29 de abril, as Sessões Colaborativas PROCC recebem, a partir das 12h30, a pesquisadora, Rocío Maidana, biotecnologista no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e doutora em Biologia Computacional e Sistemas pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Ela mostra que a qualidade dos dados usados para treinar inteligências artificiais (IA) é tão importante quanto o modelo escolhido e que as escolhas nesta etapa podem comprometer o uso clínico dessas ferramentas.

Por que o HIV desenvolve resistência aos medicamentos?

O HIV, vírus causador da AIDS, é capaz de se adaptar e desenvolver resistência aos medicamentos usados no seu tratamento, incluindo uma classe chamada inibidores de protease. Quando isso acontece, o tratamento perde eficácia e precisa ser repensado. Identificar precocemente essa resistência é fundamental para um melhor cuidado dos pacientes.

Como a inteligência artificial ajuda a prever a resistência ao HIV

Pesquisadores têm desenvolvido modelos de IA capazes de prever, a partir da análise genética do vírus, se ele já desenvolveu resistência a determinado medicamento. O funcionamento é parecido com o de outros sistemas de inteligência artificial: o algoritmo reconhece padrões em um grande conjunto de dados e, depois, aplica esse aprendizado para fazer previsões em casos novos.

A pergunta que a pesquisa de Rocío Maidana responde

O que Rocío Maidana questiona é: o que acontece antes de o modelo começar a aprender? Em seu estudo de doutorado, ela quis entender quais decisões são tomadas na hora de organizar e preparar os dados. Nas Sessões Colaborativas PROCC, ela mostra que essas escolhas, apesar de serem tratadas como detalhes técnicos, podem ter consequências diretas na qualidade e na confiabilidade dos resultados.

"Os resultados evidenciam que escolhas técnicas têm impacto direto e mensurável na performance reportada e, sobretudo, na capacidade de generalização dos modelos", explica a pesquisadora.

O que os resultados mostram: simplicidade pode ser suficiente

A análise revela ainda que modelos mais simples, quando bem alimentados com informações sobre as propriedades químicas do vírus, chegam a desempenho comparável ao de arquiteturas mais complexas. O trabalho mostra a importância do cuidado no uso de dados em ferramentas de inteligência artificial aplicada à saúde.

Como participar das Sessões Colaborativas PROCC

As Sessões Colaborativas PROCC são promovidas pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz. O evento é online, gratuito e aberto à comunidade. Para participar, é só entrar no dia e local em tinyurl.com/bdemcaz7.

Serviço

Sessões Colaborativas PROCC
Data: 29 de abril
Apresentação: “Antes do modelo, o dado: curadoria de sequências e generalização em ML aplicado à resistência antirretroviral”
Apresentadora: Doutora pelo IOC, Rocío Maidana.
Formato: online e gratuito
Acesso: tinyurl.com/bdemcaz7

Publicado em 28/04/2026

Farmanguinhos convida para Centro de Estudos sobre desenvolvimento e registro de medicamentos

Autor(a): 
Fabiano Gama

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) retoma o Centro de Estudos com palestra voltada para o desenvolvimento e registro de medicamentos!

O assunto será abordado pela sócia-diretora da ÁgilReg Consultoria, Simone Hebert, que tratará informações sobre como garantir segurança, eficácia e integridade científica desses produtos.

O encontro acontecerá remotamente, nesta quarta-feira, 29/4, às 10h, com transmissão pelo canal oficial de Farmanguinhos no YouTube. Participe!

A emissão de certificado será realizada a partir do preenchimento da lista de presença repassada no chat, ao vivo, durante evento. Não é necessária a inscrição prévia.

Publicado em 27/04/2026

Curso discute relação entre arquitetura e saúde

Autor(a): 
Fabiano Gama

 Como os hospitais se transformaram ao longo do tempo? O Curso Livre 'Arquitetura e Saúde: O Hospital Ontem e Hoje', ofertado pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), propõe uma discussão sobre a arquitetura voltada à saúde, abordando as origens do hospital até os dias atuais e o papel desses espaços no cuidado, tratamento e recuperação dos pacientes. Ao longo dos encontros, serão discutidos textos e estudos de caso sobre a relação entre arquitetura e tratamento da doença, com exemplos de hospitais gerais, de isolamento e de campanha.

