O Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) realiza, no dia 28 de abril, às 11h, uma sessão extraordinária com a conferência de encerramento da XVIII Reunião Nacional de Pesquisa em Malária (RNPM).
A atividade contará com as apresentações de Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, coordenador do Laboratório de Referência para Malária na Extra Amazônia junto ao Ministério da Saúde, que abordará ações neuroimunomodulatórias associadas a mudanças cognitivo-comportamentais na malária não grave humana e experimental, e de Marcus Lacerda, diretor do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) da Organização Mundial da Saúde, que discutirá o percurso da ciência básica aos ensaios clínicos e à ciência da implementação.
A mediação será realizada por Pedro Tauil, professor emérito da Universidade de Brasília, e por Mauro Tada, diretor do Instituto de Pesquisa em Patologias Tropicais (Ipepatro).
O Centro de Estudos do IOC é um espaço permanente de discussão científica, reunindo especialistas de diferentes áreas para debater temas relevantes para a pesquisa, a saúde pública e o desenvolvimento científico.
O evento será transmitido pelo canal do IOC no YouTube. Assista ao vivo no canal do IOC no Youtube.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
O Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional em Saúde da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (PPGEPS/EPSJV/Fiocruz) disponibiliza a Chamada Pública para seleção de discentes para o Mestrado Profissional em Educação Profissional em Saúde - Turma 2026. Acesse o edital e o link para inscrição no Campus Virtual Fiocruz.
O Curso se destina a professores(as) e outros(as) profissionais graduados(as) que atuam ou se interessam por Educação Profissional em Saúde.
Nesta seleção, serão oferecidas até 20 vagas para as duas linhas de pesquisa do Programa:
L1: Políticas Públicas, Planejamento e Gestão do Trabalho, da Educação e da Saúde.
L2: Concepções e Práticas na Formação dos Trabalhadores de Saúde.
A seleção será efetuada em três etapas:
Etapa 1: Prova escrita, discursiva, de caráter eliminatório, constando de três questões que versarão sobre temas relacionados com a problemática da Educação Profissional em Saúde, sendo uma geral, obrigatória, e duas específicas, entre as quais o(a) candidato(a) deverá escolher apenas uma para responder. A prova escrita visará identificar o grau de conhecimento dos(as) candidatos(as) sobre os principais temas estruturantes do curso, bem como avaliar a capacidade de leitura, interpretação e expressão escrita do(a) candidato(a). A prova escrita será avaliada sem a identificação do(a) candidato(a), por, pelo menos, 2 (dois/duas) examinadores(as).
Etapa 2: Análise do projeto de pesquisa, de caráter eliminatório e classificatório. Nesta etapa, serão avaliadas a adequação do projeto às linhas de pesquisa do Programa, a consistência e a viabilidade do mesmo. Os projetos que não estiverem de acordo com a temática do Programa serão desclassificados, ocasionando a eliminação do(a) candidato(a) do certame.
Etapa 3: Entrevista, de caráter classificatório, com base no curriculum vitae e no projeto de pesquisa. Esta etapa tem como objetivo identificar as motivações e as condições do(a) candidato(a) para a realização do curso, bem como sua capacidade de dialogar sobre o projeto proposto.
+Acesse aqui o edital e o link para inscrição!
Período de Inscrições: 20/4 a 3/5
Site do Programa: https://www.posgraduacao.epsjv.fiocruz.br/
Informações sobre o Processo Seletivo: psmestrado.epsjv@fiocruz.br
Estão abertas no Campus Virtual Fiocruz, até o dia 22 de abril, as inscrições para o 5º Congresso Internacional de Arquivos Digitais, que ocorrerá em conjunto com o 3º Seminário Internacional de Patrimônio Digital, uma realização da Casa de Oswaldo Cruz, Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz e o Instituto de Investigações Biblioteconômicas e da Informação (IIBI) da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam).
Os eventos, que integram a Cátedra Oswaldo Cruz, acontecerão nos dias 6, 7 e 8 de maio, no Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS), campus da Fiocruz, em Manguinhos.
