No dia 28 de maio, o Núcleo de Estudos Avançados do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) promove o debate ‘Desafios do CNPq no processo de reconstrução do País’. O palestrante da sessão é o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão. A sessão, que homenageia os 124 anos do Instituto, será transmitida ao vivo pelo canal do IOC no YouTube a partir das 14h.
A atividade conta com a participação de seis debatedores: o pesquisador emérito da Fiocruz, Samuel Goldenberg; a presidente da Abrasco, Rosana Onocko-Campos; a professora titular da Universidade de São Paulo (USP), Marie-Anne Van Sluys; a pesquisadora do IOC, Patrícia Torres Bozza; a professora da Universidade Federal Fluminense (Uff), Thaiane Moreira de Oliveira; e o presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), Vinícius Soares.
Sobre o Núcleo
O Núcleo de Estudos Avançados visa promover debates acadêmicos sobre temas interdisciplinares no campo da ciência, da política e da filosofia, envolvendo a comunidade científica intra e extramuros.
A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) divulgou o resultado final do Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil. Foram aprovadas 174 bolsas para projetos de pós-doutorado júnior (PDJ) para recém-doutores, das quais 17 foram concedidas para pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As bolsas terão duração de dois anos.
Fruto da cooperação entre a Faperj e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o edital busca apoiar projetos de pesquisa de jovens doutores e criar condições favoráveis para o desenvolvimento científico e tecnológico no país. Os pesquisadores contemplados receberão também um auxílio à pesquisa na modalidade de custeio, no valor máximo de R$50 mil mensais para o desenvolvimento de seus projetos.
Confira os projetos da Fiocruz contemplados:
Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE/Fiocruz)
Projeto: "Um arcabouço conceitual para a operacionalização da capacidade de sistemas públicos e universais de saúde para o desempenho resiliente"
Pesquisador: Alessandro Jatobá
Bolsista: Bárbara Bulhões Lopes de Andrade
Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)
Projeto: "Ciência para o Antropoceno: a cooperação internacional Brasil-França na Amazônia (1982-1990)"
Pesquisador: Dominichi Miranda de Sá
Bolsista: Vanessa Pereira da Silva e Mello
Projeto: "“Só o seu nome horroriza quem o vê”: medicina, corpo e doença no Tratado médico sobre o clima e as enfermidades de Moçambique (1821)"
Pesquisador: Lorelai Brilhante Kury
Bolsista: Ricardo Cabral de Freitas
Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz)
Projeto: "Aplicação de respirometria de alta resolução para avaliação de impactos de lixiviados de resíduos - uma abordagem de saúde única"
Pesquisador: Enrico Mendes Saggioro
Bolsista: Barbara Costa Pereira
Projeto: "Ambiente Alimentar e Segurança Alimentar e nutricional na Maré, maior conjunto de favelas do Rio de Janeiro"
Pesquisador: Letícia de Oliveira Cardoso
Bolsista: Mariana de Oliveira Aleixo
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)
Projeto: "Eriptose de hemácias infectadas pelo Plasmodium como mecanismo determinante da gametocitogênese e ciclo da malária no hospedeiro vertebrado"
Pesquisador: Alexandre Morrot Lima
Bolsista: Aline Miranda Scovino
Projeto: "Estudo do perfil molecular por meio de polimorfismos de nucleotídeo único e metagenômica na identificação das aranhas marrom loxosceles spp. e no combate ao araneismo"
Pesquisador: Elba Regina Sampaio de Lemos
Bolsista: Breno Hamdan de Souza
Projeto: "Avaliação do Efeito Antiviral e Imunomodulador de Plantas Medicinais Brasileiras em Modelos de Infecção In Vitro e In Vivo por Alfavírus Artritogênicos"
Pesquisador: Elzinandes Leal de Azeredo
Bolsista: Fernanda Cunha Jácome
Projeto: "Revisão da subfamília Trepobatinae (Hemiptera, Heteroptera, Gerromorpha, Gerridae) ocorrente na região neotropical"
Pesquisador: Felipe Ferraz Figueiredo Moreira