Inscreva-se já!

Este curso pretende trazer para a discussão, de forma introdutória e no âmbito da temática da arquitetura para a saúde, as especificidades sobre os hospitais, das suas origens aos dias de hoje. O hospital enquanto espaço de saúde, segundo Foucault, é uma conquista recente. Usado como acolhimento aos desvalidos, aos poucos a introdução da ciência fez do hospital um lugar de cura e assistência. O movimento de estruturação do hospital em espaço de cura o fez se especializar no tratamento de diversas doenças, tendo a arquitetura um importante papel como local de recebimento, tratamento e recuperação dos enfermos. Na modernidade e na contemporaneidade, o hospital se mostra cada vez mais necessário, vide as questões mais recentes de combate a Covid-19.

São disponibilizadas dez vagas. Podem participar arquitetos; engenheiros; historiadores; geógrafos e profissionais de saúde.

O curso será realizado de 12 de maio a 23 de junho de 2026, das 13h30 às 17h, com carga horária total de 32h, presencialmente na sala 304 do CDHS, no campus da Fiocruz em Manguinhos

Certificado: Para a obtenção do certificado, é necessário registrar presença em pelo menos 75% das atividades do curso.

As inscrições estão abertas até 30 de abril de 2026 pelo Campus Virtual Fiocruz.

Publicado em 27/04/2026

Campus Virtual Fiocruz lança nova oferta do curso Diabetes Mellitus no SUS

Autor(a): 
Fabiano Gama

O Diabetes Mellitus (DM), principalmente o tipo 2, representa um problema de saúde pública, sendo cada vez mais necessárias a identificação precoce e a oferta de assistência, além do acompanhamento adequado para as pessoas que vivem com diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de pessoas vivem com a doença no Brasil, o que representa 7% da população nacional. Para promover a prevenção de complicações e o fortalecimento do autocuidado apoiado para pessoas com esse agravo, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) e o Campus Virtual Fiocruz lançam a segunda oferta do curso, online e gratuito, Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado, que certificou mais de 20 mil alunos em sua primeira oferta.

Inscreva-se já!

Este curso tem foco não apenas nos profissionais de saúde, mas também em pessoas com diabetes, familiares e outros que lidam com pessoas que vivem com a comorbidade. O curso oferece estratégias preventivas e de promoção da saúde para auxiliar esse público a explorar temas essenciais nessa relação, desde a identificação precoce do Diabetes Mellitus (DM) até o estabelecimento de vínculos sólidos com as Unidades Básicas de Saúde, que são, atualmente, elementos imprescindíveis para o sucesso no controle desse agravo.

Segundo o Ministério da Saúde, o Diabetes Mellitus é uma doença crônica não transmissível (DCNT) causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. Esse agravo pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins, nos nervos e, em casos mais graves, à morte. A doença pode se apresentar de diversas formas e possui tipos diferentes: tipo 1, tipo 2, diabetes gestacional e pré-diabetes. Independente do tipo, com o aparecimento de qualquer sintoma, é fundamental que o paciente procure atendimento médico especializado para iniciar o tratamento.

Conheça a estrutura do curso Diabetes Mellitus no SUS: Promoção, prevenção e o fortalecimento do autocuidado e inscreva-se:

Módulo 1 - Panorama epidemiológico do diabetes

  • Aula 1 - Diabetes Mellitus: epidemiologia, fatores de risco e estratégias de prevenção
  • Aula 2 - Epidemiologia das comorbidades e complicações associadas ao Diabetes Mellitus

Módulo 2 - Tratamento do diabetes

  • Aula 1 - Tratamento não farmacológico do diabetes: dieta, exercício físico e educação para autocuidado
  • Aula 2 - Cirurgia Bariátrica
  • Aula 3 - Tratamento farmacológico do diabetes: classes terapêuticas disponíveis e suas características
  • Aula 4 - Tratamento farmacológico do diabetes: estratégias de uso e peculiaridades no manejo dos pacientes idosos

Módulo 3 - Organização da rede de atenção à saúde e prevenção das complicações do diabetes mellitus

  • Aula 1 - Redes de atenção à saúde, doenças crônicas e autocuidado
  • Aula 2 - Complicações cardiovasculares e estratégias de prevenção
  • Aula 3 - Complicações microvasculares e mistas e estratégias de prevenção

