A capacitação online “Ferramentas da Web para atividades acadêmicas”, ministrada por Leonardo Simonini, do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação em Saúde (CTIC) do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), que seria realizada no dia 9 de agosto, por problemas técnicos foi adiado para 16 de agosto, a partir das 14 horas. A atividade integra o 3º Ciclo de Treinamentos Virtuais da Biblioteca de Manguinhos.
Durante o treinamento, Simonini abordará os principais recursos disponíveis na Internet, como ferramentas, funcionalidades e recursos, que podem facilitar a produção do trabalho acadêmico.
A capacitação é gratuita e haverá emissão de certificado para os participantes inscritos. A capacitação é voltada para estudantes, pesquisadores, professores, bibliotecários, profissionais da Saúde e demais interessados.
Interessados que desejarem assistir, a transmissão será feita pelo canal do Youtube da Biblioteca de Manguinhos.
Acompanhe:
A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) oferece o curso livre Preservação Digital: Teorias e Práticas na modalidade remota. Aberto a arquivistas, bibliotecários, museólogos, profissionais de tecnologia da informação e do campo audiovisual e alunos de pós-graduação stricto-sensu, o curso está com inscrições abertas até 31 de agosto através do Campus Virtual Fiocruz.
Com o objetivo de apresentar e discutir um conjunto de orientações e procedimentos técnicos relevantes para as ações de preservação de acervos culturais, o curso visa capacitar o aluno a entender as premissas e práticas de preservação digital de acervos culturais através de uma perspectiva interdisciplinar e de desenvolver e praticar diretrizes de preservação digital. A disciplina abordará aspectos relacionados à formulação de políticas de preservação de acervos digitais, à gestão de riscos, aos padrões e modelos de preservação digital, aos formatos de arquivo e metadados, às ferramentas e fluxos de trabalho e ao repositório digital Archivematica para preservação digital.
São ofertadas 40 vagas para a formação, que conta com carga horária de 24 horas. As aulas acontecerão de 12 de setembro a 31 de outubro de 2023.
No ato de inscrição, o candidato deverá anexar uma carta de interesse e currículo, que serão analisados como critérios para a seleção. O resultado dos candidatos selecionados será divulgado em 6 de setembro.
#ParaTodosVerem Banner com fundo marrom, no centro está escrito o tema do curso livre - Preservação Digital: Teorias e Práticas. Abaixo o nome dos coordenadores, ao lado esquerdo do banner, o prazo para inscrição e período das aulas.
*Com informações da COC/Fiocruz
*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol
A gestão da informação qualificada é determinante para a efetividade do Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, há alguns anos, vêm sendo desenvolvidos e testados sistemas e estratégias informatizadas de informação e comunicação que apoiem os serviços de saúde e seus municípios, tendo como foco a qualificação do cuidado na Atenção Primária em Saúde (APS). Nesse sentido, durante o XXXVII Congresso do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), ocorrido em Goiânia, foi apresentado o projeto Painel e-SUS APS da Fiocruz, um software livre e colaborativo, disponibilizado pelo Campus Virtual Fiocruz como recurso educacional aberto.
A oficina Desenvolvimento colaborativo de Painéis de Informação na APS (com base em software livre), promovida pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (Saps/MS), apresentou o projeto Painel e-SUS Atenção Primária à Saúde da Fiocruz como potencial plataforma de colaboração para o desenvolvimento de soluções para o uso da informação por equipes de APS, gerentes de unidades básicas de saúde e coordenação da APS nos municípios e estados.
O Painel e-SUS APS é uma iniciativa coordenada pelo pesquisador do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde, ligado ao Instituto Gonçalo Moniz (Cidacs/Fiocruz Bahia), Vinícius de Araújo Oliveira, e implantada pelo Campus Virtual Fiocruz, que contou com a colaboração de pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), da Fiocruz Brasília e das Universidades Federais de Ouro Preto e Minas Gerais.