Bolsista: Juliana Mourão dos Santos Rodrigues
Projeto: "Retornando à atenção para bionomia e ciclos de transmissão de arbovírus transmitido por mosquitos (Diptera: Culicidae) em áreas de Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro após o impacto da pandemia de COVID-19"
Pesquisador: Jeronimo Augusto Fonseca Alencar
Bolsista: Shayenne Olsson Freitas Silva
Projeto: "Identificação de potenciais marcadores imunológicos, genéticos e moleculares preditores de COVID-Longa"
Pesquisador: Lilian Rose Pratt Riccio
Bolsista: Barbara de Oliveira Baptista
Projeto: "Estudo da ação fotodinâmica e sonodinâmica do azul de metileno e outros fotossensibilizadores para o tratamento de tumores de mau prognóstico"
Pesquisador: Luiz Anastácio Alves
Bolsista: Annielle Mendes Brito da Silva
Projeto: "Impacto de co-infecções e re-infecções no desfecho terapêutico sobre modelos experimentais de doença de Chagas"
Pesquisador: Maria de Nazaré Correia Soeiro
Bolsista: Ludmila Ferreira de Almeida Fiuza
Projeto: "Organoides e biomodelos translacionais como estratégia de otimização hit-to-lead de derivados azólicos contra Trypanosoma cruzi"
Pesquisador: Mirian Claudia de Souza Pereira
Bolsista: Leonardo da Silva Lara
Projeto: "Caracterização do papel do SREBP no remodelamento lipídico e na ativação do inflamassoma durante a infecção pelo SARSCoV-2 in vitro e in vivo"
Pesquisador: Patricia Torres Bozza Viola
Bolsista: Vinicius Cardoso Soares
Projeto: "O Papel da Ferroptose na Fisiopatologia da Malária Cerebral e o Efeito da Terapia com Células-Tronco Mesenquimais e seus Produtos"
Pesquisador: Tatiana Maron Gutierrez
Bolsista: Maiara Nascimento de Lima
Projeto: "Estudo de marcadores moleculares estágioespecíficos de Leishmania (Viannia) braziliensis ao longo de seu ciclo biológico no inseto vetor"
Pesquisador: Constança Felicia De Paoli de Carvalho Britto
Bolsista: Thais de Araujo Pereira
*Com informações da Ascom Faperj
*Lucas Leal é estagiário sob supervisão de Isabela Schincariol
#ParaTodosVerem Banner na cor rosa com uma foto no topo de três jovens sentados estudando, o foco da foto está na menina que está sentada na frente, uma jovem negra com cabelos castanhos cacheados presos e uma blusa verde, atrás dela um rapaz negro com cabelo escuro vestindo uma blusa de manga comprida cinza claro e na última cadeira uma menina branca de cabelos claros vestindo uma blusa cinza. No centro do banner está escrito: Fixação de jovens doutores, confira o resultado final.
Pesquisadores do Centro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (SinBiose/CNPq) publicaram, em fevereiro, a base de dados Trajetórias, na revista Scientific Data, do grupo Nature. A base reúne 36 indicadores ambientais, socioeconômicos e epidemiológicos referentes ao período de 2000 e 2017 para todos os 772 municípios de nove estados da Amazônia Legal brasileira. Os dados estão disponíveis de forma aberta e gratuita para quem quiser consultar.
A seleção, a análise e a equalização destes dados levaram aproximadamente três anos e cobriu uma área de 5 milhões de km², que representa aproximadamente 60% de todo o território brasileiro. “Este conjunto de dados vai permitir investigar a associação entre os sistemas agrários amazônicos e seus impactos nas mudanças ambientais e epidemiológicas, além de ampliar as possibilidades de compreensão, de forma mais integrada e consistente, dos cenários que afetam o bioma amazônico e seus habitantes”, explica Claudia Codeço, coordenadora do projeto e pesquisadora da Fiocruz.
A base de dados Trajetórias é resultante do projeto Trajetórias, um dos sete projetos de síntese do SinBiose/CNPq. O foco do projeto é gerar sínteses do conhecimento acerca das relações entre desenvolvimento econômico, uso do solo, epidemiologia e conservação na Amazônia. A equipe reúne epidemiologistas, economistas, ecologistas, biólogos, geógrafos, médicos e cientistas sociais que desenvolveram indicadores multidisciplinares e coerentes para estudos integrados na Amazônia brasileira.
