A sessão do Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) de sexta-feira, dia 10 de novembro, aborda o tema ‘A experiência no doutorado honoris causa-França: transdisciplinaridade e ciência translacional’ com a diretora do IOC, Tania Araujo-Jorge. A atividade será transmitida pelo Canal do IOC no YouTube a partir das 10h.
Na ocasião, Mariza Gonçalves Morgado, pesquisadora do Laboratório de AIDS e Imunologia Molecular do Instituto, atuará como mediadora.
Assista ao Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz:
Por mais um ano consecutivo, estudantes da Fundação Oswaldo Cruz são contempladas no Prêmio Capes de Tese. A 16° edição selecionou 49 trabalhos e indicou outros 92 a menções honrosas, 3 deles são da Fiocruz. Os trabalhos agraciados foram desenvolvidos nas áreas de avaliação: medicina e saúde coletiva; e abordaram a temática da saúde da criança e da mulher, da saúde e saneamento, e das doenças infecciosas. Confira mais detalhes sobre as teses das alunas Fernanda de Oliveira Demitto Tamogami, Roberta Falcão Tanabe e Anelise Andrade de Souza.
O Prêmio reconhece os melhores trabalhos de conclusão de doutorado defendidos em programas de pós-graduação brasileiros de acordo com critérios de originalidade, relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação, assim como o valor agregado pelo sistema educacional ao candidato.
Análise da interação entre saneamento e um programa brasileiro de transferência condicionada de renda na mortalidade e morbidade por diarreia e desnutrição em crianças menores de cinco anos de idade - Anelise Andrade de Souza
O trabalho de Anelise Andrade de Souza foi desenvolvido no Pós-graduação em Saúde Coletiva, organizado pelo grupo de pesquisa Políticas Públicas e Direitos Humanos em Saúde e Saneamento (PPDH), ligado ao Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas), sob a orientação de Léo Heller e coorientado por Rômulo Paes de Sousa e Sueli Mingoti.
O objetivo do estudo foi avaliar concomitantemente o acesso da população a condições adequadas de saneamento e ao Programa Bolsa Família, e o efeito dessa interação na morbidade e mortalidade por desnutrição e diarreia em menores de cinco anos de idade.
Segundo a pesquisa, em um país desigual como o Brasil, ainda prevalecem deficiências nos serviços de saneamento, saúde e educação, além de grande parte das famílias brasileiras não terem acesso a uma renda mínima, principalmente aquelas residentes em áreas periurbanas e rurais. Com isso, a vulnerabilidade econômica e social de grande parte da população torna-as mais propensas a manter ciclos de doença e pobreza. Assim, políticas públicas, como intervenções em saneamento e em programas de transferência condicionada de renda potencialmente alteram de forma positiva os principais determinantes sociais da saúde.
O estudo ecológico misto, com municípios como unidade de análise, utilizou dados em painel resultantes da compilação de bases referentes aos anos de 2006 a 2016. Dos 5.560 municípios brasileiros no ano de 2006, foram selecionados para participar, compondo os agregados de análise de dados, todos aqueles que apresentavam, ao mesmo tempo, adequabilidade dos dados de estatística vital; dados anuais de internação e óbito por desnutrição e diarreia para menores de cinco anos de idade; dados de cobertura da população alvo e total municipal pelo Programa Bolsa Família; e dados de cobertura por serviços de saneamento para os anos de 2000 e 2010.
Os resultados indicaram modificação do efeito, com diminuição das taxas de morbidade e mortalidade, quando presentes simultaneamente o acesso da população municipal a serviços de saneamento adequados e alta cobertura da população pelo Programa Bolsa Família. Dessa forma, a pesquisa de Anelise defende que maiores investimentos em saneamento em prol da universalização dos serviços, principalmente onde existem coberturas maiores da população total e alvo pelo Programa Bolsa Família, pode potencializar seus impactos, devendo essas medidas serem prioridades, com vistas a prevenir adoecimento e mortes em menores de cinco anos pelas doenças relacionadas à pobreza indicadas.