Segundo Vinícius Oliveira, a estratégia e-SUS APS é o caso mais bem-sucedido de transformação digital da Atenção Primária em Saúde no mundo. “Hoje, 89% das unidades estão informatizadas e utilizam um modelo comum de dados. Isso foi possível graças à ideia estabelecida em 2012, quando do lançamento da estratégia, que prospectou a padronização dos dados individualizados de atendimentos e visitas domiciliares em todo o Brasil, englobando tanto o prontuário de referência disponibilizado pelo Ministério da Saúde, o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), como a integração com sistemas próprios utilizados pelos municípios”, detalhou ele.
Contudo, Vinícius apontou que há grande demanda nas diferentes regiões do país para a produção de painéis de indicadores da APS para uso local - uma demanda que é impossível de ser atendida de forma centralizada pelo Ministério da Saúde. Para ele, é preciso garantir a autonomia aos municípios e estados para analisar os próprios dados e adaptar os indicadores à realidade sanitária e de gestão local. "Assim, fomos convidados pela Saps/MS a apresentar uma estratégia de desenvolvimento colaborativo desses painéis, ancorada na Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da Fiocruz para disseminação de Recursos Educacionais Abertos (REA)".
Ele ressaltou ainda que o piloto dessa solução é o Painel Saúde Fiocruz, ganhador do prêmio MIT Solve para APS em 2022, que está hospedado da plataforma Educare. "Durante a oficina, tivemos excelente receptividade do Ministério da Saúde e também por parte dos 15 municípios brasileiros que são pilotos e parceiros do MS na implementação da estratégia digital na Atenção Primária à Saúde, o e-SUS APS, e são os responsáveis por testar as novidades desenvolvidas para o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC).
A partir dessa oficina do Conasems, estabeleceu-se uma intensa agenda de cooperação entre a Saps/MS e a Fiocruz, visando a incorporação do Painel e-SUS APS da Fiocruz como parte fundamental da estratégia e-SUS APS. Foram identificadas, ainda, diversas demandas de formação para profissionais da saúde, voltadas especialmente ao tema das ciências de dados. Está previsto o lançamento de cursos pelo CVF que visem à formação desses profissionais no uso das ferramentas de ciências de dados e na importância do software livre no desenvolvimento de tecnologias para o SUS. O objetivo é fomentar e sustentar o desenvolvimento colaborativo de painéis de indicadores voltados à qualificação da atenção à saúde no SUS. “Seu desenvolvimento será possível com a implantação de um ambiente de colaboração aberto, sediado pelo Campus Virtual Fiocruz, viabilizando a pesquisa e desenvolvimento do Painel e-SUS APS, em parceria com o Ministério da Saúde e todos os interessados nessa pauta nos municípios, estados e distrito federal brasileiros.
De acordo com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (Saps/MS), o e-SUS Atenção Primária (e-SUS APS) é uma estratégia para reestruturar as informações da Atenção Primária em nível nacional. Esta ação está alinhada com a proposta mais geral de reestruturação dos Sistemas de Informação em Saúde do Ministério da Saúde, entendendo que a qualificação da gestão da informação é fundamental para ampliar a qualidade no atendimento à população.
Painel da Atenção Primária à Saúde da Fiocruz
O Painel oferece feedback de desempenho para profissionais de saúde na APS usando dados locais, e conecta-se aos arquivos e bancos de dados locais para extrair essas informações e entregá-las de forma fácil de usar e que faça sentido para os profissionais e gestores de saúde. Neste projeto, toda equipe ou secretaria de saúde interessada pode implementar essa solução, que tem potencial de aplicação em todo Brasil, em qualquer um de seus mais de cinco mil municípios. Depois de instalado, o Painel acessa informações que já estão nos computadores nos quais os profissionais da saúde trabalham diariamente registrando os atendimentos.
O painel pode ser executado em computadores Windows ou Linux criando um ambiente local de ciência de dados baseado em Python, Pandas e Flask, podendo, assim, ser facilmente adaptado a outros cenários por cientistas de dados locais. Os painéis também são pré-renderizados e têm design profissional para serem visualmente atraentes e amigáveis, responsivos e entregar dados instantaneamente. Outro ponto relevante é que a iniciativa foi testada para avaliar seu funcionamento em computadores antigos, com pouca ou nenhuma conectividade com a internet, em cidades de diferentes portes.