“Trata-se de um conjunto de dados provenientes de diferentes fontes e instituições que foram harmonizados, ou seja, que passam a compartilhar a mesma unidade de análise espacial e temporal para que possam ser comparados”, explica Ana Rorato, primeira autora do estudo e pós-doutoranda do projeto Trajetórias.
Os temas disponíveis para consulta na base Trajetórias são: perda de habitat, uso e cobertura da terra, mobilidade humana, anomalias climáticas, carga de doenças transmitidas por vetores e índices de pobreza multidimensional para populações rurais e urbanas para cada um dos municípios da Amazônia Legal brasileira, dentre outros. Estes indicadores e índices estão pontuados em quatro marcos temporais: os censos demográficos de 2000 e 2010 e os censos agropecuários realizados em 2006 e 2017.
Além dos dados do censo do IBGE, a base de dados conta com informações derivadas de imagens de satélite de fontes nacionais e internacionais e do Sistema Nacional de Notificação de Doenças. “Essas fontes de dados foram escolhidas devido ao seu fácil acesso, abrangência temporal e espacial e alta qualidade dos dados”, explicam os autores.
Um cuidado que os autores tiveram foi o de criar índices que reflitam a realidade amazônica. “Por exemplo, o índice de pobreza tradicional pode funcionar bem em grandes metrópoles, mas não funciona na realidade amazônica”, complementa Claudia. “Medir a pobreza na região amazônica é uma tarefa complexa, pois requer uma compreensão de questões que transcendem os indicadores econômicos”, informam no texto. A abordagem adotada mede o grau de privação familiar em áreas rurais e urbanas, que podem afetar e ser afetadas por mudanças ambientais e econômicas. Assim, criou-se o Índice de Pobreza Multidimensional em suas versões rural e urbana. Estes índices são compostos a partir do cálculo de 15 a 19 indicadores de saúde, educação e condições de vida (que inclui habitação, serviços coletivos, emprego e bens de consumo privados). “Pobreza multidimensional significa privação simultânea em múltiplas dimensões”, explica Claudia. Neste cálculo, uma família é considerada multidimensionalmente pobre se sua pontuação de privação é superior a 0,25.
Outra preocupação na preparação da base de dados Trajetórias foi de garantir que estes dados possam ser reproduzidos futuramente. Para isso, a “receita” para se repetir cada indicador está detalhadamente descrita no artigo publicado. “Isto vai possibilitar o monitoramento da saúde única da Amazônia em diferentes momentos e situações”, explica Rorato. Segundo Claudia Codeço, "o próximo passo é desenvolver modelos e identificar tipologias ambientais e seus graus de impacto na Amazônia para então fazer predições para o futuro”.
Projeto Trajetórias
O projeto Trajetórias do Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (SinBiose/CNPq) teve início em 2019 e está sediado na Fiocruz e no Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Seu objetivo é sintetizar o conhecimento sobre os serviços ecossistêmicos e suas relações com o sistema econômico e a saúde humana na Amazônia. O projeto desenvolve novos protocolos de classificação e avaliação dos ecossistemas e de serviços ambientais específicos relacionados às doenças, cujos determinantes mais importantes são ambientais. O objetivo é fornecer uma estrutura para o debate conjunto das dimensões econômica, ambiental e de saúde, buscando dar maior visibilidade aos modos de vida das populações locais, suas estruturas e sistemas de produção.
*Foto: Laboratório de Investigação em Sistemas Socioambientais/Inpe
O aluno do Programa de Iniciação Científica (Pibic), vinculado à Vice-presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), Rafael Everton Assunção Ribeiro da Costa, ganhou o 19º Prêmio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na área de Ciências da Vida.
Estudante Pibic na Fiocruz Piauí, Rafael, que cursa medicina na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), teve o reconhecimento durante a segunda experiência dele como bolsista do Programa de Iniciação Científica (Pibic), que começou em 2020, ao ser selecionado para integrar a equipe da pesquisadora Beatriz Oliveira.