Corpos híbridos - a tecnologia incorporada na vida: explorando as relações de cuidado de crianças com condições crônicas complexas em Terapia Intensiva - Roberta Falcão Tanabe
O trabalho de Roberta Falcão Tanabe foi desenvolvido no doutorado acadêmico em Saúde da Criança e da Mulher, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), sob a orientação de Martha Cristina Nunes Moreira. O objetivo da pesquisa foi compreender o cuidado de crianças que ficam longamente internadas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), explorando as relações das pessoas com as máquinas [presentes na UTI], que se compõem tanto pelos equipamentos médicos que sustentam as vidas como aqueles que apoiam as relações entre as pessoas, como smartphones e tablets. De acordo com a autora, uma das contribuições dadas pelo trabalho é a elaboração de um percurso inovador na forma de conceber e realizar a pesquisa no campo da Saúde Coletiva.
Roberta contou que usou textos literários de sua autoria, inspirados na experiência pessoal de cuidado de crianças na UTI, para a construção de um diálogo que conectasse a racionalidade à sensibilidade. As crônicas apresentam o universo da doença e da UTI a partir de diferentes perspectivas: o olhar da criança, do profissional de saúde e dos familiares. “Os textos literários foram costurados em uma associação temática com a teoria da tese em um exercício de tentar aproximar os leitores da experiência humana ligada a uma realidade dura apresentada a partir de uma proposta lírica. Como o estudo teve como matéria-prima a narrativa do cuidado situada a partir de diferentes perspectivas e lugares na cena clínica, seus resultados alcançam potência reflexiva ao permitirem vocalizar a produção de sentidos de crianças, familiares e profissionais em suas relações com as máquinas e com os demais humanos na UTI”.
A pesquisadora apontou que outra contribuição da tese foi considerar a análise dos distintos tipos de máquinas presentes na UTI na construção da complexidade do cuidado no contexto contemporâneo. Há, além da sofisticação dos equipamentos médicos, a conectividade proporcionada por smartphones que eliminam fronteiras físicas, ligando pessoas e ambientes dentro e fora do hospital”, disse ela.
Sobre ser contemplada no Prêmio Capes, a aluna salientou que o reconhecimento por um trabalho é sempre uma grande alegria, sobretudo quando ele foi resultado de um aprendizado muito desafiador. No entanto, segundo Roberta, “nenhuma conquista pode ser justamente celebrada sem que a generosidade dos múltiplos apoios recebidos ao longo do caminho possa ser apontada. Portanto, quero destacar a parceria competente e sensível da minha orientadora, que acreditou numa proposta autoral ousada incorporando meus textos literários como instrumento criativo na produção do conhecimento científico. Além disso, gostaria de sublinhar o papel fundamental de Martha, ao lado de todos os professores da pós, no despertamento do interesse e do encanto pela abordagem qualitativa, até então uma absoluta novidade para minha trajetória como pesquisadora”, disse ela agradecida.
Roberta contou ainda que, paralelamente à tese, foi construído o livro “Mosaico: vidas em reinvenção”, publicado em 2019 pela Editora Texto Território. Para ela, nessa versão literária do universo em estudo, “a dimensão humana do cuidado de crianças que têm suas vidas atravessadas por condições crônicas e graves de saúde é apresentada numa perspectiva ficcional, vocalizando de forma caleidoscópica os diferentes olhares desta experiência complexa. Sua divisão interna, contemplando a perspectiva da criança, dos familiares e dos profissionais de saúde, pareceu ser um caminho interessante para apresentar os resultados da tese. Nesse sentido, houve um entrelaçamento coerente e natural entre as duas produções textuais na composição de um corpo híbrido. Essa referência retorna ao título da tese para recuperar o colapso das fronteiras entre humanos e não humanos, e também dos limites da produção de conhecimento científico pelo imbricamento da narrativa acadêmica e literária”.
Efetividade dos tratamentos antituberculose e antirretrovirais em combinação - Fernanda de Oliveira Demitto Tamogami
O trabalho de Fernanda de Oliveira Demitto Tamogami, foi desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas, ligado ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), e orientado por Valeria Cavalcanti Rolla, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Micobacterioses (LAPCLINTB/INI), e Bruno de Bezerril Andrade, pesquisador do Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia).