 

 

 

#ParaTodosVerem A imagem é formada por um desenho com fundo amarelado e uma forma arredondada no meio, onde está o nome do "CURSO: DIABETES MELLITUS NO SUS - PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E O FORTALECIMENTO DO AUTOCUIDADO". Abaixo do nome, um botão com a palavra "INSCREVA-SE". Ao lado superior esquerdo, o desenho de um pássaro; ao lado superior direito, uma lua com estrelas em volta; ao lado inferior esquerdo, o desenho representando uma Unidade de Saúde da Família, com duas profissionais conversando com uma paciente; e ao lado inferior direito, o desenho de um cacto.

Publicado em 27/04/2026

Centro de Estudos extraordinário: confira a programação desta terça (28/4)

Autor(a): 
Jornalismo IOC/Fiocruz

O Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realiza, no dia 28 de abril, às 11h, uma sessão extraordinária com a conferência de encerramento da XVIII Reunião Nacional de Pesquisa em Malária (RNPM).

A atividade contará com as apresentações de Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, coordenador do Laboratório de Referência para Malária na Extra Amazônia junto ao Ministério da Saúde, que abordará ações neuroimunomodulatórias associadas a mudanças cognitivo-comportamentais na malária não grave humana e experimental, e de Marcus Lacerda, diretor do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) da Organização Mundial da Saúde, que discutirá o percurso da ciência básica aos ensaios clínicos e à ciência da implementação.

A mediação será realizada por Pedro Tauil, professor emérito da Universidade de Brasília, e por Mauro Tada, diretor do Instituto de Pesquisa em Patologias Tropicais (Ipepatro).

O Centro de Estudos do IOC é um espaço permanente de discussão científica, reunindo especialistas de diferentes áreas para debater temas relevantes para a pesquisa, a saúde pública e o desenvolvimento científico.

O evento será transmitido pelo canal do IOC no YouTube. Assista ao vivo no canal do IOC no Youtube.

 

Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)

Publicado em 20/04/2026

Inscrições abertas para mestrado profissional em Educação Profissional em Saúde

Autor(a): 
EPSJV/Fiocruz

O Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional em Saúde da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (PPGEPS/EPSJV/Fiocruz) disponibiliza a Chamada Pública para seleção de discentes para o Mestrado Profissional em Educação Profissional em Saúde - Turma 2026. Acesse o edital e o link para inscrição no Campus Virtual Fiocruz.

Inscreva-se já!

O Curso se destina a professores(as) e outros(as) profissionais graduados(as) que atuam ou se interessam por Educação Profissional em Saúde.

Nesta seleção, serão oferecidas até 20 vagas para as duas linhas de pesquisa do Programa:

L1: Políticas Públicas, Planejamento e Gestão do Trabalho, da Educação e da Saúde.

L2: Concepções e Práticas na Formação dos Trabalhadores de Saúde.

A seleção será efetuada em três etapas:

Etapa 1: Prova escrita, discursiva, de caráter eliminatório, constando de três questões que versarão sobre temas relacionados com a problemática da Educação Profissional em Saúde, sendo uma geral, obrigatória, e duas específicas, entre as quais o(a) candidato(a) deverá escolher apenas uma para responder. A prova escrita visará identificar o grau de conhecimento dos(as) candidatos(as) sobre os principais temas estruturantes do curso, bem como avaliar a capacidade de leitura, interpretação e expressão escrita do(a) candidato(a). A prova escrita será avaliada sem a identificação do(a) candidato(a), por, pelo menos, 2 (dois/duas) examinadores(as).

Etapa 2: Análise do projeto de pesquisa, de caráter eliminatório e classificatório. Nesta etapa, serão avaliadas a adequação do projeto às linhas de pesquisa do Programa, a consistência e a viabilidade do mesmo. Os projetos que não estiverem de acordo com a temática do Programa serão desclassificados, ocasionando a eliminação do(a) candidato(a) do certame.

Etapa 3: Entrevista, de caráter classificatório, com base no curriculum vitae e no projeto de pesquisa. Esta etapa tem como objetivo identificar as motivações e as condições do(a) candidato(a) para a realização do curso, bem como sua capacidade de dialogar sobre o projeto proposto.

+Acesse aqui o edital e o link para inscrição!