O trabalho premiado "Morbimortalidade por doenças diarreicas agudas em crianças menores de 5 anos nos municípios do Estado do Piauí: 2009 a 2019" foi desenvolvido por Rafael sob orientação de Beatriz, e compõe a pesquisa desenvolvida por ela, intitulada “Fortalecimento da Vigilância em Saúde na APS: a implantação de unidades sentinelas para vigilância da morbimortalidade por Doenças Diarreicas Agudas na Estratégia da Saúde da Família no Piauí”. O projeto faz parte da Rede de pesquisas sobre Atenção Primária em Saúde (Rede APS), do programa de Políticas Públicas e Modelos de Atenção e Gestão à Saúde (PMA). O programa está vinculado à VPPCB.
A questão da mortalidade infantil é um problema crônico no Piauí. De acordo com o estudante, em 2019, o estado ocupava o 4º lugar no ranking nacional de mortalidade infantil e os indicadores apresentavam uma piora nos últimos anos. Segundo o relatório produzido por ele, a diarreia, apesar de ser um quadro clínico evitável, é a segunda maior causa das mortes de crianças. Essa foi a motivação para Rafael se debruçar sobre o tema.
“Quando o Rafael fala que a Doença Diarreica Aguda [a DDA] é uma prioridade, para quem fica mais no eixo Sul-Sudeste, o desafio de superar mortes infantis por diarreia é coisa do passado”, afirmou Beatriz. Um dos exemplos que mostraram para eles essa diferença das realidades sanitárias no país foi a dificuldade de encontrar trabalhos publicados recentemente durante a revisão bibliográfica feita pelo bolsista. “Ninguém mais estuda esse assunto”, concluiu a pesquisadora.
A partir da extensa coleta de dados no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e no Sistema de Vigilância de Doença Diarreica Aguda (SIVEP-DDA), o trabalho aponta que as regiões do Cerrado e Semiárido apresentam as piores taxas dos indicadores de internação e mortalidade infantil por DDA. Analisar um grande volume de informação e conseguir mapear padrões clínicos ou epidemiológicos é uma das especialidades do estudante: “Eu tenho esse perfil mais prático dentro da pesquisa. Por exemplo, em projetos sobre biologia molecular, eu trabalho com protocolos laboratoriais e aplicação deles. Também costumo fazer um overview de relatos de casos de oncologia para enxergar o que é feito, quais são os guidelines utilizados pelos oncologistas. Faço muitas revisões sistemáticas de literatura”.
Esse levantamento é uma das etapas para visualizar e entender a vigilância em saúde feita nos atendimentos realizados pela APS. A partir dele, a outra frente da pesquisa voltada para a vigilância de rumor no território, por meio de inquéritos e mapeamento de casos de diarreia nas escolas, também está sendo desenvolvida. Juntas, essas informações poderão se complementar e apontar otimizações na coleta e tratamento de dados relacionados a DDA, o que pode gerar ações em saúde mais efetivas.
Para Rafael, o trabalho não vai se encerrar com a premiação ou composição teórica das informações encontradas na pesquisa coordenada por sua orientadora. Além de buscar publicar seu estudo em alguma revista científica, os próximos passos consistem em disseminar seu conhecimento, desenvolvendo ações de educação em saúde junto aos profissionais da área que trabalham nas regiões identificadas pelo trabalho dele, que mais precisam melhorar seus indicadores. Além disso, as informações também ajudarão na articulação com as Secretarias de Vigilância Epidemiológica Estadual e de Teresina.
O bolsista disse que ainda não caiu a ficha quando pensa na premiação e outros desdobramentos que sua pesquisa vem apresentando. Desde que entrou na faculdade, Rafael busca um olhar ampliado da área e participa de estudos ligados a vários temas, como ecologia, humanização e saúde coletiva. Antes de ter contato com a Fiocruz Piauí, via PMA, ele ajudava outros alunos de medicina, da UESPI e de outras faculdades, no desenvolvimento de trabalhos científicos, e encarava sua produção acadêmica como algo paralelo à carreira de médico. “Agora eu vejo uma possibilidade de carreira dentro da ciência mesmo, né? Coisa que não era muito comum para mim”, afirma Rafael.
A orientadora do Rafael, Beatriz Oliveira, também falou sobre o efeito positivo que a presença da Fiocruz causa nesses territórios: “É importante ter escritórios nas regionais e fortalecer esses núcleos, porque é dali que nós vamos conseguir formar pessoas como o Rafael. Esse prêmio mostra que estamos no caminho certo como instituição”.