Com o tema Transparência, credibilidade e confiança na governança da informação e dos dados em arquivos digitais, a iniciativa visa analisar os problemas associados à gestão de grandes volumes de informações, dados e documentos; determinar práticas para a transparência e proteção de dados pessoais em arquivos e ambientes digitais que preservam um grande volume de dados; e traçar estratégias para definir princípios arquivísticos que assegurem a credibilidade e a confiança na governança de coleções digitais.
A programação inclui palestras de pesquisadores renomados na área, do Brasil e do exterior, como Basma Makhlouf Shabou, professora e coordenadora do programa de mestrado em Ciências da Informação da Universidade de Ciências Aplicadas e Artes da Suíça Ocidental (HES-SO) e especialista em arquivística computacional, avaliação automatizada, preservação digital e métricas e medição de governança da informação; Perla Olivia Rodríguez Reséndiz, diretora do Instituto de Pesquisas Biblioteconômicas e da Informação (IIBI) da Unam, fundadora e coordenadora da Rede Ibero-Americana de Preservação Digital de Arquivos Sonoros e Audiovisuais; e Natália Marinho do Nascimento, professora do curso de Arquivologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Marília, e presidente da Comissão Permanente de Preservação Digital da Unesp.
Nos três dias de programação, haverá também apresentação de trabalhos de pesquisadores e profissionais brasileiros e estrangeiros e uma mesa-redonda, na manhã do dia 7 de maio, com o tema “Preservação e acesso digital em instituições brasileiras. O tema será discutido por Gabriela Ayres Ferreira Terrada (Fundação Biblioteca Nacional); Raquel Dias Silva Reis (Arquivo Nacional); e Dalton Martins (Instituto Brasileiro de Museus). A mediação será feita por Marcos José de Araújo Pinheiro, diretor da Casa de Oswaldo Cruz.
Os debates abordarão temas como autenticidade e integridade como valores essenciais dos arquivos e ambientes digitais; desinformação e uso indevido da informação nos arquivos e ambientes digitais; confiança diante dos algoritmos inteligentes e da inteligência artificial; e difusão cultural de coleções digitais.
Às vésperas do Dia dos Povos Indígenas, uma experiência inédita na Amazônia brasileira lança luz sobre um dos principais desafios da educação no país: transformar acesso em permanência e formação qualificada. Pela primeira vez, a Fiocruz ofertou uma turma de mestrado em Saúde Coletiva exclusiva para indígenas do Alto Solimões, sediada em Tabatinga, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, região estratégica do ponto de vista geopolítico e sanitário. A iniciativa, conduzida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi composta por 15 alunos de quatro municípios do Alto Solimões, pertencentes às etnias Marubo, Tikuna, Kokama e Kaixana. O processo seletivo, também inovador, rompeu com critérios exclusivamente acadêmicos e incorporou trajetórias de vida, vínculos comunitários e atuação em movimentos indígenas para formar a turma especial estendida do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, coordenada pela pesquisadora sênior da Fiocruz Amazônia, a médica sanitarista Luiza Garnelo.
A turma estendida surgiu a partir de uma análise da realidade brasileira, que indicou que cotas e incentivos para indígenas não eram suficientes, evidenciando a necessidade de descentralizar o curso e ancorá-lo no território. Para Luiza, o resultado desse movimento é uma turma multidisciplinar, composta por profissionais com formações que vão desde a enfermagem até a antropologia, sempre direcionados à saúde coletiva com foco no território.
Ofertado em regime modular e presencial em Tabatinga, no Amazonas, o curso manteve o rigor do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), mas adaptou conteúdos e metodologias para incluir a saúde indígena como eixo estruturante. Também foram incorporados apoios pedagógicos específicos, como acompanhamento em língua portuguesa e matemática, além de capacitação para uso de bases de dados e ferramentas acadêmicas. “Não se tratou de flexibilizar a qualidade, mas de criar condições reais para que esses estudantes se apropriassem do ambiente acadêmico”, explicou a coordenadora da turma.