Professor adjunto de Teoria e Filosofia da História na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Rodrigo Bragio Bonaldo apresentará a palestra Impactos da Inteligência Artificial na historiografia no próximo dia 7 de agosto. Coordenado pela pesquisadora de pós-doutorado na Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) e professora da Universidade Franciscana (UFN), Daiane Rossi, o evento online será transmitido, a partir das 10h, no YouTube da Casa de Oswaldo Cruz.
Com atuação nas áreas de história pública e humanidades digitais, Rodrigo Bragio Bonaldo abordará, em sua apresentação, a história da Inteligência Artificial e o funcionamento dos modelos generativos de texto e imagem, discutindo os riscos e as potencialidades dessas novas ferramentas para as Humanidades.
Palestra
Impactos da Inteligência Artificial na historiografia
Convidado: Rodrigo Bragio Bonaldo (UFSC)
Coordenação: Daiane Rossi (COC/Fiocruz e UFN)
Data: 07/08/2023
Horário: 10h
Transmissão: YouTube da Casa de Oswaldo Cruz
São vídeos-aula, capítulos de livros, artigos, livros, teses, dissertações, dentre outros materiais sobre o tema, somando mais de 1.500 documentos disponíveis no Repositório Institucional Arca, da Fiocruz.
O material provém das 29 unidades técnico-científicas da Fiocruz, com suas 26 coleções e cerca de 50 mil objetos digitais disponíveis em todo o Repositório. Para Claudete Queiroz, coordenadora técnica do repositório institucional, com este acervo, o Arca “vem se firmando em um local importante para a preservação e disseminação do conhecimento indígena”.
Alguns exemplos do que é possível encontrar, em acesso aberto, no Arca:
Artigo: “Epidemias, protagonismo e direitos específicos de saúde: a criação do Distrito Sanitário Yanomami e a Política de Saúde Indígena no Brasil (1991-2021)”, de Adriana Romano Athila;
Vídeo: “Amazônia sem garimpo” (narração em português), de Thiago Carvalho e Julia Bernstein, produzido pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio e a VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz;
Tese: “Interculturalidade e formação profissional de agentes indígenas de saúde a partir da experiência do Alto Purus”, de Alves, Alcilene Oliveira;
Livro: "Vozes indígenas na saúde: trajetórias, memórias e protagonismos", organizado por Ana Lúcia de Moura Pontes, Vanessa Hacon, Luiz Eloy Terena e Ricardo Ventura Santos.
Para Claudete Queiroz, o “Arca contribui com informações a pesquisadores, instituições de saúde, organizações indígenas e ao público em geral, permitindo a construção de políticas baseadas em evidências e ações efetivas voltadas para a saúde e o bem-estar dessas comunidades”.
Acesso e pesquisa
Com campanhas periódicas para estimular o depósito de documentos, o Arca atinge todas as unidades da Fiocruz e consegue armazenar a diversidade da pesquisa na Fundação.
O acesso ao material se faz de forma simples, por meio de uma busca em todo o acervo, que é mais genérica ou por coleção (de algumas das 26 unidades da Fiocruz), além de uma busca avançada.
Todo o material foi inserido pelos bibliotecários que atuam na Rede de Bibliotecas da Fiocruz e, em casos de dúvidas, os usuários têm a seu dispor o ‘Fale Conosco” e o chatbot Wal.
#ParaTodosVerem Banner amarelo, no centro a imagem gráfica de uma mão segurando um celular, no celular está o nome do Repositório Arca e o desenho de um pequeno robô. No banner também está escrito: Disponível no Arca, Saúde dos Povos Indígenas.
Science Direct é a nova capacitação oferecida pela Biblioteca de Manguinhos em seu 3º Ciclo de Treinamentos Virtuais. O treinamento acontece dia 26 de julho, quarta-feira, às 14 horas, com transmissão pela Plataforma Zoom.
Considerada uma das maiores base de dados científicos do mundo, a ScienceDirect abrange revistas científicas, artigos de periódicos, livros e etc.
Você sabia que o Campus Virtual já desenvolveu - em parceria com diferentes unidades da Fiocruz e institutos de ensino e pesquisa de todo o país - mais de 30 cursos online e gratuitos? Para conhecer nossas iniciativas próprias, acesse o Catálogo de cursos do Campus Virtual Fiocruz - 2025.