Anualmente, o CNPq tem o objetivo de reconhecer os bolsistas de iniciação científica e tecnológica que se destacaram durante o ano sob os aspectos de relevância e qualidade do seu relatório final, bem como as instituições participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).
A cerimônia de premiação acontecerá durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no dia 25 de julho, na da Universidade de Brasília (UnB).
Estão abertas as inscrições para o Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica 2022, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em sua 42ª edição, o Prêmio contempla profissionais e instituições que contribuem de forma significativa para a formação de uma cultura científica no país e para aproximar a ciência, a tecnologia e a inovação da sociedade. Nesta edição, a categoria é a de Pesquisador e Escritor.
Os interessados têm até o dia 6 de maio de 2022 para enviar sua inscrição, que deve ser feita por correspondência, com envio da documentação, portifólio e ficha de inscrição, disponível no site do Premio.
A premiação consiste em valor, em dinheiro, no total de R$ 20 mil e diploma, além de hospedagem e passagem aérea para o agraciado participar da 74ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que deve ocorrer em julho de 2022, em Brasília. Durante a programação da SBPC, o premiado com o Prêmio José Reis ministrará conferência sobre o conjunto dos seus trabalhos.
A divulgação do vencedor está prevista para 8 de junho deste ano.
Informações adicionais sobre o Prêmio e os documentos necessários à inscrição podem ser encontradas no Regulamento, no site do Prêmio.
O Prêmio
O Prêmio José Reis tem três categorias, que se alternam a cada edição. Além de Pesquisador e Escritor, o Prêmio contempla também as categorias Jornalista em Ciência e Tecnologia e Instituição ou Veículo de Comunicação. A última premiação para a categoria Pesquisador e Escritor ocorreu na 39ª edição do Prêmio, em 2019. O vencedor, Marcelo Knobel, é bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq e professor titular do Departamento de Física da Matéria Condensada, do Instituto de Física, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Antes dele, a premiada na categoria foi a pesquisadora Luisa Massarani, também bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq e coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública em Ciência e Tecnologia, sediado na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Ela foi a vencedora da 36ª edição do Prêmio, em 2016.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriu as inscrições para a 19ª edição do Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica. O objetivo é estimular bolsistas de Iniciação Científica (IC) e de Iniciação Tecnológica (IT) cujos relatórios finais se destacam pela relevância e qualidade, e as instituições que contribuíram para alcançar os objetivos do programa.
Para submeter as propostas, as coordenações dos Programas Institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica - Pibic e do Pibiti das universidades e das instituições de pesquisa, devem encaminhar ao CNPq, por e-mail, até o dia 18 de março de 2022, os melhores relatórios, classificados ou premiados pelo comitê interno ou externo nas jornadas, salões ou seminários, realizados no 2º semestre de 2021.
Para cada uma das categorias - Bolsista de Iniciação Científica e Bolsista de Iniciação Tecnológica - serão premiados até três bolsistas, sendo um para cada grande área do conhecimento - Ciências da Vida; Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes.
As inscrições das instituições do Pibic para concorrer na categoria Mérito Institucional serão automáticas, desde que apresentem bolsistas do Pibic, Pibic AF ou oriundos de quota do pesquisador, inscritos na categoria Bolsista de Iniciação Científica.
Os bolsistas vencedores receberão R$7 mil em dinheiro (valor bruto), bolsas de mestrado ou de doutorado e diploma. A instituição agraciada na categoria Mérito institucional receberá cotas adicionais de bolsas Pibic/PIBITI e um troféu.
Todos os premiados e o representante da instituição agraciada com o Mérito Institucional recebem passagens aéreas e diárias para participar da próxima Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a ser realizada em julho de 2022, na Universidade de Brasília (UnB), em data a ser definida.