Iniciada em 2023, a primeira turma de mestrado fora da sede do ILMD/Fiocruz Amazônia é também um marco da interiorização das ações afirmativas da pós-graduação da Fiocruz, que se tornou possível a partir de parcerias e do apoio fundamental das vice-presidências de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) e de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS). O PPGVIDA é coordenado pela pesquisadora Ani Matsuura, e a turma especial estendida está sob a responsabilidade de Luiza Garnelo.
A vice-presidente adjunta de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Eduarda Cesse, destacou o processo de negociação e adaptação junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a realização desta turma, afirmando que a instituição tem expertise em políticas inclusivas e está em constante aprendizado neste sentido. "A realização da turma especial elevou o PPGVIDA a uma categoria diferenciada, saindo dos padrões, o que tornou possível fortalecer práticas primordiais à Fundação. Isso é política inclusiva e isso a Fiocruz sabe fazer!", apontou ela, orgulhosa da turma especial.
Permanência, apoio e transformação social
Os resultados já começaram a aparecer. Com defesas previstas até junho de 2026, a maioria dos estudantes já concluiu ou está finalizando seus trabalhos. Paralelamente a isso, observa-se um aumento da empregabilidade dos egressos, muitos dos quais passaram a atuar em suas áreas de formação ou como sanitaristas, ampliando a capacidade técnica nos próprios territórios.
Temas como logística em distritos sanitários indígenas, alimentação tradicional em escolas e itinerários terapêuticos no Vale do Javari evidenciam uma produção científica diretamente conectada às vivências dos próprios territórios. “Os projetos foram construídos de forma negociada, buscando responder a problemas concretos das comunidades de origem dos estudantes, refletindo o compromisso dessa iniciativa”, destacou Luiza, afirmando que tal abordagem dialoga ainda com outras frentes da Fiocruz voltadas à saúde indígena, que articulam pesquisa, formação e políticas públicas.
"Ao não ocuparem uma posição de minoria étnica, os estudantes relataram maior conforto emocional, potencializando as relações de solidariedade e aprendizado interpares, o que amenizou o estresse que habitualmente incide sobre os estudantes de pós-graduação", contou Luiza, destacando ainda que a infraestrutura também foi decisiva: bolsas de estudo, equipamentos e acesso à internet, além de suporte institucional contínuo.
Vivências e aprendizados para o futuro das ações afirmativas
A realização desta turma estendida de mestrado trouxe importantes aprendizados, experiências e evidenciou desafios estruturais, entre eles, a necessidade de financiamento adicional, maior tempo para maturação das pesquisas — especialmente aquelas realizadas em áreas remotas — e estratégias de devolutiva dos resultados às comunidades. “Formar mestres indígenas implica reconhecer tempos, modos de produzir conhecimento e compromissos que vão além da academia”, afirmou a coordenadora do curso.
Mais do que uma experiência localizada, a turma de Tabatinga fomenta o debate institucional sobre ações afirmativas. Ao articular acesso, permanência e pertinência social da formação, a iniciativa aponta caminhos para uma política mais robusta e efetiva, que esteja alinhada às demandas dos povos indígenas e aos desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) em territórios historicamente invisibilizados.
Cabe destacar que essa experiência caminha em articulação com pesquisas sobre a política de ações afirmativas no ensino superior (graduação e pós-graduação), cujos resultados estão sendo analisados e serão, em breve, objeto de publicação de artigos e livros.
O Sextas de Poesia de hoje reverencia o Dia Nacional da Mulher Sambista, comemorado em 13 de abril, com a canção 'Clementina de Jesus', uma composição de Gisa Nogueira consagrada na voz de Beth Carvalho em 1973. A música ressalta a cantora brasileira como uma mulher de fé e samba e que traz a força da preservação da cultura afro-brasileira. "Obra e graça da raça e da cor".
Clementina de Jesus trabalhou como doméstica e lavadeira por mais de 20 anos, até ser vista cantando, na Taberna da Glória, no Rio de Janeiro, pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho – em 1963, já com 62 anos – que a levou para participar do projeto de grande sucesso O Menestrel.