O estudo teve como objetivo analisar a efetividade dos regimes terapêuticos utilizados, examinar as relações entre anemia e desfechos desfavoráveis (morte e falha de tratamento), além de avaliar a sobrevida em pacientes com coinfecção tuberculose-HIV durante terapia antituberculose.
A pesquisa avaliou os fatores de risco para desfechos desfavoráveis no tratamento de tuberculose em pacientes que já estavam em terapia antirretroviral (Tarv) e outros pacientes que ainda não tinham recebido Tarv. “Usamos uma abordagem inovadora. Bruno Andrade é um estudioso dos processos inflamatórios e calculou uma forma de relacionar os resultados de exames de baixa complexidade e que são feitos na rotina do acompanhamento dos pacientes, como hemograma e bioquímica, com a inflamação provocada pela tuberculose. Tudo indica que existe e já temos alguns artigos sobre o tema”, explicou Valeria sobre o trabalho.
A pesquisa concluiu que os fatores de risco para mortalidade e falha do antirretroviral (ARV) foram diferentes entre virgens de ARV (VT) e previamente expostos a ARV (PE), sendo o último grupo alvo para ensaios com drogas compatíveis com rifampicina para melhorar os desfechos de tratamentos desfavoráveis. E também apontou que a anemia persistente em pessoas que vivem com HIV/Aids (PVHA) durante o curso de terapia anti-tuberculose (ATT) está intimamente relacionada com perturbação inflamatória (DIP) crônica.
*com informações da Capes e do INI/Fiocruz
O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) em parceria com o Programa USP Diversidade da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo (PRCEU-USP) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) disponibilizaram o Repositório de Educação Integral em Saúde, HIV/Aids e Diversidade. Nele é possível encontrar artigos científicos, planos de aula e vídeos, pesquisas, materiais didático-pedagógicos, estatísticas além de outros documentos normativos de temas como educação, saúde e diversidade, HIV, Aids, sexualidade, direitos humanos e inclusão. O acesso é realizado de forma aberta, online e para livre consulta, o que favorece a inclusão de pessoas da sociedade civil e acadêmica. O Repositório ainda disponibiliza materiais em inglês e espanhol, além do português, para que os conteúdos tenham o potencial de serem disseminados também por pessoas de outros países.
O Repositório é um dos produtos do Programa USP Diversidade, que é vinculado ao Programa USP Comunidade da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP e tem por objetivo desenvolver ações que estimulem a igualdade, a solidariedade, a inclusão, a promoção e fortalecimento do respeito aos direitos humanos. “A diversidade promove o desenvolvimento de talentos, perspectivas e experiências que constroem uma sociedade mais inovadora, próspera e inclusiva. Neste contexto, a universidade tem o potencial de gerar e de disseminar conhecimentos, ideias e informações corretas e seguras que corroboram o desenvolvimento social”, explica a professora da USP e coordenadora da iniciativa, Ana Paula Morais Fernandes. “Assim, este Repositório tem o papel de reunir, oferecer, disseminar e possibilitar o acesso à informações confiáveis para serem utilizadas em pesquisas, educação e formação cidadã”, finaliza.
Como acessar
Para acessar a plataforma e acompanhar os conteúdos disponíveis, não é necessário criar uma conta. Basta acessar o site do Repositório e navegar pelas categorias Cultura e extensão, Documentos Normativos, Ensino e Pesquisa. Para sugerir materiais ou deixar feedbacks sobre o Repositório, basta entrar em contato pelo e-mail diversidade@usp.br.
Alinhamento com os objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Como parte do mandato do Unaids, o apoio ao Repositório auxilia o desenvolvimento de 3 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para a agenda 2030: 3. Boa saúde e bem-estar; 4. Educação de Qualidade e 5. Igualdade de gênero. A utilização desses materiais por pessoas da sociedade civil, estudantes, professores e professoras e comunidade acadêmica contribui para que os ODS sejam buscados de forma interconectada e atuem de forma preventiva em relação ao futuro do planeta.
