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SANITARISTAS PARA 2050 - 1

Unidade/ofertante: Instituto Aggeu Magalhães Telefone: (81) 2101.2500 ou 2101-2600.
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Sobre o curso

Descrição: Apesar de ser uma das maiores conquistas da sociedade brasileira, o SUS enfrenta constantes ameaças do mercado da saúde e de instabilidades políticas. Para garantir a continuidade dos direitos conquistados e formar novos protagonistas para a Reforma Sanitária, é fundamental que as novas gerações conheçam e defendam o SUS. Neste contexto, o curso Formando Sanitaristas para 2050 propõe uma formação inovadora a partir da discussão sobre o Direito a saúde, a Democracia, a Equidade e Universalidade no Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando o jogo digital SuperSUS como ferramenta central. O objetivo é promover o debate sobre os desafios no acesso à saúde, estimulando jovens e educadores a atuarem de forma ativa em seus territórios. O curso adota a pesquisa-ação como metodologia, abordando transversalmente as iniquidades de raça/etnia, gênero, condição socioeconômica, interiorização do acesso e capacitismo. Entre as atividades, destaca-se o mapeamento do conhecimento dos jovens sobre o SUS em escolas públicas e um desafio pautado em ações práticas para propor soluções criativas e lúdicas, baseadas no conteúdo do SuperSUS, para enfrentar desafios reais vivenciados por estados e municípios



Objetivo Geral: Ao final das 65 horas de curso, os alunos terão consolidado uma compreensão aprofundada da evolução histórica da Saúde Pública no Brasil, reconhecendo os marcos centrais da Reforma Sanitária e sua articulação com o processo democrático que resultou na consolidação do SUS como direito social. Serão capazes de analisar criticamente o fenômeno da desinformação em saúde e ciência, identificando diferentes fontes de notícias falsas e aplicando estratégias de checagem de informações para fortalecer a participação social. Além disso, os participantes mapearão a estrutura do SUS na prática, descrevendo níveis de atenção e seus fluxos de encaminhamento, avaliando desafios operacionais e propondo soluções de melhoria para a gestão local. Habilidades de protagonismo cidadão e profissional serão estimuladas por meio do planejamento de ações de mobilização e advocacy, articulando direitos e deveres no contexto juvenil e promovendo a equidade e a universalidade do sistema. No desenvolvimento de projetos territoriais, os estudantes aprenderão a levantar indicadores locais de iniquidades de acesso à saúde, elaborando um plano de ação comunitária fundamentado em metodologias participativas e fazendo uso do jogo digital SuperSUS como recurso pedagógico para estimular reflexão, debate e proposição de soluções inovadoras. Finalmente, será possível construir instrumentos de avaliação — como portfólios digitais, relatórios de campo e autoavaliações — que permitam refletir criticamente sobre os resultados alcançados e ajustar continuamente as práticas educativas.



Justificativa: O Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta, atualmente, grandes desafios diante da avalanche de informações negativas, fake news e desinformação que circulam na sociedade, especialmente nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Essa infodemia, intensificada durante e após a pandemia de Covid-19, impacta diretamente a confiança da população em políticas públicas de saúde, como a vacinação, e dificulta o acesso a informações seguras e baseadas em evidências científicas. A importância da ciência e da informação qualificada é central para o fortalecimento do SUS, pois só com conhecimento científico, comunicação clara e participação social é possível combater a desinformação e promover o controle social efetivo sobre as políticas de saúde. Além disso, a identificação dos problemas de saúde na comunidade, por meio de metodologias participativas e mapeamento coletivo, é fundamental para planejar ações mais eficazes, alinhadas às necessidades reais da população e fortalecendo a atuação territorial do SUSEste tema propicia a compreensão dos direitos e deveres dos cidadãos no Sistema Único de Saúde (SUS), destacando a importância do controle social, da participação popular e da educação em saúde para a consolidação e fortalecimento do sistema. A proposta incentiva o protagonismo juvenil por meio de atividades práticas, como jogos educativos e campanhas, estimulando o engajamento e a construção coletiva de soluções para os desafios da saúde pública.Além disso, propicia a compreensão do conceito de saúde pública e sua relevância para a sociedade, destacando a relação direta entre saúde e condições de vida. A abordagem contempla o surgimento do Sistema Único de Saúde (SUS), seus princípios fundamentais e o papel central da equidade no acesso aos serviços. O tema também aprofunda a discussão sobre como o racismo estrutural impacta a saúde pública, resultando em desigualdades raciais no acesso e na qualidade do atendimento, e valoriza as lutas e conquistas históricas da população negra por direitos e reconhecimento na área da saúde.



Promover o protagonismo juvenil nas escolas públicas, contribuindo para a continuidade da Reforma Sanitária e a garantia da equidade e universalidade no SUS. O foco é o enfrentamento das principais iniquidades de acesso à saúde, utilizando o jogo digital SuperSUS como recurso educacional para estimular a reflexão, o debate e a proposição de soluções inovadoras e inclusivas