Gisa Nogueira, apelido de Adalgisa Maria Nogueira Machado, é cantora e compositora e faz parte de uma família musical. Ela é irmã e parceira do cantor e compositor João Nogueira, mãe do cantor Didu Nogueira e tia de Diogo Nogueira. Apesar da vida artística não ter sido sua principal atividade, Gisa tem vasta trajetória no mundo da música, com inúmeras composições e gravações desde os anos 1970.
O Dia Nacional da Mulher Sambista foi instituido em 2024, pela Lei 14.834/2024, e reconhece a luta, a resistência e a contribuição fundamental das mulheres no samba brasileiro. A data escolhida celebra o nascimento de Dona Ivone Lara.
*Com informações de Nova Brasil e o Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB).
A próxima edição do Ciclo de Palestras Preservação do Patrimônio: Gestão de Riscos, promovido pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), será realizada no dia 24 de abril, com o tema “Gestão de Riscos: metodologias e políticas de segurança”. O encontro discutirá o assunto com os convidados Tiago Silva, do Arquivo Nacional, e Willi de Barros Gonçalves, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A mediação será de Elisabete Edelvita Chaves (COC/Fiocruz).
A atividade será realizada às 10h, em modalidade exclusivamente online, com transmissão pelo canal da Casa no YouTube. A palestra contará com intérprete de Libras, garantindo acessibilidade ao público. Os interessados em receber certificado devem se inscrever previamente no Campus Virtual Fiocruz até 23 de abril e registrar presença na atividade.
Na ocasião, Tiago Silva apresentará uma introdução à metodologia de gerenciamento de riscos aplicada a bens culturais, abordando conceitos, etapas e fundamentos. A exposição destacará a interface com a educação patrimonial, apontando caminhos para traduzir o tema a diferentes públicos e incorporá-lo a ações formativas. Também serão indicadas possibilidades de aproximação entre diagnósticos, medidas preventivas e práticas educativas de sensibilização.
Já Willi de Barros Gonçalves discutirá a gestão de riscos como ferramenta estratégica para evitar a perda de valor do patrimônio cultural. A apresentação enfatizará o diagnóstico como etapa essencial do planejamento estratégico, além do uso de instrumentos estruturados de análise e a apresentação de um estudo de caso.
O Ciclo de Palestras Preservação do Patrimônio: Gestão de Riscos é uma iniciativa do Serviço de Educação Patrimonial do Departamento de Patrimônio Histórico da Casa de Oswaldo Cruz e reúne especialistas de diferentes áreas para discutir conceitos, metodologias e experiências relacionadas à proteção dos bens culturais frente a riscos, emergências e desafios contemporâneos. Ao longo de 2026, serão abordados temas como políticas de segurança, preparação para desastres, incêndios, ilícitos contra o patrimônio, mudanças climáticas e riscos ambientais, fortalecendo a atuação de profissionais, estudantes e instituições na preservação do patrimônio cultural. A próxima palestra do ciclo está prevista para o dia 15 de maio de 2026.
Instituições de educação e pesquisa deverão apresentar propostas de cursos novos entre 24 de agosto e 18 de dezembro. O edital com as regras para submissão tem divulgação prevista para 26 de junho. As datas constam no calendário da avaliação de proposta de curso novo (APCN).
A submissão de uma proposta de curso novo é a primeira etapa para a criação de um curso de pós-graduação stricto sensu regular, que pode envolver os níveis de mestrado e doutorado. Os projetos podem ser para cursos acadêmicos ou profissionais, presenciais ou a distância, e devem ser apresentados pela pró-reitoria ou órgão equivalente via Plataforma Sucupira.
Os interessados devem consultar, além dos normativos gerais da Capes, os documentos orientadores de APCN de cada área de avaliação que estão sendo revisados e devem ser republicados até o fim de junho nas páginas das áreas.