Período de Inscrições: 20/4 a 3/5

Site do Programa: https://www.posgraduacao.epsjv.fiocruz.br/ 

Informações sobre o Processo Seletivo: psmestrado.epsjv@fiocruz.br

Publicado em 20/04/2026

Inscrições abertas para evento internacional sobre gestão de arquivos digitais

Autor(a): 
COC/Fiocruz

Estão abertas no Campus Virtual Fiocruz, até o dia 22 de abril, as inscrições para o 5º Congresso Internacional de Arquivos Digitais, que ocorrerá em conjunto com o 3º Seminário Internacional de Patrimônio Digital, uma realização da Casa de Oswaldo Cruz, Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz e o Instituto de Investigações Biblioteconômicas e da Informação (IIBI) da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam).

Os eventos, que integram a Cátedra Oswaldo Cruz, acontecerão nos dias 6, 7 e 8 de maio, no Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), campus da Fiocruz, em Manguinhos.

Com o tema Transparência, credibilidade e confiança na governança da informação e dos dados em arquivos digitais, a iniciativa visa analisar os problemas associados à gestão de grandes volumes de informações, dados e documentos; determinar práticas para a transparência e proteção de dados pessoais em arquivos e ambientes digitais que preservam um grande volume de dados; e traçar estratégias para definir princípios arquivísticos que assegurem a credibilidade e a confiança na governança de coleções digitais.

A programação inclui palestras de pesquisadores renomados na área, do Brasil e do exterior, como Basma Makhlouf Shabou, professora e coordenadora do programa de mestrado em Ciências da Informação da Universidade de Ciências Aplicadas e Artes da Suíça Ocidental (HES-SO) e especialista em arquivística computacional, avaliação automatizada, preservação digital e métricas e medição de governança da informação; Perla Olivia Rodríguez Reséndiz, diretora do Instituto de Pesquisas Biblioteconômicas e da Informação (IIBI) da Unam, fundadora e coordenadora da Rede Ibero-Americana de Preservação Digital de Arquivos Sonoros e Audiovisuais; e Natália Marinho do Nascimento, professora do curso de Arquivologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Marília, e presidente da Comissão Permanente de Preservação Digital da Unesp.

Nos três dias de programação, haverá também apresentação de trabalhos de pesquisadores e profissionais brasileiros e estrangeiros e uma mesa-redonda, na manhã do dia 7 de maio, com o tema “Preservação e acesso digital em instituições brasileiras. O tema será discutido por Gabriela Ayres Ferreira Terrada (Fundação Biblioteca Nacional); Raquel Dias Silva Reis (Arquivo Nacional); e Dalton Martins (Instituto Brasileiro de Museus). A mediação será feita por Marcos José de Araújo Pinheiro, diretor da Casa de Oswaldo Cruz.

Os debates abordarão temas como autenticidade e integridade como valores essenciais dos arquivos e ambientes digitais; desinformação e uso indevido da informação nos arquivos e ambientes digitais; confiança diante dos algoritmos inteligentes e da inteligência artificial; e difusão cultural de coleções digitais.

Publicado em 17/04/2026

Na tríplice fronteira, Fiocruz interioriza mestrado e fortalece saúde indígena

Autor(a): 
Isabela Schincariol*

Às vésperas do Dia dos Povos Indígenas, uma experiência inédita na Amazônia brasileira lança luz sobre um dos principais desafios da educação no país: transformar acesso em permanência e formação qualificada. Pela primeira vez, a Fiocruz ofertou uma turma de mestrado em Saúde Coletiva exclusiva para indígenas do Alto Solimões, sediada em Tabatinga, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, região estratégica do ponto de vista geopolítico e sanitário. A iniciativa, conduzida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi composta por 15 alunos de quatro municípios do Alto Solimões, pertencentes às etnias Marubo, Tikuna, Kokama e Kaixana. O processo seletivo, também inovador, rompeu com critérios exclusivamente acadêmicos e incorporou trajetórias de vida, vínculos comunitários e atuação em movimentos indígenas para formar a turma especial estendida do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, coordenada pela pesquisadora sênior da Fiocruz Amazônia, a médica sanitarista Luiza Garnelo.