É com muita alegria que participamos dessa iniciativa, com parceiros da importância do Unaids e da USP”, destaca Marlova Jovchelovitch Noleto, diretora e representante da Unesco no Brasil. “O Repositório é um marco para avançarmos em ações que promovam a inclusão, a igualdade, a solidariedade e o fortalecimento do respeito aos direitos humanos. O acesso à educação de qualidade é essencial para a construção da paz, do desenvolvimento socioeconômico sustentável e também do diálogo intercultural”, afirma.
“Promover espaços como o Repositório é essencial para que o HIV seja tratado de forma educativa e que possamos prevenir novas infecções por HIV em pessoas jovens”, comenta Claudia Velasquez, diretora e representante do Unaids no Brasil. O relatório "Agarrar a oportunidade: enfrentando as desigualdades enraizadas para acabar com epidemias", lançado pelo Unaids, em julho deste 2020, mostra que 21% das novas infecções por HIV na América Latina em 2019 aconteceram em pessoas entre 15 e 24 anos. “Falar sobre HIV na juventude é necessário para que essa porcentagem diminua nos próximos anos e que possamos acabar com a epidemia da Aids como ameaça à saúde pública até 2030”, finaliza Claudia. Já a pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP, professora Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, ressalta o momento oportuno do lançamento da plataforma: "Apesar de já estar sendo construído há alguns meses, este material chega ao público em um contexto em que é importante lembrar que diversos vírus e epidemias seguem ativos e relevantes. Não podemos relegar nenhum deles a segundo plano, sob riscos não somente sanitários, mas também sociais", comenta.
O Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) promove a 5ª edição do seu curso de inverno, que terá como tema A Covid-19 na história das epidemias: rupturas e continuidades. Devido às medidas de isolamento social, o evento será realizado no formato de seminário, portanto não haverá inscrição e nem certificação. As apresentações serão transmitidas pela internet, ao vivo, entre 20 e 24 de julho, das 15h às 16h30. O link da transmissão estará disponível na página da COC nos dias do evento. Acompanhe e participe!
A atual pandemia de Covid-19 impôs transformações abruptas no cotidiano de quase um terço da população mundial. Diante da novidade de um vírus desconhecido, identificado pelos cientistas como SARS-CoV-2, cujas características ainda são objeto de intenso debate entre pesquisadores, a prática do isolamento social emergiu como o único método eficaz para retardar a espantosa velocidade de contágio da doença causada pelo novo patógeno. Trata-se de um desafio sanitário de dimensões inéditas para o último século, cuja escala é somente comparável ao surto de gripe espanhola em 1918.
Contudo, epidemias, assim como seus desdobramentos sociais e econômicos, acompanham a experiência humana em seus mais variados tempos e contextos históricos. Taxas de mortalidade atípicas, quarentenas, estigmas associados aos doentes, promessas de curas milagrosas, resistências a medidas profiláticas, são alguns dos elementos que atravessam a história das epidemias, e que agora ocupam de forma quase integral os nossos dias.
Dividido em cinco módulos — cada um dedicado a uma doença e analisado à luz da atual pandemia —, a 5ª edição do curso de inverno visa encorajar a reflexão acerca das relações entre a atual pandemia e outras crises sanitárias marcantes na história da saúde no Brasil. Coordenado pelos pesquisadores Ricardo Cabral e Carolina Arouca, o curso discutirá temas como a atuação do poder público, o perfil da população mais vulnerável ao contágio, as possibilidades de identificação e combate do patógeno, ou a natureza dos medicamentos, entre outros.