Instituições interessadas cujas informações não constam nos sistemas da Capes devem solicitar cadastro até 30 de setembro. O cronograma se estende até 2027, com a fase de análise documental e de mérito das propostas janeiro em diante. O resultado está estimado para a partir de maio, com prazos para recursos.
As propostas aprovadas pela Capes são enviadas ao Conselho Nacional de Educação (CNE), para deliberação. Em seguida, cabe ao Ministério da Educação (MEC) publicar a portaria de reconhecimento do curso novo. Após a publicação no Diário Oficial, a instituição tem 18 meses para iniciar o curso.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC). (Brasília – Redação ASCOM/Capes)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura ASCOM/Capes.
Nos dias 24 e 25 de abril, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) ocupa o Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá (RJ), em programação dupla, que reúne a primeira edição do FestIOC Rio – Festival Inova Saúde & CienciArte e o 12º Simpósio Ciência, Arte e Cidadania (CAC 2026).
Com entrada gratuita, o evento propõe um diálogo entre ciência, arte e sociedade, com atrações para todas as idades, e marca o encerramento das comemorações pelos 125 anos do Instituto Oswaldo Cruz.
As atividades acontecem das 10h às 18h, com visitação livre em diferentes espaços do museu e programação distribuída entre auditório, salas expositivas e áreas interativas.
Em sua estreia, o FestIOC Rio promove experiências imersivas, que convidam o público a explorar temas científicos por meio da arte e da inovação.
Já o CAC 2026 reúne especialistas para debater questões contemporâneas nas interfaces entre inclusão, juventude, redes sociais, decolonialidade e os impactos do clima na saúde.
Espalhados em diferentes espaços do MAR, estandes interativos de laboratórios do IOC, de Bio-Manguinhos e de instituições parceiras apresentarão temáticas como vacinas, biodiversidade, mudanças climáticas, insetos, fungos, arboviroses, nanotecnologia e saúde pública. Nessas instalações, o público poderá participar de múltiplas práticas, jogos e demonstrações científicas.
A programação também inclui atrações culturais e atividades lúdicas, como apresentações musicais, experiências visuais e oficinas criativas — entre elas origami, astronomia cultural, espectroscopia, teatro e arte aplicada à ciência. Instalações e exposições de CienciArte completam a experiência, convidando o visitante a enxergar a ciência por novas perspectivas.
No palco principal, flash talks, pitches reversos e rodas de conversa promovem encontros entre pesquisadores, startups e representantes de instituições públicas e privadas, abordando questões atuais como inovação em saúde, mudanças climáticas, empreendedorismo e transformação digital no SUS.
A iniciativa é realizada pelo IOC/Fiocruz em parceria com o Museu de Arte do Rio e reúne representantes de universidades, instituições científicas, organizações culturais, movimentos sociais e gestores públicos, fortalecendo o diálogo entre ciência e sociedade.
Mais do que um evento, o festival é um convite: experimentar, aprender, questionar e participar ativamente da construção do conhecimento científico.
Serviço
Festival Ciência, Arte e Inovação no MAR
Data: 24 e 25 de abril de 2026
Local: Museu de Arte do Rio – Praça Mauá
Valor: Entrada gratuita
Horário: das 10h às 18h
Clique aqui e confira a programação completa.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
Mais que centenária e ainda negligenciada. Descrita há 117 anos, a doença de Chagas permanece como um dos grandes desafios da saúde pública no Brasil e no mundo.
Para tentar ampliar o conhecimento acerva do agravo e reforçar a importância do diagnóstico, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) lança o vídeo "Doença de Chagas em 2 minutos". A produção integra o projeto "Saúde em 2 minutos", que promove o compartilhamento de informações confiáveis sobre prevenção e cuidados básicos de saúde.
O vídeo apresenta uma visão abrangente sobre a doença de Chagas, abordando desde sua descoberta histórica por Carlos Chagas, em 1909, até os desafios contemporâneos.
O material aborda como ocorre a infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido principalmente por alimentos contaminados ou pelo contato com fezes do inseto conhecido como barbeiro.