A turma estendida surgiu a partir de uma análise da realidade brasileira, que indicou que cotas e incentivos para indígenas não eram suficientes, evidenciando a necessidade de descentralizar o curso e ancorá-lo no território. Para Luiza, o resultado desse movimento é uma turma multidisciplinar, composta por profissionais com formações que vão desde a enfermagem até a antropologia, sempre direcionados à saúde coletiva com foco no território.

Ofertado em regime modular e presencial em Tabatinga, no Amazonas, o curso manteve o rigor do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), mas adaptou conteúdos e metodologias para incluir a saúde indígena como eixo estruturante. Também foram incorporados apoios pedagógicos específicos, como acompanhamento em língua portuguesa e matemática, além de capacitação para uso de bases de dados e ferramentas acadêmicas. “Não se tratou de flexibilizar a qualidade, mas de criar condições reais para que esses estudantes se apropriassem do ambiente acadêmico”, explicou a coordenadora da turma.

Iniciada em 2023, a primeira turma de mestrado fora da sede do ILMD/Fiocruz Amazônia é também um marco da interiorização das ações afirmativas da pós-graduação da Fiocruz, que se tornou possível a partir de parcerias e do apoio fundamental das vice-presidências de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) e de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS). O PPGVIDA é coordenado pela pesquisadora Ani Matsuura, e a turma especial estendida está sob a responsabilidade de Luiza Garnelo.   

A vice-presidente adjunta de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Eduarda Cesse, destacou o processo de negociação e adaptação junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a realização desta turma, afirmando que a instituição tem expertise em políticas inclusivas e está em constante aprendizado neste sentido. "A realização da turma especial elevou o PPGVIDA a uma categoria diferenciada, saindo dos padrões, o que tornou possível fortalecer práticas primordiais à Fundação. Isso é política inclusiva e isso a Fiocruz sabe fazer!", apontou ela, orgulhosa da turma especial.

Permanência, apoio e transformação social

Os resultados já começaram a aparecer. Com defesas previstas até junho de 2026, a maioria dos estudantes já concluiu ou está finalizando seus trabalhos. Paralelamente a isso, observa-se um aumento da empregabilidade dos egressos, muitos dos quais passaram a atuar em suas áreas de formação ou como sanitaristas, ampliando a capacidade técnica nos próprios territórios.

Temas como logística em distritos sanitários indígenas, alimentação tradicional em escolas e itinerários terapêuticos no Vale do Javari evidenciam uma produção científica diretamente conectada às vivências dos próprios territórios. “Os projetos foram construídos de forma negociada, buscando responder a problemas concretos das comunidades de origem dos estudantes, refletindo o compromisso dessa iniciativa”, destacou Luiza, afirmando que tal abordagem dialoga ainda com outras frentes da Fiocruz voltadas à saúde indígena, que articulam pesquisa, formação e políticas públicas. 

"Ao não ocuparem uma posição de minoria étnica, os estudantes relataram maior conforto emocional, potencializando as relações de solidariedade e aprendizado interpares, o que amenizou o estresse que habitualmente incide sobre os estudantes de pós-graduação", contou Luiza, destacando ainda que a infraestrutura também foi decisiva: bolsas de estudo, equipamentos e acesso à internet, além de suporte institucional contínuo.

Vivências e aprendizados para o futuro das ações afirmativas

A realização desta turma estendida de mestrado trouxe importantes aprendizados, experiências e evidenciou desafios estruturais, entre eles, a necessidade de financiamento adicional, maior tempo para maturação das pesquisas — especialmente aquelas realizadas em áreas remotas — e estratégias de devolutiva dos resultados às comunidades. “Formar mestres indígenas implica reconhecer tempos, modos de produzir conhecimento e compromissos que vão além da academia”, afirmou a coordenadora do curso. 

Mais do que uma experiência localizada, a turma de Tabatinga fomenta o debate institucional sobre ações afirmativas. Ao articular acesso, permanência e pertinência social da formação, a iniciativa aponta caminhos para uma política mais robusta e efetiva, que esteja alinhada às demandas dos povos indígenas e aos desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) em territórios historicamente invisibilizados.

Cabe destacar que essa experiência caminha em articulação com pesquisas sobre a política de ações afirmativas no ensino superior (graduação e pós-graduação), cujos resultados estão sendo analisados e serão, em breve, objeto de publicação de artigos e livros. 

*Com informações de ILMD/Fiocruz Amazônia

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