Conheça mais detalhes sobre nossas formações e inscreva-se!
Aqui a educação é aberta - Campus Virtual Fiocruz
O conjunto de cursos também pode ser acessado aqui.
*Editado em 24/6/2025 com a versão atualizada.
#ParaTodosVerem fotomontagem com as imagens dos cursos disponíveis no Catálogo de Cursos CVF.
O ano é 2023 e acabamos de sair de uma emergência sanitária causada pela Covid-19 que matou centenas de milhares de pessoas, mais de 700 mil só no Brasil. Mesmo estando no século XXI precisamos, ainda, vencer o obscurantismo. Com isso, o debate sobre a importância do processo de vacinação no país segue em voga. A partir deste cenário, o Campus Virtual Fiocruz, o Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Minas Gerais (Nescon/UFMG) e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde lançam hoje a segunda edição do curso Vacinação para Covid-19: protocolos e procedimentos técnicos, que foi revisto e ampliado. Como novidade, entre outras coisas, a versão atual traz atualizações sobre a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o fim da Emergência Sanitária, e a inserção da vacina bivalente no Calendário Nacional. As inscrições estão abertas e o curso é online e gratuito.
Em artigo publicado no jornal O Globo, em 11 de julho de 2023, a pneumologista, professora e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e membro titular da Academia Nacional de Medicina, Margareth Dalcolmo, falou sobre o processo de retomada das altas taxas de cobertura para doenças imunopreveníveis. Segundo ela, as vacinas da Covid-19 tiveram grande impacto na redução de hospitalizações e mortes, mas é preciso muita atenção, pois a doença segue causando cerca de 200 mortes por semana no país em 2023, a maioria de pessoas não vacinadas. Ou seja, ainda se faz urgente e necessário "aumentar a proteção com a vacina bivalente, que sabidamente protegeria contra as cepas ora circulantes", apontou Margareth no texto, que pode ser lido na íntegra aqui.
#Vacinar para não voltar - Pela reconquista das altas coberturas vacinais
Em fevereiro de 2023, o Ministério da Saúde lançou o Movimento Nacional pela Vacinação, cujo objetivo é retomar as altas coberturas vacinais do Brasil. O país sempre foi considerado pioneiro e referência internacional em campanhas de vacinação, mas vem apresentando retrocessos nesse campo, e praticamente todas as coberturas vacinais estão abaixo da meta, o que aumenta o risco de reintrodução de doenças já erradicadas, como, por exemplo, a poliomielite. A mobilização inclui vacinação contra a Covid-19 e outros imunizantes do Calendário Nacional. Esta é uma ação prioritária do Governo Federal e visa atingir a meta de 90% de cobertura vacinal em todos os grupos. Para tanto o Ministério da Saúde está reconstruindo a relação plena com as sociedades científicas e o diálogo com estados e municípios em uma lógica interfederativa na tomada de decisões.
Desde 2021, a Fiocruz também vem trabalhando nesse sentido. O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e a Secretaria de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) organizaram e lançaram o projeto Reconquista das Altas Coberturas Vacinais, que adota uma estratégia diferenciada de atuação no território, com protagonismo de atores locais. O projeto, desenvolvido em parceria com o PNI e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), estabeleceu uma rede de colaboração interinstitucional, envolvendo atores nacionais e internacionais dos setores governamental, não governamental e privado, em torno da melhoria da cobertura vacinal brasileira.
Na ocasião do lançamento do projeto, o diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, destacou que “retomar as altas coberturas vacinais é evitar óbitos decorrentes de doenças para as quais já existem vacinas, como ocorreu nos últimos anos com a febre amarela e o sarampo. É otimizar o atendimento hospitalar, liberando leitos que são ocupados por doentes infectados, por exemplo, pela influenza. É também dar previsibilidade à demanda por vacinas, garantindo o abastecimento necessário ao PNI. Demos respostas e realizamos entregas recordes nestes surtos recentes, mas muitas vidas perdidas, os dramas familiares e os custos de hospitalização no SUS poderiam ter sido evitados com a vacinação”, defendeu Zuma.