O resultado será divulgado pelo CNPq até 30 de junho de 2022.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), lançou chamada de concessão de bolsas no país em seis modalidades em cronograma único. A Chamada 25/2021 prevê R$ 40 milhões e beneficia, principalmente, jovens pesquisadores, com bolsas para recém-doutores, além de bolsas para atuação em empresas. Serão concedidas bolsas em todas as áreas do conhecimento nas modalidades Pós-Doutorado Junior (PDJ), Pós-Doutorado Sênior (PDS), Pós-Doutorado Empresarial (PDI), Pesquisador Visitante (PV), Doutorado Sanduíche Empresarial (SWI) e Doutorado Sanduíche no País (SWP). As bolsas devem ter início de junho de 2022 a maio de 2023.
O prazo de submissão vai até 7/02/22. Esse edital soma-se à chamada de bolsas no exterior que contempla as modalidades Doutorado-Sanduíche no Exterior (SWE) e Pós-Doutorado no Exterior (PDE).
As propostas serão avaliadas de acordo com os critérios de cada um dos 48 comitês assessores, descritos no anexo da Chamada, e devem ser submetidas pelo próprio candidato à bolsa, exceto para as modalidades a seguir:
Bolsa Pesquisador Visitante (PV): a proposta deverá ser submetida pelo supervisor vinculado à instituição executora;
Bolsa Doutorado-Sanduíche no País (SWP): a proposta deverá ser submetida pelo orientador da instituição de origem;
Bolsa Doutorado-Sanduíche Empresarial (SWI): a proposta deverá ser submetida pelo orientador da instituição de origem.
Leia as chamadas de cada uma das categorias:
Chamada CNPq 25/2021 - Pesquisador Visitante - PV 2021
Chamada CNPq 25/2021 - Pós-Doutorado Júnior - PDJ 2021
Chamada CNPq 25/2021 - Doutorado-Sanduíche Empresarial - SWI 2021
Chamada CNPq 25/2021 - Doutorado-Sanduíche no País - SWP 2021
Chamada CNPq 25/2021 - Pós-Doutorado Empresarial - PDI 2021
Chamada CNPq 25/2021 - Pós-Doutorado Sênior - PDS 2021
Cinco novas oportunidades de apoio a projetos de pesquisa em saúde foram abertas pela Fundação Bill e Melinda Gates no âmbito do Grand Challenges. As chamadas tratam de temas relacionados à ciência de dados, doenças tropicais e saúde materno-infantil e podem ser acessadas separadamente (em inglês).
A Fundação Bill e Melinda Gates (FBMG) é uma instituição sem fins lucrativos que financia pesquisas em diversas áreas do conhecimento. A FBMG atua tanto através de chamadas próprias, do financiamento direto a projetos, como em parceria com várias instituições ao redor do globo. No Brasil, é parceira do CNPq e do Ministério da Saúde em diversas ações de interesse mútuo ao longo dos anos.
Confira as chamadas:
Construindo Capacidade de Modelagem de Malária na África Subsaariana
Inovações na eliminação de doenças tropicais negligenciadas
Sequenciamento Metagenômico de Nova Geração para Detectar, Identificar e Caracterizar Patógenos
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) recebe, até 22 de março de 2021, inscrições para a 18ª edição do Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica. O objetivo é estimular as instituições e bolsistas de iniciação científica e de iniciação tecnológica cujos relatórios finais se destacaram pela relevância e qualidade, e que contribuíram para alcançar os objetivos do programa. Para cada uma das categorias, de bolsista de iniciação científica e bolsista de iniciação tecnológica, serão premiados até três bolsistas nas seguintes grandes áreas de conhecimento: Ciências da Vida; Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes.
Para submeter as propostas, as coordenações dos Programas Institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica das universidades e das instituições de pesquisa devem encaminhar para o e-mail pict@cnpq.br os melhores relatórios, classificados ou premiados pelo comitê interno ou externo nas jornadas, salões ou seminários, realizados no segundo semestre de 2020.
Os bolsistas vencedores receberão R$ 7 mil, bolsas de mestrado ou de doutorado e diploma. A instituição vencedora na categoria Mérito Institucional receberá cotas adicionais de bolsas e um troféu.
Além disso, todos os premiados e o representante da instituição receberão passagens aéreas e diárias para participar da próxima Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que será realizada em julho de 2021, em data a ser definida.