São detalhados os sintomas, a progressão da doença, o tratamento, as medidas preventivas, o controle vetorial e a importância da correta higienização de alimentos, como açaí e caldo de cana.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre seis e sete milhões de pessoas são portadoras da doença de Chagas no mundo.
No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que existem de um a quatro milhões de afetados, sendo que muitos casos não são sequer diagnosticados.
Permitida a reprodução sem fins lucrativos do texto desde que citada a fonte (Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz)
De acordo com os resultados do Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas. Garantido na Constituição, essa parte importante da população ainda sofre com percalços para o acesso à informação, à educação e à saúde de qualidades, reafirmando a necessidade de políticas públicas que respeitem suas singularidades e democratizem os direitos básicos para que seja possível, cada vez mais, a redução da inequidade. Ao longo dos últimos anos, o Campus Virtual Fiocruz desenvolveu cursos especificamente voltados à temática dos povos que vivem em territórios indígenas e profissionais de saúde. Diante disso, neste 19 de abril, data em que é celebrado o Dia dos Povos Indígenas no Brasil, reforçamos as ofertas dos cursos Promoção da saúde mental de jovens indígenas e Participação e controle social em saúde indígena, ambos online, gratuitos e autoinstrucionais, seguem com inscrições abertas.
Promoção da saúde mental de jovens indígenas
A proposta da formação parte de uma abordagem interseccional, fundamentada em evidências produzidas por pesquisas realizadas junto a jovens indígenas em comunidades tradicionais. Com o curso, a ideia é que profissionais estejam aptos a reconhecerem os principais agravos em saúde mental e possam propor ações educativas que valorizem os saberes populares e refletir sobre os impactos da violência estrutural na saúde desses jovens. Dividida em três módulos, a formação aborda desde conceitos como saúde mental, bem-viver e interseccionalidade até o funcionamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e da saúde indígena no SUS. Um dos diferenciais da formação está no terceiro módulo, que trata diretamente dos saberes tradicionais dos povos indígenas como ferramentas de prevenção e cuidado em saúde mental.
O curso não é apenas uma forma de oferecer ferramentas de cuidado, mas, sim, de reconhecer os modos próprios de cuidado, fortalecer os laços comunitários e garantir políticas públicas culturalmente adequadas, apresentando estratégias concretas de transformação, com respeito às vozes e os saberes dos próprios jovens indígenas.
Conheça o curso e inscreva-se!
Participação e controle social em saúde indígena
O curso Participação e controle social em saúde indígena tem o objetivo de fortalecer a participação social das lideranças e dos conselheiros indígenas nas instâncias formais do controle social do Subsistema de Saúde Indígena (SasiSUS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). A formação é aberta a todos, mas foi elaborada especialmente para apoiar os Povos Indígenas em sua atuação no controle social e no movimento indígena em defesa ao direito à saúde, ou seja, é voltado a indígenas interessados na temática da participação social em saúde, lideranças comunitárias, professores e outros profissionais que trabalham com a temática.
O curso foi organizado em quatro módulos que apresentam conceitos, marcos legais e experiências que contribuíram para formar o campo das políticas públicas de saúde e da saúde indígena no Brasil, bem como conteúdos fundamentais para fortalecer a participação social dos povos indígenas nas estratégias de controle social e na definição de ações e de políticas de saúde voltadas à melhoria das condições de vida e de saúde dos Povos Indígenas no Brasil. Ele também conta com diversos textos de apoio, links de vídeos, podcasts e cards que poderão ser compartilhados nas redes sociais para fácil e rápida difusão de informações e conhecimento.
A formação é resultado de um trabalho coletivo, e foi construído em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) a partir do diálogo constante entre pesquisadores, professores indígenas e não indígenas de diferentes instituições de pesquisa e de ensino das cinco macrorregiões do país que defendem os direitos à saúde e ao aprimoramento da atenção à saúde, oferecida em seus respectivos territórios, como integrantes do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT Brasil Plural), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), da Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), do Campus Virtual Fiocruz (VPEIC/Fiocruz), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).