Conheça o curso Vacinação para Covid-19: protocolos e procedimentos técnicos e inscreva-se
A formação visa atualizar e capacitar, técnica e operacionalmente, as equipes profissionais envolvidas na cadeia de vacinação da Covid-19, bem como outros profissionais de saúde, da comunicação e demais interessados no tema. O curso é composto de cinco módulos distribuídos em uma carga horária de 50h.
Esta versão do curso foi atualizada com a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o fim da Covid-19 como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). A declaração da OMS reforça que a circulação do vírus, o número de casos graves da doença e o percentual da população mundial vacinada alcançaram patamares satisfatórios dos pontos de vista social e epidemiológico. Cabe destacar, no entanto, que isso não significa que a Covid-19 acabou como uma ameaça à saúde global. Portanto, entre outras atualizações relevantes, a segunda edição do curso traz também novas orientações sobre o esquema vacinal contra o coronavírus a partir da inserção da vacina bivalente no Calendário Nacional.
Ao longo do percurso formativo serão abordados conceitos básicos e desafios relativos às vacinas e à vacinação; características das vacinas para Covid-19; planejamento e organização das salas de vacina; protocolos de vacinação; farmacovigilância pós-vacinação, e outros. Além das aulas, o participante tem acesso à bibliografia utilizada no curso, materiais complementares e a um conjunto de perguntas e respostas frequentes (FAQ). Vale ressaltar que para obter o certificado, o aluno deve fazer cumprir a carga horária do curso e atingir 70% de pontuação na avaliação final.
#ParaTodosVerem Banner com fundo roxo, uma tarja azul no canto superior esquerdo escrita “2ª edição” e o nome do curso ao centro – Vacinação Covid-19: Protocolos e Procedimentos Técnicos.
Os Cursos de Inverno 2023 da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) receberam mais de 1,5 mil inscrições de alunos externos e internos. Os interessados se candidataram a um total de 17 disciplinas entre os dias 12 e 26 de junho. A Coordenação de Pós-Graduação Stricto Sensu da Ensp atribui a alta procura às novidades implementadas neste ano, como a oferta de alguns cursos também para alunos de graduação e a parceria com o Campus Virtual Fiocruz.
"Entendemos que estes foram os diferenciais determinantes para termos alcançado um alto número de inscritos", afirmou a coordenadora de Stricto Sensu da Ensp, Joviana Avanci, que destacou ainda o alcance da divulgação tanto pelas redes sociais quanto por meio dos próprios docentes. Para a pesquisadora, o grande número de candidatos demonstra o potencial atrativo dos Cursos de Inverno, que podem então funcionar também como um chamariz para as formações oferecidas pela Escola. "Os Cursos de Inverno tiveram muita visibilidade e ficamos muito satisfeitos com a procura, que também mostra o potencial das nossas disciplinas, inclusive como vitrine para os demais cursos da Ensp", avaliou Joviana.
Com a experiência bem-sucedida, a Ensp espera repetir o movimento de oferta de inscrições via Campus Virtual Fiocruz, de cursos remotos, além das estratégias de divulgação para impulsionar as disciplinas também de verão.
"Agradecemos aos alunos externos e internos pelo interesse. Vamos continuar com essas iniciativas. Esperamos muito que esses cursos de inverno possam atrair novos alunos para a Escola, como porta de entrada para que muitos possam também fazer os cursos de Stricto Sensu, Lato Sensu e Qualificação Profissional, e que construam uma vida de formação nas suas carreiras", disse a coordenadora Joviana Avanci.
Confira, abaixo, as disciplinas de inverno ofertadas em cada um dos programas da Ensp neste ano de 2023.
Saúde Pública:
Violência de Gênero e Saúde (17 a 21/7) - 5 encontros (Presencial + Zoom);
Vigilância em Saúde de Base Territorial - conceitos e métodos (10 a 26/7) - 8 encontros (Presencial + Zoom);
Métodos Qualitativos na Pesquisa em Saúde: produzindo e analisando dados de alta qualidade em entrevistas (10 a 14/7) - 10 encontros (Presencial + Zoom) e
Interseccionalidades e Agroecologia - contribuições para vigilância popular em saúde de base territorial (17 a 21/7) - 10 encontros -(Presencial + Zoom).