Programação
Aula 1: As epidemias de cólera do século 19 no Brasil: raça, ciência e saúde
Professora: Dra. Kaori Kodama
Aula 2: Epidemias de Varíola e Pandemia de Covid: políticas públicas, conhecimento científico e educação popular - diferenças históricas no século 20
Professora: Dra. Tania Maria Fernandes
Aula 3: Epidemia de HIV/Aids no Brasil: do estigma às respostas públicas
Professora: Dra. Eliza Vianna
Aula 4: As epidemias nas páginas dos jornais: a gripe espanhola e a atuação do Instituto Oswaldo Cruz
Professoras: Dra. Lorenna Ribeiro Zem El-Dine e Dra. Vanessa P. da Silva e Mello
Aula 5: Epidemias de febre amarela no Brasil
Professor: Dr. Jaime Larry Benchimol
Serviço
Tema: A Covid-19 na história das epidemias: rupturas e continuidades
Coordenação: Ricardo Cabral e Carolina Arouca
Data: 20/7 a 24/7
Horário: 15h às 16h30
Informações: ppghistoriasaude@fiocruz.br
Estão abertas, até 3 de junho, as inscrições para o curso de doutorado do Programa em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz). A formação tem o objetivo de desenvolver nos alunos uma visão integral da pesquisa clínica, através do estudo multidisciplinar das doenças virais, bacterianas, parasitárias e fúngicas — em especial, HIV/AIDS, HTLV e suas manifestações clínicas, micobacterioses, doença de Chagas, leishmanioses e micoses.
O programa do curso é abrangente, interdisciplinar e multiprofissional na pesquisa clínica em doenças infecciosas, buscando a excelência em ciência, tecnologia e inovação. Os candidatos devem ter graduação completa e, preferencialmente, o título de mestre. É necessário que o projeto de doutorado seja na área de pesquisa clínica em doenças infecciosas nas linhas de pesquisa do programa.
O regime do curso é de tempo integral, com duração máxima de 48 meses. O número de vagas poderá variar de acordo com o número de bolsas para esta chamada semestral, além da disponibilidade dos orientadores para o doutorado. Do total de vagas, 90% serão de livre concorrência e 10% são destinadas a candidatos que se declararem pessoa com deficiência ou se autodeclarem negros (pretos e pardos) ou indígenas, desde que aprovados no processo seletivo.
Acesse o edital e inscreva-se através do Campus Virtual Fiocruz.
Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail cpg@ini.fiocruz.br.
Entre os dias 24/2 e 28/2, os educadores comunitários do Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids (LaPClin-Aids) do INI/Fiocruz estarão pelas ruas do Carnaval do Rio de Janeiro conscientizando o público sobre a importância do sexo seguro para a prevenção do HIV e das doenças sexualmente transmissíveis (DST), como sífilis ou hepatite B. Além de esclarecer dúvidas, a equipe apresentará as pesquisas realizadas pelo laboratório - PrEParadas e A.M.P. – e distribuirá preservativos, géis, brindes e materiais informativos. Confira as datas e locais de atuação dos educadores:
Sexta, 24/2
Festa Impulse (Santa Teresa)
Bloco das Piranhas (São João de Meriti)
Sábado, 25/2
Bloco Sereias da Guanabara (Praça XV)
Carnaval da Gafieira Elite (Centro)
Carnaval Site Club (Nova Iguaçu)
Domingo, 26/2
Sambódromo/"Balança mas não cai"
Segunda, 27/2
Parque de Madureira/Blocos e bandas
Baile da Gafieira Elite (Centro)
Sambódromo/"Balança mas não cai"
Terça, 28/2
Banda de Ipanema
Bloco das Quengas (Lapa)
A Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP), tratamento para quem manteve relações sexuais sem a proteção de preservativos, também faz parte da campanha de divulgação. A PEP consiste no uso de um medicamento contra o HIV por 28 dias, a fim de evitar a infecção da doença, e está disponível gratuitamente no ambulatório do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz – Av. Brasil 4365- Manguinhos - Rio de Janeiro - RJ). O tratamento também é encontrado nos serviços de saúde ou emergências públicas de todo o país e a recomendação é que seja iniciado até 72 horas depois da exposição ao risco. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 9090 (21) 2260-6700 (ligação gratuita).
Lembre-se! A PEP não previne as demais doenças sexualmente transmissíveis e, quanto mais rápido o tratamento for iniciado, melhor será seu resultado. A camisinha ainda é a forma mais eficaz de prevenir o HIV e outras DST. Aproveite o Carnaval sem descuidar da sua saúde!
Fonte: Antonio Fuchs e Juana Portugal (INI/Fiocruz)