Confira todos os detalhes na página do Prêmio: Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica CNPq
Mais de 80 mil pesquisadores em todo o Brasil vão ficar sem bolsa a partir do mês de setembro, caso o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) não consiga sanar, de imediato, um déficit de R$ 330 milhões no seu orçamento. O Conselho divulgou uma nota sobre a suspensão da indicação de bolsistas no dia 15 de agosto.
Diante da gravidade da situação, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) manifestou apoio ao órgão, dado seu papel primoridial no apoio à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. Em carta, a Fiocruz destaca que os recursos são destinados a diversos projetos e ao financiamento de bolsas para estudantes e pesquisadores, que contribuem para o SUS e para a promoção de melhorias nas condições de vida e saúde da população brasileira.
Nesta quarta-feira (21/8), o presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras de Azevedo, estaria na Fiocruz**. No entanto, o evento foi cancelado: a coordenação do Núcleo de Estudos Avançados do IOC informou que, por motivo de agenda, a edição com o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), João Luiz Filgueiras de Azevedo foi cancelada. Filgueiras ministraria a palestra CNPq, ciência e inovação para o futuro do país.
No dia 16 de agosto, a Fiocruz publicou uma carta em apoio ao CNPq. Confira o texto completo, na íntegra:
"O Conselho Deliberativo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vem manifestar seu apoio ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) diante da grave crise orçamentária e financeira vivida pelo órgão. A Fiocruz defende a necessidade de dotação de recursos e infraestrutura adequados ao cumprimento da missão do CNPq de fomentar a ciência, tecnologia e inovação e atuar na formulação de suas políticas, contribuindo para o avanço das fronteiras do conhecimento, o desenvolvimento sustentável e a soberania nacional.
Conforme deliberação da 16ª Conferência Nacional de Saúde, a política nacional de saúde deve priorizar a ciência, tecnologia e inovação como base essencial para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e de um projeto nacional de desenvolvimento comprometido com a soberania nacional, autonomia tecnológica, com direitos sociais e sustentabilidade ambiental.
Como instituição científica e tecnológica voltada para a produção de conhecimentos e soluções em saúde pública, a Fiocruz é testemunha do papel primordial exercido pelo CNPq no apoio à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. São inúmeros os projetos desenvolvidos pela Fundação com suporte do CNPq, seja por meio de transferência de recursos diretos ou pelo financiamento de bolsas para estudantes e pesquisadores, que contribuem para o SUS e para a promoção de melhorias nas condições de vida e saúde da população brasileira.
Dentre os exemplos estão as pesquisas realizadas no enfrentamento da emergência sanitária representada pela síndrome congênita associada ao vírus zika, o desenvolvimento tecnológico de kits para diagnóstico diferencial pra Zika, Dengue e Chikungunya, e estudos realizados no campo da biodiversidade e saúde que permitem o rastreamento de casos de febre amarela e outras arboviroses. Todos esses representam avanços recentes obtidos pela Fiocruz com alto impacto para a sociedade e que contaram com central apoio do Conselho, prova contundente de sua relevância para o país.
A Fundação conta também com diversos programas responsáveis pela formação de jovens talentos na ciência e pelo desenvolvimento de conhecimento e tecnologias em favor da saúde do povo brasileiro, garantidos por meio parcerias com o CNPq: o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibit) e o Programa de Pesquisador Visitante. Ainda no campo do ensino, 40 programas de pós-graduação stricto sensu desta instituição, voltados para a formação de mestres e doutores nas diversas áreas das ciências biomédicas, pesquisa clínica, saúde coletiva e desenvolvimento tecnológico, dependem, em boa medida, dos recursos transferidos pelo CNPq. Centenas de estudantes poderão, portanto, não ter mais condições de estudar, caso esta grave crise financeira do CNPq não for revertida.
Diante dos riscos decorrentes para os projetos de pesquisa e ensino da Fiocruz, e entendendo que ciência, tecnologia e inovação devem ser considerados componentes estruturantes e estratégicos para a retomada de crescimento de um país justo, soberano, sustentável e voltado para as necessidades da sociedade, o Conselho Deliberativo se soma às diversas entidades científicas pela defesa da manutenção do CNPq e pela reversão de sua atual crise financeira."
*Com informações de Jornal da USP e Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)
**Atualizado em 20/8/2019.