Saúde Pública e Meio Ambiente:
Ecotoxicologia: perspectiva e aplicações (24 a 28/7) - 10 encontros remotos;
Pesquisa Bibliográfica Aplicada à Saúde e Gerenciamento de Referências (10 a 14/7) - 5 aulas online síncronas;
Construção e Validação de Instrumentos de Coleta de Dados (Questionários) para Pesquisa em Saúde (10 a 14/7) - 5 encontros remotos;
Segurança de alimentos: aspectos sanitários e microbiológicos em saúde pública (17 a 21/7) - 10 encontros remotos;
Comunicação de Riscos Ambientais e à Saúde (10 a 14/7) - 5 encontros remotos;
Zoonoses Relevantes em Saúde Pública e Meio Ambiente (10 a 14/7) - 5 encontros remotos;
Microrganismos veiculados por via hídrica e questões sanitárias: passado, presente e futuro (10 a 14/7) - 10 encontros (Todos serão presencias e remotos para que alunos de outros estados tenham a oportunidade de participar da disciplina) e
Água e saneamento ambiental (17 a 21/7) - 5 encontros, aulas serão em formato híbrido.
Epidemiologia em Saúde Pública:
Garimpo de ouro na Amazônia: aspectos epidemiológicos da crise sanitária Yanomami (17 a 21/7) - 5 encontros presenciais;
Avaliação de instrumentos multidimensionais usados em epidemiologia (3 a 7/7) - 10 encontros formato remoto, pelo aplicativo Zoom;
Avaliação do consumo alimentar de populações (10 a 14/7) - 10 encontros presenciais;
Modelos Teóricos: Utilização, Elaboração e Relato em Estudos Epidemiológicos (24 a 28/7) - 10 encontros presenciais e
Introdução à ciência de dados (31/5 a 4/6) - 5 encontros presenciais.
#ParaTodosVerem Banner com fundo verde, ao lado direito, a foto de um jovem negro, com barba e cabelos escuros, está com uma blusa rosa, relógio prateado no pulso esquerdo, mochila e segura um livro. No centro do banner está escrito: "Ingresse nos cursos de inverno da Esnp, com disciplinas eletivas abertas ao público para graduandos e pós-graduandos".
Buscando apoiar as coordenações e supervisões dos programas de residência em saúde da Fiocruz para qualificar o manejo e a conduta de casos de sofrimento psíquico no âmbito desses cursos - cujo caráter é diferenciado das demais ofertas de pós-graduação, dada a intensa imersão no mundo do trabalho de saúde, como recurso central formativo -, a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação, por meio da Coordenação Adjunta de Residências em Saúde, ligada à Coordenação-Geral de Educação (CGE/VPEIC), e do Fórum de Coordenadores de Residências em Saúde, e o apoio do Centro de Apoio Discente (CAD), realizou a Oficina de Saúde Mental e Residências em Saúde. O encontro, que aconteceu no dia 12 de julho, reuniu cerca de 60 pessoas de diferentes cursos e instâncias de educação da Fiocruz.
A proposta do encontro compõe o compromisso da Fundação de implementar ações voltadas para aos residentes, considerando suas subjetividades. Assim, buscou-se reconhecer as iniciativas em curso dentro da Fiocruz, além de fortalecer as ações
com maior ênfase institucional, tendo em vista os desafios persistentes no que se refere ao sofrimento psíquico no âmbito das residências em saúde. A pauta da saúde mental vem recebendo destaque em diferentes âmbitos, sobretudo após a pandemia de Covid-19, o que ressaltou a necessidade de um olhar mais cuidadoso para os aspectos psicológicos do viver.
Empatia e acolhimento no cuidado aos residentes
Na abertura do encontro, a coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Cristila Guilam, destacou a importância do Fórum e afirmou que o estudo psíquico é algo vivido e não uma neurose. Ela afirmou que “a saúde mental é uma dimensão que impacta a todos e revela a nossa fragilidade emocional”. Além de plenárias, a oficina desenvolveu-se com diferentes atividades em grupo durante todo o dia
A coordenadora adjunta de Residências em Saúde, Adriana Coser, ressaltou a parceria com todas as unidades da Fiocruz, e apontou que a temática da oficina é cara à Fundação. Ela comentou que o interesse e procura por esse encontro foi além do esperado, inclusive de outras modalidades formativas, como o Stricto sensu, e a participação de unidades que não oferecem residência, mas tem muito interesse nessa discussão da saúde mental e sua articulação com a educação, especialmente a formação em serviço. "Como resultado da oficina, pretendemos construir um documento e, para além disso, a ideia é ampliar a rede de apoio ao cuidado em saúde mental das residências. Queremos qualificar o nosso manejo e a conduta no que diz respeito ao cuidado desses profissionais. Em 2023, o Fórum de Coordenadores está completando 6 anos , como um espaço coletivo de assessoramento para a qualificação da gestão dos processos educacionais no ambito das residências em saúde", destacou ela.
A primeira atividade em plenária foi sobre "Compreensão do conceito de sofrimento psíquico no âmbito das residências". A coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Laps/Ensp/Fiocruz), Ana Paula Guljor, apresentou uma reflexão sobre mecanismos educacionais e assistenciais e falou sobre a crescente medicalização de situações que são geradas pela vida contemporânea. Ana Paula foi coordenadora da residência médica em Psiquiatria do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba (Niterói) e defendeu que o sofrimento psíquico não é igual ao transtorno mental. “O diagnóstico do sofrimento psiquiátrico é um olhar atento para o outro com empatia e acolhimento. É preciso ‘desrotular’ as fobias e os diagnósticos”. Outra questão abordada por Ana Paula é a importância de dissociar o sofrimento psíquico com a capacidade profissional do indivíduo. “Esses questionamentos sobre a competência geram quadros que potencializam a angústia, a frustração e o mal-estar, neste caso do residente”, detalhou.
Ana Paula citou ainda que o sofrimento psíquico é mais presente no primeiro ano da residência, principalmente entre mulheres. Foi, ainda, apontado que 50% do público que passa por algum sofrimento psíquico está na primeira formação especializada. O estado civil e a idade destacaram-se entre os fatores, sendo a maioria pessoas de 25 a 30 anos e solteiras. “O sofrimento psíquico também tem sido registrado em situações de preconceito de raça e gênero, além de assédio”, destacou.
O coordenador da residência em Tecnologias Aplicadas à Indústria Farmacêutica, oferecida pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), Eduardo Gomes Rodrigues de Sousa, comentou que, em 2022, a Fundação ofereceu um total de 543 vagas em todos os seus cursos de residência, sendo cinco delas para Farmanguinhos. Para o próximo ano, já foram aprovadas 10 vagas. Eduardo comentou também que a realização desses oficinas é periódica e abrange temas sobre gestão educacional e assuntos relacionados aos residentes, como, por exemplo, a saúde mental. “Queremos compreender melhor como lidar com casos em que haja suspeita que aquele residente está em sofrimento psíquico”.
O encontro aconteceu em Farmanguinhos e teve a participação da coordenadora da residência multiprofissional em Saúde Mental e professora do mestrado profissional em Atenção Psicossocial do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ipub/UFRJ), Paula Cerqueira Gomes, que falou sobre as dimensões do sofrimento psíquico e cuidados em saúde mental nas residências; do superintendente de Saúde Mental da Secretaria Municiapal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS/RJ), Hugo Fagundes, que apresentou fluxos e funcionamento da rede de saúde mental do SUS municipal; do integrante do Núcleo de Saúde do Trabalhador da Coordenação de Saúde do Trabalhador (Nust/CST), ligado à Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (Cogepe/Fiocruz), Marcello Santos Rezende, que apresentou documento de diretrizes da Fiocruz na área; a coordenadora do Centro de Apoio Discente (CAD), Etinete Nascimento Gonçalves, que apresentou a estrutura e ações do Centro; e a professora da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), Sabrina Ferigato, que trouxe as experiências da Universidade em que atua.
Vale destacar que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem permanente atenção com o bem-estar dos residentes, e, inclusive, já fomentou diferentes ações na área, como a publicação da Nota Técnica 01/2020, que trara das “Orientações sobre Saúde Mental e a Pandemia Covid-19 para Residentes em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz”; o documento de referência para atuação em saúde mental e trabalho na Fiocruz - 2023 ; e a Política de Apoio ao Estudante (PAE) - 2023.